Rede social ajuda no fortalecimento de cristãos do Oriente Médio

Mais de 500 mil pessoas foram alcançadas nos três primeiros meses de 2021

Em tempo de pandemia de COVID-19 e aumento de perseguição aos cristãos, as redes sociais são aliadas no encorajamento dos seguidores de Jesus no Oriente Médio. Dessa maneira, os cristãos locais têm acesso aos conteúdos bíblicos e podem estar certos de que não estão sozinhos, mas fazem parte do corpo de Cristo espalhado pelo mundo.  

Segundo Roger*, parceiro da Portas Abertas, a ideia era encorajar os cristãos na Síria e no Iraque que enfrentavam perseguição e precisavam se deslocar para garantir a sobrevivência. A iniciativa faz parte da campanha Esperança para o Oriente Médio, que já dura sete anos.

“Queríamos criar um sentimento de unidade e mostrar que os cristãos ao redor do mundo consideram os cristãos do Oriente Médio como parte da família e pensam e oram por eles. Isso dá aos cristãos do território a sensação de que não estão sozinhos ou esquecidos nas lutas”, explica o colaborador.

Como tudo começou

No início, em 2016, as mensagens eram enviadas diariamente por um aplicativo de celular. Cerca de 4.500 pessoas no Oriente Médio baixaram o aplicativo e recebiam o encorajamento por notificações que apareciam nas telas dos smartphones. Porém, o alcance das mensagens e interações eram limitadas por questões técnicas e dificuldade em divulgar o aplicativo na região.

Em 2017, a Portas Abertas criou uma página no Facebook com o mesmo objetivo e mais pessoas puderam ser alcançadas pelas mensagens bíblicas. Até agora, 38 mil pessoas curtiram a página e têm acesso a todo conteúdo postado nela. Já em 2020, foi criado um perfil no Instagram para que mais pessoas fossem impactadas. “Agora, após 4 anos, a campanha tem um alcance total de 7 milhões de pessoas, cerca de 1 milhão de indivíduos únicos”, revela Roger.

O impacto em 2021

Apenas nos três primeiros meses de 2021, mais de 500 mil pessoas foram alcançadas, 239 mil no Iraque, 109 mil no Líbano, 28 mil no Egito e 17 mil na Jordânia. Porém, ainda há o desejo de alcançar a Síria, mas porque é proibida no país a publicidade no Facebook, a taxa de alcance é menor. “Mas ainda os alcançamos por meios alternativos, e tentamos alcançar os sírios que deixaram o país nos países vizinhos”, justifica Roger.

A interação com a página também é grande, já que teve 24 mil comentários e 10 mil compartilhamentos: “Recebemos centenas de mensagens, muitas expressando como as pessoas foram incentivadas pela página”. Alguns dos contatos eram pedidos de socorro, pois a situação dos cristãos no Oriente Médio é muito difícil. “Alguns pediram ajuda financeira ou para deixar os países e emigrar para a Europa ou outras nações ocidentais”, comenta o cristão.

Roger acredita que esse trabalho tem se tornado essencial para os seguidores de Jesus em países de maioria islâmica. “É importante continuar a encorajar os cristãos do Oriente Médio à medida que eles enfrentam dificuldades e lutas. Também é importante manter essa conexão entre as diferentes partes do corpo de Cristo”, finaliza.

* Nome alterado por segurança.

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