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Quem é Leah Sharibu?

A cristã nigeriana está desaparecida desde 19 de fevereiro de 2018
Portas Abertas • 16 fev 2026
Leah Sharibu representa milhares de outras jovens cristãs sequestradas por extremistas islâmicos na Nigéria

Leah Sharibu é uma cristã que foi sequestrada com outras 109 estudantes em Dapchi, Norte da Nigéria. Ela tinha apenas 14 anos quando foi levada pelo grupo extremista Boko Haram, em 19 de fevereiro de 2018. Com o passar dos anos, o Boko Haram ganhou segmentações, de modo que o braço do grupo extremista conhecido como Estado Islâmico da Província da África Ocidental (ISWAP) é citado como responsável pelo rapto também.

Um mês após o sequestro, quase todas as garotas capturadas foram libertas, seis morreram a caminho do cativeiro e a seguidora de Jesus continua em poder do grupo jihadista. A jovem cristã permanece refém porque se recusou a usar o hijab (véu muçulmano) e se converter ao islã.

O que aconteceu após o sequestro de Leah Sharibu?

Em abril de 2018, os líderes cristãos Justin Welby e Josiah Idowu-Fearon pediram ao então presidente da Nigéria, Muhammadu Buhari, que fizesse o possível para garantir a libertação de Leah Sharibu. Na ocasião, o chefe do Poder Executivo informou que estava cuidando do caso “silenciosamente” e que contava com o apoio de organizações como a Cruz Vermelha.

Dias depois, em visita aos Estados Unidos, Buhari prometeu resgatar Leah e outras meninas sequestradas de Chibok na Nigéria. Porém, Nathan Sharibu, pai da cristã, acusou o governo de abandonar a família. Saiba quem são as meninas de Chibok e como os sequestros de meninas cristãs afetam a igreja na Nigéria.

 

Rebecca Sharibu, mãe de Leah, observa um quadro feito em homangem à filha
Leah Sharibu recebeu muitas homenagens e gestos de apoio enquanto permanece em cativeiro desde 2018

Em agosto, o presidente nigeriano recebeu um áudio de Leah que dizia:

Um problema nacional

 

Ainda em 2018, o presidente Buhari falou com Rebecca Sharibu, mãe de Leah, pela primeira vez. E dias depois, os jihadistas mataram Hauwa Leman, uma funcionária da Cruz Vermelha e ameaçaram nunca libertar a jovem cristã. Mas a situação é reflexo de uma crise muito maior na Nigéria que é ignorada por muitos.

O ministro da Informação, Alhaji Lai Mohammed, fez um discurso público sobre o caso: “Os nigerianos devem reconhecer que qualquer um de nossos cidadãos, seja rapaz ou moça, muçulmano ou cristão, é querido para nós. Não devemos olhar para Leah Sharibu como cristã ou muçulmana, mas como uma filha preciosa do país”.

Em abril de 2019, um porta-voz de Buhari garantiu progresso nas investigações, mas até hoje nada concreto aconteceu. Sem informações oficiais, alguns boatos sobre Leah ganharam as manchetes dos jornais nigerianos.

Em um vídeo, a trabalhadora humanitária, Grace Taku, pediu socorro para ser liberta dos extremistas e garantiu que Leah estava morta. Mas a presidência da Nigéria negou o fato: “As linhas de comunicação permanecem abertas com os sequestradores para garantir a libertação de Leah Sharibu. Ao contrário dos relatos falsos, ela está viva – com garantias de nossas agências de segurança – e o governo está comprometido com seu retorno seguro, assim como o de todos os outros reféns”.

Um rumor garantia que Leah tinha sido forçada a se tornar muçulmana e a se casar com um alto comandante do grupo extremista. Outro boato dizia que a cristã era mãe de um menino. Mas a família Sharibu não acreditou e pediu apenas provas de que a jovem estivesse viva.

 

O pai, a mãe e a avó de Leah Sharibu estão lado a lado, respectivamente nesta ordem
O pai, a mãe e a avó de Leah Sharibu foram profundamente abalados pelo sequestro

Os pais de Leah decidiram não dar mais entrevistas e nomearam o reverendo Gideon Para-Mallam como porta-voz deles. Em uma das ocasiões em que o líder cristão falou com jornalistas, ele garantiu que a jovem sequestrada estava viva, pois foi vista por um dos prisioneiros libertos, e a informação foi confirmada na época por autoridades diplomáticas.

Em janeiro de 2022, as autoridades nigerianas disseram que não desistiram de libertar a cristã. O chefe-maior do Estado de Defesa da Nigéria disse: “Com a posição privilegiada que ocupo, estou ciente dos planos e, é claro, dos processos que estão em vigor para garantir que não apenas Leah Sharibu, mas todas as outras pessoas mantidas em cativeiro sejam libertas”. 

Em setembro de 2023, agências de notícias nigerianas afirmaram que ela continua em cativeiro, além de estar casada com um extremista islâmico. Também foi noticiado que forças locais de segurança disseram que Leah lidera uma equipe médica na região do Lago Chade. Apesar de divulgado em diversos veículos de imprensa, os pais de Leah afirmaram não acreditar na notícia do casamento.

 

Leah foi a única cristã sequestrada pelo Boko Haram na Nigéria?

Leah Sharibu não foi a única capturada pelo Boko Haram. Há sequestros de jovens e crianças cristãs frequentemente no país. De acordo com os dados da Lista Mundial da Perseguição (LMP), a Nigéria é o país número um em sequestro de seguidores de Jesus nos últimos anos. Veja o número de cristãos sequestrados na Nigéria e em outros países do ranking dos 50 países mais perigosos para seguir a Jesus.

A história de Leah não é única. Outras jovens, como as meninas de Chibok, tiveram as vidas destruídas pelos jihadistas. Veja o depoimento de pais das jovens sequestradas que esperam por suas filhas com grande amor e saudade.

Por que meninas e mulheres cristãs são alvos frequentes de sequestro na Nigéria?

Quando jovens e mulheres cristãs sequestradas voltam para as comunidades de origem, elas enfrentam o preconceito dos familiares. Por causa dos abusos sexuais, muitos consideram que elas foram contaminadas e perderam o valor social. Quando elas retornam com filhos, as crianças são taxadas como filhas de extremistas. Por isso, a igreja local é fundamental para que o verdadeiro valor dessas mulheres seja reconhecido tanto dentro de casa como fora dela. Veja o testemunho de cura da jovem Alhieri.

A maioria dos casos de captura de cristãos aconteceu nos estados do Norte da Nigéria, como Borno, Adamawa, Kaduna, Katsina e Níger. Mas não é só o Boko Haram que usa esse tipo de arma para perseguir os seguidores de Jesus. Outros grupos armados agem dessa forma. Nesses locais, grande parte dos sequestros resultam em morte das vítimas. 

Você pode erguer sua voz pelo fim da violência extrema contra cristãos na Nigéria. Veja agora como assinar a petição Desperta África e quebrar o silêncio sobre a grave situação de nossos irmãos na fé na Nigéria e em outras partes da África Subsaariana.

Um mulher olha para frente vestida com uma bata e turbante rosa com partes azuis e um lenço amarelo em volta de seu colo. No fundo marrom, lê-se "pelo fim da violência na África Subsaariana" e o botão em laranja "Assine a petição"