7

Nigéria

NG
Nigéria
  • Tipo de Perseguição: Opressão islâmica, hostilidade etno-religiosa, paranoia ditatorial, corrupção e crime organizado
  • Capital: Abuja
  • Região: Oeste Africano
  • Líder: Muhammadu Buhari
  • Governo: República presidencialista
  • Religião: Islamismo e cristianismo
  • Idioma: Inglês, iorubá, igbo, hausa, fulani
  • Pontuação: 87


POPULAÇÃO
211,4 MILHÕES


POPULAÇÃO CRISTÃ
98 MILHÕES

Como é a perseguição aos cristãos na Nigéria? 

Na região norte da Nigéria, os cristãos vivem sob a constante ameaça de ataques de grupos extremistas como Boko Haram, Estado Islâmico da Província da África Ocidental (ISWAP, sigla em inglês) e extremistas fulanis.  

Embora todos os cidadãos estejam sujeitos a ameaças e violência, os cristãos são visados por causa da fé em Jesus. O ISWAP e o Boko Haram querem eliminar a presença cristã na Nigéria e os extremistas fulanis atacam apenas as aldeias cristãs. 

Os cristãos do Norte vivem sob a sharia (conjunto de leis islâmicas) e são discriminados e tratados como cidadãos de segunda classe. Os cristãos ex-muçulmanos enfrentam rejeição da família, pressão e violência para renunciar à fé em Jesus.  

Desde que fui agredida sexualmente duas vezes, o ódio por mim mesma e a vergonha cresceram dentro de mim. Eu me sentia suja e indigna, mas agora sei que, apesar do que aconteceu, Deus ainda me vê como uma bela jovem. Eu fui feita de forma maravilhosa e à imagem do Senhor. Tenho mais confiança agora e estou pronta para enfrentar o mundo de cabeça erguida porque sou valorizada por Deus. 

Faith (pseudônimo), cristã perseguida na Nigéria 

O que mudou este ano? 

Os cristãos continuam a ser atacados no Norte da Nigéria, aumentando a classificação do país. A violência continuou inalterada, fazendo da Nigéria um dos únicos lugares no mundo onde as restrições e os bloqueios de viagens durante a pandemia de COVID-19 não impediram os incidentes contra cristãos. Além disso, os seguidores de Jesus no território enfrentam pressão e discriminação diárias. 

A insegurança também se espalhou para o Sul do país, pois os extremistas fulanis e outros grupos se estabeleceram nas florestas locais, dificultando o acesso de agricultores cristãos às próprias terras. 

Quem persegue os cristãos na Nigéria 

O termo tipo de perseguição é usado para descrever diferentes situações que causam hostilidade contra cristãos. Os tipos de perseguição aos cristãos na Nigéria são: opressão islâmica, hostilidade etno-religiosa, paranoia ditatorial, corrupção e crime organizado. 

Já afontes de perseguição são os condutores/executores das hostilidades, violentas ou não violentas, contra os cristãos. Geralmente são grupos menores (radicais) dentro do grupo mais amplo de adeptos de uma determinada visão de mundo. As fontes de perseguição aos cristãos na Nigéria são: oficiais do governo, líderes de grupos étnicos, líderes religiosos não cristãos, grupos religiosos violentos, grupos de pressão ideológica, cidadãos e quadrilhas, parentes, partidos políticos, redes criminosas, organizações multilaterais, grupos paramilitares.

Quem é mais vulnerável à perseguição na Nigéria? 

A vulnerabilidade depende de onde os cristãos moram. Aldeias remotas na região do Cinturão Médio, por exemplo, correm o risco de ataques de extremistas fulanis ou de outros grupos rebeldes.  

Já no Nordeste, qualquer comunidade cristã corre o risco de ser atacada pelo Boko Haram ou pelo ISWAP. Por causa da violência, milhares de cristãos são forçados a viver em campos de deslocados. Mulheres e meninas tendem a ter níveis mais altos de vulnerabilidade, assim como os cristãos ex-muçulmanos. 

Como as mulheres são perseguidas na Nigéria? 

A situação das mulheres e meninas cristãs continua terrível. Durante os ataques de grupos extremistas islâmicos, as mulheres e meninas são agredidas sexualmente, forçadas à escravidão sexual, sequestradas e mortas.  

Há uma prática geral de tratar as mulheres como inferiores aos homens, especialmente nas regiões rurais, tornando cristãs duplamente vulneráveis à perseguição: pelo gênero e pela fé. Além disso, as mulheres que são deslocadas internas estão sujeitas a abuso e tráfico de pessoas.  

Como os homens são perseguidos na Nigéria? 

Homens e meninos cristãos são frequentemente agredidos e mortos em ataques de grupos extremistas em áreas rurais. Os sobreviventes dos incidentes enfrentam sequestro e recrutamento forçado. Os meninos correm o risco de se tornarem crianças-soldado. 

A discriminação contra os cristãos também foi relatada dentro das Forças Armadas do governo, com o envio de soldados cristãos para áreas mais perigosas, onde muitos são mortos por jihadistas.  

Os cristãos não conseguem emprego no Serviço Público Federal, mesmo que qualificados, e são excluídos das escolas ou universidades.  

O que a Portas Abertas faz para ajudar os cristãos na Nigéria? 

A Portas Abertas tem parceria com a igreja local no Norte da Nigéria para fortalecer, apoiar, equipar e fornecer assistência aos cristãos perseguidos por meio de cuidados pós-trauma, distribuição de Bíblias, discipulado, ajuda socioeconômica, projetos de alfabetização e intercessão. 

Como posso ajudar os cristãos perseguidos na Nigéria? 

Além de orar por eles, você pode ajudar de forma prática doando para os projetos da Portas Abertas de apoio aos cristãos perseguidos. Doando para esta campanha, você fornece socorro a cristãos na Nigéria vítimas de violência. 


Pedidos de oração da Nigéria 

  • Interceda para que o presidente Buhari e os governadores estaduais trabalhem com diligência e transparência na busca por soluções para o agravamento da crise de segurança no Norte da Nigéria. 
  • Ore por cura e esperança. Peça que o Senhor continue a fortalecer os cristãos para serem testemunhas do amor e cuidado de Deus. 
  • Clame para que o trabalho da Portas Abertas no país dê frutos. Que o Senhor proteja e dê sabedoria aos parceiros que precisam viajar e correm risco de ataques e sequestros. 

Um clamor pela Nigéria 

Deus Pai, oramos por nossos irmãos e irmãs na Nigéria. Pedimos a cura do corpo, da mente e do espírito dos cristãos atingidos pela violência. Restaure o povo, construa sua igreja na Nigéria e torne-a um farol de esperança em toda a África Subsaariana. Em nome de Jesus, amém.  

A Nigéria, o país com a maior população da África e uma grande força política e econômica na África Ocidental e no continente em geral, é um legado do domínio colonial britânico. A área que hoje é chamada Nigéria era controlada por diversos pequenos reinos africanos antes de ser colônia britânica. A conquista do que agora é a Nigéria começou com a anexação de Lagos como colônia da coroa britânica na década de 1850, o que levou ao estabelecimento de mais protetorados e colônias na região. Após a junção dessas várias colônias e protetorados, em 1914, surgiu a Colônia e Protetorado da Nigéria. 

Desde que ganhou independência em 1960, a Nigéria passou por uma série de administrações civis que foram derrubadas pelo exército. Depois de 16 anos de governo militar por quatro generais diferentes, em que a transição para a democracia e o governo civil foi continuamente adiada, a Quarta República foi inaugurada com uma nova Constituição em 1999. 

A transição que surgiu na Nigéria há mais de 15 anos aconteceu em parte devido à morte súbita do ditador militar e general, Sani Abacha. Após a morte, o sucessor, o general Abdulsalami Alhaji Abubakar, supervisionou uma rápida transição para o domínio civil e promulgou uma nova Constituição. É necessário observar que na Constituição de 1999 da Nigéria secular, a palavra “islamismo” como uma religião é mencionada 28 vezes e a palavra “muçulmano”, dez vezes. No entanto, cristianismo, cristão, igreja ou tribunais canônicos não são mencionados nenhuma vez. 

Desde a retomada do regime constitucional na Nigéria, em 1999, o Partido Popular Democrata emergiu como o partido dominante ganhando todas as eleições presidenciais, exceto em 2015 e 2019.  

O país entrou em um novo capítulo da história em maio de 2015, quando Goodluck Jonathan foi derrotado nas eleições presidenciais e passou o poder à oposição, ao Congresso de Todos os Progressistas (APC, da sigla em inglês) com Muhammadu Buhari como presidente. Nos últimos anos, o país tem lutado contra a insurgência em partes da região do Delta do Níger e islâmicos radicais no Norte do país, que têm se espalhado para o Sudoeste e Sudeste também. A administração do presidente Buhari afirma que o Boko Haram foi derrotado em termos militares. No entanto, o Boko Haram continua a ser uma ameaça para os nigerianos, em particular na parte nordeste do país, junto com um grupo dissidente do Estado Islâmico, desde 2016. No dia 20 de maio de 2021, combatentes do Estado Islâmico mataram o líder do Boko Haram, Abubakar Shekau, em um tiroteio. 

CENÁRIO POLÍTICO E LEGAL 

A etnicidade e a religião desempenham um papel importante na política nigeriana. Os políticos tentam mobilizar o apoio direta e indiretamente apelando para a solidariedade étnica e religiosa. Historicamente, os políticos muçulmanos hausa-fulani são percebidos como sendo dominantes na política nigeriana, especialmente devido ao seu domínio no exército, que sempre foi um fator importante na política local. 

O principal ponto de disputa na política nigeriana é a distribuição da receita derivada dos consideráveis recursos petrolíferos do país. A corrupção é desenfreada e um grave problema na Nigéria, tanto a nível federal como estadual. 

Cristãos têm sido repetidamente alvo de ataques e vítimas de severas violações de seus direitos fundamentais. Entretanto, desde que o governo atual veio ao poder, os ataques têm sido mais agressivos e ousados. O Congresso de Todos os Progressistas (APC, da sigla em inglês), subiu ao poder em 2015 depois de derrotar o Partido Democrático Popular (PDP), considerado mais inclusivo e simpático aos cristãos. Embora o APC tenha negado ser um partido pró-islâmico, o fato é que a situação para os cristãos se deteriorou radicalmente, fortalecendo a ideia de suporte à agenda expansionista islâmica. Desde que chegou ao poder, os cristãos não estão apenas contendendo com os ataques do Boko Haram, mas também do Estado Islâmico, extremistas fulani e bandidos armados. O governo não tomou nenhuma ação concreta para conter o aumento dos ataques conduzidos pelos extremistas fulanis e bandidos armados que têm devastado comunidades cristãs. Não há dúvidas que muçulmanos também são vítimas da violência, mas o que os cristãos experimentam é uma ameaça existencial se essa tendência de ataques continuar. 

Desde 2015, o presidente Buhari tem indicado muçulmanos para diversos cargos significativos no governo federal e judiciário na Nigéria. Isso não é limitado apenas a posições para o governo federal, mas se estende amplamente às agências controladas pelo governo. Esse também é o caso no Sul, em estados de maioria cristã. Um número desproporcional de diretores é muçulmano. Isso torna cada vez difícil para cristãos defenderem seus direitos nesses estados. 

Em 25 de novembro de 2019, o chefe de justiça da Nigéria, um muçulmano, fez uma declaração pública registrada em jornais do país segundo a qual muçulmanos agora podem usar sua força numérica no judiciário e legislativo para emendar a Constituição e estender o mandato da sharia (conjunto de leis islâmicas). Isso tem atraído intensas críticas de comentaristas cristãos e seculares. Em dezembro de 2019, o chefe de justiça da Nigéria pediu que a sharia fosse ensinada em árabe nas universidades nigerianas.  

CENÁRIO RELIGIOSO 

A Nigéria é uma nação etnicamente diversa e com falhas significativas na religião. O Sul é predominantemente habitado por cristãos, enquanto o Norte é habitado principalmente por muçulmanos. Isso se deve principalmente às restrições impostas à atividade missionária no Norte do país durante a época colonial e a dominação de comerciantes muçulmanos operando na parte norte do país antes e durante o período colonial. 

Essa divisão religiosa regional também coincide com a divisão étnica na Nigéria. Entre os três principais grupos étnicos estão os hausa-fulani do Norte, predominantemente muçulmanos; os igbos do Sul e do Leste, principalmente cristãos; e os iorubás do Sudoeste que possuem população muçulmana e cristã significativa. 

A religião desempenha um papel fundamental na sociedade nigeriana. De acordo com dados do World Christian Database (WCD), 46,3% da população é muçulmana, enquanto 46,4%  é cristã. Embora a Nigéria seja constitucionalmente um Estado secular com liberdade de religião consagrada na Constituição, há quase 40 anos a elite governante do Norte vem dando tratamento preferencial aos muçulmanos e discriminando os cristãos. Desde 1999, a sharia (leis islâmicas) está imposta em doze estados do Norte, para a preocupação dos cristãos, causando um alto nível de tensão. Além disso, em muitas partes do Norte da Nigéria, e cada vez mais no Sul também, militantes inspirados em jihadistas estão matando e deslocando cristãos e se apossando de suas terras agrícolas. Sequestros por resgate têm aumentado consideravelmente nos últimos anos. Pouco foi feito para interromper a perseguição aos cristãos nessas áreas. 

A Nigéria tem uma história de islamização forçada. Antes da chegada da administração colonial britânica na Nigéria, Usman Dan Fodio, um estudioso radical islâmico fulani, começou uma jihad islâmica em Gobir, em 1804. Por volta de 1808, ele tinha estabelecido o Califado Sokoto. Ele votou para impor o islamismo por meio do poder da espada no deserto do Saara, no Norte, até o Oceano Atlântico e no Sul. Essa islamização forçada ganhou um grande impulso com a declaração da sharia (conjunto de leis islâmicas) no Nordeste da Nigéria em 1999. Desde então tem se desenvolvido gradualmente, de maneira violenta ou não. 

O processo de islamização no país está sendo fortemente pressionado por três grupos étnicos em um tipo de coalizão: fulani, hausa e kanuri. Embora alguns de seus grupos tenham se convertido ao cristianismo, eles estão fortemente apegados à agenda islâmica. Até recentemente, o processo de islamização estava ocorrendo principalmente a nível estadual, mas sob a presidência de Muhammadu Buhari, que começou em 2015, cada vez mais é promovido a nível nacional, ganhando um impulso sem precedentes. Isso é visto principalmente nas políticas do governo de nomeações importantes e na forma que a atmosfera de impunidade é permitida, o que beneficia principalmente as atividades de diferentes grupos islâmicos violentos, como outros grupos criminosos. 

No país, os cristãos enfrentam alguns dos ataques mais mortais já realizados por militantes islâmicos. O Índice de Terrorismo Global 2020 ranqueou a Nigéria em 3° lugar na lista de países mais afetados pelo terrorismo. As respostas do governo claramente não são suficientes, já que os responsáveis por tal violência podem continuar atacando cristãos com impunidade. 

Os cristãos no Norte da Nigéria, especialmente nos estados onde a sharia governa, enfrentam discriminação e exclusão como cidadãos de segunda classe. Os cristãos ex-muçulmanos também enfrentam a rejeição de suas próprias famílias, pressão para desistir do cristianismo e violência física com frequência.    

CENÁRIO ECONÔMICO 

A Nigéria é a maior economia na África Subsaariana. No momento, depende fortemente do petróleo, que permanece sua principal fonte de renda, e tem a maior reserva de gás natural no continente. Os esforços para diversificar são limitados pela pobreza e corrupção.  

Devido a sérias situações de segurança, os ataques violentos ou intimidações de agricultores em muitas partes da Nigéria, o medo de sequestro (não apenas nas vilas, mas também nas estradas), a impunidade pela violência contra cristãos e a absoluta falta de compensação do governo por danos sofridos têm prejudicado as atividades agrícolas e causado sérios danos econômicos. Muitos nigerianos foram afetados por isso, mas principalmente os cristãos. 

A Nigéria introduziu um sistema bancário islâmico em 2012. Muitos cristãos olham para o banco islâmico com suspeita. Se a suspeita tem fundamento, ainda precisa ser analisado. Um advogado cristão em uma cidade comercial predominantemente islâmica explicou que ele está preocupado com o banco islâmico, não por ser islâmico, mas por causa de pacotes de contexto como Mudarabah. Isso permite que um cliente transfira dinheiro para um projeto ou investimento que é uma receita para todos os tipos de fundos, incluindo qualquer forma de jihad (guerra santa). Isso constitui um retrocesso em qualquer luta contra o financiamento de atividades terroristas.  

CENÁRIO SOCIOCULTURAL 

Enquanto as taxas educacionais estão baixas em todos os níveis, as meninas em particular são desencorajadas a frequentar a escola, por fatores econômicos e socioculturais. De acordo com um relatório da UNICEF de 2017, meninas são 6% menos prováveis de frequentarem a escola do que meninos. Isso é em partes devido aos altos índices de casamento precoce e adolescentes grávidas; 44% das meninas são casadas antes dos 18 anos, e 18% antes dos 15 anos. Alguns pais, com medo de que suas filhas cristãs sejam atacadas — principalmente em estados com a sharia — escolhem mantê-las em casa ou casá-las cedo com objetivo de protegê-las. Isso resulta em meninas crescendo sem educação, ignorantes de seus direitos e dependentes economicamente de homens. 

Desenvolvimentos demográficos podem mudar o equilíbrio precário na Nigéria entre muçulmanos e cristãos. O fato que a população muçulmana já pode usar sua força numérica no judiciário e legislativo para alterar a Constituição para estender a competência da lei da sharia, sugere que, para alguns, a democracia se tornou mais um “jogo de números” do que uma forma para proteger as minorias.  

A combinação dos altos números de crianças e jovens, falta de educação e oportunidades de emprego, e altos níveis de pobreza é potencialmente perigosa para o futuro da Nigéria. Isso pode tornar o recrutamento para grupos militantes islâmicos violentos mais fácil e proporcionar uma atmosfera de altos níveis de impunidade, tornando o país um “barril de pólvora” pronto para explodir. O caos resultante e os conflitos são o solo perfeito para tornar a Nigéria uma nação da sharia. 

Religiões tradicionais africanas eram dominantes na parte sul do país antes de missionários europeus introduzirem o cristianismo. A primeira missão cristã que alcançou a Nigéria foi durante o domínio português na Costa Atlântica nos séculos 15 e 16. No entanto, durante esse período, os católicos portugueses deram prioridade às atividades econômicas e políticas, por isso a missão cristã não avançou e a maior parte do país continuou seguindo as religiões tradicionais africanas. 

Após a abolição do tráfico de escravos transatlânticos pelo Império Britânico em 1807, outra séria tentativa foi feita para reintroduzir o cristianismo na Nigéria. Os escravos libertados que já haviam se convertido tornaram-se fundamentais na evangelização da população nativa. O caso de Samuel Adjai Crowther, que foi o primeiro sacerdote anglicano nigeriano, pode ser tomado como exemplo. Ele desempenhou um papel fundamental na evangelização em Yorubaland. Depois de testemunhar o sucesso de Crowther, os anglicanos da Sociedade Missionária da Igreja, os metodistas, os batistas e os católicos romanos aumentaram os esforços para ter uma forte presença cristã na Nigéria. 

À medida que o cristianismo começou a florescer na Nigéria, as questões de discriminação, marginalização das elites africanas e disputas sobre os recursos começaram a instigar cristãos contra cristãos e muitas divisões da igreja resultaram disso. 

A Igreja Africana dos Estados Unidos e a Igreja Africana (Bethel) se separaram da Igreja Anglicana em 1891 e 1901, respectivamente. Em 1917, a Igreja Metodista Africana Unida separou-se da Igreja Metodista. Desde 1950, as igrejas pentecostais tornaram-se muito visíveis. 

Missionários cristãos foram menos bem-sucedidos no Norte do país onde os reinos tribais hausa-fulanis já eram muçulmanos. Houve poucas conversões de muçulmanos para o cristianismo durante o período colonial. Parte disso pode ser atribuído ao fato de que o Norte da Nigéria estava sob leis indiretas, e as missões cristãs não tinham permissão para operar livremente lá. 

Sobre nós

Uma organização cristã internacional que atua em mais de 60 países apoiando os cristãos perseguidos por sua fé em Jesus.

Facebook
Instagram
Twitter
YouTube

© 2022 Todos os direitos reservados

Home
Lista mundial
Doe
Fale conosco