40

Butão

BT
Butão
  • Tipo de Perseguição: Nacionalismo religioso
  • Capital: Thimphu
  • Região: Sul da Ásia
  • Líder: Jigme Khesar Namgyel Wangchuck
  • Governo: Monarquia constitucional
  • Religião: Budismo e hinduísmo
  • Idioma: Dzongkha, sharchhopka, lhotshamkha e outras
  • Pontuação: 66


POPULAÇÃO
788 MIL


POPULAÇÃO CRISTÃ
18,8 MIL

DOAR AGORA

R$

Como é a perseguição aos cristãos no Butão? 

Todo cidadão butanês é considerado budista. A conversão ao cristianismo pode resultar em hostilidade da família e da comunidade local, que tentam forçar a renúncia à fé cristã por meio da pressão. Isso inclui perder o emprego ou ser deserdado.  

Alguns cristãos são falsamente acusados de serem subornados para seguir a Cristo. A exclusão da família também causa uma enorme diferença na vida dos butaneses, pois a cultura local é comunitária e a proteção da família é crucial. 

Nenhuma igreja tem registro oficial do Estado, o que significa que todos os cultos organizados pelos cristãos no Butão são, tecnicamente, ilegais. As autoridades locais com frequência se recusam a conceder aos cristãos um certificado exigido para procurar trabalho e registrar propriedade. Dessa forma, os direitos dos cristãos ficam desprotegidos.  

Encontrei vida e esperança em Jesus. Quero dedicar cada minuto da minha vida para servir no Reino de Deus. 

Meena (pseudônimo), jovem cristã que enfrenta pressão da comunidade por causa da fé em Jesus 

O que mudou este ano? 

Em geral, a perseguição no Butão não mudou muito. O Conselho de Direitos Humanos da ONU pediu ao Butão, em setembro de 2019, que organizações religiosas, como comunidades cristãs, não precisem de reconhecimento oficial para praticar a religião e organizar cultos. Apesar disso, os cristãos ainda não têm registro oficial do Estado.  

Grupos cristãos conseguem se reunir, mas sempre com discrição para não chamar atenção e serem denunciados. Os cristãos convertidos de outras religiões também são excluídos da família e da sociedade com frequência.  

Quem persegue os cristãos no Butão? 

O termo “tipo de perseguição” é usado para descrever diferentes situações que causam hostilidade contra cristãos. O tipo de perseguição aos cristãos no Butão é nacionalismo religioso. 

Já as “fontes de perseguição” são os condutores/executores das hostilidades, violentas ou não violentas, contra os cristãos. Geralmente são grupos menores (radicais) dentro do grupo mais amplo de adeptos de uma determinada visão de mundo. As fontes de perseguição aos cristãos no Butão são: oficiais do governo, parentes, líderes religiosos não cristãos, cidadãos e quadrilhas, partidos políticos. 

Quem é mais vulnerável à perseguição no Butão? 

Cristãos convertidos do budismo para o cristianismo são os mais vulneráveis à perseguição no Butão.   

Como as mulheres são perseguidas no Butão? 

Mulheres que se convertem do hinduísmo ou do budismo para o cristianismo são as mais vulneráveis à perseguição. Aquelas que são casadas com não cristãos podem enfrentar o divórcio por causa da fé em Jesus ou serem vítimas de pressão social para permanecer com o marido que comete violência doméstica. Já as mulheres solteiras são entregues a casamentos forçados.   

Como os homens são perseguidos no Butão? 

Cristãos convertidos podem ser excluídos da família e perder o direito a herança. A sensação de isolamento e rejeição é resultado da forte pressão social que a comunidade local lança sobre eles. Alguns deles perdem o trabalho por causa da fé em Jesus, o que significa um período de grande dificuldade para as famílias, pois os homens são os provedores do lar segundo a cultura do Butão.  

O que a Portas Abertas faz para ajudar os cristãos no Butão? 

A Portas Abertas trabalha com parceiros locais para fortalecer cristãos no Butão por meio de apoio em oração e outras formas de ajuda emergencial.   

Como posso ajudar os cristãos perseguidos no Butão?  

Além de orar por eles, você pode ajudar de forma prática doando para os projetos da Portas Abertas de apoio a cristãos perseguidos. Doando para esta campanha, sua ajuda vai para locais onde a perseguição é extrema e a necessidade é mais urgente. 

QUERO AJUDAR 

Pedidos de oração do Butão 

  • Ore para que os cristãos que perderam família, emprego ou posses por causa da fé em Jesus tenham suas necessidades supridas.   
  • Clame ao Senhor para que se mostre presente na vida dos cristãos perseguidos no Butão e que os sustente na perseguição. 
  • Peça ao Espírito Santo que renove a fé de cada cristão que se sinta desencorajado, abandonado ou cansado.  

Um clamor pelo Butão 

Bondoso Deus, derrame encorajamento no coração dos cristãos no Butão que estão se sentindo desencorajados por causa da perseguição. Abençoe-os com discernimento, sabedoria e ousadia para que eles possam expressar e compartilhar a fé cristã em lugares que são hostis aos cristãos. Conceda oportunidades para que eles se reúnam em cultos e que eles socorram uns aos outros nas necessidades e dores que eles enfrentam por escolher seguir a Jesus. Que eles estabeleçam boas relações entre si e com as autoridades para que em breve eles usufruam de liberdade para lhe adorar e proclamar as boas novas a muitos que ainda não lhe conhecem. Amém. 

O Butão era um reino com pouco contato com o mundo exterior até a década de 1970. Apesar da tendência duradoura de se isolar do resto do mundo, o Butão foi alvo de diversas invasões estrangeiras nos séculos após ser estabelecido. Em 1720, um exército imperial chinês invadiu o Tibete e estabeleceu soberania sobre Tibete e Butão. Os britânicos interviram no Butão em 1772-1773 e novamente em 1864-1865, e na época derrotaram os butaneses, que assinaram um tratado cedendo o controle da passagem da fronteira ao Sul para os britânicos.  

Por boa parte do século 19, o Butão foi atingido por uma série de guerras civis já que governantes de vários territórios lutaram por poder e influência. Em agosto de 1949, o Butão concluiu um tratado com a recém independente Índia, no qual o país assumiu o antigo domínio britânico em relação ao Butão. Em 1988, o Butão lançou uma política nacional exigindo que todos aderissem completamente às tradições budistas.  

Abertura no século 21 

Na virada do século 21, se mudou para abraçar a democracia bem como eliminar vestígios de seu isolamento histórico de todos os ângulos - geográfico, político, econômico, social e tecnológico. Em março de 2008, tornou-se uma democracia parlamentar de dois partidos depois de uma eleição. O país vê a necessidade de investir, por exemplo, no desenvolvimento de um sistema jurídico que seja mais complexo do que a forma tradicional de equilibrar os interesses. 

É por isso que o país criou uma nova Faculdade de Direito com a ajuda de uma universidade dos Estados Unidos, em outubro de 2016. Esse passo ajuda o país a tornar diferentes pensamentos e valores bem-vindos, mas também pode levar a uma ênfase nas tradições e valores do país. 

Em uma época em que as tradições parecem ser marginalizadas, ou pelo menos desafiadas, por influências externas e o país sofre uma “modernização”, pode haver esforços para limitar uma influência estrangeira adicional. 

Durante a Revisão Periódica Universal do país no Conselho de Direitos Humanos da ONU em setembro de 2019, o governo declarou que: “O registro da organização religiosa não é um pré-requisito para a prática. Os grupos religiosos são livres para praticar sem se registrar na Chhodey Lhentshog (Comissão de Organizações Religiosas)”. Essa declaração foi bem recebida, mas cristãos ainda não têm reconhecimento no país e a alegação precisa ser cumprida na prática. Grupos cristãos podem se reunir, mas precisam fazer isso sem chamar atenção. 

O primeiro contato com os cristãos remonta a missionários jesuítas que chegaram a Paro em 1626. No entanto, esses missionários portugueses não puderam se estabelecer. O Butão permaneceu oficialmente fechado ao cristianismo, assim como a toda influência externa, até pouco antes da tentativa de golpe de Estado em 1964/1965. 

Em outubro de 1963, o sacerdote jesuíta canadense, William Mackey, foi convidado pelo rei e primeiro-ministro a residir no país e criar um sistema escolar de língua inglesa como parte de uma série de esforços de modernização. Ele permaneceu até sua morte em 1995. Fontes indicam 1965 como a data em que a atividade da igreja se tornou visível e começou a crescer. 

A maioria dos cristãos é de origem nepalesa e, muitos deles vivem no Sul. De acordo com estimativas do World Christian Database, 81,6% da população pratica diferentes formas de budismo. Os demais segmentos da população praticam principalmente o hinduísmo (novamente, a maioria de origem nepalesa); entre eles, muitos trabalhadores migrantes da Índia. 

Reino budista onde os cristãos são páreas sociais 

O Butão sempre foi um reino budista e é um dos últimos lugares onde o budismo Vajrayana ainda é praticado, embora seus laços com a vizinha Índia sempre tenham sido fortes. De acordo com a Constituição, o budismo não é apenas o patrimônio cultural, mas espiritual do país. Embora geralmente não haja pressão oficial para participar de festivais budistas ou viver de acordo com os costumes tradicionais, espera-se que os cidadãos o façam. Isso significa que todos os desvios são vistos com suspeita, por exemplo, os cristãos. Isso não significa que eles são expulsos de suas casas ou perdem o acesso aos recursos da comunidade, mas eles se tornam páreas sociais. 

Uma vez que a identidade do país está ligada ao seu patrimônio cultural, que é o budismo, isso faz com que o Estado adote uma abordagem rigorosa para elementos não budistas na sociedade e um forte esforço para afirmar o domínio da religião no país. 

Espera-se que todos os cidadãos butaneses sigam o budismo. Convertidos ao cristianismo serão vistos com suspeitas e geralmente são feitos esforços para levá-los de volta à antiga religião. Líderes religiosos, a comunidade local e a família cooperam com isso. Além dos cristãos de origem budista, muitos cristãos vêm da minoria nepalesa. Nenhuma igreja tem reconhecimento oficial do Estado, o que significa que, tecnicamente, os cristãos cultuam de modo ilegal. Autoridades locais geralmente se recusam a expedir “certificado de não objeção” para os cristãos. Esse certificado é necessário para fazer pedidos de empréstimos, registrar propriedades, se candidatar para um processo seletivo e renovar o documento de identidade.  

Cristãos vindos do Nepal e igrejas sem registro 

Os cristãos que vivem no Sul vêm principalmente da etnia nepalesa, muitos dos quais vieram para o Butão no início do século 20. Na década de 1990, mais de 100 mil refugiados voltaram para o Nepal. Há esforços para fazer acordos de repatriamento, mas nesse meio tempo a situação mudou. Segundo relatos, 90 mil refugiados já foram para um terceiro país, sobretudo para os Estados Unidos, restando “apenas” 6,5 mil refugiados do Nepal no início de 2021. Tudo isso pode estar contribuindo para a hesitação do governo em reconhecer oficialmente os cristãos como uma entidade legal, apesar das promessas feitas para legalizar o status no devido tempo. Até agora, o governo nega o registro ou aprovação legal para instituições cristãs; igrejas que pediram registro continuam aguardando aprovação da Comissão para Organizações Religiosas do governo. 

De acordo com o CIA Factbook, 22% da população atual são de etnia nepalesa, mas algumas estimativas chegam a 40%. Alguns dos butaneses são de origem tribal, outros são tibetanos étnicos ou tibetanos de origem sul-asiática. Como a vida butanesa é intimamente ligada à cultura e à religião budista, qualquer um que não aderir ao budismo é visto como suspeito. O Butão experimentou forte desenvolvimento em quase todos os índices internacionais relevantes que medem o desenvolvimento social e econômico. Ainda que o investimento em educação tenha crescido nos últimos anos, assim como a média de anos que uma criança passa na escola, o índice de alfabetização continua baixo. A dificuldade do governo é oferecer para a geração jovem boas oportunidades de carreira, embora o Butão tente diversificar a economia, fortalecer as exportações e se abrir para o mundo. 

Apesar de todos os esforços para combater o problema, há falta de mão de obra qualificada. O governo quebrou o teto de trabalhadores migrantes que havia estabelecido para lidar com a demanda de projetos hidrelétricos. 

O Butão é famoso por um índice especial, a felicidade nacional bruta. A felicidade do Butão não é sem desafios, visto que doenças e perturbações mentais não apenas aumentam, mas também continuam sendo estigmatizadas. Outro desafio é o crescente número de dependentes de drogas. 

Sobre nós

Uma organização cristã internacional que atua em mais de 60 países apoiando os cristãos perseguidos por sua fé em Jesus.

Facebook
Instagram
Twitter
YouTube

© 2023 Todos os direitos reservados

Home
Lista mundial
Doe
Fale conosco