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Maldivas

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Maldivas
  • Tipo de Perseguição: Opressão islâmica e paranoia ditatorial
  • Capital: Malé
  • Região: Sul da Ásia
  • Líder: Ibrahim Mohamed Solih
  • Governo: República presidencialista
  • Religião: Islamismo
  • Idioma: Divehi, inglês
  • Pontuação: 77


POPULAÇÃO
459 MIL


POPULAÇÃO CRISTÃ
MILHARES

Como é a perseguição aos cristãos nas Maldivas? 

As Maldivas são vistas por muitos como um destino de férias de luxo, mas por trás da beleza dessas ilhas paradisíacas existe um rígido regime islâmico. Essa cadeia de quase 1.200 ilhas tem uma das maiores densidades populacionais do mundo, especialmente em sua ilha principal, Malé. As comunidades unidas e homogêneas vigiam de perto seus membros em busca de qualquer sinal de desvio – o que naturalmente inclui a escolha religiosa. Todos os políticos afirmam implacavelmente que estão mantendo as Maldivas 100% muçulmanas, não deixando espaço para qualquer alternativa. 

A conversão ao cristianismo pode facilmente resultar em denúncias a líderes ou autoridades muçulmanas. Cristãos expatriados, a maioria deles trabalhando no setor turístico e vindos da Índia e Sri Lanka, também são observados de perto, tornando a comunhão cristã muito difícil. 

“Ser maldivo é ser muçulmano. Ser cristão nas Maldivas é ser um seguidor secreto, sem poder praticar a fé, principalmente cultuar e ter comunhão, porque pode ser vigiado o tempo todo.” 

Trabalhador cristão nas Maldivas 

O que mudou este ano? 

A posição das Maldivas na Lista Mundial da Perseguição permanece quase inalterada, indo da 14ª posição em 2020 para a 15ª em 2021, o que demonstra que muito pouco mudou em relação ao ano passado. O novo governo, iniciado em novembro de 2018, claramente não mostra sinais de hesitação em sua determinação de manter as ilhas totalmente livres de influências religiosas que não sejam islâmicas. 

Quem persegue os cristãos nas Maldivas 

O termo tipo de perseguição é usado para descrever diferentes situações que causam hostilidade contra cristãos. Os tipos de perseguição aos cristãos nas Maldivas são: opressão islâmica e paranoia ditatorial. 

Já a“fontes de perseguição são os condutores/executores das hostilidades, violentas ou não violentas, contra os cristãos. Geralmente são grupos menores (radicais) dentro do grupo mais amplo de adeptos de uma determinada visão de mundo. As fontes de perseguição aos cristãos nas Maldivas são: líderes religiosos não cristãos, oficiais do governo, parentes, cidadãos e quadrilhas, partidos políticos, redes criminosas, grupos religiosos violentos. 

Quem é mais vulnerável à perseguição nas Maldivas? 

A perseguição ocorre principalmente longe dos olhos dos turistas internacionais dos quais depende a economia do país. A vida da igreja no verdadeiro significado da palavra é praticamente impossível. Os convertidos não medem esforços para não serem descobertos pela família e comunidade. Eles não apenas enfrentariam forte oposição e pressão para retornar ao islã, como poderiam até mesmo perder a cidadania. 

Como as mulheres são perseguidas nas Maldivas? 

Dada a interpretação extremamente rígida do islã nas Maldivas, homens e mulheres cristãos devem manter a conversão em segredo. Se uma mulher ou menina for descoberta como cristã, todos os esforços serão feitos para levá-la de volta ao islã por meio de casamento forçado, ameaças ou outras formas de violência. 

Além disso, multidões encarregadas de vigiar a vida das pessoas são conhecidas por sequestrar cidadãos maldivos suspeitos de serem irreligiosos ou não muçulmanos, vendá-los, levá-los a lugares remotos e ali fazer um julgamento de suas açõeso que denominam um “julgamento de vigilantes. 

Apesar do alto controle social nas ilhas, abuso, estupro e assédio sexual são comuns em uma cultura que geralmente desculpa a violência de gênero dentro de casa. Um estudo do Departamento de Gênero, Desenvolvimento Familiar e Segurança Social do Banco Asiático de Desenvolvimento (p.13), publicado em 2014, constatou que “uma em cada três mulheres de 15 a 49 anos sofreu violência doméstica e que 70% das mulheres acreditam que há circunstâncias em que os homens têm justificativa para bater na esposa”. 

As cristãs secretas também são afetadas por isso. Além disso, a perseguição afeta indiretamente as famílias, uma vez que não permite que os cristãos cresçam na fé juntos e construam “imunidade” contra doenças sociais. Dado o ambiente repressivo do país, as mulheres e meninas cristãs não têm escolha a não ser obedecer os códigos de vestimenta islâmica tradicional. 

Como os homens são perseguidos nas Maldivas? 

Ser cristão nas Maldivas é tão perigoso para homens e mulheres que membros da família nuclear podem nem mesmo saber da fé um do outro. Isso significa que os cristãos também não têm um exemplo de como é um bom casamento cristão, pois eles não podem fazer parte de nenhuma comunidade cristã. Se for descoberto que um homem é cristão secreto, é provável que ele enfrente lesões corporais, assédio, ameaças e prisão governamental. 

O que a Portas Abertas faz para ajudar os cristãos nas Maldivas? 

A Portas Abertas promove apoio espiritual por meio de campanhas de oração em favor dos cristãos nas Maldivas. 

Como posso ajudar os cristãos perseguidos? 

Além de orar por eles, você pode ajudar de forma prática doando para os projetos da Portas Abertas de apoio aos cristãos perseguidos. Doando para esta campanha, sua ajuda vai para locais onde a necessidade é mais urgente. 



Pedidos de oração das Maldivas 

  • Ore para que o Senhor forneça oportunidades para os cristãos se reunirem em segurança. 
  • Peça para que Deus use a Bíblia para fortalecer, encorajar e nutrir a vida dos cristãos. 
  • Clame para que a atitude dos oficiais do governo, especialmente dpresidente Solih, seja suavizada em relação aos cristãos e outras minorias religiosas. 
  • Interceda pelos cristãos entre os trabalhadores migrantes expatriados, para que sejam boas testemunhas da esperança que têm em Cristo. 

Um clamor pelas Maldivas 

Senhor Deus, oramos por nossos irmãos e irmãs nas Maldivas, que corajosamente seguem o Senhor em segredo, apesar dos perigos que enfrentam. Obrigado por conhecer cada um pelo nome e por amá-los ternamente. Proteja, ajude e encoraje-os, e forneça maneiras para os cristãos se reunirem com segurança. Abrande o coração do presidente Ibrahim Mohamed Solih para com os cristãos. Em nome de Jesus, amém. 

As Maldivas são um país politicamente dividido. Após a expulsão do primeiro presidente democraticamente eleito, Mohamed Nasheed, em fevereiro de 2012, seus sucessores reiteraram frequentemente a importância do islã para o país e seus planos para promover a religião. As forças da oposição, ou que são percebidas como um perigo para os governantes, foram expulsas do país e fundaram uma Oposição das Maldivas Unidas em maio de 2016, liderada pelo ex-presidente Nasheed, que recebeu asilo no Reino Unido. 

A intenção do líder de evitar que o país se torne menos islâmico é a chave ideológica para entender as Maldivas. Embora a surpreendente vitória do político de oposição Ibrahim Solih, em setembro de 2018, não tenha mudado nada em relação a esse objetivo, definitivamente mudou o modo como o governo se comunica. 

CENÁRIO POLÍTICO E LEGAL 

A política nas Maldivas sempre tomou caminhos religiosos, nos quais o islamismo deve ser defendido ou promovido de todas as formas possíveis. Como a política, muitas vezes, é um negócio familiar, as brechas, a mudança de coalizões e os movimentos surpresa são bastante normais. 

Especialmente nos últimos anos, não tem sido incomum que um ministro perca seu emprego por uma variedade de razões, incluindo uma alegada traição. Isso aponta para outro problema que a política maldiva tem de enfrentar: a paranoia de seus líderes. Permanecer no poder parece ser o objetivo global, e todos os meios são usados para se alcançar isso. 

Isso foi demonstrado novamente na campanha eleitoral presidencial, que foi travada como uma batalha contra toda oposição — real ou percebida. A pequena minoria cristã praticamente não tem espaço para respirar sob tanta pressão. 

Quando estava em campanha pela reeleição em 2018, o presidente Yameen alegou que pressão internacional e forças de oposição estavam tentando fazer as Maldivas menos de 100% islâmica. Sua derrota e prisão sob acusação de corrupção tornaram sua volta à política bem improvável. Mesmo parecendo que o presidente Solih tem uma abordagem diferente e pode até mesmo ter um desejo genuíno de implementar mais democracia e liberdade, isso não nãos e aplica a todas as liberdades.  

Liberdade religiosa continua sendo restringida desde que “proteção da religião” é entendida somente como proteção do islã. A proteção contra a destruição da “unidade religiosa” também é preocupante, o que significa que as autoridades vão se opor a qualquer forma de desvio da sua interpretação do islã. Todas essas leis e retórica não apenas mostram que o islã será protegido a todo custo, mas também reflete como a opressão islâmica está mesclada à paranoia ditatorial, porque o islã está sendo usado como uma justificativa para limitar a liberdade política.  

As Maldivas têm sido uma terra em turbulência nos últimos anos (com exceção das ilhas usadas como resorts turísticos). As liberdades civis são cada vez mais restritas, incluindo a mídia e as mídias sociais, como mostra o assassinato do conhecido blogueiro Yameen Rasheed em abril de 2017 na capital Malé. Dado que o objetivo do governo de proteger o islã permanece inalterado, é evidente que a situação das minorias religiosas, especialmente os cristãos, se mantém difícil. Isso foi ilustrado pela apreensão de mais de 100 livros com “conteúdos não religiosos” de uma feira de livros no final de agosto de 2019, inclusive livros cristãos. 

Se o novo líder, Ibrahim Solih, que foi eleito com uma grande margem de diferença em setembro de 2018, é capaz de aplicar alguma mudança substancial nas Maldivas ainda está por ser visto. O fato de que, em agosto de 2019, o novo governo escolheu duas juízas para servir no Supremo Tribunal é outro sinal de que o país pode estar mudando lentamente, como claramente declara a comissão de investigação do assassinato do jornalista Ahmed Rilwan em 2014, relatando que ele foi morto por militantes islâmicos. 

Não é provável que o presidente Solih será capaz ou estará disposto a levar mudanças extensivas às Maldivas. No entanto, ele estabeleceu vários pequenos sinais de uma nova abordagem para servir o país. Um desses sinais foi dado quando ele se uniu ao protesto das famílias dos dois blogueiros mortos por causa da visão liberal que tinham, em abril de 2019. Aparentemente, os eleitores aprovaram essa abordagem. 

Seu partido, MDP, ganhou as eleições em abril de 2019 com dois terços de maioria no parlamento, com uma participação de 80% dos eleitores. Foi citado que Solih disse: “O fato de que nossa campanha foi orientada por causas e não se baseia em ódio e divisões é uma vitória para nossa jovem democracia. Nosso governo não atrapalhou aqueles candidatos com quem não concordamos, isso é uma grande vitória para o país”. Ele se referia à retórica religiosa do líder do partido da oposição Jumhooree (JP),  Gasim Ibrahim, que provocou polêmica ao afirmar que o MDP estava planejando permitir a construção de templos e igrejas no país estritamente muçulmano. 

CENÁRIO RELIGIOSO 

O país é 100% muçulmano sunita e se um cidadão maldivo quiser se afastar do islã perderá sua cidadania. Entre os muitos trabalhadores estrangeiros, também há cristãos. Quando esses cristãos se atrevem a querer conhecer cristãos locais, precisam ser muito cautelosos e discretos.  

Convertidos não têm espaço nenhum para viver a fé cristã e cristãos estrangeiros residentes no país (geralmente operários migrantes) não têm possibilidade de cultuar juntos sem temer prisão ou deportação. Em um país em que, de acordo com a Constituição, um não muçulmano não pode se tornar um cidadão das Maldivas, não podemos contar sobre a história de uma igreja que supostamente “não existe”, para a própria segurança dos cristãos maldivos.  

Da mesma forma, pela Constituição, se é descoberto que alguém se converteu ao cristianismo sua cidadania será tirada e a pessoa será punida por violar a sharia (conjunto de leis islâmicas). É fácil imaginar que a pressão é extremamente alta e entender por que os convertidos permanecem escondidos. Alguns cristãos maldivos preferiram deixar o país e morar no exterior devido à pressão.  

Oficialmente, não há cristãos das Maldivas, apenas cristãos expatriados. No entanto, recentemente uma mudança foi observada em como o governo lida com os chamados “apóstatas”. A abordagem tradicional da islamização foi ilustrada quando o Ministério de Assuntos Islâmicos publicou um documento político (em abril de 2018) que tratava, entre outros tópicos, da questão dos apóstatas. Obviamente, o governo declara nesse artigo que nunca tolerará apostasia. 

Na mesma época, o ministro da Defesa declarou com toda a clareza que nunca permitirá a liberdade de religião nas Maldivas, pois é um “país com valores islâmicos moderados”. O novo governo estabeleceu um sinal claro, fazendo com que a polícia encontrasse as pessoas responsáveis por classificar os outros como “apóstatas” nos blogs de mídia social e os aconselhou a não repetir essas declarações. Resta saber se isso reflete uma mudança de atitude ou apenas de tom. Por enquanto, a situação da minoria cristã nas Maldivas continua difícil.  

A língua das Maldivas é o divehi e a Bíblia completa nesse idioma ainda não está disponível. No século 12, os comerciantes muçulmanos sunitas trouxeram o islã às Maldivas, que era um país budista há séculos. A tradição sufista forte vem declinando à medida que a influência do wahabismo saudita cresce, apesar do resfriamento recente das relações com a Arábia Saudita, quando o governo anunciou prematuramente um enorme investimento saudita nas Maldivas, enfurecendo o próprio rei saudita.  

O governo, que tomou posse em meados de novembro de 2018, não fez melhoras tangíveis no que diz respeito à liberdade de religião até agora e enviou um forte sinal sobre suas credenciais islâmicas ao fechar a ONG Maldives Democratic Network em outubro de 2019. 

CENÁRIO ECONÔMICO 

O escritório de imigração anunciou em janeiro de 2019 que de um total estimado de 144 mil trabalhadores migrantes, cerca de 63 mil eram residentes ilegais, a maioria dos quais empregados no terceiro setor. Em junho de 2019, o ministro de Desenvolvimento Econômico, Fayyaz Ismail, até mesmo revelou que o número real de operários migrantes, legais e ilegais, era de 250 mil. Em 2020, o número de habitantes das Maldivas foi de 459 mil. Diante desse alto número de migrantes, não é surpreendente que o tráfico humano (fornecimento de trabalhadores migrantes ilegais) seja o segundo setor mais lucrativo, de acordo com números oficiais do governo (2011). 

O retorno de militantes islâmicos do exterior, principalmente da Síria, que geralmente são considerados heróis na sociedade maldiva, pode colocar em perigo o turismo e é um dos maiores desafios que as Maldivas enfrentam. 

A prisão do ex-presidente Abdulla Yameen por envolvimento em um dos maiores casos de corrupção jamais visto no país destaca outro grande desafio que a economia das Maldivas enfrenta; no Índice de Percepção de Corrupção, as Maldivas estão em 130º lugar entre 180 países. 

CENÁRIO SOCIOCULTURAL 

A sociedade maldiva é muçulmana e, de acordo com números do Programa de Desenvolvimento das Nações Unidas, muito jovem, com idade média de 29,9 anos. Há anos, as Maldivas enfrentam sérios problemas sociais, como dependência de drogas, casos de abuso sexual e altas taxas de divórcio, sem encontrar soluções. 

As Maldivas têm uma das mais altas densidades populacionais do mundo, sobretudo em sua ilha principal, Malé. As comunidades muito próximas e homogêneas servem como vigias naturais para qualquer desvio dos membros, o que naturalmente inclui a opção religiosa. Portanto, a conversão ao cristianismo pode facilmente ser relatada aos líderes muçulmanos ou autoridades. Cristãos estrangeiros residentes no país, a maioria dos quais trabalhando no setor de turismo e vindos da Índia e Sri Lanka, são vigiados de perto também, tornando a comunhão de cristãos muito difícil.  

Um estudo inédito de 2009 sobre a violência contra as crianças — possivelmente não publicado devido a suas descobertas — afirma que um em cada sete adolescentes na idade do Ensino Médio já foi abusado sexualmente em algum momento da vida.Também se descobriu que a taxa de abuso sexual para meninas é quase duas vezes maior (20%) em relação à taxa dos meninos (11%). As meninas estão particularmente em risco na capital, Malé.  

O estudo também descobriu que 47% das crianças maldivas menores de 18 anos sofreram punição física ou emocional em casa, escola ou na comunidade. Também é mais comum entre os estudantes que frequentam o Ensino Médio nos atóis (ilhas em forma de anel), um em cada quatro relataram terem sido molestados por adultos ou outras crianças no ano anterior. A taxa de Malé foi de 14%. Relatórios mais recentes não estão disponíveis, mas o problema é reconhecido oficialmente. O Ministério da Família e Crianças, por exemplo, relatou números mais altos de abuso de crianças em novembro de 2017 e o prefeito da capital Malé denunciou o crescente crime em sua cidade. 

As Maldivas têm a maior taxa de divórcio do mundo, com uma proporção de nove em dez — alguns maldivos, supostamente, chegam a se casar sessenta vezes! Seguindo o costume islâmico, um marido pode se divorciar de sua esposa simplesmente dizendo “eu me divorcio de você” três vezes. A alta taxa de divórcio é responsabilizada pela natureza do trabalho dos maridos nas indústrias de transporte e turismo. Eles devem ficar longe de casa por um longo período de tempo. Isso resulta em falta de confiança e dificuldades financeiras para muitas mulheres. 

Além disso, as Maldivas são vistas como “um paraíso perdido para o terrorismo”. Isso pode ser um exagero, mas o país tem uma das maiores taxas per capita de militantes islâmicos que lutam no exterior. O desafio será reintegrá-los quando eles voltarem dos combates na Síria. Ligado a isso, outros dois desafios surgem: um é que não se tem ideia do que fazer com as viúvas e filhos de “shahids” (militantes islâmicos mortos no Iraque e Síria) que voltam para as Maldivas. As autoridades não sabem como lidar com eles. O outro desafio é que militantes islâmicos que retornaram foram absolvidos nos tribunais devido à falta de provas de que eles realmente estavam envolvidos no combate de 2015, ano em que uma lei que penaliza lutar em uma guerra estrangeira entrou em vigor. Esses homens são livres e considerados por muitos verdadeiros heróis islâmicos. Em setembro de 2019, em uma ação antiterrorismo, o governo colocou 17 organizações em uma lista.  

Segundo o governo, o país é 100% muçulmano sunita e todos os cidadãos das Maldivas devem ser muçulmanos. Não há igrejas históricas nas Maldivas. 

Cristãos expatriados geralmente vêm da Índia, do Sri Lanka ou de Bangladesh. Essas comunidades são monitoradas de perto, mas a maioria delas tem a liberdade de se reunir, desde que permaneçam estritamente entre si. Os cristãos expatriados não têm contato com os cristãos ex-muçulmanos nativos. 

Os cristãos ex-muçulmanos enfrentam de longe a mais alta perseguição, já que, oficialmente, eles não existem no país. Entende-se que todo maldivo deve ser muçulmano e qualquer pessoa que deixar o islã perderá sua cidadania. 

As ilhas Maldivas são um destino turístico paradisíaco

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