43

México

MX
México
  • Tipo de Perseguição: Corrupção e crime organizado, opressão do clã, intolerância secular
  • Capital: Cidade do México
  • Região: América Latina
  • Líder: Andres Manuel Lopez Obrador
  • Governo: República presidencialista
  • Religião: Cristianismo
  • Idioma: Espanhol, línguas indígenas
  • Pontuação: 65


POPULAÇÃO
135,4 MILHÕES


POPULAÇÃO CRISTÃ
129,6 MILHÕES

Como é a perseguição aos cristãos no México? 

No México, há grupos criminosos que lutam pelo controle territorial. Os cristãos locais são contra as ações criminosas e violentas deles e, por isso, correm o risco constante de serem eliminados.  

Em comunidades indígenas rurais, qualquer pessoa que abandone as crenças religiosas tradicionais pode enfrentar rejeição e punição em forma de multa, prisão e deslocamento forçado. 

Já em cidades maiores, os cristãos que se apegam às visões bíblicas tradicionais sobre questões como aborto, casamento entre pessoas do mesmo sexo, direitos dos pais e liberdade religiosa são menos tolerados. As leis de não discriminação significam que quaisquer ligações entre a fé cristã e a política são submetidas a uma investigação jurídica muito rigorosa. 

“É difícil ver a situação dos cristãos deslocados das comunidades. Eles saem sem nada além do que estão vestindo, sem dinheiro ou ninguém para lutar por eles. Ver de perto a dor, a angústia e a privação me dão vontade de defendê-los.” 

María Hernandez, advogada de um líder cristão perseguido 

O que mudou este ano? 

A pandemia da COVID-19 aumentou a instabilidade sociopolítica e reforçou o domínio territorial dos grupos criminosos. Isso também aumentou a vulnerabilidade da população e a violência contra os cristãos.   

Além disso, as autoridades de comunidades indígenas se sentiram encorajadas a agirem contra os cristãos que se recusavam a aderir aos costumes tradicionais da comunidade. Está cada vez mais difícil para os seguidores de Jesus expressar a fé publicamente.  

Quem persegue os cristãos no México 

O termo “tipo de perseguição” é usado para descrever diferentes situações que causam hostilidade contra cristãos. Os tipos de perseguição aos cristãos no México são: corrupção e crime organizado, opressão do clã e intolerância secular.  

Já as “fontes de perseguição” são os condutores/executores das hostilidades, violentas ou não violentas, contra os cristãos. Geralmente são grupos menores (radicais) dentro do grupo mais amplo de adeptos de uma determinada visão de mundo. As fontes de perseguição aos cristãos no México são: redes criminosas, oficiais do governo, partidos políticos, líderes de grupos étnicos, líderes religiosos não cristãos, cidadãos e quadrilhas, parentes, grupos de pressão ideológica. 

Quem é mais vulnerável à perseguição no México? 

As igrejas mexicanas são vistas como ameaça pelas redes criminosas espalhadas pelo país. Os estados do Sul são as principais áreas onde há opressão do clã, violando os direitos dos cristãos dentro das comunidades indígenas. Muitos edifícios cristãos foram vandalizados por aqueles que têm um compromisso radical com o secularismo e se opõem a quaisquer valores do Reino de Deus.  

Como as mulheres são perseguidas no México? 

Embora nenhuma lei nacional específica coloque mulheres e meninas em risco, elas enfrentam desafios relacionados ao aumento da violência familiar, principalmente durante a crise de COVID-19.  

Nas comunidades indígenas, o casamento forçado ainda é uma tradição cultural, apesar dos esforços do governo para erradicá-lo. As meninas cristãs podem ser forçadas a se casar com homens indígenas não cristãos na tentativa de pressioná-las a renunciar à fé. A violência e o abuso também podem ser usados contra elas com o mesmo objetivo.  

O México tem a maior taxa de tráfico de pessoas do mundo e as mulheres são alvos fáceis para os grupos armados ilegais recrutarem ou sequestrarem. Em comunidades onde os seguidores de Jesus não são aceitos ou bem-vindos, as cristãs podem ter o acesso aos serviços de saúde negado. 

Como os homens são perseguidos no México? 

Por causa da violência contínua e do crime organizado, o risco de homens e meninos serem mortos no México é alto. Nas áreas controladas por grupos criminosos ou cartéis de drogas, os jovens são expostos a doutrinação e recrutamento forçado. Alguns aceitam isso como um destino inevitável devido as suas circunstâncias econômicas e sociais. 

Aqueles que não o aceitam, por motivos de fé cristã ou outros, são ameaçados, sequestrados e até assassinados. As famílias também são intimidadas a forçar os filhos a obedecer às gangues.  

Os homens cristãos são o principal alvo de ameaças por cartéis e outros grupos violentos para que o medo atinja também as famílias e a comunidade e elas se sintam intimidadas. Os líderes religiosos nas igrejas são atacados pelo mesmo motivo. Alguns também são vítimas de extorsão porque se presume que eles tenham acesso a dinheiro arrecadado pela igreja. 

O que a Portas Abertas faz para ajudar os cristãos no México? 

A Portas Abertas está envolvida em pesquisa e comunicação para aumentar a conscientização sobre a Igreja Perseguida no México e ajudar os cristãos a lidar com a perseguição. Também encoraja a defesa de direitos para resolver as raízes da perseguição nos níveis local, federal e regional. Além de desenvolver treinamento com o objetivo de conscientizar e preparar a igreja mexicana para responder biblicamente à perseguição. 

Como posso ajudar os cristãos perseguidos no México? 

Além de orar por eles, você pode ajudar de forma prática doando para os projetos da Portas Abertas de apoio aos cristãos perseguidos. Doando para esta campanha, sua ajuda vai para locais onde a necessidade é mais urgente. 

Pedidos de oração do México 

  • Ore pelos cristãos que enfrentam escolhas difíceis quando confrontados com a violência de grupos criminosos onde moram. Peça que Deus dê sabedoria e coragem para enfrentá-las de uma forma que honre a Cristo. 
  • Clame pelos que seguem a Jesus e vivem excluídos em comunidades indígenas. Que eles sejam influência positiva para mudar o curso da perseguição. 
  • Interceda para que as pessoas respeitem e entendam os cristãos que se posicionam sobre questões sociais e para que os ouvintes sejam impactados e se acheguem a Deus.  

Um clamor pelo México 

Pai, a violência tem impactado a todos no México e mobiliza os cristãos a amar e orar pelo país. Dê-lhes clareza ao enfrentarem perseguição e proteja as famílias de ameaças. Que os cristãos indígenas tenham coragem de manter a fé em Jesus, mesmo quando as aldeias se voltarem contra eles. Fortaleça-os por meio da comunhão entre os irmãos, que sejam influentes por meio do testemunho ao seguirem os padrões bíblicos e sábios e persuasivos nas palavras. Em nome de Jesus, amém. 

Em 16 de setembro de 1810, o padre católico romano Miguel Hidalgo convocou os exércitos que desencadearam a guerra da independência mexicana. Em 27 de setembro de 1821, o Exército das Três Garantias entrou na Cidade do México e o Ato da Independência do Império Mexicano foi assinado no dia seguinte, mas só foi reconhecido pelo governo espanhol em 1836. Em outubro de 1824, Guadalupe Victoria foi declarado o primeiro presidente do México. 

Após o mandato de Enrique Peña Nieto, de 2012 a 2018, um dos governos pertencentes ao Partido Revolucionário Institucional (PRI) mais criticado na história republicana, uma nova liderança surgiu. Andrés Manuel López Obrador (AMLO) venceu as eleições presidenciais em julho de 2018, estabelecendo um marco na política mexicana. Ele é o primeiro presidente que não pertence ao PRI ou ao Partido de Ação Nacional (PAN), e foi eleito com o maior número de votos da história. Ele concorreu como líder da coalizão eleitoral Movimento Regeneração Nacional (Morena) e desfruta de amplo apoio dos cristãos. Desde que AMLO assumiu a posição, ele prometeu combater a corrupção, mas tem enfrentado aumento na violência e uma tensa relação com os Estados Unidos devido principalmente à crise migratória da América Central. 

CENÁRIO POLÍTICO E LEGAL 

A vitória de AMLO na eleição presidencial pode ser vista como uma reação da sociedade contra a corrupção e a ineficácia dos partidos políticos que estavam no poder há anos, como o PRI e o PAN. O novo presidente tem a maioria em ambas as casas legislativas. De acordo com a organização sem fins lucrativos, Freedom House (2019), a campanha da eleição presidencial foi marcada por violência e ameaças contra candidatos, oficiais e trabalhadores da campanha. 

A vitória de AMLO significa que o partido que governava antes perdeu o controle não apenas da presidência, mas também de vários governos e sedes de governos estaduais e centenas de governos locais. Isso perturba a situação atual em áreas onde as autoridades do Estado agem em conluio com grupos criminais. Essa perda de controle levou a um aumento na violência. 

A nova situação política no México é observada de perto por outros países na região. Algumas das novas medidas introduzidas parecem socialistas ou ditatoriais e houve até mesmo indicação de apoio ao governo de Nicolas Maduro na Venezuela, além de garantia de asilo político para o antigo presidente boliviano, Evo Morales. AMLO teve altos índices de aprovação dos cidadãos em seu primeiro ano na função, apesar do amplo descontentamento quanto às políticas implementadas no campo da segurança pública, as tentativas de controlar diferentes instituições estatais e a forma como a economia é dominada por políticos. 

A organização não governamental Anistia Internacional e outras apontaram que há certos avanços consideráveis na resolução da crise de direitos humanos, no uso da tortura e medidas similares, no dramático número de desaparecidos e nas contínuas detenções arbitrárias que continuam ocorrendo. Ao mesmo tempo, o fórum regional da Organização dos Estados Americanos (OEA), expressou preocupação sobre a situação dos migrantes e refugiados no México, especialmente desde que as políticas públicas conjuntas com os Estados Unidos têm um impacto direto na situação dos direitos humanos dos migrantes. A organização também alertou sobre a falta de atenção aos níveis de violência contra jornalistas e a mídia. Finalmente, a OEA e a ONU destacaram o estado de insegurança para todos os direitos humanos defendidos no país. 

O crime organizado tem aumentado nos últimos anos, líderes de igrejas continuam sendo regularmente alvo quando falam contra corrupção e atividades criminosas, e conduzem projetos que assistem os vulneráveis na sociedade. Ao mesmo tempo, nos últimos anos, a sociedade mostra uma tendência cada vez mais secular.  

Grupos de pressão ideológica e algumas autoridades governamentais buscam promover uma agenda secularista, se sentindo ameaçados pela influência que o bloco cristão pode ter nas políticas do governo. Houve várias críticas duras acerca do relacionamento próximo da nova administração com alguns grupos cristãos. Principalmente a nível local, a defesa de cristãos pela vida, família e casamento é rotulada como “homofóbica” e corre o risco de ser sancionada sob a não discriminação e disposições sobre discurso de ódio. O uso de espaço público para atividades religiosas também foi duramente criticado e propriedades cristãs foram vandalizadas.  

CENÁRIO RELIGIOSO 

Embora os cristãos sejam 95,8% da população do país, uma estimativa de 3% da população se identifica como agnóstico ou ateísta. Esse fenômeno é resultado das fortes tendências seculares conduzidas por antigas políticas do governo. O México não tem uma religião oficial e nenhuma aula de religião é ensinada em escolas estaduais. O Estado permanece exclusivamente secular e, até 1992, o governo mexicano não tinha relações formais com igrejas e não reconhecia oficialmente qualquer igreja. Em 1992, o governo de Salinas modificou a Constituição a fim de dar reconhecimento às várias religiões que existem no México. 

Hoje, mexicanos têm o direito de exercer qualquer religião que quiserem. O governo federal coordena assuntos religiosos por meio da Secretaria de Governo (SEGOB, da sigla em espanhol) que, com a Direção Geral para Associações Religiosas (DGAR, da sigla em espanhol), promove tolerância religiosa, conduz a mediação de conflitos e investiga casos de intolerância religiosa. De acordo com o Departamento de Estado dos Estados Unidos no Relatório Internacional de Liberdade Religiosa 2019, cada um dos 32 estados tem escritórios responsáveis por assuntos religiosos. 

De acordo com a lei de regulamentação das organizações religiosas, oficiais da igreja não têm permissão para expressar publicamente opiniões ou manter cargos públicos, e as autoridades estatais não podem intervir na vida interna das associações religiosas. Entretanto, na atual administração AMLO, há sinais de flexibilização a esse respeito e o presidente regularmente refere-se a passagens bíblicas e usa retórica religiosa. Embora o governo de AMLO mantenha relacionamento com as igrejas católicas romanas e protestantes, as relações parecem ser mais próximas à Fraternidade Nacional de Igrejas Evangélicas (CONFRATERNICE, da sigla em espanhol). No entanto, a associação evangélica não representa necessariamente todos os grupos cristãos no país e há preocupação sobre um possível tratamento desigual para as comunidades cristãs mais novas e menores. 

Apesar da tradição histórica do México de ser um Estado secular, há sinais que um novo relacionamento entre religião e políticos é estabelecido por meio do novo governo. O governo parece quebrar a tradição do laicismo antirreligioso e introduzir a ideia de “secularismo colaborativo”, no qual valores religiosos não são excluídos do exercício do poder. O Primeiro Relatório do Governo 2018-2019 enfatiza que o México está comprometido com a liberdade e igualdade em questões religiosas, convencido de que a representatividade religiosa contribui para o fortalecimento dos valores da sociedade. Isso é visto como parte da garantia da livre expressão de ideias e crenças. Da mesma forma, o Ministério do Interior anunciou que planeja promover uma “estratégia nacional para a promoção do respeito e tolerância à diversidade religiosa”. 

Até agora, embora o número total da violência no país tenha aumentado durante o primeiro ano do novo governo, não houve muitos casos relatados de violência contra líderes religiosos. O fato da administração ter conhecimento da influência positiva das igrejas na sociedade torna muitos líderes de igrejas mais confiantes para fazer a voz ouvida na esfera pública. No entanto, alguns indicam que esse relacionamento só beneficia certas denominações religiosas e viola o princípio secular de separação entre igreja e Estado. Resta ver como isso se desenvolverá nos próximos anos. Mesmo com a aparente mudança de atitude positiva na esfera pública, valores cristãos continuam sendo alvo de grupos feministas radicais e LGBTI. Esses grupos de pressão ideológica criticam visões baseadas na fé e exigem a imposição de seus valores nos níveis social, político e legislativo. Suas ações se tornam violentas, como visto nos incidentes envolvendo vandalismo em propriedades cristãs. 

Em áreas controladas por grupos criminosos, líderes de igrejas e outros cristãos enfrentam o risco de se tornarem alvo de violência quando são percebidos como uma ameaça às atividades criminosas. Em comunidades indígenas, aqueles que decidem abandonar as crenças religiosas da comunidade ou práticas de sincretismo relacionadas ao catolicismo enfrentam rejeição e punições. Na sociedade em geral, quando cristãos expressam abertamente a visão com base na fé em questões como aborto, casamento entre pessoas do mesmo sexo, liberdade religiosa, entre outros, eles podem enfrentar ações legais devido a leis de não discriminação promovida por grupos de pressão ideológica e oficiais do governo que os apoiam. 

Os cristãos que pedem publicamente por justiça e paz são vistos como uma ameaça aos interesses dos grupos criminosos. Esse é o caso quando igrejas visam impedir jovens de se unirem aos traficantes de drogas ou quando líderes cristãos desenvolvem projetos de apoio aos imigrantes. Eles podem se tornar vítimas de vigilância, ameaças de morte, represálias, tentativas de sequestro, extorsões ou pior. Devido à insegurança reinante em algumas áreas, os cultos das igrejas e festivais religiosos não podem ser realizados sem temer algum tipo de ataque violento.  

CENÁRIO ECONÔMICO 

Como na maioria dos países na região, o México tem buscado conter a disseminação do vírus da COVID-19 por meio das medidas de isolamento social e restrições a viagens. Essas medidas tiveram um sério impacto na produção e cadeias de comércio, o que causaram o fechamento e a falência de muitas companhias e geraram enormes cortes de pessoal e diminuições de salários. De acordo com informações oficiais, cerca de 12 milhões de pessoas perderam o emprego apenas em abril de 2020. 

A Comissão Econômica para a América Latina e o Caribe (ECLAC, da sigla em inglês) estima que o México  sofrerá com a queda do preço do petróleo e como resultado, e em abril de 2020 esperava-se uma queda de 6,5% no PIB.  O Banco Mundial relata que a incidência da taxa de pobreza corresponde a 41,9% da população. De acordo com o Índice de Paz do México 2020, o impacto econômico da violência subiu 28,8% entre 2015 e 2019, aumentando anualmente, exceto em 2019. Em termos per capita, o impacto econômico da violência foi de 36,129 pesos, mais que cinco vezes a média salarial mensal de um trabalhador mexicano. 

De acordo com o Departamento do Censo dos Estados Unidos, para o primeiro semestre de 2019, o México era o parceiro comercial número um dos Estados Unidos. Em julho de 2020, o acordo de comércio entre Estados Unidos, México e Canadá (T-MEC, da sigla em inglês) entrou em vigor. 

CENÁRIO SOCIOCULTURAL 

 Chiapas, Guerrero, Oaxaca e Veracruz são os estados com o maior percentual de população em situação de pobreza. Isso tem forçado muitas famílias mexicanas a se mudarem para outras áreas do país, na esperança de encontrar um melhor grau econômico e de estabilidade social. 

Outro aspecto a ser levado em conta é o aumento na população urbana e a diminuição na população rural. De acordo com o Banco Mundial, em 2019 80,7% do total da população vivia em áreas urbanas. 

Quanto a comunidades indígenas, a Constituição mexicana reconhece os direitos a autodeterminação e autonomia, dando a elas liberdade para decidirem suas próprias formas de coexistência, organização social, economia e contexto cultural e político. De acordo com a Intercensal Survey 2015, uma pesquisa intercensitária (que ocorre entre dois censos), 12 milhões de pessoas vivem em abrigos indígenas (10,6% da população) e 21,5% da população se autoidentifica como indígena. A população indígena está localizada principalmente nas áreas rurais da fronteira sudeste do país (Oaxaca, Yucatan e Chiapas) e na área centro-oeste (Hidalgo, Guerrero, Puebla e Jalisco). 

A autonomia das comunidades indígenas causou sérios problemas para cristãos, especialmente para convertidos, e não mostra sinais de melhora. Aqueles que não participam das tradições tribais e práticas de sincretismo, relacionadas ao catolicismo de tais comunidades, enfrentam oposição, rejeição, detenção e falta de abrigo.  

Quanto à geração mais jovem, a combinação nos níveis de desistentes do Ensino Médio, a falta de possibilidade de emprego e os baixos salários dão poucas oportunidades para fugir da pobreza. Isso também torna jovens vulneráveis ao recrutamento de grupos criminosos. 

Outra questão principal é a contínua crise de migrantes na América Central. De acordo com a Comissão Mexicana para Ajuda a Refugiados (COMAR), no final de outubro de 2020, 32.272 migrantes aplicaram para a condição de refugiado no México, a maioria de Honduras, El Salvador, Venezuela, Guatemala e Nicarágua. 

O cristianismo chegou ao México durante a conquista espanhola da população nativa asteca (1519-1521). Foi parte da estratégia militar converter os moradores nativos da Nova Espanha para a fé católica romana. Dessa época até aproximadamente 1872, a Igreja Católica Romana foi a única denominação cristã presente no México e ainda é maioria no país. Entretanto, o México permite liberdade para adoração desde o meio do século 18esde então, denominações tradicionais protestantes se estabeleceram. O governo não reconhecia igrejas e associações religiosas como entidades legais até 1992. Isso só foi possível por meio de reformas no Artigo 130 da Constituição e a implementação da Lei das Associações Religiosas e Adoração Pública. 

Sobre nós

Uma organização cristã internacional que atua em mais de 60 países apoiando os cristãos perseguidos por sua fé em Jesus.

© 2022 Todos os direitos reservados

INÍCIO
LISTA MUNDIAL
DOE