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Nepal

NP
Nepal
  • Tipo de Perseguição: Nacionalismo religioso, opressão do clã
  • Capital: Catmandu
  • Região: Sul da Ásia
  • Líder: Bidhya Devi Bandhari
  • Governo: República parlamentarista
  • Religião: Hinduísmo, budismo, islamismo, kirati, cristianismo
  • Idioma: Nepalês, maithali, bhojpuri, tharu, tamang
  • Pontuação: 66


POPULAÇÃO
30,2 MILHÕES


POPULAÇÃO CRISTÃ
1,3 MILHÃO

Como é a perseguição aos cristãos no Nepal? 

No Nepal, os convertidos do hinduísmo são colocados sob maior pressão; eles são vistos como desviando da fé dos antepassados, e, portanto, rompendo com a cultura e a identidade nacional. Cristãos ex-hindus – e membros de igrejas protestantes – sofrem pressão da família, amigos, comunidade e autoridades locais. Igrejas católicas romanas, bem como igrejas que mais estrangeiros frequentam, muitas vezes têm menos problemas.  

O Nepal tem uma grande instabilidade política, impulsionada por lutas governamentais, bem como o constante conflito entre os poderosos vizinhos China e Índia. Extremistas hindus ocasionalmente se aproveitam desse fato atacando cristãos.  

Há também uma lei anticonversão em vigor no Nepal, que tem sido usada para expulsar cidadãos estrangeiros. Essa lei pode ser amplamente aplicada, pois diz que qualquer um que faz com que um indivíduo se converta a uma religião diferente pode ser preso, multado ou deportado. Essa lei tem sido usada para atingir cristãos. Em algumas áreas, os cristãos também foram deixados de fora do auxílio durante a pandemia da COVID-19 que o governo forneceu, reforçando o status como cidadãos de segunda classe. 

“Na minha aldeia eles não permitem que eu busque água, e nós não estamos autorizados a sequer tocar a alça da bomba de água. Muitas vezes, eu ia secretamente à noite buscar água.” 

Bhumika, cristão perseguido no Nepal 

O que mudou este ano? 

O Nepal caiu duas posições na Lista Mundial da Perseguição 2021, no entanto, a perseguição aumentou. Mas a perseguição aumentou em todo o mundo, por isso, mesmo assim, o Nepal está em uma posição mais baixa na Lista. A pressão é alta para os cristãos em todas as esferas da vida, particularmente nas esferas da vida privada e nação. Isso mostra como a vida é restritiva para os cristãos ex-hindus, e o quanto as autoridades governantes dificultam a vida dos seguidores de Cristo. 

Quem persegue os cristãos no Nepal? 

O termo tipo de perseguição é usado para descrever diferentes situações que causam hostilidade contra os cristãos. Os tipos de perseguição aos cristãos no Nepal são: nacionalismo religioso, opressão do clã.  

Já as “fontes de perseguição são os condutores/executores de hostilidades, violentas ou não violentas, contra os cristãos. Geralmente são grupos menores (radicais) dentro do grupo mais amplo de adeptos de uma determinada visão de mundo. As fontes de perseguição dos cristãos no Nepal são: grupos religiosos violentos, líderes religiosos não cristãos, oficiais do governo, parentes, cidadãos e quadrilhas, partidos políticos, líderes de grupos étnicos. 

Quem é mais vulnerável à perseguição no Nepal? 

Cristãos que se convertem do hinduísmo são mais vulneráveis à perseguição no Nepal. Muitas vezes, é pior em áreas rurais do que em ambientes urbanos. Além disso, todos os cristãos correm risco de acusações sob a lei anticonversão. 

Como as mulheres são perseguidas no Nepal? 

Mulheres e meninas cristãs se convertem ao cristianismo principalmente ao testemunhar cura e milagres na própria vida ou na família mais próxima. No entanto, é perigoso para elas revelarem a fé, por isso elas participam dos cultos da igreja em segredo 

Quando descobertas, muitas vezes são discriminadas por seus pares, socialmente excluídas e severamente espancadas por membros da família. Os familiares próximos das cristãs podem prendê-las. Depois de isoladas, muitas vezes são privadas de necessidades básicas para a sobrevivência, apoio educacional, herança e direitos legais básicos.  

A violência física vem gradualmente após a tortura emocional e mental. Na fase inicial, elas são emocionalmente torturadas pelos familiares próximos (marido, sogros, pais). Gradualmente, a tortura mental e física começa até que, finalmente, elas se tornam párias sociais, colocando-as em uma posição socialmente vulnerável. 

Em raras ocasiões, as famílias fazem arranjos matrimoniais para casar as filhas com homens não cristãos. Há alguns incidentes relatados, inclusive com a família ameaçando de morte. 

Como os homens são perseguidos no Nepal? 

Homens e meninos cristãos novos convertidos são particularmente vulneráveis à tortura física e mental da família e da sociedade. Muitas vezes, eles têm o acesso à herança negado por familiares próximos, os  direitos legais básicos, como certidão de nascimento e cidadania, também são negados por administradores do governo local. Além disso, os cristãos ex-hindus conhecidos enfrentam assédio em locais públicos, como mercados e local de trabalho. 

De acordo com a lei nepalesa, os cidadãos não podem ser barrados em cargos públicos por causa das crenças religiosas. No entanto, os cristãos no serviço público, especialmente nas forças armadas, têm reclamado que, na prática, eles têm promoções negadas por causa da fé. Nas áreas rurais, é relatado que os hindus impedem os cristãos de fazerem parte de fóruns comunitários e outros fóruns públicos. No exército nepalês, posições do governo e polícia, os cristãos são forçados a adorar deuses hindus e observar festivais hindus. Isso inclui comer comida oferecida a ídolos ou colocar pó vermelho na testa durante as festividades hindus. Homens cristãos geralmente migram para novas cidades ou áreas para se estabelecer de novo e evitar a privação econômica. 

Pastores e líderes locais, independentemente da igreja, são os principais alvos de assédio por razões relacionadas à fé. Extremistas hindus concentrarão seus ataques nos líderes da igreja para mostrar exemplo a outros cristãos na área. Eles também atacam os líderes da igreja porque são considerados os principais atores por trás do crescente número de conversões ao cristianismo 

Quando homens e rapazes são severamente espancados e socialmente isolados, eles têm menos oportunidades econômicas para sustentar a família. A maioria dos homens e rapazes são os provedores da família, então essa forma de discriminação significa que toda a família enfrenta problemas econômicos e insegurança social. 

O que a Portas Abertas faz para ajudar os cristãos no Nepal? 

Portas Abertas trabalha por meio de igrejas parceiras e voluntários no Nepal. O ministério está focado em diversas áreas, como distribuição de Bíblias e materiais cristãos, treinamento para líderes da igreja e cristãos (incluindo treinamento de preparação para a perseguição), ajuda socioeconômica (inclusive ajuda emergencial para COVID-19), auxílio jurídico e advocacy, e projetos especiais conforme solicitado pela igreja local.  

Como posso ajudar os cristãos perseguidos?  

Além de orar por eles, você pode ajudar de forma prática doando para os projetos da Portas Abertas de apoio aos cristãos perseguidos. Doando para esta campanha, sua ajuda vai para locais onde a necessidade é mais urgente.



Pedidos de oração do Nepal 

  • Clame para que os cristãos no Nepal tenham sabedoria para compartilhar a fé com segurança, e ousadia para continuar compartilhando o evangelho. Peça que Deus amoleça os corações daqueles que aplicam as restrições ao evangelismo, e que ele os atraia para si mesmo através do corajoso testemunho de nossos irmãos e irmãs. 
  • Clame pelas mulheres cristãs no Nepal, que enfrentam perseguição dos familiares. Muitas são espancadas, ameaçadas, proibidas de ir à igreja, rejeitadas e isoladas. Ore para que, com a força de Deus, essas mulheres continuem fortes na fé, e através delas Deus traga as famílias inteiras para conhecer a graça salvadora de Jesus Cristo. 
  • Ore pelos cristãos que vivem em aldeias muito remotas. É difícil para nossos parceiros locais contatá-los, e quando eles passam por perseguição, pode ser difícil para nossos parceiros alcançá-los rapidamente. Interceda pelos cristãos nessas aldeias, para que Deus os fortaleça e supra as necessidades. 

Um clamor pelo Nepal 

Deus todo-poderoso, oramos por nossas irmãs e irmãos que o seguem no Nepal. Pedimos que proteja e sustente a fé no meio da pressão constante. Oramos por aqueles cristãos que vivem em lugares onde são discriminados ou isolados pela fé em Cristo. Também oramos pelas pessoas que são alvo por compartilhar o evangelho com um mundo faminto. Oramos para que salve seu povo e ouça seu clamor. Em nome de Jesus, amém. 

Em 1994, um partido comunista governou por um curto período. De 1995 a 2006, uma violenta insurgência maoísta (movimento revolucionário comunista chinês) levantou-se a fim de abolir a monarquia. Em 1° de junho de 2001, houve um massacre no palácio real. O rei Birendra, a rainha Aishwarya e outros sete membros da família real foram mortos. O suposto infrator foi o príncipe herdeiro Dipendra, que cometeu suicídio. Essa explosão teria sido a resposta de Dipendra à recusa de seus pais em aceitar a esposa de sua escolha. No entanto, há especulações e dúvidas entre os cidadãos nepaleses sobre quem foi de fato responsável. 

Após a carnificina, o irmão do rei Birendra, Gyanendra, herdou o trono. Em 1° de fevereiro de 2005, o rei Gyanendra rejeitou todo o governo e assumiu poderes executivos completos para anular a insurgência maoísta, mas a iniciativa não teve êxito. Em setembro de 2005, os maoístas declararam um cessar-fogo unilateral de três meses para negociar. 

Em resposta ao movimento democrático de 2006, o rei Gyanendra concordou em renunciar ao poder soberano. Em 24 de abril de 2006, a Câmara dos Deputados dissolvida foi restituída. Usando sua autoridade soberana recém-adquirida, a Câmara dos Deputados votou por unanimidade para reduzir o poder do rei e declarou o Nepal um Estado secular em 18 de maio de 2006, encerrando seu status oficial como reino hindu. Em 28 de dezembro de 2007, um projeto de lei foi aprovado no parlamento para alterar o artigo 159 da Constituição — substituindo “Disposições relativas ao Rei” por “Disposições do Chefe de Estado” — declarando o Nepal uma república federal e, assim, abolindo a monarquia. O projeto de lei entrou em vigor em 28 de maio de 2008. Desde então, o Nepal é uma república parlamentar federal laica. 

O Nepal foi atingido por dois grandes terremotos em abril e maio de 2015, deixando cerca de 9.200 pessoas mortas, tendo um prejuízo de cerca de dez bilhões de dólares, o que representava 50% do PIB anual do país. O que tem sido menos relatado, porém, é o fato de que o governo prometeu financiar a reconstrução dos prédios destruídos, mas não dos prédios das igrejas, que também foram destruídas. O Nepal estava pairando no limiar da Lista Mundial da Perseguição há vários anos, mas não entrava para a lista desde 2007, e voltou em 2018. 

CENÁRIO POLÍTICO E LEGAL 

O Nepal é um país pobre, sem litoral e encurralado entre a Índia e a China. Sua política está dividida. Apesar de todos os problemas, no entanto, o Nepal está progredindo: a economia está melhor, a pobreza diminui pouco a pouco, e o cristianismo está crescendo rapidamente. Os hindus radicais estão preocupados com isso, porque a maioria dos convertidos ao cristianismo são ex-hindus.  

Desde 2008, quando o Nepal mudou de monarquia para uma república federal (dividindo o país em estados), houve confrontos políticos entre vários partidos. Em vez dos dois anos planejados, levou mais de sete anos para escrever uma nova Constituição, que entrou em vigor em 20 de setembro de 2015. 

As eleições parlamentares mais recentes no Nepal foram realizadas em 26 de novembro e 7 de dezembro de 2017. Em disputa estavam 275 lugares na Câmara dos Representantes. As eleições resultaram em um impasse político, entre o partido governante do Congresso Nepalês e a coalizão de esquerda vencedora, sobre o sistema usado para eleger o Senado e levou a um atraso na formação do novo governo. 

Os partidos radicais hindus formam apenas uma pequena parte do parlamento. No entanto, os principais partidos políticos, assim como o Congresso, também são profundamente enraizados com a ética e os valores do hinduísmo. Muitos partidos políticos reconhecem o grande potencial da comunidade cristã em rápido crescimento no Nepal. Em maio de 2017, os cristãos foram escolhidos como representantes de algumas unidades locais na primeira fase das eleições locais, realizadas pela primeira vez na história do Nepal. 

No dia 22 de maio de 2021, o Parlamento do Nepal foi dissolvido pela segunda vez em cinco meses, em plena pandemia de coronavírus, e em novembro o país realizará novas eleições, segundo fontes oficiais. 

O Nepal é governado de acordo com a Constituição do Nepal, que entrou em vigor em setembro de 2015. Ela define o país como tendo características multiétnicas, multilíngues, multirreligiosas e multiculturais com aspirações comuns de pessoas que vivem em diversas regiões geográficas e está comprometido e unido por um vínculo de fidelidade à independência nacional, integridade territorial, interesse nacional e prosperidade do Nepal. A nova Constituição restringe a liberdade de proselitismo e conversão, considerando-a uma infração punível. 

O novo código criminal do Nepal, que entrou em vigor em agosto de 2017, também proíbe comportamentos religiosos que perturbem a ordem pública ou vá contra a moral pública. Portanto, enquanto a lei geral permanece positiva, há uma possibilidade que essas novas disposições sejam usadas para criar alvos e punir membros de grupos minoritários. 

O governo tem sempre em mente as opiniões dos seus dois poderosos vizinhos: Índia e China. Como ambos querem o Nepal na sua esfera de influência, Catmandu tem de caminhar em uma corda bamba para seguir um curso independente. 

CENÁRIO RELIGIOSO 

De acordo com o World Christian Database (WCD), a maior religião do país é o hinduísmo. O hinduísmo dominou o Nepal há séculos (começou a se desenvolver entre 500 e 300 a.C.) e foi a religião do Estado até o país se tornar uma república secular em maio de 2008. 

Estimulados pelo sucesso de seus homólogos na vizinha Índia, os radicais hinduístas fizeram campanha para o retorno do hinduísmo como religião oficial. Assim como na Índia, suas atividades foram violentas. No Nepal, no entanto, eles não conseguiram alcançar seus objetivos.  

Os convertidos do hinduísmo são os mais perseguidos já que são considerados traidores da fé dos antepassados. Igrejas de ex-hindus e protestantes estão particularmente sob pressão de familiares, amigos, comunidades e autoridades locais. Igrejas católicas romanas e igrejas onde os estrangeiros se reúnem experimentam os menores problemas. De vez em quando, os radicais hindus aproveitam a instabilidade política em curso para atacar os cristãos. Na maioria das vezes, eles não são punidos. Também há relatos de igrejas atacadas, cristãos agredidos, presos e condenados. Há também cristãos que precisaram fugir de suas casas e vilas por causa de ameaças.  

O cristianismo no Nepal está em ascensão desde que o governo adotou a democracia secular em 2008. Missionários cristãos haviam sido proibidos de entrar no país antes que a monarquia absoluta chegasse ao fim. Hoje, o país abriga mais de 8 mil igrejas e mais de um milhão de convertidos. Grupos minoritários como os dalits e os kirats têm sido particularmente atraídos pelo cristianismo. De acordo com a Federação Nacional dos Cristãos no Nepal, os dalits compõem 60% de todos os cristãos no país. 

CENÁRIO ECONÔMICO 

O desenvolvimento econômico no Nepal foi complicado pela mudança constante nos cenários políticos. Uma sociedade agrária isolada até meados do século 20, o Nepal entrou na era moderna em 1951 sem escolas, hospitais, estradas, telecomunicações, energia elétrica, indústria ou serviço público. No entanto, o país avançou em direção ao crescimento econômico sustentável desde a década de 1950, com grande melhora nos padrões de vida. Os maiores desafios enfrentados pelo país para alcançar um maior desenvolvimento econômico são as mudanças frequentes na liderança política, bem como a corrupção. A ajuda externa ao Nepal representa mais de metade do orçamento de desenvolvimento. 

A agricultura continua a ser a principal atividade econômica do país, empregando cerca de 65% da população e é responsável por 31,7% do Produto Interno Bruto (PIB). Apenas cerca de 20% da área total do país é cultivável. O PIB do Nepal é fortemente dependente das remessas (29,1%) dos trabalhadores no exterior. 

CENÁRIO SOCIOCULTURAL 

Uma prova de que o hinduísmo era a religião do Estado é o sistema de castas — uma estratificação hierárquica da sociedade que remonta a muitos séculos. De acordo com a tradição chamada varna, existem quatro castas (brahmins, kshatriyas, vaishyas e shudras), além de uma lista de grupos, agora conhecidos como dalits, que foram historicamente excluídos do sistema varna, e ainda são condenados ao ostracismo como “intocáveis”. Muitos cristãos no Nepal são de origem dalit. A maioria dos cristãos no Nepal pertence aos estratos sociais mais baixos e tem escassez de rendimentos. 

O primeiro registro de um missionário cristão em visita ao Nepal remonta a 1628, quando o rei Lakshminarasimha Malla recebeu o jesuíta português Juan Cabral. Ele foi premiado com uma Tamra Patra, uma placa de cobre, permitindo que ele pregasse o evangelho. Em 1661, Albert dOrville, um belga, e Johann Grueber, um austríaco, visitaram o Nepal como missionários, mas não ficaram muito tempo. A primeira tentativa de uma presença mais permanente no Nepal foi quando os padres capuchinhos de Roma criaram uma estação missionária em Catmandu em 1715 e moraram entre os habitantes de Bhaktapur e Patan no vale de Catmandu por mais de 54 anos. Após a conquista de Prithvi Narayan Shah (primeiro rei do Nepal unificado) em 1769, os padres capuchinhos e 57 cristãos recém-convertidos foram exilados em Bettiah, na Índia. A partir de então, até 1950, os missionários foram proibidos no Nepal. 

No início da década de 1950, os missionários podiam se dedicar ao trabalho de desenvolvimento, educação e cuidados de saúde. Durante as décadas de 1970 e 1980, as igrejas começaram a crescer no Nepal. Com esse crescimento, a perseguição aos cristãos cresceu e na década de 1980 centenas de líderes cristãos nepaleses foram presos; muitos proeminentes líderes cristãos tiveram de fugir do país naquele momento. Devido a violentos protestos de rua em 1990, o rei concordou com uma nova Constituição democrática. A igreja também experimentou alguma liberdade depois de 1990. 

Com o movimento para a democracia iniciado em 2006 — e especialmente depois que o Nepal se tornou oficialmente um Estado secular em 2008 — a nova liberdade religiosa contribuiu para a proliferação de várias denominações e grupos cristãos. Os cristãos hoje participam de forma ativa da arena política e da tomada de decisão e o Natal é um feriado oficial do governo. No entanto, apesar do Nepal ser considerado secular, a nova Constituição restringe a liberdade de proselitismo e conversão, considerando isso uma infração. 

Embora não existissem cristãos no país em 1951, o censo registrou 458 após 10 anos e 102 mil após quarenta anos. De acordo com o recenseamento de 2011, esse número já atingia 375 mil. O número de cristãos no Nepal continua a crescer ao longo do tempo. 

As igrejas de expatriados são menos afetadas pelo nacionalismo hindu, mas experimentam limitações. A maioria dos convertidos tem um contexto hindu. Os convertidos ao cristianismo enfrentam uma enorme pressão de suas comunidades, grupos hindus radicais, líderes religiosos locais e familiares. 

Ao menos uma escola cristã foi atacada durante o período de pesquisa da LMP 2020

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