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Nepal

NP
Nepal
  • Tipo de Perseguição: Nacionalismo religioso, opressão do clã
  • Capital: Catmandu
  • Região: Sul da Ásia
  • Líder: Bidhya Devi Bandhari
  • Governo: República parlamentarista
  • Religião: Hinduísmo, budismo, islamismo, kirati, cristianismo
  • Idioma: Nepalês, maithali, bhojpuri, tharu, tamang
  • Pontuação: 61


POPULAÇÃO
30,5 MILHÕES


POPULAÇÃO CRISTÃ
1,3 MILHÃO

DOAR AGORA

R$

* Em breve este perfil será atualizado com informações referentes à Lista Mundial da Perseguição 2023.  

Como é a perseguição aos cristãos no Nepal? 

A maior parte da perseguição cristã no Nepal vem de grupos radicais hindus que desejam que o país retorne ao hinduísmo. Muitos cristãos ex-hindus enfrentam uma pressão significativa das famílias e comunidades. Quando um cristão é descoberto na família, ele pode ser expulso de casa ou até atacado com violência.  

As leis anticonversão limitam a liberdade dos seguidores de Jesus e causam a destruição e o fechamento de igrejas. Os cristãos estrangeiros são tratados com mais tolerância, embora os membros de algumas igrejas protestantes enfrentem hostilidade.  

Os cristãos membros de grupos indígenas também enfrentam perseguição, pois rejeitam muitos valores, costumes e rituais da tradição dos antepassados. Eles são marginalizados e estão sujeitos a perseguição violenta. 

“Perdi meu relacionamento familiar e muitas outras coisas quando aceitei a Cristo. Mas sempre senti a presença de Deus em minha vida. Ele proveu minhas necessidades e me manteve segura.” 

Kabita Khatri (pseudônimo), cristã perseguida no Nepal  

O que mudou este ano? 

Apesar da queda do Nepal no ranking do Top50, a pontuação de perseguição permaneceu quase tão alta quanto no ano passado. Embora a violência tenha diminuído, a pressão em quase todas as esferas da vida aumentou, por isso a vida diária continua difícil para os seguidores de Jesus, especialmente os ex-hindus.  

Apesar de o governo permitir que algumas instituições de caridade cristãs ajudassem durante a pandemia de COVID-19, a situação continua difícil para os cristãos locais. 

Quem persegue os cristãos no Nepal? 

O termo “tipo de perseguição” é usado para descrever diferentes situações que causam hostilidade contra os cristãos. Os tipos de perseguição aos cristãos no Nepal são: nacionalismo religioso, opressão do clã.   

Já as “fontes de perseguição” são os condutores/executores de hostilidades, violentas ou não violentas, contra os cristãos. Geralmente são grupos menores (radicais) dentro do grupo mais amplo de adeptos de uma determinada visão de mundo. As fontes de perseguição dos cristãos no Nepal são: oficiais do governo, líderes religiosos não cristãos, grupos religiosos violentos, parentes, partidos políticos, cidadãos e quadrilhas, líderes de grupos étnicos.  

Quem é mais vulnerável à perseguição no Nepal? 

Não há pontos críticos para a perseguição aos cristãos no Nepal, mas a pressão sobre os convertidos é maior sobre os que vivem nas zonas rurais.  

Como as mulheres são perseguidas no Nepal? 

Na nação hindu que privilegia os homens, as mulheres e meninas têm menos capacidade de exercer os direitos. As recém-convertidas costumam ser assediadas, presas por membros da família e privadas de necessidades básicas, apoio educacional, bens familiares e direitos legais.  

A violência física acontece gradualmente após elas enfrentarem pressão emocional e mental. Em casos de conversão de mulheres casadas com não cristãos, elas podem ser obrigadas a se divorciar e não recebem instrução em relação aos direitos legais dela e dos filhos.  

Como os homens são perseguidos no Nepal? 

Homens e meninos recém-convertidos são particularmente vulneráveis a tortura física e mental da família e da sociedade. Eles perdem tanto o acesso à propriedade da família, como os direitos legais básicos de ter uma certidão de nascimento e cidadania. 

Além disso, os convertidos que revelam a fé enfrentam assédio público, como em mercados e locais de trabalho. Os cristãos também foram vítimas de falsas acusações que resultaram em prisões.  

O que a Portas Abertas faz para ajudar os cristãos no Nepal? 

A Portas Abertas trabalha por meio de parceiros no Nepal para apoiar os cristãos com Bíblias e materiais de discipulado, treinamento bíblico, ajuda socioeconômica e advocacy. 

Como posso ajudar os cristãos perseguidos no Nepal?  

Além de orar por eles, você pode ajudar de forma prática doando para os projetos da Portas Abertas de apoio aos cristãos perseguidos. Doando para esta campanha, sua ajuda vai para locais onde a necessidade é mais urgente. 

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Pedidos de oração do Nepal 

  • Interceda para que os cristãos ex-hindus conheçam a realidade de pertencer à família de Deus e se sintam apoiados pela oração da igreja global.  
  • Ore para que os governantes do Nepal tenham o coração tocado por Deus e permitam que haja uma verdadeira liberdade religiosa. 
  • Peça a Deus para abençoar os parceiros da Portas Abertas que socorrem os cristãos nepaleses. Que eles sejam supridos em tudo e continuem a propagar o nome de Jesus no país. 

Um clamor pelo Nepal 

Senhor, pedimos que nossos irmãos nepaleses sejam sustentados e suportem a pressão diária para continuar nos seus caminhos. Console-os e dê forças para que permaneçam em Cristo e que eles percebam a sua presença diariamente. Em nome de Jesus, amém. 

A pré-história do Nepal consiste principalmente de tradições lendárias de uma comunidade indígena do Vale de Katmandu. Uma possível história de dinastia do Vale de Katmandu se torna possível, mesmo com grandes lacunas, a partir do crescimento da dinastia Licchavi, nos séculos 4 ou 5. Em meados do século 7, começa o contato do Nepal com a China a partir da troca de várias missões. 

O período médio na história nepalesa é geralmente considerado coincidente com o governo da dinastia Malla (séculos 10 a 18) no Vale Katmandu e áreas do entorno. De 1775 a 1951, as políticas nepalesas foram caracterizadas por confrontos entre a família real e diversas famílias nobres.  

A conquista da Índia pelos britânicos no século 19 figurou uma séria ameaça ao Nepal e deixou o país sem nenhuma alternativa além de buscar a ajuda dos britânicos a fim de preservar sua independência. 

Constituição e monarquia 

A introdução de um sistema político democrático no Nepal, país acostumado a autocracia e sem tradição ou experiência democrática profunda, provou ser uma tarefa formidável. A Constituição foi finalmente aprovada em 1959, nas quais as eleições gerais para a Assembleia Nacional foram mantidas. Essa Constituição foi abolida em 1962, e uma nova foi promulgada, que estabeleceu a coroa como a real fonte de autoridade. O rei Mahendra morreu em janeiro de 1972 e foi sucedido pelo filho Birendra, que foi coroado em 1975. 

Em fevereiro de 1990, uma coalizão de forças opositoras de centro e esquerda começou uma campanha exigindo reformas políticas básicas. Em novembro do mesmo ano, após dois meses de debates vigorosos sobre diversas questões importantes – incluindo o papel do rei, o desenvolvimento de um Estado secular e poderes emergenciais – uma versão alterada da Constituição foi promulgada pelo rei Birendra, que garantiu uma monarquia constitucional e um sistema político parlamentar multipartidário. 

Eleições gerais ocorridas em 12 de maio de 1991, deram ao partido Congresso Nepalês a maioria no parlamento (110 dos 205 assentos), mas o moderado Partido Comunista do Nepal, com 69 assentos, surgiu como um forte partido de oposição. 

Insurgência na virada do século 21 e fim da monarquia 

Em 1994, um partido comunista governou por um curto período. De 1995 a 2006, uma violenta insurgência maoísta (movimento revolucionário comunista chinês) levantou-se a fim de abolir a monarquia. Em 1° de junho de 2001, houve um massacre no palácio real. O rei Birendra, a rainha Aishwarya e outros sete membros da família real foram mortos. O suposto infrator foi o príncipe herdeiro Dipendra, que cometeu suicídio. Essa explosão teria sido a resposta de Dipendra à recusa de seus pais em aceitar a esposa de sua escolha. No entanto, há especulações e dúvidas entre os cidadãos nepaleses sobre quem foi de fato responsável. 

Após a carnificina, o irmão do rei Birendra, Gyanendra, herdou o trono. Em 1° de fevereiro de 2005, o rei Gyanendra rejeitou todo o governo e assumiu poderes executivos completos para anular a insurgência maoísta, mas a iniciativa não teve êxito. Em setembro de 2005, os maoístas declararam um cessar-fogo unilateral de três meses para negociar. Em resposta ao movimento democrático de 2006, o rei Gyanendra concordou em renunciar ao poder soberano.  

Em 24 de abril de 2006, a Câmara dos Deputados dissolvida foi restituída. Usando sua autoridade soberana recém-adquirida, a Câmara dos Deputados votou por unanimidade para reduzir o poder do rei e declarou o Nepal um Estado secular em 18 de maio de 2006, encerrando seu status oficial como reino hindu. Em 28 de dezembro de 2007, um projeto de lei foi aprovado no parlamento para alterar o artigo 159 da Constituição — substituindo “Disposições relativas ao Rei” por “Disposições do Chefe de Estado” — declarando o Nepal uma república federal e, assim, abolindo a monarquia. O projeto de lei entrou em vigor em 28 de maio de 2008. Desde então, o Nepal é uma república parlamentar federal laica. 

Atualidades 

O Nepal foi atingido por dois grandes terremotos em abril e maio de 2015, deixando cerca de 9.200 pessoas mortas, tendo um prejuízo de cerca de dez bilhões de dólares, o que representava 50% do PIB anual do país. O que tem sido menos relatado, porém, é o fato de que o governo prometeu financiar a reconstrução dos prédios destruídos, mas não dos prédios das igrejas, que também foram destruídas. 

Em maio de 2020, a Índia inaugurou uma nova estrada de 80 km na Cordilheira do Himalaia, conectando-se com China pela passagem Lipulekh, no Tibete. O governo nepalês protestou, dizendo que a estrada atravessou parte do seu território e acusou a Índia de infringir o território sem conversas diplomáticas. O primeiro-ministro Khadga Oli afirmou que essas áreas eram do Nepal. 

O primeiro registro de um missionário cristão em visita ao Nepal remonta a 1628, quando o rei Lakshminarasimha Malla recebeu o jesuíta português Juan Cabral. Ele foi premiado com uma Tamra Patra, uma placa de cobre, permitindo que ele pregasse o evangelho. Em 1661, Albert dOrville, um belga, e Johann Grueber, um austríaco, visitaram o Nepal como missionários, mas não ficaram muito tempo.  

A primeira tentativa de uma presença mais permanente no Nepal foi quando os padres capuchinhos de Roma criaram uma estação missionária em Katmandu em 1715 e moraram entre os habitantes de Bhaktapur e Patan no vale de Katmandu por mais de 54 anos. Após a conquista de Prithvi Narayan Shah (primeiro rei do Nepal unificado) em 1769, os padres capuchinhos e 57 cristãos recém-convertidos foram exilados em Bettiah, na Índia. A partir de então, até 1950, os missionários foram proibidos no Nepal. 

No início da década de 1950, os missionários podiam se dedicar ao trabalho de desenvolvimento, educação e cuidados de saúde. Durante as décadas de 1970 e 1980, as igrejas começaram a crescer no Nepal. Com esse crescimento, a perseguição aos cristãos cresceu e na década de 1980 centenas de líderes cristãos nepaleses foram presos; muitos proeminentes líderes cristãos tiveram de fugir do país naquele momento. Devido a violentos protestos de rua em 1990, o rei concordou com uma nova Constituição democrática. A igreja também experimentou alguma liberdade depois de 1990. 

Com o movimento para a democracia começando em 2006 — e especialmente depois que o Nepal se tornou oficialmente um Estado secular em 2008 — a nova liberdade religiosa contribuiu para a proliferação de várias denominações e grupos cristãos. Os cristãos hoje participam de forma ativa da arena política e da tomada de decisão e o Natal é um feriado oficial do governo. No entanto, apesar de o Nepal ser considerado secular, a nova Constituição restringe a liberdade de evangelismo e conversão, considerando isso como uma infração. 

Embora não existissem cristãos no país em 1951, o censo registrou 458 após 10 anos e 102 mil após quarenta anos. De acordo com o recenseamento de 2011, esse número já atingia 375 mil. O número de cristãos no Nepal continuou a crescer ao longo do tempo. Hoje, o país abriga mais de 8 mil igrejas e mais de um milhão de convertidos. Grupos minoritários como os dalits e os kirats têm sido particularmente atraídos pelo cristianismo. De acordo com a Federação Nacional dos Cristãos no Nepal, os dalits compõem 60% de todos os cristãos no país. 

As igrejas de expatriados são menos afetadas pelo nacionalismo hindu, mas experimentam limitações. A maioria dos convertidos são de origem hindu. Os convertidos ao cristianismo enfrentam uma enorme pressão de suas comunidades, grupos hindus radicais, líderes religiosos locais e familiares. 

De acordo com o World Christian Database (WCD), a maior religião do país é o hinduísmo. O hinduísmo dominou o Nepal há séculos (começou a se desenvolver entre 500 e 300 a.C.) e foi a religião do Estado até o país se tornar uma república secular em maio de 2008. 

Estimulados pelo sucesso de seus homólogos na vizinha Índia, os radicais hinduístas fizeram campanha para o retorno do hinduísmo como religião oficial. Assim como na Índia, suas atividades foram violentas. No Nepal, no entanto, eles não conseguiram alcançar seus objetivos. Pelo menos, até o momento. 

Os convertidos do hinduísmo são os mais perseguidos já que são considerados traidores da fé dos antepassados. Igrejas de protestantes e cristãos de origem hindu estão particularmente sob pressão de familiares, amigos, comunidades e autoridades locais. Igrejas católicas romanas e igrejas onde os estrangeiros se reúnem experimentam os menores problemas. De vez em quando, os radicais hindus aproveitam a instabilidade política em curso para atacar os cristãos. Na maioria das vezes, eles não são punidos. Também há relatos de igrejas atacadas, cristãos agredidos, presos e condenados. Há também cristãos que precisaram fugir de suas casas e vilas por causa de ameaças.  

Ascensão do cristianismo desde 2008 

O cristianismo no Nepal está em ascensão desde que o governo adotou a democracia secular em 2008. Missionários cristãos haviam sido proibidos de entrar no país antes que a monarquia absoluta chegasse ao fim.  

Uma marca do hinduísmo como antiga religião do Estado é o sistema de castas — uma estratificação hierárquica da sociedade que remonta a muitos séculos. De acordo com a tradição chamada varna, existem quatro castas (brahmins, kshatriyas, vaishyas e shudras), além de uma lista de grupos, agora conhecidos como dalits, que foram historicamente excluídos do sistema varna, e ainda são condenados ao ostracismo como “intocáveis”. Muitos cristãos no Nepal são de origem dalit. A maioria dos cristãos no Nepal pertence aos estratos sociais mais baixos e têm escassez de rendimentos. 

O país mantém práticas que inferiorizam as mulheres. A preferência por filhos do sexo masculino é um exemplo dessa realidade. Casamentos forçados acontecem com frequência para “proteger a honra da família, evitar relacionamentos indesejados e controlar o comportamento feminino”. Os níveis de violência doméstica também ameaçam mulheres e meninas. As denúncias de agressões aumentaram durante a pandemia da COVID-19. 

Apesar de a lei e os policiais alegarem que o casamento de crianças foi proibido, na prática, essa realidade se manteve, com 40% das meninas e 10% dos meninos com menos de 18 anos casados. O estupro e a violência doméstica são ilegais, mas não há uma lei específica sobre a violência contra mulheres. De acordo com o Humans Rights Watch, “falhas legais e falta de políticas favorecem a violência sexual, principalmente se as vítimas forem parte de minorias”. 

Sobre nós

Uma organização cristã internacional que atua em mais de 60 países apoiando os cristãos perseguidos por sua fé em Jesus.

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