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Níger

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Níger
  • Tipo de Perseguição: Opressão islâmica, corrupção e crime organizado, opressão do clã
  • Capital: Niamei
  • Região: Oeste Africano
  • Líder: Mohamed Bazoum
  • Governo: República semipresidencialista
  • Religião: Islamismo, cristianismo, animismo
  • Idioma: Francês, hausa, djerma
  • Pontuação: 70


POPULAÇÃO
26 MILHÕES


POPULAÇÃO CRISTÃ
65,3 MIL

DOAR AGORA

R$

Como é a perseguição aos cristãos no Níger? 

O Níger é uma nação de maioria muçulmana, e o islã é considerado parte da identidade nacional: se você é nigerino, é muçulmano. A conversão para qualquer religião é considerada uma traição, e os convertidos ao cristianismo enfrentam hostilidade da família e da comunidade. Eles podem ser rejeitados pelos familiares, expulsos de casa e colocados em prisão domiciliar. Muitos têm seus direitos de herança negados como forma de punição por deixarem o islamismo.   

Nos últimos cinco anos, a região do Sahel viu um grande aumento de ataques de extremistas islâmicos e o governo do Níger perdeu muito território para esses grupos. A presença de grupos militantes como Boko Haram, Estado Islâmico da Província da África Ocidental (ISWAP) e Al-Qaeda no Magrebe Islâmico (AQIM) continua sendo uma ameaça constante tanto para as autoridades estatais quanto para os cristãos no país. Nas áreas fronteiriças sob controle dos jihadistas, sabe-se que grupos militantes usam violência contra cristãos que se reúnem publicamente, de modo que os cultos são conduzidos secretamente.  

Na esfera pública, os cristãos enfrentam discriminação e hostilidade. Raramente conseguem emprego em serviços governamentais e não são promovidos no emprego. Os cristãos foram impedidos de se reunir, e o processo legal para o registro de igrejas é longo e difícil. A lei nigerina precisa proteger os pais cristãos, já que nas batalhas pela guarda dos filhos, o pai cristão geralmente perde, e a tendência indica tratamento preferencial aos pais muçulmanos. 

Enfrentei muitos desafios e meus irmãos e parentes me mostravam ódio. Eles ficavam perguntando: Por que você aceitou esse falso ensinamento?’. Mas são eles que vivem em falsos ensinos porque aceitei a graça de Deus. 

Mariama (pseudônimo), cristã perseguida de origem muçulmana  

O que mudou este ano? 

A violência contínua de grupos extremistas na região do Sahel aumentou a pressão sobre os cristãos. Grupos jihadistas expandiram suas áreas de influência no país. No passado, o Níger havia sido poupado de ataques e a igreja não era o alvo principal. No entanto, nos últimos anos, o país tem experimentado uma série de ataques de militantes islâmicos.   

A pressão também aumentou em todas as esferas da vida, pois os cristãos enfrentam dificuldades crescentes para viver de acordo com a fé enquanto vivem em comunidades islâmicas. A presença de jihadistas tornou as atividades da igreja ainda mais restritas. 

Quem persegue os cristãos no Níger 

O termo “tipo de perseguição” é usado para descrever diferentes situações que causam hostilidade contra os cristãos. Os tipos de perseguição aos cristãos no Níger são: opressão islâmica, corrupção e crime organizado, opressão do clã.  

Já as “fontes de perseguição” são os condutores/executores de hostilidades, violentos ou não violentos, contra os cristãos. Geralmente são grupos menores (radicais) dentro do grupo mais amplo de adeptos de uma determinada visão de mundo. As fontes de perseguição aos cristãos no Níger são: grupos religiosos violentos, cidadãos e quadrilhas, parentes, redes criminosas, líderes de grupos étnicos. 

Quem é mais vulnerável à perseguição no Níger? 

Os cristãos de origem islâmica enfrentam a perseguição mais severa, já que a conversão para qualquer outra religião é considerada uma traição à família e à sociedade. Os que vivem nas áreas fora das principais cidades, especialmente fora da capital, sofrem mais perseguições.   

No entanto, militantes islâmicos estão expandindo suas áreas de influência, e os seguidores de Jesus estão em perigo em qualquer área que esteja sob a influência deles. Nesses locais, uma espécie de Estado islâmico é imposto e o governo está baseado na sharia (conjunto de leis islâmicas). 

Como as mulheres são perseguidas no Níger? 

A sociedade do Níger é patriarcal e as mulheres sofrem maus-tratos e discriminação. As cristãs correm o risco de agressão sexual e sedução direcionada para fins de conversão forçada. As famílias não relatam casos de abuso sexual por medo que isso afete as perspectivas de casamento da moça.  

Como muitos outros países do Sahel, mulheres e meninas são particularmente vulneráveis a sequestros e agressões sexuais por parte de grupos extremistas. Casamentos forçados são comuns, e os noivos podem ser líderes islâmicos radicais como medida corretiva. O Níger tem a maior taxa de casamento infantil do mundo, com 76% das meninas se casando até os 18 anos. Isso se deve em parte à pobreza em larga escala e à violência crescente de jihadistas.  

Vivendo sob a lei islâmica, as meninas cristãs também enfrentam assédio sexual e comentários discriminatórios por não usarem o hijab (véu islâmico).

Como os homens são perseguidos no Níger? 

Os meninos são frequentemente recrutados para se tornarem crianças-soldado em grupos extremistas. Os militantes invadem aldeias e sequestram garotos que, se não se tornam soldados, fazem trabalhos forçados e/ou são traficados entre grupos radicais. Homens e meninos cristãos estão particularmente em perigo e foram alvo de assassinatos por esses grupos armados.  

No local de trabalho, os homens são demitidos de suas funções simplesmente porque são cristãos. Aqueles que dirigem seus próprios negócios são boicotados pela comunidade muçulmana. Como homens e meninos são geralmente os provedores financeiros, toda a família se torna vulnerável e exposta à pobreza. 

O que a Portas Abertas faz para ajudar os cristãos no Níger?

A Portas Abertas trabalha por meio de parceiros locais com o objetivo de oferecer programas de capacitação econômica, treinamento de liderança, discipulado e treinamentos de preparação para a perseguição, além de cuidado pastoral para novos cristãos.  

Como posso ajudar os cristãos perseguidos no Níger? 

Além de orar por eles, você pode ajudar de forma prática doando para os projetos da Portas Abertas de apoio aos cristãos perseguidos. Doando para esta campanha, sua ajuda vai para locais onde a perseguição é extrema e a necessidade é mais urgente.  

QUERO AJUDAR

Pedidos de oração do Níger

  • Clame para que o Senhor proteja a população contra a violência de grupos extremistas que operam no Níger 
  • Interceda pelas mulheres que participam de projetos de desenvolvimento econômico e aprendem habilidades para negócios. Peça a Deus para abençoar seus empreendimentos comerciais 
  • Ore para que Deus fortaleça os cristãos e supra as suas necessidades físicas, emocionais e espirituais. 

Um clamor pelo Níger

Pai celestial, aproxime-se dos cristãos que vivem em perigo de perseguição todos os dias. Dê força e consolo aos que estão sob pressão, mude os corações daqueles que os perseguem. Intervenha para tornar o sistema jurídico justo para todos e acabar com as práticas malignas de sequestro e casamentos forçados. Forneça espaços seguros para os cristãos se reunirem, adorarem e encorajarem uns aos outros. Colocamos nossos irmãos e irmãs no Níger em suas mãos e oramos para que tenham força e resiliência contínuas. Amém. 

No século 14 (possivelmente também antes e depois), o reino de Takedda, controlado pelos tuaregues, desempenhou um papel de destaque no comércio a longa distância principalmente pela importância de suas minas de cobre. A conquista do território por parte França começou de fato apenas em 1899. Foi apenas em 1922, após a severa seca e fome de 1913 a 1915 e a revolta tuaregue de 1916-1917, que os franceses se sentiram seguros o suficiente para estabelecer uma administração regular sob controle civil. 

O Níger declarou sua independência da França em 1960. Desde então, o país passou por pelo menos quatro golpes militares. Apesar das melhorias desde que Mahamadou Issoufou chegou ao poder, em 2011, há preocupações sobre a “secularização” das políticas estrangeiras e domésticas do Níger. O país está lutando contra vários grupos militantes islâmicos: a Al-Qaeda no Magrebe Islâmico (AQIM, da sigla em inglês), o Movimento para a Unidade e a Jihad na África Ocidental (MUJWA, da sigla em inglês) na fronteira com o Mali, e o Boko Haram na fronteira com a Nigéria. 

Islâmicos são por sua própria ideologia opostos à natureza secular do governo. A maioria dos imãs dão sermões opostos ao Boko Haram e outros grupos militantes, especialmente os xiitas que são minoria. Esses líderes islâmicos não querem ver o que aconteceu na Nigéria se repetir no Níger e, por isso, apoiam os Estados Unidos na luta contra a militância islâmica. Entretanto, nos últimos anos, houve um aumento na adesão às práticas religiosas mais rígidas em cidades no Níger, especialmente em lugares como Zinder, Maradi e Diffa, que têm comunidades ligadas a comunidades islâmicas no Nordeste da Nigéria. 

Há, portanto, preocupação sobre a difusão de mais grupos islâmicos militantes como o Boko Haram. Por causa da proximidade das cidades mencionadas da principal área de operação do Boko Haram, no Norte da Nigéria, alguns líderes religiosos locais têm sido forçados a tomar uma postura pública contra o grupo, enquanto outros têm medo de prováveis reações por fazerem algo. Apesar de nenhum movimento radical islâmico dentro do Níger ter surgido para desafiar o governo, a possibilidade de isso acontecer em um futuro próximo não pode ser descartada. Especialmente dadas as pressões externas a imãs e líderes locais vulneráveis influenciados pelo Boko Haram e outros grupos, como o MUJWA. 

Houve grandes incidentes políticos domésticos em 2018 resultantes de confrontos entre o governo e os ativistas e defensores dos direitos humanos, envolvendo amplamente o uso de medidas repressivas do governo. Ao deter arbitrariamente um grupo de defensores dos direitos humanos por cerca de quatro meses em março de 2018, as autoridades nigerinas abriram os procedimentos de acusação contra o grupo na tentativa de silenciar as vozes dissidentes e proibir manifestações pacíficas. Um caso similar ocorreu novamente quando ativistas foram presos enquanto protestavam em março de 2020. 

Desde 2018, houve um aumento nos níveis de violência. Em 2019 e 2020, o país enfrentou diversos ataques jihadistas. Desde o início de 2021, o Níger testemunhou um aumento na violência jihadista, principalmente na região da fronteira entre Níger, Mali e Burkina Faso, com uma estimativa de 300 pessoas mortas em ataques nos primeiros três meses. Os grupos militantes estão constantemente expandindo suas operações e o governo parece não ter uma maneira efetiva para controlar a situação. 

Embora houvesse expedições missionárias ao longo do rio Níger no século 19, o cristianismo se estabeleceu no país no século 20. O Servindo em Missão começou seu trabalho no Níger em 1923, e a Missão Batista Evangélica em 1929. A Igreja Católica Romana foi para o país em 1931, vinda de suas principais bases missionárias em Daomé, atual Benin, e desde então estabeleceu duas dioceses. 

O Níger é uma nação de maioria muçulmana, onde uma estimativa de 96,5% da população segue o islamismo. A maioria dos muçulmanos no Níger são membros da ordem Tijaniya ou da sunita Qadiriya, embora os islâmicos busquem desassociar a população do sufismo e encorajar o salafismo. Além disso, há grupos islâmicos menores no Níger, incluindo o Kalikato, que tem um sistema de crenças semelhante à do Boko Haram, em rejeição a todas as influências do Ocidente. De fato, a influência do Boko Haram parece estar se espalhando do Norte da Nigéria para o Níger. 

Ameaça jihadista 

Apesar das tentativas do governo de controlar o que é ensinado em muitas madraças do país, há a preocupação de que isso tenha um papel na radicalização da juventude. É provável que tal radicalização torne a vida dos cristãos no país mais difícil, principalmente já que toda a região do Sahel está sob séria ameaça jihadista. 

O governo tenta manter a separação do Estado e da religião, mas essa separação está cada vez mais sob pressão. Líderes religiosos muçulmanos do Izala, um grupo islâmico radical originado no Nordeste da Nigéria, são ativos no Níger e ameaçam a liberdade dos cristãos. O país tem um histórico de boas relações entre a maioria muçulmana e as fés minoritárias. No entanto, a batalha do Níger contra o Boko Haram tem animado as tensões locais entre as comunidades e minado a segurança e a liberdade dos cristãos no país. 

Famílias de cristãos de origem muçulmana tentam fazê-los renunciar ao cristianismo com ameaças ou usando a força. Cristãos são impedidos de celebrar casamentos cristãos em regiões da fronteira sob controle islâmico. Adoração conjunta e encontros de cristãos devem ser conduzidos com cuidado nessas áreas devido às ameaças de violência de grupos militantes. Cristãos não são tratados como os demais no setor público. Eles raramente conseguem empregos em serviços públicos e têm promoções negadas com frequência. Cristãos geralmente são impedidos de se reunir para encontros, e o processo legal para registro das igrejas é muito longo e difícil.  

As igrejas têm dificuldade com o aumento da militância islâmica no Níger e, nos últimos anos, houve ataques de grupos armados, como o Boko Haram, próximo à fronteira com a Nigéria. Pastores e líderes de igrejas de tais vilas são forçados a fugir para cidades maiores temendo por sua segurança.  

Em alguns casos, a pressão a cristãos de origem muçulmana é particularmente clara, especialmente na vida privada, família e comunidade. Pais e parentes podem se opor a conversão de membros da família ao cristianismo mais que o governo. Imãs radicais islâmicos e professores influenciam muçulmanos comuns a atacar e perseguir cristãos de origem muçulmana e qualquer cristão que inicia ministérios para ex-muçulmanos. Portanto, fora das grandes cidades e em áreas próximas à fronteira sudeste do país, cristãos de origem muçulmana são ameaçados como forasteiros pela comunidade local e, às vezes, enfrentam ataques violentos.  

Povos e línguas do Níger 

Apesar de a língua oficial do país ser o francês, cada tribo e grupo étnico tem sua própria língua e cultura. Oito de nove presidentes desde a independência, em 1960, eram descendentes de hausa ou zarma. Essas duas tribos dominaram o país e, por isso, não deveria surpreender que os tuaregues tenham dado início às duas maiores rebeliões desde os anos 1990 e início dos 2000. As tribos songhai foram os principais alvos do recrutamento do grupo islâmico MUJWA. As áreas mais férteis do Níger também estão na região de Zarma, ao sul da capital Niamei e, portanto, os zarma são a tribo mais rica no país. 

Os hausa são descendentes dos estados de Hausa que antigamente ocupavam a região das jihads do século 19, então eles têm uma tradição de estarem no poder. Os tuaregues do Nordeste do Níger vivem na região mais árida do país e são a mais pobre das principais tribos. Apesar de a educação não ser garantida em nenhuma parte do país, os níveis são particularmente baixos na região dos tuaregues, especialmente para mulheres. 

Líderes étnicos de grupos como os fulanis estão tentando alcançar a antiga linhagem islâmica de seu grupo étnico limpando suas comunidades de cristãos. Em Tunga, no estado de Dosso, nenhuma presença cristã é tolerada por religiosos e líderes tribais que têm grande influência nessas áreas. 

Sobre nós

Uma organização cristã internacional que atua em mais de 60 países apoiando os cristãos perseguidos por sua fé em Jesus.

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