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Omã

OM
Omã
  • Tipo de Perseguição: Opressão islâmica, opressão do clã, paranoia ditatorial
  • Capital: Muscate
  • Região: Península Arábica
  • Líder: Haitham bin Tariq Al Said
  • Governo: Monarquia absolutista
  • Religião: Islamismo, hinduísmo, cristianismo, budismo, judaísmo
  • Idioma: Árabe, inglês, balúchi, suaíli, urdu, dialetos indianos
  • Pontuação: 63


POPULAÇÃO
5,1 MILHÕES


POPULAÇÃO CRISTÃ
185 MIL

Como é a perseguição aos cristãos em Omã? 

Em Omã, todos os cidadãos omanis são considerados muçulmanos. O islã é a religião do Estado, e a legislação é baseada principalmente na lei islâmica. Embora os tribunais civis tenham sido estabelecidos há mais de 20 anos, o sistema legal ainda pressupõe que todos os cidadãos são muçulmanos e toma decisões legais sob essa suposição.   

O nível de perseguição para os cristãos em Omã depende se eles são trabalhadores migrantes ou se são omanis. Os convertidos do islã locais estão sob maior pressão – a família, vizinhos e sociedade mais ampla os pressionam a retornar à fé nacional e tribal. Cristãos ex-muçulmanos podem ser expulsos da família e perder o emprego. Os filhos podem ser tirados deles, e as famílias podem tirar seus direitos de herança.  

Os cristãos que se converteram do islã, mas que não são omanis, enfrentam diferentes níveis de pressão de acordo com o nível de pressão no país de origem. Normalmente, eles vivem em comunidades expatriadas de pessoas da terra natal, então a comunidade local faz muita diferença na perseguição que os seguidores de Jesus enfrentam.  

O governo tolera em grande parte comunidades cristãs estrangeiras, mas mesmo assim, restringe e monitora as reuniões públicas. Todas as reuniões cristãs são monitoradas para verificar declarações políticas e presença de cidadãos omanis. Além disso, todas as organizações religiosas devem ser registradas junto às autoridades.   

“Muitos cristãos [na Península Arábica] vivem em segredo, e as famílias não sabem sobre a mudança de fé. Se eles compartilham a fé, não é incomum que haja tensão familiar. Às vezes, novos cristãos são aceitos e encontram um novo papel dentro da família. Mas sempre que novas tensões surgem, como a COVID-19, essas situações desafiam o equilíbrio frágil. Isso pode resultar em acusações contra novos convertidos por trazer estresse à família. Os seguidores de Cristo podem ser ridicularizados por não agirem como Jesus ordena; ou a família encontrará outras maneiras de tentar envergonhar os cristãos.” 

Daniel, cristão perseguido na Península Arábica 

O que mudou este ano? 

Omã caiu duas posições na Lista Mundial da Perseguição 2021, mas a perseguição aumentou no pequeno país da Península Arábica. A pressão no cotidiano para os seguidores de Jesus – especialmente aqueles que se converteram do islã – continua a ser muito alta em todas as esferas. Opressão, discriminação e coerção são comuns, e mesmo outros cristãos (que não os ex-muçulmanos) enfrentam discriminação diária e monitoramento do governo e da sociedade omani. 

Quem persegue os cristãos em Omã? 

O termo tipo de perseguição é usado para descrever diferentes situações que causam hostilidade contra os cristãos. Os tipos de perseguição aos cristãos em Omã são: opressão islâmica, opressão do clã, paranoia ditatorial. 

Já as “fontes de perseguição são os condutores/executores de hostilidades, violentas ou não violentas, contra os cristãos. Geralmente são grupos menores (radicais) dentro do grupo mais amplo de adeptos de uma determinada visão de mundo. As fontes de perseguição aos cristãos em Omã são: parentes, cidadãos e quadrilhas, líderes de grupos étnicos, líderes religiosos não cristãos, oficiais do governo.

Quem é mais vulnerável à perseguição em Omã? 

Os cristãos ex-muçulmanos omanis são facilmente os mais perseguidos em Omã. Eles estão sob pressão significativa na vida privada, familiar e comunitária. Essa pressão aumenta ligeiramente fora das cidades e nas áreas rurais.   

Como as mulheres são perseguidas em Omã? 

Dentro da cultura islâmica omani, o valor da mulher é visto como menor do que o do homem – mesmo durante o processo judicial. Mais comumente, as mulheres ficam em casa com os filhos. Isso incentiva uma mentalidade de que as mulheres são vistas como menos capazes do que os homens em muitos aspectos, o que também impacta a fé, uma vez que não se espera que as mulheres tenham as próprias opiniões religiosas. Assim, o ambiente opressivo torna especialmente difícil para as mulheres se converterem do islamismo ao cristianismo.  

Existem muitas barreiras que impedem as mulheres de se converterem e se encontrarem com os cristãos. Quando as mulheres se convertem, elas provavelmente enfrentarão prisão domiciliar pela família e serão forçadas a se casar se forem solteiras. As convertidas ao cristianismo não têm a opção de se casar com um cônjuge cristão, porque as mulheres registradas como muçulmanas são legalmente proibidas de se casarem com um não muçulmano.  

Os maus-tratos a trabalhadores estrangeiros, incluindo abuso sexual, continuam a ser um grande problema. Embora não relacionado principalmente à fé, muitas trabalhadoras domésticas cristãs migrantes – quase todas as mulheres – sofrem abuso sexual. 

Como os homens são perseguidos em Omã? 

Em Omã, converter-se ao cristianismo é muito difícil para os homens muçulmanos. Os cristãos ex-muçulmanos provavelmente sofrerão com as ramificações da exclusão social, tanto pela família imediata e extensa, quanto pela comunidade maior. Homens que se convertem ao cristianismo provavelmente perderão o apoio financeiro da família, bem como as conexões necessárias para encontrar ou manter um emprego na sociedade de Omã. Além disso, nenhuma família omani permitirá que a filha se case com um homem cristão, porque ele é visto como desrespeitoso com a própria família, rejeitando família e tudo o que lhe ensinaram.  

Se um cristão ex-muçulmano tem família e emprego no momento da conversão, corre o risco de perder ambos. Quando um homem deixa o islã, por lei, automaticamente perde a custódia de qualquer filho; a esposa pode se divorciar dele e ele pode perder o emprego, o que tem grandes implicações para todos os membros da família porque os homens são tradicionalmente os provedores 

Quanto aos homens cristãos expatriados, qualquer pressão que eles experimentam por causa da fé é provavelmente encontrada no local de trabalho. 

O que a Portas Abertas faz para ajudar os cristãos em Omã? 

A Portas Abertas promove apoio espiritual por meio de campanhas de oração em favor dos cristãos e igrejas em Omã. 

Como posso ajudar os cristãos perseguidos? 

Além de orar por eles, você pode ajudar de forma prática doando para os projetos da Portas Abertas de apoio aos cristãos perseguidos. Doando para esta campanha, sua ajuda vai para locais onde a necessidade é mais urgente.



Pedidos de oração de Omã 

  • Na Península Arábica, o medo é uma barreira para o crescimento da igreja de Cristo. Há um medo de que se você duvidar do islã será impedido de entrar no céu, pois o medo é visto como uma forma de incredulidade na sociedade islâmica. Então, há o medo do que acontecerá se começar a seguir Cristo, o medo de confiar em irmãos e irmãs, e o medo da traição de um dos novos companheiros cristãos. Ore para que essa escravidão do medo seja quebrada.  
  • Muitos cristãos que se convertem do islã vivem em segredo e isolados de outros seguidores de Jesus. Os seguidores de Jesus crescem melhor quando cercados por uma comunidade de cristãos. Peça a Deus para trazer esses cristãos secretos isolados à comunhão com outros cristãosOre para que famílias inteiras venham à graça salvadora do Senhor Jesus Cristo.  
  • À medida que a igreja na Península Arábica cresce, muitos cristãos ex-muçulmanos procuram se casar. Esses cristãos desejam criar famílias que amam e honram Deus através de Jesus. Interceda para que Deus conecte os cristãos uns aos outros com o propósito do casamento. Ore para que esses cristãos abandonem as mentiras com as quais cresceram em relação à família e renovem a mente com a verdade de Deus sobre casamento e família. Clame para que Deus crie famílias que glorifiquem seu nome.   

Um clamor por Omã 

Deus, pedimos a paz que só o Senhor pode dar para encher seu povo que vive em Omã. Oramos pelos cristãos que encontraram Jesus mesmo que tenham sido criados no islã. Pedimos para protegê-los das famílias e comunidades que podem torná-los alvo por causa da nova fé em Jesus. Pedimos que guie os cristãos isolados para se conectarem uns aos outros. Oramos todas essas coisas em nome de Jesus, que vive e reina com o Senhor e o Espírito Santo, único Deus, agora e para sempre. Amém.    

Localizado na confluência do Golfo Pérsico e do Mar da Arábia, Omã foi um influente sultanato durante o período medieval. O árabe é a língua oficial, e mais da metade da população de Omã é árabe. Tendo sido ocupado pelos portugueses, otomanos e outros no século 18, o sultanato tornou-se poderoso e assumiu o controle da região costeira do atual Irã e Paquistão, colonizou Zanzibar e os portos quenianos, trouxe africanos escravizados e enviou barcos negociando até a península malaia.  

O país foi finalmente subjugado pelas forças britânicas e os tratados de amizade e cooperação com a Grã-Bretanha foram assinados em 1798, permitindo que o país mantivesse sua independência. Em 1971, Omã se juntou à Liga dos Estados Árabes e às Nações Unidas. O país geralmente tem boas relações com os países vizinhos.  

O sultão de Omã, Qaboos bin Said al-Said, morreu no dia 10 de janeiro de 2020. Ele tinha 79 anos e estava com câncer. Qaboos era uma liderança respeitada no mundo árabe desde que chegou ao poder em 1970, após liderar um golpe de Estado com a ajuda do Reino Unido contra o próprio pai, o sultão Said bin Taimur. Ele liderou o país por 50 anos e não teve filhos. O ministro da Cultura, Haitham bin Tariq Al Said, foi anunciado como novo líder do país. 

CENÁRIO POLÍTICO E LEGAL 

A nação é governada por uma monarquia com dois órgãos consultivos (Conselho Estadual e Conselho Consultivo). O sultão anterior, Qaboos bin Said al-Said, chegou ao poder em 1970, depois de depor o próprio pai, e governou o país por 50 anos até seu falecimento, em janeiro de 2020. Embora ele seja creditado por abolir a escravidão no país e dar a Omã uma economia forte, seu governo foi classificado pela Economist Intelligence Unit como autoritário. No entanto, o sultão recebeu crédito por forjar relações com os Estados Unidos, trazendo estabilidade à economia e reformas às eleições.  

Em 1997, as mulheres receberam o direito de serem eleitas para o órgão consultivo do país, o Conselho da Shura (Majlis al-Shura) e, em 2003, o sultão ampliou os direitos de voto para todos os maiores de 21 anos; anteriormente, os eleitores eram selecionados entre a elite. Qaboos nasceu em 1940 e faleceu em 10 de janeiro de 2020 em idade avançada. Aparentemente, estava com câncer no intestino. Ele foi substituído no governo pelo então ministro da Cultura, Haitham bin Tariq Al Said. 

O relatório de Liberdade de Pensamento descreve a Constituição e o governo como severamente discriminatório: “Omã impõe restrições substanciais em liberdade de religião e crença e liberdade de expressão, assembleia e associação. O islamismo é a religião do Estado e a sharia (conjunto de leis islâmicas) é a base da legislação. Em 1999, cortes civis foram substituídas por cortes da sharia. A Lei Básica proíbe discriminação baseada em religião e protege o direito de praticar rituais religiosos desde que isso não perturbe a ordem pública. Entretanto, todos os grupos religiosos são obrigados a se registrar e a lei restringe adoração coletiva de não muçulmanos. O critério para aprovação não é publicado”. 

O futuro dos cristãos em Omã é moldado por fatores sociais, políticos e regionais. Qualquer enfraquecimento do regime poderia levar a uma maior islamização das instituições políticas do país e a uma aplicação mais rigorosa da legislação da sharia (conjunto de leis islâmicas). Acredita-se que o sultão seja a principal força por trás da segurança e estabilidade do país. 

Assim, se a sua influência cessar, o país poderá cair nas mãos dos muçulmanos radicais. Além disso, a atual guerra civil no Iêmen também pode afetar o país. Por outro lado, há também a tendência positiva do governo tentando desenvolver uma cultura de harmonia religiosa, como pode ser visto no apoio ao Centro Al-Amana, que trabalha para promover o diálogo e o entendimento entre muçulmanos e cristãos. O regime impõe limites em praticamente todos os direitos políticos e liberdades civis e responde duramente a críticas e dissensões.  

CENÁRIO RELIGIOSO 

O islamismo é a religião do Estado. De acordo com a tradição islâmica, Omã foi um dos países alcançados pelo islamismo durante a vida de Maomé. Omanis praticam uma marca única do islamismo chamado ibadismo, que continua sendo uma seção maioritária apenas em Omã. O ibadismo foi caracterizado como “conservadorismo moderado”, com princípios que são uma mistura de austeridade e tolerância.  

De acordo com especialistas na seita, os seguidores da seita ibadi não são violentos em comparação com sunitas ou xiitas. Eles não acreditam na violência, mesmo para aqueles que abandonam o islã ou que não são muçulmanos, mas se concentram na “dissociação”, que geralmente é uma atitude interna de retenção de “amizade”. 

A legislação é baseada principalmente na lei islâmica. Todas as escolas públicas incluem aulas de islamismo. A apostasia não é um crime, mas também não é respeitada pelo sistema legal, que assume que todos os cidadãos são muçulmanos. Um convertido do islamismo para o cristianismo enfrenta problemas sob o Estado Pessoal e Código da Família que, por exemplo, proíbe um pai de ter a custódia dos filhos se deixar o islamismo. 

Níveis de perseguição variam para cristãos ex-muçulmanos. Aqueles de contexto omani enfrentam os níveis mais altos de pressão. Para ex-muçulmanos de outros contextos, como originários do Paquistão, Jordânia, Líbano, Territórios Palestinos e Síria, entre outros países, depende muito da resposta da comunidade ao seu redor. Desde que eles não criem tumultos, têm menos a temer do governo omani, embora seus empregadores possam despedi-los, o que pode resultar em deportação se não encontrarem outro emprego.  

Nessas comunidades de expatriados, as consequências para convertidos dependem mais das normas culturais de seus países de origem do que das práticas culturais de Omã. Para expatriados, conversões para o cristianismo são, às vezes, mais fáceis do que em seus países de origem, porque familiares e parentes estão com frequência mais distantes e a pressão social é menos rigorosa.  

Assim, mesmo que o islã domine a vida de Omã, há também uma tendência a tolerar os cristãos — uma tolerância não encontrada em alguns países vizinhos. Essa tolerância é reforçada pelo sultão, que está tentando apresentar o país internacionalmente como um símbolo de tolerância e diplomacia, tentando mediar as negociações internacionais com alguns dos grupos militantes da região. 

Segundo o Middle East Concern, “os cristãos estrangeiros gozam de uma liberdade considerável em Omã, desde que suas atividades sejam restritas a compostos designados e que evitem a interação com muçulmanos que sejam interpretadas como proselitismo. Os complexos de igrejas geralmente estão superlotados nos dias de adoração, enquanto buscam acomodar múltiplas congregações de várias nacionalidades e línguas. Nacionais omanis ou outros muçulmanos que escolhem deixar o islamismo provavelmente enfrentarão forte pressão familiar e social. Em casos extremos, os que deixam o islamismo podem enfrentar respostas violentas de parentes. Aqueles considerados apóstatas podem também enfrentar sanções como divórcios forçados e remoção da guarda dos filhos sob leis de caráter pessoal ibadi supervisionadas por cortes da sharia”. 

Os convertidos do islamismo para o cristianismo são pressionados pela família e pela sociedade para negar a fé. Eles podem ser expulsos da casa da família e de seus empregos e enfrentam problemas de custódia de filhos e herança. As comunidades cristãs expatriadas são toleradas em Omã, mas todas as organizações religiosas devem ser registradas nas autoridades. Suas instalações são restritas para não ofender os nacionais e as reuniões cristãs são monitoradas para registrar quaisquer mensagens políticas.  

De acordo com as estatísticas do World Christian Database (WCD), mais de 90% dos habitantes de Omã são muçulmanos, com a maioria dos omanis (75%) seguindo o ibadismo. A próxima maior religião no país é o hinduísmo, com 4,9% do total da população. 

CENÁRIO ECONÔMICO 

Omã é classificado pelo Banco Mundial como um país de alta renda. A riqueza do petróleo e do gás tem eliminado muita pobreza. De acordo com o Bertelsmann Transformation Index 2018: “Os fundamentos de um mercado econômico livre e competitivo estão assegurados. A moeda é convertida livremente e aos poucos o governo tem introduzido leis para garantir o mercado livre”. Entretanto, “regras que regulamentam o emprego de trabalho estrangeiro (como o sistema de patrocínio kafala, em que os trabalhadores migrantes não podem mudar de emprego ou sair do país sem permissão do seu empregador) e políticas para a omanização da mão de obra do setor privado ainda estão em vigor”. 

O Índice de Desenvolvimento Humano mostra que a taxa de alfabetização é de 95,7%. O PIB permanece estável em cerca de 46 mil dólares.  

CENÁRIO SOCIOECONÔMICO 

Omã é naturalmente conservador, muçulmano e tribal. Os níveis de educação melhoraram consideravelmente. As gerações mais jovens estão interessadas em novas ideias — visíveis também na roupa que usam. Além disso, uma mudança cultural está ocorrendo do estilo de vida nômade agrário ao estilo de vida urbano.  

Para enfrentar o desemprego futuro — mais da metade da população tem menos de 21 anos –Omã está gradualmente substituindo os expatriados por nacionais. Devido a isso, a porcentagem de omanis educados e qualificados está crescendo. A educação feminina reduziu drasticamente o analfabetismo. Professores e técnicos bem qualificados do exterior estão atualmente em demanda, mas, em última instância, a “omanização” levará a uma diminuição no nível de residentes não muçulmanos. 

Valores tribais, em que a honra familiar tem um papel muito importante, são misturados a valores islâmicos. Ser omani é ser muçulmano. Há um grande orgulho em ser omani e, com frequência, a celebração da tradição é mantida em mais alta consideração do que o significado por trás da tradição. Quebrar a tradição ou questionar suas razões é inimaginável para a população geral. A sociedade evita aqueles que deixaram o islamismo, mas a violência não é encorajada.  

A expectativa de vida é alta, 76,3 anos, e crianças podem esperar 14,2 anos de educação. 

Sob o sistema de patrocínio kafala, trabalhadoras domésticas são vinculadas a seus empregadores, que confiscam seus passaportes e, com frequência, as forçam a trabalhar horas excessivas. Isso as deixa vulneráveis a abusos. 

Os indicadores sociais do Fragile States Index mostram melhoras na sociedade, mas as tensões sociais permanecem altas. 

De acordo com especialistas, ser cristão é uma vulnerabilidade a mais em Omã e pode levar a altos índices de discriminação ou abuso. Entretanto, a cor da pele ou contexto étnico com frequência têm um papel mais significativo. Portanto, cristãos ocidentais brancos e expatriados são menos prováveis de experimentar assédio do que cristãos expatriados africanos ou asiáticos. Além disso, expatriados altamente qualificados enfrentarão menos dificuldades do que imigrantes menos qualificados. Sendo assim, um imigrante cristão pouco qualificado da África será o mais vulnerável em Omã. 

O cristianismo mais antigo de Omã foi resultado de um trabalho missionário conduzido por Theophilus Indus, de Karachi. Ele se tornou um cristão em Roma e o imperador Constantino II (316-340 d.C.) o enviou ao Iêmen. Ele ergueu duas igrejas no Iêmen e uma em Sohar, Omã. Em 424 d.C., o bispo Yohannan, de Sohar, participou do Concílio Nestoriano. A tribo azd que migrou para Omã por causa da perseguição de governantes judeus no Iêmen (380-522 d.C.) era provavelmente cristã. 

De acordo com a tradição islâmica, o islamismo chegou a Omã em 632 d.C. Entretanto, o bispo Stephanus, de Sohar participou de um Concílio da Igreja, em 676 d.C., então, ficou claro que o cristianismo não tinha desaparecido até este momento. 

Omã sempre foi um importante centro na rota comercial entre Iraque e Índia, o que deve ter criado contato regular entre omanis e cristãos. Isso se tornou mais intenso quando os portugueses governavam Mascate (1515-1650). Em 1798, Omã e a Grã-Bretanha assinaram um tratado de amizade. Com esse tratado, os britânicos garantiram o governo do sultão. Em 1891, Omã e Mascate se tornaram um protetorado britânico. Isso garantiu muita liberdade para estrangeiros viverem e trabalharem em Omã. 

Em 1893, Peter Zwemer e James Cantine, da Missão Árabe da Igreja Reformada na América (RCA, da sigla em inglês) começaram a Estação Mascate para suas missões. Por causa da lepra endêmica em Omã, um ministério médico foi estabelecido rapidamente. A RCA também abriu um hospital em Mascate, que se tornou o centro da presença cristã na nação por muitos anos. Esse trabalho, agora conhecido como a Igreja Protestante de Omã, inclui protestantes de muitos fundamentos denominacionais e continua a ser servido pelo pessoal da RCA. Seu trabalho está concentrado em Mascate e nas comunidades próximas de Ruwi e Ghala. O sultão de Omã também garante parcelas de terra para a igreja protestante em Salalah e Sohar. 

A Igreja Católica Romana restabeleceu-se na área em 1841 com uma tarefa de pessoal para Áden (Iêmen). Esse trabalho se desenvolveu em uma prefeitura (1854) e um vicariato (1888), e em 1889 deu origem ao Vicariato da Arábia, agora administrado de Abu Dhabi (Emirados Árabes Unidos) e responsável pelos católicos em Omã. A primeira igreja católica em Omã foi erguida em 1977, em Mascate. 

Atualmente, a vasta maioria de cristãos em Omã são expatriados. Boa parte deles é das Filipinas, da Índia e de países ocidentais. Eles estão concentrados em áreas urbanas do país e ao redor de Mascate, Sohar e Salalah. 

O índice de escolaridade é alto e as crianças passam, em média, 13,9 anos na escola

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