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Quênia

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Quênia
  • Tipo de Perseguição: Opressão islâmica, opressão do clã, corrupção e crime organizado
  • Capital: Nairóbi
  • Região: Sul e Leste da África
  • Líder: Uhuru Kenyatta
  • Governo: República presidencialista
  • Religião: Cristianismo, islamismo, tradicionalismo
  • Idioma: Suaíli, inglês, línguas indígenas
  • Pontuação: 63


POPULAÇÃO
54,7 MILHÕES


POPULAÇÃO CRISTÃ
45 MILHÕES

 

Como é a perseguição aos cristãos no Quênia? 

Na última década, o Quênia foi cenário de numerosos ataques mortais do grupo jihadista Al-Shabaab. Embora todos os cristãos sejam alvo dos radicais islâmicos, os de origem muçulmana do Nordeste e litoral vivem sob constante ameaça de ataques, até mesmo dos familiares. A consequência é o deslocamento dos cristãos perseguidos para a capital Nairóbi ou para outros lugares seguros. 

O Al-Shabaab também tem forte influência entre a população local e seus membros frequentemente monitoram as atividades dos cristãos. Por causa da corrupção e crime organizado, as autoridades não tomam medidas para proteger cristãos atacados, e por isso encorajam novos atos de perseguição.  

Além disso, a ação dos jihadistas prejudica os sistemas de educação e saúde regionais, já que a maioria dos professores, profissionais de saúde e outros prestadores de serviços sociais cristãos deixaram a região norte por causa da insegurança. 

Sou grato pela Portas Abertas. Recebi milho, arroz, feijão, óleo, além de cebola e tomate. Deus os abençoe.” 

Ninka, cristão perseguido no Quênia 

O que mudou este ano? 

A situação dos cristãos não foi alterada no último ano. O Al-Shabaab continua atacando os seguidores de Jesus e as autoridades não têm planos para protegê-los. Outra situação que permanece é o descaso na investigação de agressões a cristãos 

Algumas das 250 escolas que fecharam nos condados de Garissa, Mandera e Wajir, devido aos ataques do Al-Shabaab foram reabertas, mas operam com apenas um diretor e nenhum outro professor. Sob pressão de professores preocupados, o estado transferiu cerca de 2.000 deles para outra área. 

Quem persegue os cristãos no Quênia? 

O termo “tipo de perseguição” é usado para descrever diferentes situações que causam hostilidade contra cristãos. Os tipos de perseguição aos cristãos no Quênia são: opressão islâmica, opressão de clã e corrupção e crime organizado. 

Já as “fontes de perseguição” são os condutores/executores das hostilidades, violentas ou não violentas, contra os cristãos. Geralmente são grupos menores (radicais) dentro do grupo mais amplo de adeptos de uma determinada visão de mundo. As fontes de perseguição aos cristãos no Quênia são: grupos religiosos violentos, cidadãos e quadrilhas, parentes, líderes religiosos não cristãos, redes criminosas, líderes de grupos étnicos, oficiais do governo.  

Quem é mais vulnerável à perseguição no Quênia? 

Os cristãos que vivem na região nordeste do Quênia vivem com medo de serem atacados a qualquer momento. As cidades de Mombaça, Mandera, Garissa, Wajir, Lamu e Tana River são pontos de acesso para ataques do Al-Shabaab. Nessas áreas, há informantes locais que ajudam a organizar ataques a igrejas e cristãos. Como resultado, muitos cristãos deixaram essas áreas e se mudaram para a região central do país. 

Como as mulheres são perseguidas no Quênia? 

Nas regiões de maioria muçulmana, as mulheres e meninas cristãs enfrentam múltiplas formas de perseguição. Na região norte, as seguidoras de Jesus são obrigadas a usar as vestimentas muçulmanas para que sejam aceitas nas escolas e estejam menos vulneráveis a assédio e agressão sexual. 

Até mesmo nos hospitais, as cristãs grávidas são negligenciadas pelos médicos muçulmanos, assim, a vida delas e dos bebês correm maior risco. 

As cristãs de origem muçulmana enfrentam pressão da família, que pode mantê-las em prisão domiciliar e forçá-las a se casar com um homem muçulmano bem mais velho. Se forem casadas, são obrigadas a se divorciar e podem perder a guarda dos filhos.  

Como os homens são perseguidos no Quênia? 

Meninos e homens cristãos na região nordeste são alvos de grupos extremistas como o Al-Shabaab. Eles costumam ser agredidos, assassinados e até presos por causa da fé em Jesus. 

Os cristãos costumam ser discriminados e isolados pela sociedade quando não agem conforme as práticas culturais como rituais, casamentos precoces e poligamia. Além disso, suas famílias não são aceitas na comunidade, pois são consideradas “amaldiçoadas” e/ou chefiadas por homens fracos que não se submeteram à circuncisão islâmica. 

Os convertidos de origem muçulmana podem ter seus direitos de herança negados, deixando-os em uma situação vulnerável, já que os homens são os principais provedores da família.   

Como posso ajudar os cristãos perseguidos?  

Além de orar por eles, você pode ajudar de forma prática doando para projetos da Portas Abertas de apoio aos cristãos perseguidos. Doando para esta campanha, sua ajuda vai para locais onde a necessidade é mais urgente.  

Pedidos de oração do Quênia 

  • Interceda pelo fortalecimento das igrejas no Quênia, para que os cristãos sejam supridos em todas as necessidades e consigam testemunhar o amor de Deus.  
  • Clame por sabedoria e integridade aos governantes, para que eles protejam a população e não aceitem suborno para deixar crimes sem punição.  
  • Ore para que os intentos de grupos extremistas como o Al-Shabaab sejam frustrados e que muitos dos militantes tenham um encontro real com Cristo.  

Desde a fundação da nação em 1964, a política tribal continua a servir como a tendência política dominante no país. No entanto, alguns fatores ajudaram a diminuir a tensão decorrente da política tribal: a nova Constituição em 2010, as eleições pacíficas de março de 2013, quando Uhuru Kenyatta (filho do primeiro presidente do Quênia) ganhou o voto para o escritório presidencial e o consentimento de poder para o sistema de condados. 

Em um pano de fundo de sérios desafios socioeconômicos, as incursões crescentes dos radicais do Al-Shabaab e a instabilidade geral na Somália são grandes preocupações de segurança, particularmente à luz dos ataques de 2013-2015 em Nairóbi e no Nordeste do país, especialmente o ataque à Universidade de Garissa. 

Espera-se que a agitação civil, a corrupção e o sentimento antigoverno cresçam significativamente, uma vez que a corrupção permanece endêmica e altamente visível. Nesse contexto, a devolução do poder para os condados poderia ser um passo positivo para trazer um nível regional mais igual de desenvolvimento e estabilidade política em relação às tensões étnicas históricas do país. 

Um evento importante em 2017 foram as eleições gerais ocorridas em agosto. Após a Suprema Corte queniana anular o resultado e repetir as eleições em outubro de 2017, o presidente Uhuru Kenyatta seguiu liderando as pesquisas. As eleições foram conduzidas pacificamente, em contraste com as eleições de 2007 que resultaram em tensões acaloradas, culminando com mais de 1,2 mil pessoas mortas. Em 2018, o presidente eleito e o líder principal da oposição anunciaram que concordaram em trabalhar juntos. 

O cristianismo foi introduzido na região do atual Quênia pelos portugueses no século 16. Eles foram expulsos da região costeira do país em 1698 pelas forças de Omã. Como resultado, o cristianismo não pôde estabelecer-se no Quênia até 1844, quando a Sociedade Missionária da Igreja Anglicana (CMS) enviou Johann Ludwig Krapf. 

Em 1862, metodistas britânicos chegaram a Mombaça. Os “pais brancos”, da Sociedade dos Missionários da África, vinculados à Igreja Católica Romana chegaram ao Quênia em 1889. Em 1910, o pentecostalismo chegou com representantes das Assembleias Pentecostais do Canadá. O Exército da Salvação começou a trabalhar no Quênia em 1921. 

A chegada do cristianismo do exterior foi seguida pelo estabelecimento de igrejas indígenas no país. A Missão Momiya Luo foi estabelecida por antigos anglicanos em 1914. A Igreja Africana do Espírito Santo foi fundada em 1927. A Fundação do Quênia da Igreja dos Profetas também foi criada em 1927, a Igreja Nacional Independente da África em 1929 e a Igreja do Evangelismo Bíblico em 1936. 

A Constituição queniana garante a liberdade de religião, e os cristãos tiveram uma parte importante na formação do Estado moderno do Quênia. A nação é de maioria cristã, que representa 82,3% da população.  

Os cristãos tendem a se concentrar nas regiões oeste e central do país, enquanto a população muçulmana vive nas regiões costeiras do Leste. Além disso, muitos quenianos incluem crenças nativas em suas práticas religiosas, sejam islâmicas ou cristãs.  

A partir de 3 de julho de 2020, cerca de 95 mil pessoas foram deslocadas por enchentes, deslizamentos de terra e conflitos localizados. Por isso, receberam abrigo temporário e itens não alimentares.  

A violência doméstica é amplamente tolerada e aumentou como resultado das restrições do COVID-19. Mas a população já lutava contra esse problema no ano anterior à pandemia e diversos protestos contra a violência de gênero ocorreram no país.  

A economia do Quênia é a maior e mais diversificada da África Oriental e serve como um centro de transporte e financeiro regional

Sobre nós

Uma organização cristã internacional que atua em mais de 60 países apoiando os cristãos perseguidos por sua fé em Jesus.

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