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Quênia

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Quênia
  • Tipo de Perseguição: Opressão islâmica, hostilidade etno-religiosa, corrupção e crime organizado
  • Capital: Nairóbi
  • Região: Sul e Leste da África
  • Líder: Uhuru Kenyatta
  • Governo: República presidencialista
  • Religião: Cristianismo, islamismo, tradicionalismo
  • Idioma: Suaíli, inglês, línguas indígenas
  • Pontuação: 62


POPULAÇÃO
53,4 MILHÕES


POPULAÇÃO CRISTÃ
43,9 MILHÕES

Como é a perseguição aos cristãos no Quênia? 

No Quênia, o cristianismo é a religião majoritária, mas isso não impediu a propagação da perseguição. Particularmente, cristãos de origem muçulmana nas regiões nordeste e costeira vivem sob constante ameaça de ataque – mesmo dofamiliares mais próximos. Nossa pesquisa revelou que os cristãos foram atacados e forçados a fugir das aldeias, e o grupo extremista islâmico Al-Shabaab se infiltrou na população local para monitorar as atividades dos cristãos nessas áreas.   

No entanto, o crime organizado também é um problema sério. Funcionários corruptos muitas vezes não tomam medidas contra os perseguidores – aumentando o potencial de novos incidentes contra os cristãos.  

Para os cristãos no Quênia, a vida diária é cheia de pressão – especialmente na vida privada e social. E em algumas regiões como o Nordeste, onde o Al-Shabaab é uma ameaça constante, a vida da igreja e da comunidade é muito difícil e também pode incluir a ameaça de violência.   

Sou grato pela Portas Abertas. Recebi milho, arroz, feijão, óleo, além de cebola e tomate. Deus os abençoe.” 

Ninka, cristão perseguido no Quênia 

O que mudou este ano? 

A situação dos cristãos no Quênia tem permanecido terrível nos últimos três anos. Apesar de ter caído cinco posições da Lista Mundial da Perseguição 2021, a violência aumentou significativamente no país – refletindo um aumento geral da perseguição em toda a Lista em comparação com uma situação melhorada para os cristãos quenianos. 

Quem persegue os cristãos no Quênia? 

O termo tipo de perseguição é usado para descrever diferentes situações que causam hostilidade contra os cristãos. Os tipos de perseguição contra os cristãos no Quênia são: opressão islâmica, hostilidade etno-religiosa, corrupção e crime organizado. 

Já as “fontes de perseguição são os condutores/executores de hostilidades, violentas ou não violentas, contra os cristãos. Geralmente são grupos menores (radicais) dentro do grupo mais amplo de adeptos de uma determinada visão de mundo. As fontes de perseguição aos cristãos no Quênia são: grupos religiosos violentos, líderes religiosos não cristãos, parentes, cidadãos e quadrilhas, redes criminosas, líderes de grupos étnicos, oficiais do governo. 

Quem é mais vulnerável à perseguição no Quênia? 

Os cristãos que vivem no Nordeste do país devem conviver com o medo de serem alvo a qualquer momento. Os pontos quentes para ataques do Al-Shabaab incluem Mombaça, Mandera, Garissa, Wajir, Lamu e Rio Tana. Nessas áreas, muitos informantes locais ajudam na organização de ataques a igrejas e cristãos. Como resultado, muitos seguidores de Cristo optaram por se mudar dessas áreas para o Centro do país. 

Como as mulheres são perseguidas no Quênia? 

Nas regiões de maioria muçulmana no Quênia, mulheres e meninas cristãs enfrentam múltiplas formas de perseguição. Embora a igualdade de gênero esteja enraizada na Constituição do Quênia, as práticas culturais em algumas tribos (como ritos fúnebres, casamento precoce e poligamia) deixam as mulheres cristãs em maior risco de perseguição se se opuserem a essas práticas.   

Nas regiões do Norte, mulheres e meninas cristãs enfrentam mais casos de abuso verbal e rejeição social. Além disso, as mulheres cristãs relatam que devem ter cuidado para não serem enganadas e estupradas por membros da comunidade muçulmana. Professoras cristãs em áreas dominadas por muçulmanos reclamam de assédio sexual constante de estudantes muçulmanos homens e outros homens muçulmanos na sociedade.   

No entanto, as mulheres cristãs também enfrentam o risco de morte se encontradas pelo Al-Shabaab. Mulheres e meninas cristãs ex-muçulmanas correm o risco de terem a custódia dos filhos negada e serem forçadas a se casar ou se divorciar. No entanto, isso acontece menos se o nível de renda e educação da mulher for alto o suficiente para evitar essa situação 

Em circunstâncias extremas, as mulheres do Norte do Quênia foram sequestradas por combatentes do Al-Shabaab e forçadas a serem esposas ou escravas sexuais. Essas mulheres recebem contraceptivos para que sejam estupradas repetidamente sem engravidar. Apenas aquelas que se convertem ao islamismo e se casam com comandantes podem ter filhos. 

Como os homens são perseguidos no Quênia? 

Meninos e homens cristãos na região nordeste, em particular, enfrentam o maior perigo de agressão física e execução nas mãos de muçulmanos extremistas e do Al-Shabaab. Em ataques passados contra cristãos em aldeias, apenas homens foram mortos. Além disso, homens e meninos que se opõem a práticas culturais negativas em algumas tribos (como ritos fúnebres, mutilação genital, casamentos precoces e poligamia) também enfrentam diferentes níveis de perseguição. Suas famílias não são aceitas na comunidade porque são consideradas amaldiçoadas e eles não são considerados “homens de verdade” (se optarem pela circuncisão hospitalar). 

O que a Portas Abertas faz para ajudar os cristãos no Quênia? 

Portas Abertas está presente, trabalhando no Quênia por meio de parceiros locais e igrejas desde o início dos anos 2000. Oferecemos apoio às igrejas na volátil fronteira nordeste e regiões costeiras dominadas pelo islã. Grande parte do nosso trabalho tem o objetivo de equipar a igreja – e, mais recentemente, nos concentramos na distribuição de ajuda emergencial durante pandemia da COVID-19. Os cristãos estão cada vez mais enfrentando perseguição, e é nossa missão ver a igreja local preparada para ajudar novos cristãos, treinar líderes e ajudá-los a permanecer fortes. A Portas Abertas também auxilia no evangelismo transcultural, empoderamento econômico e treinamento de liderança e aconselhamento pós-trauma.  

Como posso ajudar os cristãos perseguidos?  

Além de orar por eles, você pode ajudar de forma prática doando para projetos da Portas Abertas de apoio aos cristãos perseguidos. Doando para esta campanha, sua ajuda vai para locais onde a necessidade é mais urgente.  



Pedidos de oração do Quênia 

  • Ore pela graça contínua do Senhor para os novos cristãos no Quênia. Interceda para que em meio a provações e perseguições eles vejam a fidelidade do Senhor em proteção e provisão. Clame para que o Senhor, através de seu Espírito, lhes conceda alegria, paz e coragem em sua aflição.   
  • Interceda pelos cristãos no Nordeste que enfrentam ameaças de ataques mortais do Al-Shabaab. Peça a Deus para protegê-los da violência e dar-lhes a paz que só vem dele.   
  • Peça para que a igreja no Quênia esteja equipada para os cristãos, para treinar líderes piedosos e para compartilhar efetivamente o evangelho com seus vizinhos – fortalecendo e expandindo a igreja global para a glória de Cristo.   

Um clamor pelo Quênia 

Senhor, pedimos que levante nossos irmãos e irmãs que vivem no Quênia. Guie-os para encontrarem grande alegria em segui-lo, não importam as circunstâncias. Por favor, forneça a eles alegria, força e os recursos necessários para serem obedientes e vivos na sua missão. Pedimos também que lhes dê ousadia, mesmo diante da oposição, para mostrar o amor incondicional de seu filho Jesus aos perseguidores. Em nome de Jesus, amém. 

Desde a fundação da nação em 1964, a política tribal continua a servir como a tendência política dominante no país. No entanto, alguns fatores ajudaram a diminuir a tensão decorrente da política tribal: a nova Constituição em 2010, as eleições pacíficas de março de 2013, quando Uhuru Kenyatta (filho do primeiro presidente do Quênia) ganhou o voto para o escritório presidencial e o consentimento de poder para o sistema de condados. 

Em um pano de fundo de sérios desafios socioeconômicos, as incursões crescentes dos radicais do Al-Shabaab e a instabilidade geral na Somália são grandes preocupações de segurança, particularmente à luz dos ataques de 2013-2015 em Nairóbi e no Nordeste do país, especialmente o ataque à Universidade de Garissa. 

Espera-se que a agitação civil, a corrupção e o sentimento antigoverno cresçam significativamente, uma vez que a corrupção permanece endêmica e altamente visível. Nesse contexto, a devolução do poder para os condados poderia ser um passo positivo para trazer um nível regional mais igual de desenvolvimento e estabilidade política em relação às tensões étnicas históricas do país. 

Um evento importante em 2017 foram as eleições gerais ocorridas em agosto. Após a Suprema Corte queniana anular o resultado e repetir as eleições em outubro de 2017, o presidente Uhuru Kenyatta seguiu liderando as pesquisas. As eleições foram conduzidas pacificamente, em contraste com as eleições de 2007 que resultaram em tensões acaloradas, culminando com mais de 1,2 mil pessoas mortas. Em 2018, o presidente eleito e o líder principal da oposição anunciaram que concordaram em trabalhar juntos. 

CENÁRIO POLÍTICO E LEGAL 

O Quênia não é considerado uma verdadeira democracia eleitoral e tem visto um declínio relativo nas liberdades políticas e civis. Esse declínio foi acompanhado por tensões étnicas e religiosas e incidentes de violência em todo o país após as eleições de 2007-2008 e antes das eleições realizadas em 2013. 

Em termos de democracia, o Quênia é classificado como “regime híbrido”, mostrando que é mais democrático do que regimes autoritários, mas não tão democrático como “democracias imperfeitas”. No entanto, acredita-se que, apesar dessas fraquezas, o país vem avançando após o referendo constitucional de 2010. 

No que diz respeito à Constituição, várias disposições foram recentemente modificadas para garantir as liberdades civis. Por exemplo, a liberdade de expressão e de imprensa foram fortalecidas. O ambiente de imprensa do Quênia continua sendo um dos mais vibrantes em toda a África e muitos meios de comunicação de propriedade privada são conhecidos por criticar o governo e os funcionários. 

A independência do poder judiciário, que anteriormente era subordinado ao poder executivo, foi reforçada. Além disso, o sistema judiciário islâmico (Kadhi) é subordinado aos tribunais superiores do Quênia e é reservado para aqueles que professam a religião muçulmana e que voluntariamente se submetem à jurisdição dos tribunais. Os tribunais de Kadhi julgam apenas casos relacionados a status pessoal, casamento, divórcio ou herança. 

Durante muitas décadas, o Quênia foi visto como um país estável e modelo para a região. No entanto, as coisas começaram a mudar em meados de 2005. Em 2007 e 2008, a violência tornou o Quênia um exemplo de quão custosa é a violência pós-eleitoral. A situação do país piorou pelo aumento da militância islâmica na região. Isso também se agrava pelo surgimento de grupos radicais no país que serviram ao grupo extremista islâmico Al-Shabaab através do recrutamento de combatentes no Quênia.  

A liberdade de religião parece ser amplamente respeitada pelo governo, embora alguns grupos muçulmanos se queixem de oportunidades de desenvolvimento desiguais e discriminação religiosa. No entanto, as liberdades civis e o Estado de direito estão sendo corroídos por vários fatores, como uma corrupção oficial e societária profundamente enraizada e uma força policial ineficaz. Isso contribui para que o crime seja subestimado, e a violência doméstica, o tráfico e o trabalho forçado não investigados. Inclusive, isso permite que terroristas transportem armas e munições dentro e fora do país sem serem detectados. 

CENÁRIO RELIGIOSO 

O Quênia é um país de maioria cristã, cerca de 82% dos quenianos sendo cristãos. A população muçulmana é de cerca de 7,8%, e 8,4% da população adere a várias crenças africanas religiosas tradicionais. 

O Al-Shabaab se infiltrou em muitos locais e os cristãos nessas áreas estão sob vigilância. No entanto, a corrupção e o crime organizado também são um problema sério. Funcionários não tomam medidas contra aqueles que perseguem os cristãos, e isso, por sua vez, estimula outros atos de perseguição. 

Os ataques violentos de grupos extremistas contra os cristãos fizeram do Quênia um dos países onde os cristãos regularmente enfrentam severa perseguição por causa da fé. A situação forçou o governo a enviar tropas para a Somália para combater o Al-Shabaab. Isso não impediu o grupo extremista de realizar ataques contra os cristãos. O ambiente político geral no país também é volátil.  

Apesar de serem maioria, os cristãos que moram na parte nordeste do país e arredores ainda vivem com medo de serem alvejados a qualquer momento. Os principais pontos para ataques do Al-Shabaab incluem Mombaça, Mandera, Garissa, Wajir, Lamu e o Rio Tana. Nessas áreas, há muitos informantes que ajudam na organização de ataques a igrejas e cristãos. Como resultado, muitos cristãos decidiram sair dessas áreas para o Centro do país.  

CENÁRIO ECONÔMICO 

A economia do Quênia é a maior e mais diversificada da África Oriental e serve como um centro de transporte e financeiro regional. No entanto, o Quênia também é um dos países mais pobres do mundo e é considerado de “baixo desenvolvimento”, de acordo com o Índice de Desenvolvimento Humano da Organização das Nações Unidas (ONU). 

O crescimento econômico, dificultado por décadas de má gestão e pela corrupção do governo, teve melhora antes da instabilidade pós-eleitoral de 2007. Então a economia foi duramente atingida pela recessão econômica global e a seca de 2011/2012 no Leste Africano. 

Apesar do aumento dos investimentos estrangeiros, o crescimento econômico permanece inadequado para enfrentar de forma significativa a pobreza endêmica da nação e o alto nível de desemprego. Além disso, os níveis altíssimos de corrupção, aliados a (e resultantes de) uma infraestrutura inadequada, são os principais impedimentos para a criação de empregos e a erradicação da pobreza. 

Devido a uma crescente população juvenil, a urbanização também aumentará a pressão sobre o governo para atender às necessidades daqueles que estão nas favelas das cidades. As condições de seca e o desenvolvimento dos recursos petrolíferos também têm um impacto nas tensões entre a população rural, a economia da nação e o ambiente político. 

CENÁRIO SOCIOCULTURAL 

O crescimento da economia tem um impacto diferente na melhoria da vida e no acesso à educação. Em algumas áreas, o acesso à educação tem reduzido a atração de tendências radicais islâmicas entre os jovens. A expectativa de vida é de 66,3 anos. A taxa de alfabetização é de 78,7%.  

Atualmente, o Quênia é diverso, com mais de 40 grupos étnicos, dos quais o kikuyu é o maior. As línguas comerciais são o suaíli e o inglês, enquanto todos os grupos étnicos têm a própria língua.  

Uma estimativa de 7,9% da população queniana é muçulmana, de acordo com as estatísticas do World Christian Database (WCD), dos quais a maioria é sunita. A população muçulmana está localizada principalmente no Nordeste e nas áreas costeiras do Quênia, mas também se espalhou por outras partes do país e começou a responder à perceptível privação de direitos na sociedade queniana. Inspirados por influências radicais islâmicas espalhadas pela Somália, políticos muçulmanos, representando os colégios eleitorais no Quênia dominados por muçulmanos, têm uma agenda para eliminar a igreja de suas regiões. 

O cristianismo foi introduzido na região do atual Quênia pelos portugueses no século 16. Eles foram expulsos da região costeira do país em 1698 pelas forças de Omã. Como resultado, o cristianismo não pôde estabelecer-se no Quênia até 1844, quando a Sociedade Missionária da Igreja Anglicana (CMS) enviou Johann Ludwig Krapf. 

Em 1862, metodistas britânicos chegaram a Mombaça. Os “pais brancos”, da Sociedade dos Missionários da África, vinculados à Igreja Católica Romana chegaram ao Quênia em 1889. Em 1910, o pentecostalismo chegou com representantes das Assembleias Pentecostais do Canadá. O Exército da Salvação começou a trabalhar no Quênia em 1921. 

A chegada do cristianismo do exterior foi seguida pelo estabelecimento de igrejas indígenas no país. A Missão Momiya Luo foi estabelecida por antigos anglicanos em 1914. A Igreja Africana do Espírito Santo foi fundada em 1927. A Fundação do Quênia da Igreja dos Profetas também foi criada em 1927, a Igreja Nacional Independente da África em 1929 e a Igreja do Evangelismo Bíblico em 1936. 

A economia do Quênia é a maior e mais diversificada da África Oriental e serve como um centro de transporte e financeiro regional

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