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Rússia

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Rússia
  • Tipo de Perseguição: Paranoia ditatorial, opressão islâmica, opressão do clã, protecionismo denominacional
  • Capital: Moscou
  • Região: Ásia Central
  • Líder: Vladimir Vladimirovich Putin
  • Governo: Federação semipresidencialista
  • Religião: Cristianismo, islamismo
  • Idioma: Russo, tártaro, checheno
  • Pontuação: 57


POPULAÇÃO
143,6 MILHÕES


POPULAÇÃO CRISTÃ
117,8 MILHÕES

DOAR AGORA

R$

* Em breve este perfil será atualizado com informações referentes à Lista Mundial da Perseguição 2023.  

Como é a perseguição aos cristãos na Rússia?  

As igrejas na Rússia viram o número de membros cair desde que a guerra contra Ucrânia foi declarada. Muitos russos étnicos deixaram Daguestão, Chechênia, Inguchétia, Kabardino-Balkaria e Karachay-Cherkessia devido aos combates.  

No país, as igrejas ortodoxas russas experimentam menos problemas com o governo. São os cristãos nativos de origem muçulmana nas regiões de maioria islâmica que enfrentam mais perseguição. A perseguição ocorre tanto por parte de familiares e amigos quanto da comunidade local.  

Em algumas áreas os cristãos têm que manter a fé em segredo por medo de serem atacados e possivelmente executados. Igrejas não registradas ativas no evangelismo podem enfrentar obstruções na forma de vigilância e interrogatório pelas autoridades locais. 

“Minha vida está nas mãos de Deus; cada aspecto da minha vida está em suas mãos, inclusive minha segurança.”

RITA, CRISTÃ RUSSA

O que mudou este ano? 

O índice de pressão sobre os cristãos na Rússia permaneceu praticamente o mesmo e atinge as esferas da vida privada, familiar e comunidade. Mas os índices de incidentes violentos caíram. Na Rússia, a pressão é maior nas esferas da vida privada e da igreja.  

Famílias, amigos e aldeões muçulmanos exercem pressão particularmente sobre os convertidos nas regiões muçulmanas (especialmente no Norte do Cáucaso). Em todo o país, o governo impõe restrições às atividades da igreja ortodoxa não russa. 

Quem persegue os cristãos na Rússia? 

O termo “tipo de perseguição” é usado para descrever diferentes situações que causam hostilidade contra cristãos. Os tipos de perseguição aos cristãos na Rússia são: opressão islâmica, opressão de clã, paranoia ditatorial, protecionismo denominacional.  

Já as “fontes de perseguição” são os condutores/executores das hostilidades, violentas ou não violentas, contra os cristãos. Geralmente são grupos menores (radicais) dentro do grupo mais amplo de adeptos de uma determinada visão de mundo. As fontes de perseguição aos cristãos na Rússia são: líderes de grupos étnicos, líderes religiosos não cristãos, parentes, cidadãos e quadrilhas, oficiais do governo, partidos políticos e líderes religiosos cristãos. 

Quem é mais vulnerável à perseguição na Rússia? 

Do ponto de vista nacional, a perseguição é causada apenas por restrições impostas pelo governo. No entanto, a situação é diferente na região norte do Cáucaso, pois é onde o islamismo conservador (wahabismo) tem grande força, especialmente na Chechênia e no Daguestão. Como resultado, quase todos os cristãos russos deixaram essas áreas. Os convertidos do islã enfrentam tanta pressão para se retratarem que a maioria precisa esconder a nova fé. Alguns foram forçados a fugir ou encontrar refúgio em casas seguras. 

Como as mulheres são perseguidas na Rússia? 

As mulheres cristãs mais vulneráveis ??na Rússia são as convertidas de origem muçulmana. Nas regiões muçulmanas da Rússia, a vida cotidiana é baseada na religião, que confere às mulheres um status inferior, de obediência aos homens a família. Por isso, uma mulher não pode escolher livremente a própria religião e será perseguida se decidir seguir a Jesus.   

Quando a fé cristã é descoberta, a primeira coisa que a família faz é trancá-la em casa e colocar altos níveis de pressão sobre ela para retornar ao islã. No Norte do Cáucaso, e em menor grau na região central do Volga, as convertidas também correm o risco de serem sequestradas e casadas ??com um muçulmano, principalmente se os arranjos pré-matrimoniais forem feitos antes da conversão. Tais casos são, no entanto, relativamente raros. 

As convertidas também podem enfrentar ameaças, insultos verbais, abuso físico e agressões sexuais, mas, provavelmente, não serão relatados devido a uma cultura generalizada de violência doméstica, estigma em torno da violência sexual e impunidade para os agressores. Uma mulher cristã casada pode sofrer agressões físicas do marido e ser obrigada a se divorciar, embora nenhum caso específico tenha sido relatado no período de pesquisa da Lista Mundial da Perseguição 2022. 

Aquelas que saem da Igreja Ortodoxa Russa (IOR) para ingressar em outra denominação cristã também enfrentam desafios da comunidade da qual faziam parte. Elas são normalmente excomungadas e isoladas, principalmente se elas se casarem com homens de outras denominações.  

Como os homens são perseguidos na Rússia? 

As muitas formas de discriminação e perseguição enfrentadas pelos cristãos na Rússia afetam principalmente os cristãos de origem muçulmana. Eles podem ser ameaçados, agredidos, assediados verbalmente e ter acesso negado a serviços comunitários.  

Os homens são considerados os chefes de suas famílias e também costumam ser os principais provedores financeiros; isso significa que quando um homem cristão perde o emprego devido à perseguição, toda a sua família sofrerá as consequências.

As empresas cujos proprietários são cristãos também podem enfrentar problemas ocasionais. Por exemplo, visitas mais frequentes de oficiais não são incomuns, por exemplo, de bombeiros, departamentos de saúde, etc. 

Os homens também sofrem pressão econômica ao serem forçados a pagar multas e serem presos. O Estado considera pastores não pertencentes à IOR e líderes de igrejas como alvos primários para causar uma forte impressão na comunidade cristã em geral.  

Quando as igrejas são invadidas, os líderes são detidos, interrogados e multados. Isso geralmente tem um efeito negativo em congregações inteiras e pode resultar na disseminação do medo entre os membros da igreja. As acusações típicas contra os líderes da igreja incluem “distribuir literatura religiosa” e “realizar atividade missionária não especificada”. 

Como posso ajudar os cristãos perseguidos na Rússia?  

Além de orar por eles, você pode ajudar de forma prática doando para os projetos da Portas Abertas de apoio aos cristãos perseguidos. Doando para esta campanha, sua ajuda vai para locais onde a necessidade é mais urgente. 

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Pedidos de oração da Rússia 

  • Interceda para que os cristãos russos sejam protegidos e encorajados a propagar o amor de Deus aonde forem. 
  • Ore para que os líderes cristãos tenham o coração quebrantado e busquem a unidade, ao invés de perseguir outros irmãos na fé de denominações diferentes.  
  • Clame para que a liderança do país tenha um encontro real com Jesus, interrompa a guerra e governe com sabedoria e justiça para o bem-estar da população.  

O território hoje conhecido como Rússia foi habitado por diversas etnias, mas os eslavos foram os mais dominantes. Eles costumavam ser agricultores, apicultores, caçadores, pescadores e pastores. Um dos primeiros locais povoados por eles foi Kiev, hoje a região onde fica a capital da Ucrânia. Nessa época, o país era dividido em três partes: Holmogordo (Novogárdia Magna), Conugordo (Kiev) e Palteskja (Polácia) e o restante do território era chamado de terra dos tártaros.  

Kiev e Novagárdia eram centros comerciais e exportavam escravos, peles, mel e cera. Além disso, tinham como objetivo serem maiores do que outras cidade europeias, tanto no quesito riqueza, como belezas arquitetônicas. 
 

A Rússia se destaca entre os países da Europa por nunca ter experimentado diretamente as influências do Renascimento, da Reforma ou do Iluminismo. Individualismo, direitos humanos, liberdade de religião e outros ideais ocidentais típicos não são nativos da cultura e do povo russo.  

A escravidão, ou melhor, a servidão, não foi abolida na Rússia até fevereiro de 1861, mas muitos fazendeiros continuaram a ter enormes obrigações com os proprietários das terras. A democracia parlamentar como se desenvolveu na Europa Ocidental (e mais tarde nos Estados Unidos) nunca se consolidou na Rússia. Em vez disso, o país conheceu apenas formas autoritárias de governo desde o início da Idade Média. 

O fim da União Soviética em 1991 é sentida como uma perda de prestígio para a Rússia que precisa ser desfeita. Estados conquistados ao longo dos séculos, de repente, tornaram-se independentes. Isso teve um enorme impacto na autoestima russa. Por isso, os governantes trabalham duro para restaurar sua antiga posição e reconstruir a esfera de influência em seu antigo império. 

A Rússia está assumindo um papel cada vez mais dominante na área antes coberta pela União Soviética – muitas vezes sob o pretexto de oferecer proteção a russos étnicos que estão sendo ameaçados por “ultranacionalistas e fascistas”. 
 

Em março de 2014, a Rússia anexou a Crimeia depois que rebeldes pró-Rússia tomaram o território da Ucrânia em fevereiro de 2014. Essa anexação não foi reconhecida pela maioria dos países. Em maio de 2014, rebeldes russos nas províncias de Donetsk e Lugansk, no Leste da Ucrânia, iniciaram uma rebelião armada contra o governo de Kiev. 
 

A Rússia sempre negou estar envolvida no conflito, mas os rebeldes nunca teriam conseguido tanto sem o apoio russo. Internacionalmente, o conflito armado no Leste da Ucrânia isolou enormemente a Rússia. No início de 2022, as tensões internacionais aumentaram em relação às Forças Armadas russas posicionadas na fronteira com a Ucrânia. 

Além disso, a participação da Rússia no conflito sírio desde 2017 levou a uma mudança significativa na situação na Síria. O impasse entre as forças do governo do presidente Assad e os vários grupos de oposição foi quebrado: em agosto de 2018, o presidente Assad havia recuperado o controle de grandes partes do país. Em uma declaração notável, o presidente Vladimir Putin sugeriu que a época em que os Estados Unidos e a Rússia decidiram as questões mais importantes do mundo ficou no passado. De acordo com Putin, a China e a Alemanha estavam agora caminhando para o status de superpotências. 

A cristianização oficial da Rússia ocorreu em 988 d.C., quando o príncipe Vladimir I de Kiev adotou o cristianismo bizantino como a religião do Estado. A Igreja Ortodoxa Russa (IOR) tem desempenhado um papel dominante na sociedade e cultura russas desde então.  

No final do século 18, o catolicismo romano chegou à Rússia quando o país se expandiu para o oeste, ocupando a parte oriental da Polônia e depois a Lituânia. O catolicismo permaneceu a religião das minorias étnicas na Rússia e na União Soviética e recebeu muita hostilidade da IOR, que considerava os católicos uma ameaça à “russianidade”. O protestantismo chegou no final do século 19 e foi recebido com ainda mais hostilidade. A IOR acusou os protestantes de roubo de ovelhas e muitas vezes apelou às autoridades czaristas para interromper suas atividades. 

Quando a Revolução Russa ocorreu, em novembro de 1917, um regime ateu foi estabelecido. Os líderes da igreja de todas as denominações foram presos e enviados para campos de trabalho forçado. Mas durante a Segunda Guerra Mundial, Stalin mudou essa política sobre religião. As igrejas foram reabertas e restauradas.  

A IOR foi autorizada a treinar e nomear nova liderança. Batistas, cristãos evangélicos e também pentecostais foram fundidos em uma forte união. Mas ainda havia muita desconfiança em relação às autoridades, já que milhares de cristãos e líderes de igrejas estavam presos nos campos de trabalho forçado. O serviço secreto russo KGB se infiltrou nas organizações da igreja e tinha informantes em praticamente todas as igrejas e congregações. Alguns cristãos se recusaram a cooperar com as autoridades, passaram à clandestinidade e foram impiedosamente perseguidos. Em 1988, quando a IOR celebrou seu 1000º aniversário, a Portas Abertas soube de mais de 300 cristãos presos por causa da fé. 

Quando a União Soviética entrou em colapso em 1991, o regime comunista acabou. O ateísmo não foi mais propagado e a perseguição religiosa do Estado chegou ao fim: todos os prisioneiros religiosos foram libertados; a vigilância de igrejas e cristãos parou. 
 

Tornou-se normal que os russos se identificassem novamente com a religião e até mesmo os funcionários do Estado foram autorizados a fazer isso. Desde então, a IOR tentou recuperar sua posição dominante na sociedade, mas a Rússia permaneceu oficialmente um Estado secular. 

O povo russo é orgulhoso de sua cultura e história e isso também tem consequências em nível religioso: enquanto a ortodoxia russa é considerada tipicamente russa, o catolicismo romano e especialmente o protestantismo são vistos como ocidentais e estrangeiros. 

De acordo com a Comissão de Liberdade Religiosa dos Estados Unidos (USCIRF, na sigla em inglês), as condições de liberdade religiosa na Rússia se deterioraram em 2020. O governo continuou a atacar minorias religiosas “não tradicionais” com multas, detenções e acusações criminais. A legislação russa criminaliza “extremismo” sem definir adequadamente o termo, permitindo que o Estado processe uma vasta gama de atividades religiosas não violentas. 

Além disso, o Estado abriu 188 processos criminais contra as Testemunhas de Jeová, que foram banidas como grupo extremista em 2017. Em 2020, o governo também usou sua lei antiextremismo para perseguir minorias religiosas, principalmente muçulmanos. 

A lei religiosa estabeleceu requisitos rígidos de registro e autoriza funcionários do Estado a impedir e monitorar atividades de grupos religiosos. Também define e proíbe amplamente “atividades missionárias”, incluindo pregação, oração, divulgação de materiais religiosos e resposta a perguntas sobre religião fora dos locais oficialmente designados.  

Apesar de décadas de propaganda ateísta durante a era soviética, a maioria dos russos se considera cristã — 82% de acordo com estimativas do World Christian Database (WCD) 2021, mais de 96% deles pertencentes à Igreja Ortodoxa Russa (IOR). No entanto, muitos russos provavelmente nunca leram a Bíblia e poucos frequentam os cultos da igreja. Atividades de evangelismo por denominações não ortodoxas não são bem-vistas pela IOR.
 

O segundo maior grupo religioso da Rússia — de acordo com a WCD — são os muçulmanos, em sua maioria sunitas. Eles vivem principalmente no Norte do Cáucaso (Sul da Rússia) e na região central do Volga em torno da cidade de Kazan, 800 quilômetros a leste de Moscou. 

Enquanto as comunidades muçulmanas na região do Cáucaso tendem a ser conservadoras e se envolveram em combates armados contra o exército russo, os muçulmanos na região central do Volga são mais moderados. Um outro grupo de muçulmanos não incluídos nessas estatísticas são os milhares de trabalhadores migrantes dos países da Ásia Central. A maioria vive em condições precárias com baixos salários e é vista com desconfiança (já que podem ser militantes muçulmanos). Enquanto trabalham no exterior, esses trabalhadores migrantes geralmente estão abertos ao alcance dos cristãos. 

O Norte do Cáucaso é uma região muçulmana com uma cultura islâmica forte e radical. Muitos cristãos fugiram dessa região durante as guerras da Chechênia (1994-1996 e 1999-2009). A pressão sobre os cristãos que se converteram do islamismo é enorme e vem principalmente da família, dos amigos e da comunidade local. O islã radical está presente na região com dois grupos extremistas: o chamado Emirado do Cáucaso e o Estado Islâmico (EI). Desde junho de 2015, o EI tem sido dominante. 

O número de agnósticos e ateus pode ser considerado o resultado de 70 anos de doutrinação ateísta pelos comunistas durante a era soviética. Os budistas da Rússia são encontrados principalmente na Calmúquia (perto do Mar Cáspio) e na província de Tuva (na fronteira com a Mongólia). 

A violência doméstica continua sendo uma preocupação constante, principalmente porque os casos aumentaram durante a pandemia de COVID-19. Dentro desse contexto de subordinação e aceitação generalizada da violência doméstica, as mulheres convertidas são vulneráveis ??a abusos físicos e psicológicos se sua fé for descoberta. As vítimas de abuso hesitam em denunciar os crimes devido ao medo de represálias, à vergonha associada à agressão sexual e à falta de confiança no sistema de justiça.
 

A crise em torno da pandemia agravou a situação social. À medida que o comércio entrou em colapso e muitas pessoas perderam seus empregos quando o país entrou em confinamento, foi amplamente aceito que o governo estava fazendo muito pouco para apoiar aqueles que perderam sua fonte de renda desde que as medidas foram introduzidas. 

O vice-presidente do Conselho de Segurança da Rússia informou que mais incidentes criminais estavam ocorrendo devido ao desemprego em massa por conta das medidas da COVID-19. Medvedev disse em uma reunião do Conselho de Segurança em 3 de agosto de 2020 que cerca de 40% dos migrantes na Rússia perderam seus empregos até o final de julho de 2020.  

Em várias cidades russas, existem milhões de trabalhadores migrantes (principalmente da Ásia Central) que enviam remessas para suas famílias em casa. A presença de tantos estrangeiros deu oportunidades para os cristãos russos evangelizarem. Mas também houve manifestantes nacionalistas exigindo a expulsão dos trabalhadores migrantes. 

Devido ao antigo sistema educacional soviético, praticamente todos os cidadãos russos são alfabetizados. Como resultado, os materiais cristãos têm um mercado considerável. Quase não há restrições a impressão e distribuição de materiais cristãos no idioma russo. No entanto, a disponibilidade de literatura cristã nas línguas de outros grupos étnicos do país é limitada. 

Em geral, os cristãos experimentam os mesmos problemas que todas as outras pessoas no país e não são especialmente visados ??econômica ou socialmente. A única exceção a isso é a pressão do ambiente social (família, imãs locais, aldeões) sobre os cristãos de origem muçulmana no Norte do Cáucaso e na região central do Volga.

A maioria dos russos se considera cristã, mas a maioria deles nunca leu a Bíblia e poucos vão à igreja

Sobre nós

Uma organização cristã internacional que atua em mais de 60 países apoiando os cristãos perseguidos por sua fé em Jesus.

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