Posição no ranking:
18
Observação: o período de pesquisa da Lista Mundial da Perseguição 2025 foi de 1 de outubro de 2023 a 30 de setembro de 2024. Esses resultados podem não refletir a realidade da vida na Síria após a queda do regime de Assad, em 8 de dezembro de 2024.
A Síria tem uma comunidade cristã histórica, menos pressionada pelo governo Assad. Todos os cristãos são severamente monitorados, o que resulta em autocensura. Mas os cristãos de outras denominações, especialmente de origem muçulmana, enfrentam grande perigo. Eles são tratados com suspeita pelas autoridades e correm o risco de serem rejeitados ou até mesmo mortos por serem “vergonha” para suas famílias.
Embora a maior parte da Síria esteja sob controle do governo, em algumas partes do país, focos de conflito com rebeldes continuam, e os cristãos estão no meio no fogo cruzado. Muitos desses grupos rebeldes são compostos por extremistas islâmicos, que proíbem expressões públicas da fé cristã e demoliram ou tomaram a maioria dos prédios de igrejas e mosteiros, mesmo aqueles pertencentes à comunidade cristã tradicional.
O legado da tomada da Síria pelo Estado Islâmico ainda pode ser visto. Um grande número de cristãos se deslocou ou deixou o país. Embora alguns seguidores de Jesus tenham retornado para reconstruir suas vidas e comunidades, há muito menos cristãos do que antes.
Em áreas controladas por forças curdas havia mais tolerância, com pessoas autorizadas a se tornarem cristãs legalmente. Mas as forças turcas que invadiram essas áreas cometeram violência terrível contra cristãos e yazidis, atacando e destruindo comunidades cristãs que antes eram seguras.
Em um contexto de instabilidade e restrições à liberdade religiosa, mulheres e meninas cristãs correm o risco de sequestro, assédio e abuso sexual, tanto em áreas controladas por rebeldes quanto pelo governo.
As cristãs podem ser abertamente assediadas em público e discriminadas no local de trabalho. Elas podem ser cuspidas na rua ou seduzidas em uma tentativa de convertê-las ao islamismo. Cristãs de origem muçulmana podem enfrentar violência doméstica, casamento forçado com um muçulmano ou até mesmo ser mortas para restaurar a “honra” de sua família.
Como todos os homens e meninos sírios, os cristãos enfrentam o recrutamento obrigatório no exército sírio, então, alguns homens cristãos fogem do país. Os cristãos que vivem em lugares governados por grupos rebeldes armados também enfrentam recrutamento forçado.
Há também ameaças de sequestro e vários líderes da igreja foram alvos de extremistas islâmicos por razões políticas e/ou financeiras, e muitos continuam desaparecidos. O sequestro de um líder provavelmente prejudicará a comunidade cristã, levando muitos a fugir da área. Aqueles que pertencem a comunidades cristãs históricas correm mais risco porque são reconhecidos por suas vestimentas.
Em toda a Síria, os cristãos enfrentam discriminação no local de trabalho. Os cristãos desempregados têm dificuldade em obter um emprego, e os cristãos empregados têm pouca chance de ser promovidos. As condições de trabalho também podem ser difíceis.
A Portas Abertas promove campanhas de oração em favor dos cristãos na Síria.
Além de orar por eles, você pode ajudar de forma prática doando para o projeto da Portas Abertas de apoio aos cristãos perseguidos que enfrentam maiores necessidades.
O termo “tipo de perseguição” é usado para descrever diferentes situações que causam hostilidade contra cristãos. Os tipos de perseguição aos cristãos da Síria são: paranoia ditatorial, opressão islâmica, opressão do clã, corrupção e crime organizado e protecionismo denominacional.
Já as “fontes de perseguição” são os condutores/executores das hostilidades, violentas ou não violentas, contra os cristãos. Geralmente são grupos menores (radicais) dentro do grupo mais amplo de adeptos de uma determinada visão de mundo. As fontes de perseguição aos cristãos na Síria são: grupos religiosos violentos, oficiais do governo, grupos paramilitares, partidos políticos, parentes, cidadãos e quadrilhas, líderes de grupos étnicos, líderes religiosos não cristãos, redes criminosas, líderes religiosos cristãos.