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Sudão do Sul

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Sudão do Sul
  • Tipo de Perseguição: Paranoia ditatorial, hostilidade etno-religiosa, corrupção e crime organizado
  • Capital: Juba
  • Região: Sul e Leste da África
  • Líder: Salva Kiir Mayardit
  • Governo: República presidencialista
  • Religião: Animismo, cristianismo, islamismo
  • Idioma: Inglês, árabe e línguas regionais
  • Pontuação: 43


POPULAÇÃO
13,3 MILHÕES


POPULAÇÃO CRISTÃ
8,1 MILHÕES

O Sudão do Sul tem sido atormentado pela guerra civil, que começou logo após a independência, em 2013. No entanto, houve sinais de que essa guerra poderia estar chegando ao fim em 2020, porque um acordo de paz foi assinado em fevereiro, e a unidade do governo nacional foi estabelecida. 

Os dois principais grupos armados na guerra civil foram o Movimento Popular de Libertação do Sudão (SPLM, da sigla em inglês) e o Movimento Popular de Libertação do Sudão - em Oposição (SPLM-IO, da sigla em inglês). Houve inúmeros relatos de assassinatos, sequestros, agressões sexuais e outras violações de direito relacionadas à guerra civil. O fato de que os dois poderes opostos são apoiados pelos dois principais grupos tribais, os dinka (SPLM) e os nuer (SPLM-IO) tornou a guerra mais agressiva e complicada. 

Os cristãos são maioria na sociedade e sofrem mais com aos conflitos. Eles não podem comparecer aos cultos e adorar pacificamente. Os jovens não vão à escola porque vários grupos armados os recrutam. Meninas são sequestradas, agredidas sexualmente e forçadas por grupos armados a se casarem. Líderes cristãos que falam contras esses crimes e sobre os soldados mirins foram ameaçados e intimidados. 

Em julho de 2020, conforme relatado pela Associated Press, dois trabalhadores humanitários e quatro outros foram mortos a tiros. Conforme relatado pelo Departamento de Estado dos Estados Unidos no relatório de Liberdade Religiosa Internacional em 2020, “as atitudes religiosas dos trabalhadores em relação ao que eles declararam foram as forças que impulsionaram o conflito e os tornaram alvos”. 

Quase um terço da população do país adere a bruxaria tradicional e religiões africanas. A maioria dos chefes tribais opõem-se à conversão dos membros tribais ao cristianismo. Além disso, ameaçam com bruxaria e, em alguns casos, instigam ataques aos seguidores de Jesus. No entanto, houve um aumento na conversão de seguidores da religião tradicional ao cristianismo. Apesar desses fatores, o número de cristãos no país está crescendo. 

O Sudão do Sul caiu um ponto na Lista Mundial da Perseguição 2021. Embora a pressão média tenha se mantido no mesmo patamar de 5,7 pontos, o nível extremo de violência caiu de 15,6 para 15 pontos. Os principais tipos de perseguição são paranoia ditatorial, hostilidade etno-religiosa e corrupção e crime organizado. 

“As ONGs já estão sob crescente pressão administrativa e muitas vezes são objeto de execução arbitrária de regras e regulamentos. Há um número crescente de incidentes de assédio e violência contra elas.”

CONTATO DA PORTAS ABERTAS NO PAÍS

Tendências 

O desrespeito aos direitos humanos e a prevalência da impunidade continuou  

É um desafio para o governo reunir mais de 60 tribos, frequentemente rivais. A situação foi agravada pelo regime de ditadura. Outros fatores que ameaçam a vida de todos os cidadãos no Sudão do Sul, cristãos e não cristãos, são a seca e a impossibilidade de cultivar terras aráveis em áreas afetadas pela guerra civil. Isso resultou em uma crise alimentar, ameaçando quase metade da população do país. 

Em fevereiro de 2020, um novo governo de coalizão foi formado, que declarou o encerramento da guerra civil. O fim dos conflitos deve resultar em uma melhoria para os cristãos e as atividades na igreja. Contudo, os nove últimos anos mostraram que a impunidade, a anarquia e o total desrespeito aos direitos humanos tornaram-se um padrão. A formação do governo de unidade, mesmo embora sinalize o fim da guerra civil, não resulta na proteção dos direitos e na responsabilidade. O país precisa de uma mudança profunda na cultura e na vontade do governo, mas isso é improvável de ser alcançado a curto prazo. 

A República do Sudão do Sul, anteriormente conhecida como Sudão Meridional, é um país sem litoral no centro-leste da África, que é parte da sub-região das Nações Unidas na África Oriental. A atual capital é Juba, que é também a maior cidade, mas há planos de mudá-la, no futuro, para Ramciel, localizada de forma mais central. O Sudão do Sul faz fronteira com a Etiópia a leste, Quênia a sudeste, Uganda ao sul, República Democrática do Congo a sudoeste, República Centro-Africana a oeste e a República do Sudão ao norte. Inclui a vasta região pantanosa de Sudd, formada pelo Nilo Branco e conhecida localmente como Bahr al Jabal.

O Sudão do Sul se tornou um estado independente em 9 de julho de 2011, após um referendo que foi aprovado com 98,83% dos votos. É um Estado membro das Nações Unidas, da União Africana e da Autoridade Intergovernamental para o Desenvolvimento. Em julho de 2012, o Sudão do Sul assinou as Convenções de Genebra.

O Sudão do Sul tem uma população estimada de pouco mais de 13 milhões e a economia é predominantemente rural, dependendo principalmente da agricultura de subsistência. Perto de 2005, a economia começou uma transição da dominância rural e áreas urbanas do Sudão do Sul viram um extenso desenvolvimento. Entretanto, a região ainda sofre as consequências das duas duradouras guerras civis: a Primeira Guerra Civil Sudanesa (1955-1972), em que o governo sudanês lutou contra o exército rebelde Anya Nya, e a Segunda Guerra Civil Sudanesa (1985-2005) em que o governo sudanês lutou contra o Exército Popular de Libertação do Sudão (SPLA/M, da sigla em inglês). Diferente do conflito civil dos anos 1960 e 1970, a insurgência nos anos 1980 e 1990 obteve um caráter de confronto mais religioso. Devido aos muitos anos de guerra, o país sofreu sérias negligências, uma falta de desenvolvimento de infraestrutura, grande destruição e alto índice de desabrigados. Mais de 2,5 milhões de pessoas foram mortas e milhões se tornaram deslocadas internas ou refugiadas.

Logo após a independência, o conflito entre os dois líderes da independência, o presidente Salva Kiir e o vice-presidente Riek Machar, levou ao surgimento de uma guerra civil em 2013. Os dois líderes conseguiram apoio dos dois maiores grupos étnicos no país, os dinka e nuer, respectivamente. A atual guerra civil no Sudão do Sul levou a um grande desastre socioeconômico e à morte de aproximadamente 40 mil pessoas. Em 12 de setembro de 2018, as duas facções assinaram um acordo para o fim da guerra civil. Entretanto, há múltiplas questões não resolvidas após o acordo e há algumas áreas no país onde a guerra civil continua acontecendo. Muitos outros acordos foram assinados, mas não foram honrados pelas partes envolvidas. Finalmente, em fevereiro de 2020, uma unidade governamental foi formada e o fim da guerra civil (2013-2019) foi declarado. Espera-se que isso acabe com as hostilidades entre os nuer e os dinka.

O cristianismo foi muito influente na região do Sudão a partir do século 4. Por quase um milênio a maioria da população foi cristã. Os cristãos sofreram quando a invasão árabe trouxe o islamismo e gradualmente islamizou a parte nordeste do Sudão, no século 15. Após a derrota do autoproclamado islamismo Mahdi e seus apoiadores pela Grã-Bretanha em 1898, muitos grupos cristãos entraram no país. Católicos romanos, anglicanos pela Church Missionary Society e presbiterianos americanos também vieram da base no Egito. A Anglican Sudan United Mission, a Africa Inland Mission, e Servindo em Missão seguiram esse movimento. Diversas igrejas iniciadas na África também começaram a se estabelecer.

  • Muitos cristãos que se posicionam contra o governo e voluntários em ajuda humanitária cristã são mortos pelo governo. Interceda pelas famílias que perderam entes queridos e peça ao Senhor por segurança.
  • Apresente os cristãos que vivem em regiões indígenas, para que eles testemunhem do evangelho apesar da pressão dos líderes tribais.
  • Ore em favor das autoridades do governo, para que haja mais tolerância no país.

Grupos rebeldes têm como alvo líderes de igrejas que falam contra atrocidades no país

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