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Territórios Palestinos

PS
Territórios Palestinos
  • Tipo de Perseguição: Opressão islâmica, nacionalismo religioso, opressão do clã, paranoia ditatorial
  • Capital: Jerusalém Oriental
  • Região: Oriente Médio
  • Líder: Mahmoud Abbas
  • Governo: República parlamentarista
  • Religião: Islamismo, judaísmo, cristianismo
  • Idioma: Árabe, hebraico, inglês
  • Pontuação: 58


POPULAÇÃO
5,2 MILHÕES


POPULAÇÃO CRISTÃ
45,8 MIL

Gaza é governada pelo Hamas, islâmico conservador, e a Cisjordânia é governada pelo Fatah, mais moderado. Pelo menos 60% da Cisjordânia está sob controle completo de Israel. O nível de perseguição nas duas áreas é diferente. Em Gaza, a perseguição é mais intensa pois há mais militantes islâmicos conservadores do que na Cisjordânia. 

Convertidos do islã ao cristianismo carregam o peso da perseguição de suas famílias, enquanto é difícil para eles se conectarem às igrejas existentes. A influência do islamismo radical está presente dentro da sociedade e igrejas históricas têm que ser diplomáticas em sua abordagem em relação aos muçulmanos. Assédio de líderes da igreja por judeus radicais também ocorre. Cristãos não afiliados com as principais igrejas históricas, por vezes, enfrentam oposição dos judeus sobre questões teológicas. No entanto, esse tipo de problema também ocorre entre grupos não tradicionais da igreja. 

A queda de dois pontos na pontuação na Lista Mundial da Perseguição 2021 dos Territórios Palestinos foi, principalmente, resultado da queda na pontuação de violência, de 3,1 para 0,9 pontos. Menos incidentes foram relatados. As medidas restritivas contra a COVID-19, provavelmente, desempenharam um papel importante para essa queda, já que os Territórios Palestinos ficaram em lockdown várias vezes e os palestinos foram orientados a ficar em casa.  

A pressão geral sobre os cristãos permaneceu em nível alto. Os principais tipos de perseguição são opressão islâmica, nacionalismo religioso, opressão do clã e paranoia ditatorial. Todas as comunidades cristãs lutam com restrições de viagem e outras limitações impostas pelas autoridades israelenses. Os cristãos na Palestina dizem que a ocupação causa muitas dificuldades nos aspectos econômicos e sociais. 

“Para a maioria dos novos convertidos, é uma combinação: eles experimentam um toque de Deus em um sonho ou visão e então alguém vem para explicar para eles pessoalmente. Mas geralmente é Deus quem faz o primeiro movimento.”

NADIA (PSEUDÔNIMO), CRISTÃ EX-MUÇULMANA NOS TERRITÓRIOS PALESTINOS

Tendências 

O fim da agitação Israel-Palestina não está à vista 

Sem qualquer esperança de uma solução política sustentável para o conflito com Israel, surtos de agitação israelense e palestina são prováveis de continuar em Gaza e, em certa medida, na Cisjordânia nos próximos anos. Construção e reforma da nação são dificultadas por divisões entre o Hamas e o Fatah, entre outros fatores. As tentativas de reconciliação entre ambas as partes têm falhado.  

Novas eleições legislativas e presidenciais estavam previstas para a primavera de 2021, que seriam as primeiras eleições desde 2006, mas foram adiadas e não existe uma previsão de novas eleições. Uma das preocupações mais urgentes no momento é a sucessão do presidente em exercício Abbas. Ele está envelhecendo e supostamente tem problemas de saúde e não parece haver um roteiro claro para sua sucessão. Se ele morrer, as possíveis consequências são imprevisíveis, o que poderia facilmente levar a mais conflitos internos. 

Cristãos palestinos continuam a emigrar 

Como o processo de paz parece improvável, a chance de novos surtos de violência permanece alta. Em particular em Gaza, a situação socioeconômica é ruim: o desemprego é alto, há apenas eletricidade por algumas horas por dia e a área está superlotada. A pequena minoria cristã quase não tem perspectivas futuras.  

A situação socioeconômica na Cisjordânia está melhorando, mas o desemprego é uma questão importante lá também. No entanto, o maior desafio para todos os habitantes dos Territórios Palestinos é a falta de esperança para uma solução política para o conflito. Assim, a situação atual poderia facilmente levar a um surto de violência. Essa insegurança afeta a qualidade de vida de todos os palestinos, inclusive cristãos, levando a uma contínua emigração desses. De acordo com alguns cristãos palestinos, se a situação atual continuar, não haverá mais cristãos lá em uma geração. 

Os Territórios Palestinos são marcados pelo conflito atual entre palestinos e israelenses e as tensões entre os rivais Fatah, na Cisjordânia, e Hamas, em Gaza. Enquanto o Hamas continua rejeitando qualquer relação com Israel, o Fatah (e, portanto, as autoridades palestinas) escolheu cooperar com os israelenses, pelo menos no nível de segurança. Isso resulta na vida de palestinos da Cisjordânia sendo severamente limitada pelas seguranças israelenses e medidas de separação, enquanto os de Gaza são quase completamente isolados. 

Recentes eventos notáveis incluem a mudança da embaixada norte-americana de Tel Aviv para Jerusalém em maio de 2018, o que coincidiu com a comemoração dos 70 anos do estabelecimento do Estado de Israel, em 1948. Para os palestinos, essa mudança acabou com qualquer esperança que restava de que os Estados Unidos pudessem ser um mediador de paz imparcial para o fim do conflito. Para eles, o movimento coincidiu com a comemoração dos 70 anos da Nakba, em 15 de maio de 2018 (Nakba significa “desastre” em árabe, termo usado para se referir aos eventos que ocorreram durante o estabelecimento do Estado de Israel, em 1948, quando 700 mil palestinos perderam suas casas). A comemoração foi usada em Gaza para organizar a “Marcha do Grande Retorno”, um protesto de uma semana na fronteira, que continuou em 2019, em que pelo menos 250 manifestantes foram mortos por forças israelenses. 

Violência e represálias entre Gaza e Israel continuam. Aproximadamente 700 foguetes foram lançados em maio de 2019, seguidos por ataques de represália israelenses, o que resultou na morte de quatro israelenses e 23 palestinos. Durante 2020, o Hamas e outros grupos lançaram foguetes de Gaza para Israel em diversas ocasiões, com o exército israelense respondendo de acordo. Entretanto, o controle de Israel em Gaza permanece muito rígido. 

Em comparação a Gaza, a Cisjordânia tem permanecido relativamente calma devido às melhores condições e pela cooperação segura entre Israel e as autoridades palestinas. Entretanto, a calma pode ser superficial. Muitos na Cisjordânia também perderam todas as esperanças de um dia alcançar um Estado palestino e um futuro melhor: muitos não acreditam mais que o governo israelense realmente queira a paz e uma solução para ambos os Estados. 

CENÁRIO POLÍTICO E LEGAL 

Após os islâmicos do Hamas vencerem a maioria decisiva nas eleições parlamentares de 2006, uma unidade nacional do governo foi formada, incluindo membros do Hamas e do Fatah. As tensões sob controle das forças de segurança palestinas levaram a uma guerra civil em Gaza, em que o Hamas tomou o poder à força, em 2007. Desde então, há duas administrações rivais às autoridades palestinas. A relação entre os dois partidos políticos é caracterizada por desconfiança mútua, revelando a influência do tribalismo e a rivalidade de clãs entre a comunidade árabe palestina. Adeptos de um grupo são presos e torturados pelos membros do outro. Ao longo dos anos, houve uma série de tentativas de reconciliação, por exemplo, em outubro de 2017. 

Em março de 2019, o presidente Abbas indicou Mohammad Shtayyeh para ser o novo primeiro-ministro. Shtayyeh tentou unir e incluir todas as facções políticas, exceto o Hamas, indicando que as autoridades palestinas agora desistiram da ideia de um governo unido. Desse modo, os Territórios Palestinos parecem definidos em se manter sob dois governos com um crescente grau de separação entre Cisjordânia e Gaza. 

Ambos os governos são acusados de serem repressivos. A organização não governamental Anistia Internacional escreveu: “As autoridades palestinas na Cisjordânia e o Hamas, a administração real da Faixa de Gaza, continuam as repressões à liberdade de expressão e reuniões pacíficas. Forças palestinas na Cisjordânia e Gaza usaram prisões arbitrárias e detenção contra pessoas que criticaram as autoridades às quais elas se reportam. Torturas e outros maus-tratos de detentos permanecem comuns e são cometidos com impunidade sob ambas as autoridades”. 

Gaza é comandada pelo partido político islâmico Hamas e a Cisjordânia é governada pelo partido mais moderado, Fatah. Ao menos 60% da Cisjordânia está sob controle israelense. O nível de perseguição nas duas áreas é diferente. Em Gaza, onde a perseguição é mais intensa, militantes e a sociedade conservadora islâmica atuam em um papel mais significativo do que na Cisjordânia.  

O Fatah e o Hamas tentam manter o poder de todas as formas. A liberdade de expressão e, portanto, a liberdade de religião é limitada; se líderes da igreja criticarem as autoridades ou as regras islâmicas, pode haver consequências negativas, especialmente em Gaza. Cristãos também enfrentam pressão do controle governamental israelense; por exemplo, líderes de igrejas em Jerusalém precisam operar cuidadosamente para não perder privilégios como acesso fácil para obtenção de vistos e permissões.  

Cristãos são tradicionalmente envolvidos em movimentos nacionalistas e no Fatah. A maioria dos cristãos apoia as facções em suas questões contra as autoridades israelenses e enfrentam dificuldades. No entanto, sem eleições por muitos anos, a legitimidade democrática do governo é baixa.  

Cristãos palestinos relatam que o controle de Israel na Cisjordânia e a mão firme com Gaza causam mais pressão em suas vidas. Essa pressão vem do controle externo de Israel. Um exemplo disso são as restrições em todas as fronteiras (exceto a de Gaza com o Egito), além do sistema de autorização para entrar em Israel e viajar entre Gaza e Cisjordânia, o que limita a possibilidade de visita aos lugares santos em Jerusalém. Além disso, há a pressão do controle interno de Israel de aproximadamente 60% da Cisjordânia (territórios pertencentes à Área C sob os acordos de Oslo), uma área que separa todas as regiões controladas pelas autoridades palestinas. Pontos de controle internos na Cisjordânia são usados para controlar a área e proteger os assentamentos israelenses na Cisjordânia. Esse controle cria insegurança, limita o desenvolvimento econômico e a liberdade de movimento, por isso o isolamento da comunidade cristã dentro da Cisjordânia. 

Sem esperança para a situação política, muitos cristãos não veem um futuro para eles mesmos nos Territórios Palestinos e emigram para outras partes do mundo. O controle israelense da Cisjordânia é ligado à visão de que a Cisjordânia é parte da Israel bíblica que pertence apenas aos judeus. O sentimento geral entre os não judeus, incluindo cristãos palestinos, é que eles não têm espaço para viver uma vida digna na Cisjordânia.  

CENÁRIO RELIGIOSO 

A grande maioria dos palestinos é aderente ao islamismo sunita, com cristãos totalizando apenas 0,9% da população. Todas as comunidades cristãs têm dificuldade com restrições para viajar e outras limitações impostas pelas autoridades israelenses. Cristãos locais palestinos dizem que a ocupação causa muitas dificuldades econômicas e sociais. Convertidos do islamismo para o cristianismo enfrentam a perseguição da família, enquanto é difícil para eles se conectarem com igrejas existentes.  

A influência da ideologia radical islâmica está crescendo e igrejas históricas precisam ser diplomáticas em sua abordagem com muçulmanos. O assédio a líderes de igrejas por judeus radicais também ocorre. Cristãos não afiliados às principais igrejas históricas às vezes enfrentam oposição referente a questões teológicas e o problema do “roubo de ovelhas”. Entretanto, esse tipo de questão também ocorre entre grupos de igrejas não tradicionais.  

A organização de defesa da liberdade religiosa dos cristãos Middle East Concern escreveu: “Alguns dos desafios enfrentados pelos cristãos na Palestina variam por área, de acordo com autoridades governamentais. Nos últimos anos, comunidades cristãs na Cisjordânia têm desfrutado de boa reputação na sociedade e uma significativa diminuição da restrição à liberdade religiosa do que comunidades cristãs na Faixa de Gaza, que é governada pelo Hamas, partido mais islâmico. Há representação garantida de cristãos no Conselho Legislativo (embora o Conselho não se reúna desde 2007), e os prefeitos de Belém e Ramala devem, por decreto, ser cristãos. Algumas restrições são aplicadas para comunidades cristãs reconhecidas, especialmente para atividades que sejam interpretadas como proselitismo. Há forte pressão familiar e social contra aqueles que escolhem deixar o islamismo e, em casos extremos, podem enfrentar respostas violentas de membros da família”. 

O número de cristãos em Gaza é de menos de mil. Apesar do fato de que deixar a Faixa de Gaza é quase impossível devido às restrições israelenses, com o tempo, o número total de cristãos tem diminuído tanto em Gaza quanto na Cisjordânia devido à emigração e baixas taxas de natalidade. Um raio de esperança é pequeno, mas cresce o número de convertidos do islamismo para o cristianismo. 

Como no resto do Oriente Médio, a religião é ligada à identidade familiar. Portanto, deixar o islamismo é interpretado como traição à família. No geral, familiares colocam forte pressão social nos convertidos para fazê-los voltar ao islamismo, deixar a religião ou silenciá-los sobre a nova fé. Em muitos casos, convertidos são afastados da família como resultado da nova fé.  

CENÁRIO ECONÔMICO 

Embora Cisjordânia e Gaza sejam parte dos Territórios Palestinos, suas diferenças são consideráveis, especialmente desde 2001, o ano em que dois governos separados surgiram. A vida diária em Gaza é fortemente influenciada pelo bloqueio econômico egípcio e israelense desde 2007, quando o Hamas tomou o poder. A taxa de desemprego aumentou para 49% em Gaza e diminuiu para 15% na Cisjordânia (Banco Mundial 2020). Em Gaza, 38% dos habitantes vivem na pobreza, enquanto o número é de 22% para os da Cisjordânia (estimativa do Banco Mundial 2014). Segundo consta, o desemprego na Cisjordânia é mais alto na área de Belém (cerca de 30%), onde 44% de todos os cristãos palestinos vivem. Há até mesmo diferenças no nível legislativo: o código legal em Gaza segue a lei egípcia, enquanto na Cisjordânia segue a lei da Jordânia — apesar de leis aprovadas para unificar ambos os códigos. 

A crise da COVID-19 piorou as dificuldades econômicas existentes de forma significativa. Diversos lockdowns dentro dos Territórios Palestinos prejudicaram a economia local, mas, sobretudo, os lockdowns em Israel acabaram com milhares de empregos de palestinos em Israel, o que é um dos pilares da economia palestina. A indústria do turismo entrou em colapso total, afetando muitos cristãos que dependem do turismo para seu sustento, principalmente na área de Belém, onde a maioria dos cristãos vive. Segundo informações, 9 de cada 10 empregados no setor do turismo são cristãos. Portanto, o aumento da pobreza entre cristãos palestinos foi relatado.  

CENÁRIO SOCIOCULTURAL 

A sociedade palestina é conservadora, com o tribalismo tendo um papel importante. Isso afeta diretamente as possibilidades para muçulmanos se tornarem cristãos. Se afastar do islamismo não é visto apenas como uma troca de lealdade à religião, mas também como uma troca em direção a uma nova identidade. A conversão é vista como dar as costas para a própria família e aos valores individuais. Então, a conversão é um ato de desrespeito em uma sociedade em que a honra da família é um elemento-chave.  

O Hamas implementa medidas de islamização em Gaza de tempos em tempos. Uma “campanha da virtude” foi lançada em janeiro de 2013 para controlar as roupas das mulheres; o hijab (véu islâmico) tornou-se obrigatório nas escolas de Ensino Médio e mulheres foram banidas de trabalhos como cabeleireiras. Essas duas últimas medidas foram revertidas após resistência da população local, do Ocidente e de ativistas dos direitos humanos. Entretanto, tentativas similares de islamização foram relatadas novamente em outubro de 2018. 

A situação em Gaza geralmente é vista como sem esperanças; há um sentimento de que ninguém no mundo se importa e a influência das forças islâmicas politizadas são vistas como inevitáveis. Na verdade, Gaza permanece um solo fértil para o recrutamento de grupos militantes violentos e a radicalização da juventude é uma ameaça real. 

Há mais palestinos vivendo em exílio do que nos Territórios Palestinos. Muitos ainda vivem em campos de refugiados estabelecidos no despertar das guerras entre árabes e israelenses de 1948 e 1967. Hoje, de 5 a 6 milhões de refugiados palestinos podem ser encontrados em campos semipermanentes na Jordânia, Líbano, Síria e até mesmo nos próprios Territórios Palestinos. Números exatos, definições de refugiado e a responsabilidade pelo êxodo são fortemente disputados; líderes militares e políticos árabes e israelenses são culpados pela situação. As condições socioeconômicas nos campos geralmente são de pobreza, com alta densidade populacional e infraestrutura básica insuficiente. O destino desses refugiados também é uma questão muito controversa. Os países hospedeiros não estão preparados para assimilá-los e, para Israel, o retorno constituiria um perigo demográfico ao Estado judeu. 

Desde os primórdios da igreja cristã no século 1, há cristãos que vivem na região. Embora a igreja nem sempre tenha desempenhado um papel positivo na área, como por exemplo durante as Cruzadas, sempre houve a presença de cristãos de todos os tipos de denominações e nacionalidades. No século 7, os exércitos árabes invadiram e, a partir do século 9 em diante, cristãos se tornaram uma minoria, vivendo sob autoridade islâmica. Desde que pagassem a jizya, uma taxa para não muçulmanos, e não evangelizassem muçulmanos, era permitido que os cristãos praticassem a religião. 

Após as Cruzadas, monges franciscanos ficaram para manter as igrejas e lugares religiosos. Até o século 19, a maioria dos cristãos pertencia à Igreja Ortodoxa Grega. Durante o século 19, missionários católicos romanos e gregos, e protestantes luteranos e anglicanos chegaram à Terra Santa e começaram a trabalhar principalmente entre cristãos ortodoxos. Isso mudou fundamentalmente o cenário da igreja. Embora a Igreja Ortodoxa Grega permaneça a maior denominação, a Igreja Católica Romana, com suas conexões com o Ocidente, é mais influente. Teólogos protestantes bem conhecidos surgiram, como Naim Ateek (anglicano) e Mitri Raheb (luterano). Várias igrejas evangélicas não tradicionais foram estabelecidas durante as últimas décadas. 

Convertidos do islamismo para o cristianismo têm crescido em número ao longo dos anos, mas as conversões permanecem um tópico muito sensível, principalmente porque a religião está ligada à identidade familiar. Deixar a religião da família ainda é visto como traição ao elemento mais fundamental na sociedade tribal palestina, a própria família da pessoa. Cristãos ex-muçulmanos são geralmente colocados em problemas e perseguidos por seus parentes. 

Criança cristã que participa da escola dominical

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