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Uganda

UG
Uganda
  • Tipo de Perseguição: Opressão islâmica, paranoia ditatorial
  • Capital: Kampala
  • Região: Sul e Leste da África
  • Líder: Yoweri Kaguta Museveni
  • Governo: República presidencialista
  • Religião: Cristianismo, islamismo
  • Idioma: Inglês, suaíli, luganda, línguas nigero-congolesas, línguas nilo-saarianas e árabe
  • Pontuação: 51


POPULAÇÃO
48,6 MILHÕES


POPULAÇÃO CRISTÃ
41,3 MILHÕES

DOAR AGORA

R$

* Em breve este perfil será atualizado com informações referentes à Lista Mundial da Perseguição 2023.  

Como é a perseguição aos cristãos em Uganda? 

O bullying e o assédio aos cristãos se tornaram muito comuns nas partes orientais do país. Principalmente para os convertidos do islamismo, o fato de possuir materiais cristãos ou discutir a fé cristã com membros da família e comunidade, tem, muitas vezes, levado à expulsão, ataques físicos graves e até mortes. Além disso, há relatos de ataques de multidões a igrejas e cristãos, bem como a ex-muçulmanos. 

“Eu era casada com um homem muçulmano. Ele me encorajou a me tornar uma muçulmana. Quando eu recusei, ele queria matar a mim e meus filhos.”

JAY (PSEUDÔNIMO), CRISTÃ EM UGANDA 

O que mudou este ano? 

A situação dos cristãos no país está se tornando complicada; a influência do grupo radical islâmico ADF está afetando a atitude da minoria muçulmana (11,7%), especialmente dos líderes religiosos muçulmanos. Cristãos enfrentam dificuldades particularmente na parte leste do país, onde muçulmanos radicais são conhecidos por atacar igrejas e cristãos. A maioria dos convertidos tem que suportar muitas formas de perseguição orquestradas por membros da família e anciãos/líderes da comunidade. A paranoia ditatorial e a corrupção e crime organizado também desempenham um forte papel em tornar a perseguição uma realidade no país. 

Quem persegue os cristãos em Uganda? 

O termo “tipo de perseguição” é usado para descrever diferentes situações que causam hostilidade contra cristãos. Os tipos de perseguição aos cristãos em Uganda são: opressão islâmica e paranoia ditatorial. 

Já as “fontes de perseguição” são os condutores/executores das hostilidades, violentas ou não violentas, contra os cristãos. Geralmente são grupos menores (radicais) dentro do grupo mais amplo de adeptos de uma determinada visão de mundo. As fontes de perseguição aos cristãos em Uganda são: cidadãos e quadrilhas, parentes, grupos religiosos violentos, líderes religiosos não cristãos e oficiais do governo. 

Quem é mais vulnerável à perseguição em Uganda? 

A perseguição é mais forte no Leste de Uganda, especialmente para os convertidos de origem muçulmana. 

Como as mulheres são perseguidas em Uganda? 

De acordo com fontes locais, as mulheres em Uganda são geralmente vistas como inferiores aos homens. Em algumas tribos, mulheres não podem comer certos alimentos, como frangos ou ovos, o que pode levar à desnutrição desproporcional entre meninas e mulheres. De acordo com estatísticas da ONU, 30% das meninas de 15 a 49 anos experimentaram violência física ou sexual em um período de 12 meses. Pouquíssimos casos de violência sexual resultam em condenação, promovendo uma cultura de impunidade. Nesse contexto, as cristãs ugandenses enfrentam pressão tanto pelo gênero quanto pela fé. 

Meninas e mulheres cristãs são particularmente vulneráveis a abuso sexual, incluindo estupro. Houve vários relatos de violência sexual nos últimos anos. No período de pesquisa da Lista Mundial da Perseguição 2022, foi dado um exemplo de quatro mulheres sendo violentadas sexualmente a caminho de casa após as orações da noite. Em escolas secundárias, várias gangues estão operando. Grupos notáveis incluem os “Caçadores de Virgens”, que visam particularmente meninas virgens ou cristãs inocentes. Os ataques sexuais deixam as vítimas envergonhadas, constrangidas e relutantes em contar suas provações. 

Mulheres convertidas enfrentam intensas dificuldades familiares e sociais, correndo o risco de serem submetidas a casamento forçado, divórcio forçado, prisão domiciliar, prisão, violência doméstica e abandono por parte da família. Casamentos forçados com muçulmanos geralmente ocorrem como uma tentativa de fazer com que uma convertida retorne ao islã. Outras são atraídas mais sutilmente para o casamento por incentivos financeiros ou pela promessa de bolsas de estudo. Em Bufumbo, Mbale, uma área de domínio muçulmano, meninos supostamente fogem com meninas cristãs, as engravidam e depois as forçam a se casar. Uma vez nesses casamentos, as mulheres têm pouco poder para participar de momentos de comunhão como cristãs. 

O trauma da perseguição às mulheres tem um impacto de longo prazo sobre elas, sua família e comunidade. Um especialista do país resumiu da seguinte forma: “Mulheres e meninas normalmente sofrem traumas emocionais. Isso pode fazer com que elas se sintam desajustadas por toda a vida e com que isso se torne um ciclo que afeta a próxima geração e a comunidade em geral”. 

Como os homens são perseguidos em Uganda? 

Homens cristãos ugandenses enfrentam desafios violentos e não violentos devido a sua fé. Isso inclui restrições de viagem, abuso verbal, ameaças de familiares e discriminação no local de trabalho (com funcionários sendo marginalizados e promoções negadas, a menos que se convertam ao islã). Desafios mais violentos incluem agressão física, sequestro, prisão, violência doméstica e confisco de propriedade. As pressões são particularmente altas no Leste do país. 

Líderes de igreja são especialmente visados. Eles são falsamente acusados de crimes, agredidos fisicamente e ameaçados. Um pastor foi sequestrado por oficiais e interrogado sobre seu suposto envolvimento com terrorismo. Convertidos ao cristianismo também enfrentam uma pressão considerável da família e das comunidades vizinhas. Eles podem ser forçados a sair da casa da família e serem completamente rejeitados pelos pais. 

Enquanto as mulheres geralmente são vítimas de sedução direcionada, meninos e homens também enfrentam níveis mais baixos disso, sendo seduzidos para o casamento e depois forçados a se converter. Finalmente, os homens cristãos são comumente afetados pela participação forçada em cerimônias tradicionais. Entre os gishu, por exemplo, meninos cristãos são obrigados a realizar certos rituais durante os ritos de circuncisão, mesmo quando são contra sua fé cristã. 

Como posso ajudar os cristãos perseguidos em Uganda?  

Além de orar por eles, você pode ajudar de forma prática doando para os projetos da Portas Abertas de apoio aos cristãos perseguidos. Doando para esta campanha, sua ajuda vai para locais onde a necessidade é mais urgente. 

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Pedidos de oração de Uganda 

  • Peça a Deus pela segurança dos cristãos em Uganda, já que muitos têm sido mortos após se converterem. 
  • Interceda pelas famílias das vítimas e clame a Deus por consolo e encorajamento. 
  • Ore a Deus para que os cristãos convertidos do islamismo experimentem a paz do Senhor, mesmo em meio às perseguições. 

O começo da história de Uganda, como boa parte dos países da África Subsaariana, é uma saga de movimentos de pequenos grupos de agricultores e pastores ao longo dos séculos. E meados do século 19, quando os primeiros visitantes não africanos entraram na região após se tornar o Protetorado de Uganda, havia diversas línguas distintas e culturas no território. Em 1875, Henry Morton Stanley, explorador britânico-americano, chegou a Buganda. Em 1890, a Companhia Imperial Britânica da África Oriental concordou em administrar a região em nome do governo britânico. 

Em 1962, Uganda conquistou a independência da Grã-Bretanha, e os reinos tradicionais de Ankole, Buganda, Bunyoro e Toro receberam status federal e certa autonomia. Felizmente, a luta pela independência não tomou um rumo sangrento como no Quênia ou na Argélia; no entanto, não foi fácil, pois a Grã-Bretanha não estava disposta a renunciar a uma de suas colônias mais prósperas. Dr. Milton Obote, do Congresso do Povo de Uganda (UPC, da sigla em inglês), tornou-se primeiro-ministro. Em 1967, Obote aboliu os reinos e assumiu o cargo de presidente e primeiro-ministro. 

Em 1971, enquanto o presidente Obote participava de uma reunião da Commonwealth em Cingapura, o general Idi Amin Dada conduziu um golpe que eficazmente derrubou o regime de Obote. Idi Amin expulsou asiáticos do país e conduziu massacres especialmente contra civis e soldados acholi e lango. Sob a liderança de Amin, Uganda tornou-se muito repressiva, com execuções extrajudiciais e em massa se tornando comuns. Em 1978, o exército de Uganda invadiu a faixa de Kagera, na Tanzânia. Isso foi visto como um ato de agressão pela Tanzânia, que invadiu o país em 1979. Idi Amin foi derrotado e fugiu do país para a Arábia Saudita via Líbia. 

Milton Obote aproveitou a oportunidade e voltou ao país, venceu a eleição presidencial seguinte e reassumiu o poder. Durante este tempo, Obote tentou revitalizar a economia com a ajuda internacional, mas foi derrubado por outro golpe em 1985. Em 1986, um líder da guerrilha Exército de Resistência Nacional (NRA, da sigla em inglês), Yoweri Museveni, assumiu o controle do país, formou um governo de unidade nacional e permanece no poder como presidente desde então. O governo de Museveni não passou sem contestação, especialmente no Norte. O Exército de Resistência do Senhor (LRA, da sigla em inglês) lutou contra o exército ugandense e deslocou milhões de civis enquanto pretendia remover o regime de Museveni. No entanto, ele ainda é presidente após 35 anos no poder, derrotando doutor Besigye em 2016 e Bobi Wine em janeiro de 2021. Ele está no controle firme do país e usou as restrições da COVID-19 a seu favor para restringir ainda mais as forças da oposição. 

Como Uganda é um país sem litoral, no interior do continente africano, o cristianismo entrou na região relativamente tarde comparado a outras partes da África (especialmente as regiões costeiras). Os missionários protestantes chegaram primeiro à corte de Kabaka Muteesa (que reinou de 1856-1884) em 1877. A Igreja Católica Romana se estabeleceu no país em 1879. Outras denominações cristãs chegaram nos anos 1930 (e décadas seguintes), incluindo a Assembleia Pentecostal do Canadá, uma comunidade ortodoxa sob o Patriarcado Ortodoxo Grego de Alexandria, a Igreja Toda a África, a Igreja Nova Apostólica, os Adventistas do Sétimo Dia e a Igreja de Deus.  

Houve uma onda de perseguição aos cristãos em 1885-86 (incluindo assassinatos brutais) e mais tarde na década de 1970 sob o governo de Idi Amin. 

Uganda é um país de maioria cristã. A confiabilidade das estatísticas religiosas é contestada e líderes muçulmanos argumentam que sua presença é muito maior do que a estimativa do World Christian Database 2021, de menos de 12%. 

De acordo com o Departamento de Estado dos Estados Unidos, que cita o censo do governo de Uganda de 2014: “De acordo com estimativas oficiais do governo, os muçulmanos constituem 14% da população. O Conselho Supremo Muçulmano de Uganda estima que os muçulmanos (principalmente sunitas) estão próximos a 35% da população. Há também um pequeno número de muçulmanos xiitas, principalmente em Kampala e na parte oriental do país, sobretudo nos distritos de Mayuge e Bugiri”. 

Uganda recebeu cerca de 905 mil refugiados do Sudão do Sul em 2020 e 938 mil em 2021, com 19.210 novas chegadas de refugiados em 2020 e 30 mil em 2021. No Norte de Uganda, 32 mil foram deslocados por causa de combates entre forças do governo e o Exército de Resistência do Senhor; em 2011, a maioria das 1,8 milhão de pessoas que estavam em campos de deslocados internos no auge do conflito havia retornado para casa ou tinha sido reassentada, mas em 2018 muitas não encontraram soluções duradouras devido à violência intercomunitária, disputas de terra e ataques ao gado. 

Embora Uganda tenha sido popularizada no passado como “Uma Pérola da África” pelos britânicos, especialmente pelo livro de Winston Churchill "My African Journey" (1908), a população continua pobre, tendo sofrido guerra civil, má gestão e abusos de direitos humanos. 

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