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China

CN
China
  • Tipo de Perseguição: Opressão comunista e pós-comunista, paranoia ditatorial
  • Capital: Pequim
  • Região: Leste e Sudeste Asiático
  • Líder: Xi Jinping
  • Governo: Estado comunista
  • Religião: Budismo, cristianismo, ateísmo, islamismo, hinduísmo, judaísmo e religiões étnicas
  • Idioma: Chinês e dialetos
  • Pontuação: 74


POPULAÇÃO
1,4 BILHÃO


POPULAÇÃO CRISTÃ
96,7 MILHÕES

Como é a perseguição aos cristãos na China? 

A igreja na China continua a ter um forte crescimento; entretanto, a vida para os cristãos é tudo, menos simples. A política de sinização da igreja é implementada em todo o país, já que o Partido Comunista depende fortemente da identidade cultural chinesa para permanecer no poder e limita tudo o que percebe como uma ameaça ao seu controle sobre a sociedade. 

Novas restrições na internet, mídias sociais e organizações não governamentais, e regulamentos de 2018 sobre religião são estritamente aplicados e limitam a liberdade. Igrejas estão sendo monitoradas e fechadas, sejam elas independentes ou parte do Movimento Patriótico das Três Autonomias. E não é apenas a introdução de novas leis que afeta a atividade cristã, é também a implementação mais rigorosa de leis já existentes, como a proibição da venda on-line de Bíblias. 

Em um nível mais local, se um convertido do islamismo ou budismo for descoberto pela comunidade e família, é provável que enfrente ameaças e danos físicos – tudo em um esforço para reconquistá-lo. Os cônjuges podem ser forçados a se divorciar. Os vizinhos e a comunidade podem até relatar a prática de atividades cristãs às autoridades, que podem tomar medidas para impedi-los. 

“Não houve aviso prévio. Eles entraram, sentaram-se e interrogaram-me durante um dia inteiro sem intervalo. Mais tarde, descobri que eles questionaram muitos dos meus colegas também. Eles os pressionaram a fornecer informações sobre minhas atividades religiosas. Essa ação dramática e repentina me fez parecer uma criminosa!” 

Grace, cristã perseguida na China 

O que mudou este ano? 

A intensa pressão exercida cada vez mais sobre os cristãos pelo governo significa que a China saltou seis posições em relação à Lista Mundial da Perseguição 2020. Em apenas três anos, o país subiu 26 lugares, refletindo uma situação em rápida deterioração para os cristãos no país. 

Está ficando cada vez mais difícil evitar ter que se alinhar com a ideologia oficial, mesmo para igrejas filiadas ao Estado. Muitas igrejas que enfrentam controle rígido do Estado se reorganizaram e se dividiram em grupos menores – uma tática que nem sempre as salvou de intrusões. Há relatos de que em algumas regiões as autoridades usaram a pandemia da COVID-19 para manter as igrejas fechadas, mesmo depois de não ser mais necessário por motivos de saúde. 

Também tem havido um aumento de invasões e assédio a cristãos individuais e famílias. Milhares de igrejas foram danificadas ou destruídas, algumas confiscadas, em uma campanha que se espalhou por quase todas as regiões do país. As cruzes também foram removidas das igrejas. Enquanto isso, as leis sobre a regulamentação da religião, que foram introduzidas em fevereiro de 2018 e aprimoradas em fevereiro de 2020, continuam a ser mais rigorosamente implementadas e aplicadas em um número crescente de províncias. 

Há relatos de que cidadãos estão sendo recompensados financeiramente por divulgar informações sobre cristãos e outras minorias às autoridades. Isso reflete a determinação do Partido Comunista de exercer controle sobre todas as áreas da vida. 

É preciso lembrar que a China é vasta e a situação para os cristãos pode variar nas diferentepartes da nação. No entanto, a situação para os cristãos piorou em todo o país.  

Quem persegue os cristãos na China 

O termo tipo de perseguição é usado para descrever diferentes situações que causam hostilidade contra cristãos. Os tipos de perseguição aos cristãos na China são: opressão comunista e pós-comunista e paranoia ditatorial. 

Já afontes de perseguição são os condutores/executores das hostilidades, violentas ou não violentas, contra os cristãos. Geralmente são grupos menores (radicais) dentro do grupo mais amplo de adeptos de uma determinada visão de mundo. As fontes de perseguição aos cristãos na China são: oficiais do governo e partidos políticos. 

Quem é mais vulnerável à perseguição na China? 

Os convertidos de origem muçulmana ou budista provavelmente enfrentam a perseguição mais forte na China. A perseguição parte das famílias e comunidades locais. 

Os cristãos protestantes estão mais concentrados nas províncias de Henan e Zhejiang, e os cristãos católicos são numerosos em Hebei. Todos esses podem ser considerados pontos de atenção para a perseguição. No entanto, os cristãos enfrentam restrições e monitoramento em toda a China, com incidentes relatados em quase todas as províncias.  

Como as mulheres são perseguidas na China? 

Os líderes cristãos são um alvo na China. Visto que muitas igrejas, especialmente igrejas domésticas, são lideradas por mulheres, tanto homens quanto mulheres são afetados de forma semelhante pela perseguição. Se presas, as mulheres cristãs às vezes são violentadas sexualmente durante a prisão. 

Há casos de mulheres que deixaram os filhos na China e fugiram sozinhas para o exterior. Ao permanecerem na China, elas seriam presas e separadas dos filhos de qualquer maneira, portanto, fugir para o exterior é considerada a melhor solução. As mulheres convertidas do islã ou do budismo podem perder a custódia dos filhos e o direito de herança. Elas também podem enfrentar forte pressão para o divórcio.  

Como os homens são perseguidos na China? 

Assumir um papel de liderança na igreja coloca os homens em uma posição altamente vulnerável. Eles podem enfrentar abusos físicos nas mãos de policiais. Muitos são o principal provedor das famílias, portanto, a prisão ou a perda do emprego pode causar problemas financeiros para toda a família. 

Para muitos, ficar sob custódia por semanas ou meses e ser maltratado resulta em trauma físico. Em alguns casos, é impossível para eles voltarem ao trabalho. Em casos extremos – tanto para mulheres como para homens – é necessário um tratamento especial. 

O que a Portas Abertas faz para ajudar os cristãos na China? 

Portas Abertas apoia os cristãos perseguidos na China por meio de discipulado e treinamento de sobrevivência à perseguição, e fornece literatura cristã contextualizada para cristãos ex-muçulmanos e ex-budistas.  

Como posso ajudar os cristãos perseguidos? 

Além de orar por eles, você pode ajudar de forma prática doando para os projetos da Portas Abertas de apoio aos cristãos perseguidos. Doando para esta campanha, você permite que um cristão ex-budista, em um país asiático, receba capacitação para geração de renda durante dois meses.  



Pedidos de oração da China 

  • Peça ao Senhor para dar aos líderes da igreja sabedoria, discernimento e orientação enquanto lideram congregações à luz das restrições e vigilância crescentes. 
  • Eleve em oração todos os que deixaram a religião anterior para seguir a Jesus. Ore para que eles sejam protegidos de danos, fortalecidos na fé e capacitados em seu testemunho.
  • Peça ao Senhor que abra os olhos de quem ocupa cargos de autoridade para a inigualável beleza e poder do evangelho. 

Um clamor pela China

Pai celestial, estamos surpresos com o notável crescimento da igreja na China, apesar de anos de oposição e hostilidade. Nós louvamos ao Senhor pelo poder do evangelho. Encha os cristãos com sabedoria, discernimento e coragem enquanto procuram servi-lo em um ambiente cada vez mais monitorado. Capacite o testemunho deles e continue a edificar a igreja. Fortaleça e sustente seus filhos em todos os desafios. Amém. 

O presidente Xi Jinping assumiu o cargo em março de 2013 e em seus primeiros quatro anos de governo houve uma redução de liberdade sem precedentes. A abolição da limitação dos mandatos para presidência, em março de 2018, deu a ele uma posição que observadores consideram a mais forte desde Mao Zedong. Ao mesmo tempo, ele enfrentou grandes desafios, o primeiro e principal, em manter em curso o crescimento econômico. Entretanto, há também a evolução da guerra comercial com os Estados Unidos, a difícil implementação da iniciativa “Um Cinturão, Uma Estrada” e o crescimento da autoafirmação da vizinha Coreia do Norte.

A igreja na China é cada vez mais afetada pela nova abordagem do governo de intervir ativamente nos assuntos das igrejas ao invés de confiar na administração simples, independente de quais igrejas são aprovadas pelo governo ou não. Essas restrições ainda vêm de maneiras indiretas, como através da renovada ênfase à ideologia e retórica comunistas, mas o foco agora é claro em limitar o espaço de funcionamento das igrejas. Elas são pressionadas a adaptar seu ministério e são observadas mais de perto. Cada vez mais, as restrições são mais diretas e centenas de igrejas têm sido fechadas, forçadas a se unir com outras ou a se transformar em células. Uma vez que a igreja é a maior força social organizada e não controlada pelas autoridades comunistas, os cristãos são malvistos de qualquer maneira.

As regulações na religião, implementadas a partir de 1 de fevereiro de 2018, dão às autoridades provisões legais para orientações e intervenções de formas mais restritas.

O primeiro registro de cristãos na China está escrito em uma pedra do século 8 afirmando que cristãos chegaram à cidade de Xian em 635 d.C. Mais tarde, o cristianismo foi banido durante a dinastia Ming, mas cristãos fizeram novas incursões no país no século 16. Os protestantes chegaram em Macau com o missionário Robert Morrison em 1807.

Quando a República Popular da China foi criada, em 1949, o Partido Comunista assumiu e toda religião foi violentamente combatida, especialmente religiões vistas como estrangeiras, como o cristianismo. Os missionários cristãos estrangeiros precisaram deixar o país e, durante décadas, pouco se sabia sobre como os cristãos sobreviviam. Quando ocorreu a chamada Revolução Cultural (1966-1976), toda a sociedade foi virada de cabeça para baixo. Como uma surpresa para muitos, a fé cristã não só sobreviveu a todos os esforços para erradicá-la, mas tornou-se profundamente enraizada na sociedade chinesa. Apesar de todos os esforços de controle do governo, os cristãos e as igrejas ainda prosperam e, embora a perseguição pareça estar crescendo novamente, não é tão intensa e violenta quanto nos tempos da Revolução Cultural. Entretanto, alguns observadores argumentam que é a mais forte perseguição desde aqueles tempos.

Igrejas não registradas são independentes e organizadas em múltiplas redes informais, amplamente conhecidas como "igrejas subterrâneas" ou "igrejas domésticas". Contudo, esses termos são enganosos, pois elas não são necessariamente clandestinas ou encontram-se em casas.

A situação dos cristãos piorou em todo o país

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Uma organização cristã internacional que atua em mais de 60 países apoiando os cristãos perseguidos por sua fé em Jesus.

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