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Eritreia

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Eritreia
  • Tipo de Perseguição: Paranoia ditatorial, protecionismo denominacional, corrupção e crime organizado, opressão islâmica
  • Capital: Asmara
  • Região: Sul e Leste da África
  • Líder: Isaias Afewerki
  • Governo: República presidencialista
  • Religião: Islamismo, cristianismo
  • Idioma: Tigrinya, árabe, inglês, tigre, kunama, afar e outras línguas cushitas
  • Pontuação: 89


POPULAÇÃO
3,6 MILHÕES


POPULAÇÃO CRISTÃ
1,7 MILHÕES

DOAR AGORA

R$

Como é a perseguição na Eritreia?  

Cristãos na Eritreia continuam enfrentando perseguição extrema, o que torna o país um dos lugares mais difíceis do mundo para seguir a Jesus. 

Há 20 anos, a Eritreia reconhece apenas três denominações cristãs oficiais: ortodoxa, católica e luterana, e monitora de perto essas igrejas. Ao longo dos anos, forças de segurança do governo realizaram centenas de invasões de casa em casa para pegar outros cristãos. Acredita-se que existam cerca de mil cristãos detidos em prisões eritreias, não acusados oficialmente. Alguns líderes de igrejas “não oficiais” estiveram presos em condições terríveis por mais de uma década, incluindo confinamento solitário em celas minúsculas. 

As autoridades mantêm um estigma contra cristãos e encorajam vizinhos a espiar e denunciar uns aos outros. Aqueles que se tornaram cristãos de origem muçulmana, ou que saíram da Igreja Ortodoxa Eritreia para uma igreja não tradicional, enfrentam pressão extrema e perseguição da própria família e comunidade. 

Homens e mulheres cristãos e crianças de apenas 14 anos estão sendo recrutados para as forças armadas para lutar no conflito no Tigré. Não há limite de tempo no serviço militar e a Eritreia não permite objeção de consciência. Na verdade, muitas vezes, quando prisioneiros cristãos são libertos, ao invés de irem para casa, são enviados para o serviço militar. 

O nível muito alto de violência e perseguição sancionada pelo Estado contra cristãos força alguns a fugirem do país. Mas apesar de tudo isso, a igreja está crescendo, visto que os cristãos mostram coragem e alegria extremas e aceitam o risco de serem presos por Jesus. 

“Mesmo quando estamos em sofrimento, nós nos alegramos. Nossa alegria não é baseada no que nós temos ou não temos. Quando as pessoas veem isso, elas aceitam a Jesus.” 

Gideon, pastor da Eritreia 

O que mudou este ano? 

A violência contra cristãos aumentou levemente no último ano. Não há nenhuma esfera da vida em que a pressão aos cristãos não esteja em um nível extremo, e ela atingiu o nível máximo na igreja e vida pública — onde a política do governo é a principal responsável por exercer pressão. A reintegração da Eritreia à comunidade internacional após a suspensão das sanções da ONU não fez nenhum bem para os cristãos ou mesmo para o público geral em termos de liberdade. A situação na Eritreia permanece insustentável para muitos.  

Como em anos anteriores, forças de segurança do governo conduziram muitas invasões e centenas de cristãos foram levados para centros de detenção. Aqueles que foram soltos são, muitas vezes, soltos por um período temporário — ou são libertos para uma boa cobertura da imprensa internacional. Após a soltura dos centros de detenção, o indivíduo é obrigado a renunciar à religião cristã e se reportar à polícia local semanal ou mensalmente. A falha nos relatórios o levará a uma futura detenção. Muitos ficaram presos em condições severas por mais de dez anos e ainda estão definhando na prisão. 

Diversas violações ocorreram nos últimos 12 meses. Milhares de homens, mulheres e crianças de apenas 14 anos foram enviados para as linhas de frente do conflito no Tigré. Perto da virada do ano de 2021 para 2022, 25 jovens cristãos foram detidos em Barentu e Asmara. Um grupo de 13 cristãos também foi detido em Asmara enquanto celebrava o Natal. Em junho de 2022, mais de 150 cristãos foram detidos enquanto oravam na vizinhança de Godaif, em Asmara. “Essa quantidade é muito alta para um único encontro doméstico. Nós não apoiamos os atos deles”, disseram as autoridades. Em março de 2022, a polícia eritreia prendeu 29 cristãos evangélicos pentecostais e invadiu suas casas em Asmara enquanto estavam orando. Em setembro de 2022, forças de segurança eritreias entraram em Akrur Medhanealem, uma igreja católica e prenderam diversos jovens que estavam orando na igreja. As forças de segurança também prenderam diáconos, ministros da igreja e membros do coral durante a invasão à igreja, embora a Igreja Católica seja considerada uma das denominações cristãs “aceitas” na Eritreia. 

Quem persegue os cristãos na Eritreia? 

O termo “tipo de perseguição” é usado para descrever diferentes situações que causam hostilidade contra cristãos. Os tipos de perseguição aos cristãos na Eritreia são: paranoia ditatorial, protecionismo denominacional, corrupção e crime organizado e opressão islâmica.  

Já as “fontes de perseguição” são os condutores/executores das hostilidades, violentas ou não violentas, contra os cristãos. Geralmente são grupos menores (radicais) dentro do grupo mais amplo de adeptos de uma determinada visão de mundo. As fontes de perseguição aos cristãos na Eritreia são: oficiais do governo, partidos políticos, redes criminosas, líderes religiosos cristãos, cidadãos e quadrilhas, parentes, líderes religiosos não cristãos. 

Quem é mais vulnerável à perseguição na Eritreia? 

Cristãos por toda a Eritreia enfrentam constante perseguição sancionada pelo Estado. Os cristãos de origem muçulmana ou que deixaram a Igreja Ortodoxa Eritreia enfrentam a opressão mais severa de todos os lados, já que suas comunidades e famílias também se voltam contra eles. 

Como as mulheres são perseguidas na Eritreia? 

Mulheres que se convertem do islamismo ao cristianismo podem ser acusadas de desonrar suas famílias e correm o risco de serem forçadas a se casar com um muçulmano com objetivo de suprimir a nova fé e forçá-las a aderir ao islamismo novamente. Mulheres casadas que se tornam cristãs provavelmente enfrentarão prisão domiciliar ou se divorciarão e perderão acesso aos filhos e às finanças. 

As mulheres estão sujeitas ao serviço militar na Eritreia, e os campos de treinamento militar são lugares de controle extremo. Mulheres cristãs podem esperar violência de seus comandantes e muitas fogem do país para evitar o recrutamento. 

As centenas de mulheres cristãs detidas indefinidamente em prisões da Eritreia estão em risco constante de violência, assédio e abuso sexual de guardas da prisão. 

Como os homens são perseguidos na Eritreia? 

Homens eritreus estão sujeitos ao serviço militar, que os coloca em um ambiente altamente controlado em que enfrentam risco de terem a fé cristã descoberta — o que levará a abuso e perseguição. Como resultado, muitos jovens eritreus buscam fugir do país. 

Embora mulheres cristãs também sejam presas e agredidas, homens convertidos correm mais risco de agressões físicas ou aprisionamento. Após sua prisão ou detenção, muitos homens quando são “soltos” são enviados para o serviço militar, então eles têm pouca esperança de liberdade. 

Pastores, que tendem a ser homens, são muitas vezes presos por períodos mais longos. Isso cria um vácuo de liderança na igreja. Se o homem for o provedor, sua prisão causa pobreza, uma infância instável para os filhos e medo constante. Seus filhos são muitas vezes estigmatizados e insultados pelos colegas. 

O que a Portas Abertas faz para ajudar os cristãos na Eritreia? 

A Portas Abertas trabalha por meio de igrejas parceiras locais na Eritreia para fornecer projetos de desenvolvimento econômico, treinamento para enfrentar a perseguição e discipulado. 

Como posso ajudar os cristãos perseguidos na Eritreia? 

Além de orar por eles, você pode ajudar de forma prática doando para os projetos da Portas Abertas de apoio aos cristãos perseguidos. Doando para esta campanha, sua ajuda vai para locais onde a perseguição é extrema e a necessidade é mais urgente.

QUERO AJUDAR

Pedidos de oração da Eritreia 

  • Ore para que as autoridades tenham uma grande mudança no coração por meio dos cristãos.
  • Clame por força, esperança e alegria sobrenaturais para cristãos presos e suas famílias. 
  • Interceda pelo trabalho da Portas Abertas, para que fortaleça os novos cristãos que chegam à fé em um contexto tão desafiador.

Um clamor pela Eritreia 

Pai celestial, oramos por todos os nossos irmãos e irmãs atualmente presos pela fé na Eritreia. Que eles possam sentir sua presença em todos os momentos. Sustente a eles e a suas famílias espiritual, física e emocionalmente. Oramos para que todos os cristãos possam se reunir e encorajar uns aos outros em segurança. E nós pedimos que trabalhe nos corações daqueles que estão no poder e os leve ao arrependimento. Amém.  

O nome do país tem origem na forma como os italianos chamavam o Mar Vermelho, Mar Erytraeum, que circunda a Eritreia. Ao Sul, a Eritreia faz fronteira com Djibuti e Etiópia e ao Oeste, com Sudão. O Norte é completamente cercado pelas águas do Mar Vermelho, formando uma grande região costeira, que foi um fator importante para a história e cultura da nação.  

A Eritreia é composta por diversos grupos étnicos, sendo que cada um tem tradições culturais e língua próprias. As línguas que predominam são o inglês e o árabe, além das línguas nativas. Metade da população na Eritreia faz parte do grupo étnico tigrínio, que vive nas terras altas e falam uma língua semítica, tigrinya, que é uma das maiores línguas nativas eritreias.  

Já o povo tigré habita o Norte da Eritreia e as terras baixas no Leste e Oeste do país. Eles constituem um terço da população e falam a maior língua nativa da Eritreia, o tigré, que também tem origem semítica. Alguns grupos nômades circulam dentro e entre as fronteiras com os países vizinhos, como os rashaida e os afar. Já na faixa costeira, habitam grupos de pastores beja, kunama e nara. 

A religião é fundamental para a identidade étnica no Chifre da África. O cristianismo foi estabelecido no século 4 na costa e pouco depois avançou para o interior. Antes da separação da Etiópia, em 1993, metade da população na Eritreia fazia parte da Igreja Ortodoxa Etíope, incluindo quase todos os tigrínios. Depois da independência, voltaram-se para a igreja copta para que tivessem mais autonomia, e de fato, conseguiram. 

Quase metade da população na Eritreia é cristã, com dois quintos dos membros na Igreja Ortodoxa. O restante dos cristãos está principalmente na Igreja Católica Romana e há um pequeno número de protestantes, que chegaram no país por meio de missionários durante o domínio italiano.  

Com o avanço do islã durante o século 7 na Arábia, especialmente no Mar Vermelho, os cristãos foram forçados a recuarem para o interior. O islamismo se tornou a religião de metade da Eritreia, predominando na região costeira do país. A divisão religiosa está associada com os grupos sociais. Os pastores de gado eritreus e a maioria das cidades seguem o islã, e os cristãos são predominantemente agricultores, nas áreas rurais. Os dois grupos disputam água, terras e acesso aos portos. Nos conflitos, o aspecto religioso também é um fator relevante.  

Durante o período colonial, o setor urbano da Eritreia cresceu e novos portos foram abertos. Isso permitiu que a Eritreia se tornasse o local com maior proporção de residentes urbanos no Chifre da África. 

Cenário socioeconômico 

A agricultura ainda é a principal atividade econômica do país, sendo 80% da produção para a subsistência das famílias e apenas o restante é usado para a exportação. Além disso, o trabalho pastoril também é uma fonte importante de renda que muitas vezes é combinada com as plantações. 

As minas de sal também são uma atividade relevante na Eritreia, assim como a extração de outros minérios como ouro, granito, zinco e asbesto. Esse setor foi o que levou investimentos internacionais para o país subdesenvolvido.  

As secas crônicas e as décadas de guerra prejudicaram intensamente a saúde e a educação na Eritreia. Com os acordos de paz, mais jovens foram alfabetizados; no entanto, a proporção entre meninos e meninas é bastante desigual. Nos primeiros anos, as crianças são educadas na língua nativa e nos anos seguintes são escolarizadas em inglês ou árabe.  

O cenário sociocultural na Eritreia é marcado por regras patriarcais, bem como controle rigoroso e escrutínio das forças do governo. Regras sociais discriminatórias e estereótipos muito enraizados quanto ao papel e a responsabilidade de mulheres e homens persistem, deixando as responsabilidades domésticas principalmente com as mulheres e o poder para tomar decisões com os homens. A violência doméstica permanece uma questão preocupante, sobretudo porque os responsáveis raramente são levados à justiça.

No começo do primeiro milênio antes de Cristo, povos semitas habitaram a Eritreia, vindos do Reino de Sabá através do Mar Vermelho. Eles estabeleceram o Reino de Aksum, que no século 4 dominou parte da Etiópia e outros países do Leste Africano. Depois de oito séculos, o Reino da Etiópia conquistou a região e escolheu um representante para cuidar da região. Porém era um domínio frágil e instável.   

Cristãos e muçulmanos passavam pelo país e onde estava uma rota comercial importante, pela qual se transportava ouro, café e escravos. Isso despertou o interesse da Turquia, da Itália e do Egito pelo controle dos portos eritreus 

A Eritreia ficou isolada até o século 19, quando o Egito invadiu o Sudão e parte do território eritreu. A construção do Canal de Suez em 1869 causou uma nova disputa entre várias nações pelo controle do Mar Vermelho. Em 1855, a Itália deu os primeiros passos para conquistar a Eritreia. Até que de fato os italianos conseguiram dominar a região em 1935.  

O país foi uma colônia da Itália até 1941, quando declarou independência. Pouco depois, ficou sob domínio britânico durante dez anos, até que as Nações Unidas declararam a nação autônoma junto à federação da Etiópia em 1952. Uma década depois, a Eritreia foi anexada como uma província da Etiópia, o que causou um conflito de 30 anos que terminou com a vitória dos rebeldes eritreus em 1991.  

Independência 

Depois de quase três décadas em conflitos pela autonomia, por meio de um referendo o país de fato se tornou independente em 1993. O povo eritreu precisou colocar de lado diferenças étnicas e religiosas para consolidar o país e vencer a pobreza, intensificada pelas secas e anos de guerra sob um governo negligente. 

O presidente Isaias Afewerki governa a Eritreia desde que se tornou um país independente, em 1993. Sua Frente Popular para a Democracia e a Justiça (PFDJ) é o único partido político e enfrenta uma forte pressão da comunidade internacional devido a seu histórico de desrespeito aos direitos humanos. 

A economia do país está estagnada, e milhares estão fugindo. Isso levou a um golpe fracassado em janeiro de 2013, quando um grupo de oficiais militares tentou assumir o controle das mídias estatais. Ultimamente, o país vem tentando modificar seu relacionamento com a comunidade internacional. 

Acordo de paz com a Etiópia em 2018 

O ano de 2018 abriu um período de mudanças significativas na Eritreia. No início de julho de 2018, a Eritreia assinou um acordo de paz com a vizinha Etiópia para acabar com um conflito de duas décadas e trabalhar para a promoção de cooperação estreita nas áreas política, econômica, social, cultural e de segurança. O evento em Asmara, capital do país, foi seguido pela histórica visita do presidente Isaias Afewerki a Adis Abeba, na Etiópia, uma semana depois para continuar o fortalecimento das relações pacíficas entre dois países culturalmente ligados. 
A paz no Chifre da África foi consolidada quando a Eritreia encerrou a hostilidade com Djibuti e Somália assinando acordos de paz com os dois países após o degelo diplomático nas relações entre Adis-Asmara. Em novembro de 2018, a ONU suspendeu as sanções que tinha imposto à Eritreia cerca de uma década antes. No entanto, esses gestos de paz não foram compatíveis a melhorias nos direitos humanos no país. Em 17 de setembro de 2018, um antigo ministro das Finanças da Eritreia foi preso quase uma semana depois de ter publicado um livro que criticava o atual sistema político do país sob o comando de Isaias Afewerki.  

Eritreus têm fugido do país para a Etiópia como refugiados (tirando vantagem da abertura da fronteira entre os dois países), temendo que essa porta para a liberdade seja fechada novamente. Já se passaram anos desde a assinatura do acordo de paz com a Etiópia, mas as condições de direitos humanos não melhoraram. Na verdade, o acordo de paz parece ter mais fortalecido o autoritarismo do governo eritreu. 

O governo da Eritreia permanece um dos mais repressivos do mundo, o protesto político não é permitido e a imprensa é restrita ao ponto de não haver organizações de mídia independentes no país. O recrutamento militar obrigatório continua (apesar do pretexto de uma ameaça existente por parte da Etiópia ter sido removida por conta desse último acordo de paz). Não há anistia para prisioneiros políticos, a prisão de cristãos pertencentes a denominações cristãs banidas continua, e há até mesmo evidências de um fechamento gradativo de todas as fronteiras com a Etiópia. Jovens cristãos são forçados a ingressar nas forças armadas, sem possibilidade de objeção. Essa realidade se intensificou durante a guerra no Norte da Etiópia, quando a Eritreia apoiou o governo central da Etiópia contra o grupo rebelde Frente da Libertação do Povo Tigré (TPLF, da sigla em inglês). A corrupção combinada com violações dos direitos humanos impede que a Eritreia receba ajuda internacional e de organizações não governamentais.

O cristianismo entrou na Eritreia há mais de mil anos. A Igreja Ortodoxa Tewahedo Eritreia traça a história em direção à fundação da Igreja Ortodoxa Copta e sua separação, no século 5, do maior corpo do cristianismo ortodoxo oriental. Como os etíopes, a igreja da Eritreia reconhece Frumêncio (4º século) como seu primeiro bispo e segue as crenças e práticas dos ortodoxos etíopes. 

Em 1864, o protestantismo entrou na Eritreia por três missionários pertencentes à Missão Evangélica Sueca, que representa o luteranismo. Como o plano original de ir para a Etiópia foi impedido, os missionários decidiram permanecer na Eritreia e começaram a trabalhar com o povo kunama — um grupo étnico nilótico (natural ou habitante das margens ou terras banhadas pelo rio Nilo), cuja maioria vive na Eritreia, mas também na Etiópia. 

Na Era Moderna, muitas outras partes da igreja protestante e livre entraram na Eritreia. Após a Segunda Guerra Mundial, a Igreja Presbiteriana Ortodoxa e as Missões de Fé Evangelística (uma agência de envio norte-americana) iniciaram o trabalho na Eritreia. Essa estabeleceu o que se tornou a Igreja Evangélica da Eritreia. Um ano após a Declaração de Independência, em 1993, a Convenção Batista do Sul iniciou o trabalho no país. Todos esses grupos, agora, trabalham fora dos regulamentos oficiais. 

Aproximadamente metade da população eritreia é muçulmana. Os muçulmanos eritreus estão mostrando uma tendência ao radicalismo, em parte devido ao aumento da militância islâmica na região. Isso significa que os cristãos que vivem nessas áreas são particularmente vulneráveis, especialmente os convertidos do islã. Os muçulmanos eritreus são “primeiros muçulmanos” e “segundo da Eritreia”. A conversão ao cristianismo é vista como uma traição à fé comunitária, familiar e islâmica. 

A Igreja Ortodoxa da Eritreia tem uma longa presença histórica no país e, às vezes, pressiona cristãos de diferentes contextos, os observando como recém-chegados. Grupos pentecostais, em particular, não são considerados legítimos. Essa denominação também enfrenta violência, intolerância e discriminação conduzidas pelo governo e por fontes de opressão islâmica. 

Mulher orando na Eritreia

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