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Somália

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Somália
  • Tipo de Perseguição: Opressão islâmica, opressão do clã, corrupção e crime organizado, paranoia ditatorial
  • Capital: Mogadíscio
  • Região: Sul e Leste da África
  • Líder: Hamza Abdi Barre
  • Governo: República parlamentarista
  • Religião: Islamismo
  • Idioma: Somali, árabe, italiano, inglês
  • Pontuação: 92


POPULAÇÃO
16,8 MILHÕES


POPULAÇÃO CRISTÃ
CENTENAS

DOAR AGORA

R$

Como é a perseguição aos cristãos na Somália?  

A Somália é uma nação de maioria muçulmana, e a sociedade espera que todos os somalis sejam muçulmanos. Os imãs (líderes muçulmanos) nas mesquitas e madraças declaram publicamente que não há espaço para o cristianismo, os cristãos ou as igrejas. O violento grupo insurgente Al-Shabaab tem expressado repetidamente seu desejo de erradicar os cristãos do país. Cristãos de origem muçulmana são considerados alvos valiosos e podem ser mortos se descobertos. 

Cristãos também enfrentam perseguição da família e da comunidade. Deixar o islamismo é considerado traição pela família e pelo clã, e membros da família e líderes do clã perseguirão, intimidarão e até mesmo matarão convertidos somalis. Qualquer um que seja suspeito de ter se convertido ao cristianismo é monitorado de perto pelos anciãos da comunidade, e até mesmo pelos membros de sua própria família. A “vida da igreja” simplesmente não é possível, então os poucos cristãos devem se encontrar em segredo. Militantes islâmicos intensificaram sua busca por cristãos que possuem uma posição de liderança. 

“Quando eu cheguei em casa, os homens da minha família estavam esperando por mim. Eles me bateram, pegaram meu celular e me trancaram em um quarto. Eles disseram: ‘Nós ouvimos que você está corrompida’, mas eles nunca usaram a palavra ‘cristã’.” 

Nala (pseudônimo), cristã somali  

O que mudou este ano?  

Cristãos na Somália continuam enfrentando um nível extremo de violência, o que tem piorado nos últimos anos. Militantes islâmicos intensificaram a busca por cristãos. A meta deles, como já declararam em muitas ocasiões, é livrar a Somália de todos os cristãos. Durante o ano passado, o Al-Shabaab conduziu diversos ataques violentos na capital, Mogadíscio, matando muitos soldados e centenas de civis. Outras centenas ficaram feridas.

O cenário político se deteriorou, e líderes tribais, o governo e líderes da oposição discordam em questões cruciais, como a realização de eleições. Tomando vantagem dessa fragmentação, grupos jihadistas têm aumentado seu número de seguidores e aumentaram sua oferta por controle dos territórios do país. Embora as eleições finalmente tenham sido realizadas e a transferência de poder tenha ocorrido, o atrito mostrou a fragilidade da situação atual.
 

Quem persegue os cristãos na Somália?  

O termo “tipo de perseguição” é usado para descrever diferentes situações que causam hostilidade contra cristãos. Os tipos de perseguição aos cristãos na Somália são: opressão islâmica, opressão do clã, corrupção e crime organizado, paranoia ditatorial. 

Já as “fontes de perseguição” são os condutores/executores das hostilidades, violentas ou não violentas, contra os cristãos. Geralmente são grupos menores (radicais) dentro do grupo mais amplo de adeptos de uma determinada visão de mundo. As fontes de perseguição aos cristãos na Somália são: líderes religiosos não cristãos, grupos religiosos violentos, cidadãos e quadrilhas, parentes, redes criminosas, oficiais do governo, líderes de grupos étnicos. 

Quem é mais vulnerável à perseguição na Somália?  

Cristãos de origem muçulmana são os mais vulneráveis à perseguição. Convertidos do islamismo ao cristianismo são considerados alvos valiosos para a milícia do Al-Shabaab e muitos convertidos têm sido mortos no local quando descobertos. Jovens convertidas ao cristianismo são principalmente vulneráveis.

Elas são oprimidas e exploradas por causa da fé e do gênero. Meninas cristãs são forçadas a se casar, e enfrentam assédio sexual, violência física e pressão por parte do marido muçulmano para aderir a práticas conservadoras muçulmanas na tentativa de “reabilitá-las”.
 

Nenhuma região da Somália é segura para cristãos. Entretanto, áreas no Sul e Sudoeste, que estão sob controle do Al-Shabaab, são as mais perigosas. 

Como as mulheres são perseguidas na Somália?  

Na sociedade patriarcal da Somália, mulheres são sujeitas a altos níveis de controle e espera-se que sejam servis. Dependentes dos homens, as crenças e vozes das mulheres são abafadas em suas comunidades. 

Não é aceitável para uma mulher se tornar cristã. Se uma mulher é suspeita de ser cristã, ela comumente será humilhada em público, mantida sob prisão domiciliar, abusada sexualmente, sequestrada, forçada a se casar com um sheik radical ou morta. Se ela já for casada, o marido provavelmente se divorciará dela e levará os filhos para garantir que sejam criados nas tradições islâmicas. 

Casamento forçado — muitas vezes com homens muito mais velhos — é usado para pressionar convertidas a voltarem para o islamismo. Mulheres cristãs também sofrem quando o marido é preso ou morto; viúvas tendem a ser forçadas a se casar com homens muçulmanos, sua propriedade é confiscada e a viúva é deixada à mercê da família do novo marido. 

A fim de manter a dependência do homem, os estudos das meninas são, muitas vezes, interrompidos. Apenas 5% das meninas chegam ao Ensino Médio. Na escola, meninas cristãs podem ser pressionadas a participar de aulas islâmicas e a vestir burcas como impõe o Al-Shabaab. 

Como os homens são perseguidos na Somália?  

Homens são tidos como líderes que deveriam representar a fé islâmica. Se eles são até mesmo suspeitos de se converter ao cristianismo, homens e meninos correm risco de abuso verbal, agressão física, sequestro, aprisionamento, tortura ou morte. Nessa atmosfera de terror, convertidos acham impossível confiar até mesmo nos próprios membros da família. 

A fim de reforçar o reduto de extremistas islâmicos na área, espera-se que meninos se tornem parte da milícia do Al-Shabaab. Eles são enviados para centros de “reabilitação” islâmica onde são radicalizados e treinados como soldados do Al-Shabaab. Qualquer um exposto como cristão nesse contexto enfrenta brutalidade. 

Homens cristãos também são marginalizados em sua família e sociedade. Homens têm a herança negada e meninos, a educação. Se o marido em uma família cristã é morto ou preso, a família perde seu provedor financeiro principal e é, muitas vezes, deixada desprotegida. Os membros da família são rotulados como “descrentes” e a família é vista como uma mancha na comunidade. 

O que a Portas Abertas faz para ajudar os cristãos na Somália?  

A Portas Abertas apoia os cristãos somalis em todo o Chifre da África por meio de treinamentos, como discipulado e preparação para enfrentar a perseguição extrema. 

Como posso ajudar os cristãos perseguidos na Somália?  

Além de orar por eles, você pode ajudar de forma prática doando para os projetos da Portas Abertas de apoio aos cristãos perseguidos. Doando para esta campanha, sua ajuda vai para locais onde a perseguição é extrema e a necessidade é mais urgente. 

QUERO AJUDAR

Pedidos de oração da Somália 

  • Continue a apresentar diante de Deus o extremismo islâmico violento que está crescendo. Ore por paz e pela proteção de Deus sobre sua igreja. 
  • Interceda pelos cristãos somalis que enfrentam grande isolamento. Peça que eles experimentem o conforto de Deus e descubram formas de crescer na fé. 
  • Clame por sabedoria e proteção de Deus sobre o trabalho da Portas Abertas no Chifre da África e que ele dê muitos frutos.
     
     


Um clamor pela Somália
 

Senhor, nós reconhecemos os perigos que nossos irmãos e irmãs somalis enfrentam, simplesmente por seguirem a Cristo. Conceda sua proteção sobre os cristãos secretos, especialmente sobre aqueles cuja fé foi descoberta. Cure aqueles que foram feridos física e emocionalmente. Conforte aqueles que perderam um membro da família por causa da fé. Intervenha no coração dos extremistas para colocar um fim à violência e restaure a paz nessa região. Trabalhe de forma poderosa e sobrenatural para acabar com o medo, a intimidação e a violência. Amém.  

 

A Somália é um dos países mais pobres e frágeis do mundo. Mais de dois terços dos somalis vivem com menos de 1,90 dólar por dia. Oportunidades econômicas limitadas, conflitos internos e desastres naturais contribuem para a pobreza.  

A nação, cuja capital é Mogadíscio, fica na região conhecida como Chifre da África, um ponto estratégico entre a Península Arábica e a África Subsaariana. O país de clima extremamente seco e quente da savana abrigou imigrantes muçulmanos árabes e persas no ano 800, os quais instalaram postos de comércio na região, e desde então, a Somália mantém uma relação sólida com os países árabes.  

No final do século 19, Inglaterra e Itália estabeleceram colônias na Península da Somália. Essas colônias existiram até 1960, quando as partes italianas e britânicas uniram-se, conquistaram a independência e constituíram a República da Somália. A nação funcionou como uma democracia parlamentar até 1969, quando o general Mohamed Siad Barre tomou o país em um golpe militar e iniciou uma ditadura socialista que durou 22 anos.  

Para constituir um poder centralizado, Siad erradicou os clãs, organização característica e histórica do povo somali. Além disso, durante esse regime, propriedades de missões cristãs e igrejas, incluindo escolas e hospitais, foram apreendidas e os cristãos, expulsos do país. A relação da Somália com países vizinhos como Etiópia, Djibuti e Quênia também se desgastou no mesmo período por causa do governo somali que afrontou essas nações ao dizer que pertenciam à Somália todos os territórios onde os somalis viviam.  

Como resultado da agenda para formar uma “Grande Somália”, o país travou uma grande guerra com a Etiópia em 1977, em que foi derrotado. Centenas de somalis que viviam no território da Etiópia fugiram para a Somália. Esses tipos de conflitos foram recorrentes no século 20 por causa da divisão territorial, não étnica, que o imperialismo europeu impôs durante o século 19 na África. A Somália é apenas um dentre muitos países cujo povo foi separado territorialmente por causa dos interesses coloniais.  

Estado sem lei 

Apesar das pautas anticristãs, que interessavam aos radicais islâmicos somalis, os conflitos e o governo de Siad deterioraram o país, o que fomentou a formação de grupos de resistência ao governo. Os clãs somalis organizaram-se em milícias que, juntas, derrubaram Siad em 1991. Pouco depois, sem um governo oficial, o país foi tomado por lutas sangrentas por território e recursos, o que resultou em uma onda de fome devastadora. Desde então, milhares de pessoas tornaram-se deslocadas internas.  

A Organização das Nações Unidas e a Organização da Unidade Africana se mobilizaram para findar a crise. Em 1992, iniciou a Operação das Nações Unidas (UNOSOM I) na Somália que enviou uma força tarefa para amenizar a crise, que teve uma sequência pouco tempo depois, a UNOSOM II. Após frustradas tentativas de ajudar os somalis a criar um governo central, a comunidade internacional deixou o país em 1994.  

Durante as duas décadas seguintes, a Somália se tornou um Estado sem lei, onde muçulmanos radicais, milícias locais e senhores da guerra continuaram a lutar uns contra os outros e criaram estruturas alternativas de governo. O país se transformou em um centro para atividades islâmicas militantes, como as cortes islâmicas, cujo sistema judicial seguia os princípios muçulmanos em julgamentos arbitrários até 2006. 

Governo federal é constituído 

Enquanto isso, embora não reconhecida pela comunidade internacional, pequenas áreas administrativas no Norte do país, como a Somalilândia, declararam independência unilateral da Somália. Outras, como a Puntlândia, declararam autonomia, mas sem separar os laços do resto da Somália. Após constante mediação da comunidade internacional, em 2012, começou o governo federal que dura até hoje no país. 

O Estado controla apenas cidades e vilas, pois grande parte da zona rural permanece nas mãos do grupo extremista Al-Shabaab. O grupo terrorista se organizou no interior da Somália e tem propagado consistentemente a ideologia anticristã. Ele é associado com a organização Al-Qaeda e recruta jovens de países vizinhos para combater as forças estrangeiras na Somália, consideradas como aliadas dos cristãos para vencer o islã.  

Especialmente entre 2017 e 2018, o Al-Shabaab executou ataques mortais no país. Os soldados da Missão da União Africana para a Somália (AMISOM) foram vítimas em inúmeras ocasiões. O país também vive uma crise de fome intensa, tem uma das maiores taxas de mortalidade infantil do mundo, e baixa expectativa de vida, de apenas 50 anos, muito menor do que as dos países vizinhos e da média mundial. 

Devido a insegurança, mudanças climáticas e acesso humanitário restrito, a maioria das comunidades rurais e nômades permanecem vulneráveis a conflitos, com mecanismos de defesa limitados. Embora o atual governo busque reformas para estabelecer o Estado de direito em áreas que controla, os desafios para desenvolver o sucesso de mercados econômicos mais modernos permanecem enormes. 

Décadas de guerra civil destruíram a economia e a infraestrutura da Somália. O país ficou fragmentado sob administração e estruturas legais diversas de governos independentes e de extremistas durante anos. A Constituição vigente desde 2012 determina uma estrita interpretação da sharia (conjunto de leis islâmicas). De acordo com o Artigo 2 da Constituição do país, “o islã é a religião oficial do Estado; nenhuma outra religião além do islamismo pode ser propagada no país”. 

Mesmo as comunidades de Somalilândia e Puntlândia seguem o mesmo princípio. A situação política no país criou um ambiente hostil para os cristãos, especialmente os de origem muçulmana. Como resultado, as violações à liberdade religiosa contra cristãos na Somália quase sempre significam altos níveis de violência. 

Sociedade somali 

Na atual situação frágil e sem lei, o crime e a corrupção são galopantes no país. Militantes do Al-Shabaab coletam impostos e financiam suas operações por meio do comércio ilegal. Essa situação tornou a vida dos cristãos muito delicada, pois eles não têm proteção alguma.  

A maioria da população é muçulmana, sendo 99,9% muçulmanos sunitas. A comunidade cristã é pequena e está sob constante ataque. A economia é baseada principalmente na agricultura e pecuária. Há também comércio ilegal de carvão e outros produtos contrabandeados.  

Aproximadamente 40% dos somalis vivem em assentamentos fixos, nas regiões com climas favoráveis à agricultura. Os outros 60%, ou seja, a maioria da população, são nômades que trabalham como pastores no campo e se deslocam conforme o trajeto dos rios. Um dos poucos e maiores centros urbanos é a capital, Mogadíscio. 

Por causa das mudanças no comércio, alguns nômades estão adotando o estilo de vida seminômade, permanecendo algum tempo nas cidades e depois se deslocam para montarem acampamento temporário em outra região. Isso tem causado mudanças na paisagem do interior da Somália.  

Povo, língua e clã 

No aspecto étnico, a Somália é homogênea. A maioria da população é somali e esse grupo não se resume ao território da Somália. Alguns somalis vivem em partes dos países vizinhos,  Etiópia, Quênia e Djibuti, o que gera disputas territoriais entre essas nações. Como é um país muito dividido, a língua é composta por muitos dialetos e oficialmente é conhecida como língua somali. 

No Norte da Somália, muitos usam o árabe para se comunicar, por causa da proximidade da Península Arábica. Já no Sul, predomina a língua suaíli. Por causa da colonização, muitos sabem falar inglês e italiano, muito usados nas universidades do país. Até 1973, a Somália era um país de língua verbal, sem escrita. 

O clã é um fator importante na sociedade somali e ordena a maneira como a vida cotidiana é administrada e como uma comunidade está relacionada a outra. O povo somali se organiza em numerosos clãs, ou seja, grupos que traçam seu ancestral comum até um único pai. Os clãs, por sua vez, são subdivididos em numerosos subclãs, que se combinam para formar as famílias de clãs. Esse tipo de estrutura social é parte essencial da identidade dos somalis. 

As famílias de clãs que habitam o Sul da Somália são os rahanwayn e os digil que, juntos, são conhecidos como sab. A maioria deles são agricultores e pastores. Outra família de clãs são os daarood do Nordeste do país; os hawiye, que habitam o Centro-sul; e os isaaq, que vivem no Norte da Somália. Além disso, há o clã dir, o clã tunni e o clã bagiunis, formado por pescadores de origem suaíli.  

Duas minorias importantes do país são os árabes, a maioria do Iêmen, alguns italianos e o povo banto, responsável por grande parte da agricultura do país. A maioria dos bantos descendem de ex-escravos, por isso são tratados como inferiores. A sociedade somali considera nobre apenas aqueles que não têm ligação com os bantos. 

O Al-Shabaab também conta com a mesma estrutura baseada em clãs para reunir informações, recrutar membros e avançar sua ideologia. O grupo usa essa estrutura para forçar xeiques e imãs a ensinarem a jihad sob ameaça de expulsão ou morte.  

A presença cristã na Somália é mais antiga do que se imagina. Fontes árabes do século 12 descrevem o porto de Zeila, próximo à fronteira com Djibuti, como uma cidade majoritariamente cristã. Jesuítas que visitaram a ilha Socotorá, em 1542, também ficaram espantados com a descoberta de que os habitantes eram claramente cristãos, embora analfabetos. No entanto, o cristianismo foi perdendo força no país a partir do século 15. 

Apenas 300 anos depois, a partir de 1881, o cristianismo foi reintroduzido na Somália. A fé cristã se espalhou nos anos que se seguiram, especialmente depois que os italianos tomaram o controle da costa sul. A relação entre os colonizadores e os cristãos nem sempre foi favorável. Muitos deles desestimulavam o trabalho de missionários entre os somalis por medo de uma possível instabilidade. 

Em 1886, agências de missões francesas e suecas estabeleceram-se em cidades de Somalilândia, como Mogadíscio e Kismayo. Foi um período de crescimento rápido da igreja. Poucos anos depois, em 1898, missionários luteranos suecos abriram escolas e hospitais na Somália. Eles fizeram um trabalho de evangelização intenso e tiveram sucesso principalmente com um grupo de ex-escravos de língua bantu. A missão foi interrompida em 1935, quando autoridades italianas nos expulsaram.  

Proibição do cristianismo 

O trabalho foi revivido durante a década de 1950, missões cristãs assumiram o trabalho. Outros grupos missionários suecos, sudaneses e menonitas também causaram grande impacto, mas, com a ascensão da ditadura socialista de Siad Barre em 1969, a presença do cristianismo e de instituições cristãs foi minada na Somália.  

Radicais muçulmanos também usaram de sua influência para incentivar Siad Barre a proibir a impressão, importação, distribuição e venda de literatura cristã no país e o Serviço de Segurança Nacional ameaçava, prendia, torturava e assassinava muitos cristãos somalis nesse período. Todos os missionários estrangeiros foram expulsos do país em 1976.  

Os trabalhos cristãos continuaram, pois duas comunidades somalis continuaram se reunindo, ampliando o que os missionários haviam semeado antes de partir e, em 1980, foram fortalecidos com o retorno de alguns missionários menonitas. A presença cristã na Somália voltou a ser visível. De acordo com um artigo do site de notícias Aleteia, publicado em 15 de julho de 2019, quando a catedral católica em Mogadíscio “abriu, em 1928, era a maior catedral na África”. 

No final dos anos 1990, líderes cristãos foram alvejados, igrejas saqueadas e danificadas. Depois disso, militantes islâmicos da Somália e de outras partes do mundo começaram a alvejar cristãos e símbolos relacionados a eles. Mudar de religião, por exemplo para o cristianismo, não apenas significa uma traição ao islã e à comunidade muçulmana, mas também a quebra das normas e valores do clã na Somália. Em sociedades tribais, essa é uma séria ofensa.  

De acordo com os somalis, “um somali nasce muçulmano e morre muçulmano”. A hostilidade aos cristãos não se resume às ações de grupos extremistas como o Al-Shabaab, mas é uma postura propagada pela sociedade e governo somalis de forma sistemática. A Portas Abertas estima que o número de cristãos no país seja de apenas “algumas centenas”, embora, no passado, o país tenha sido o lar de uma das maiores catedrais católicas na região e a comunidade cristã fosse muito maior. 

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