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Sudão

SD
Sudão
  • Tipo de Perseguição: Opressão islâmica, paranoia ditatorial, hostilidade etno-religiosa, corrupção e crime organizado
  • Capital: Cartum
  • Região: Norte da África
  • Líder: Em transição
  • Governo: República presidencialista
  • Religião: Islamismo e cristianismo
  • Idioma: Árabe, inglês, núbio, bedawie, fur
  • Pontuação: 79


POPULAÇÃO
43,5 MILHÕES


POPULAÇÃO CRISTÃ
1,9 MILHÃO

Como é a perseguição aos cristãos no Sudão? 

Embora o Sudão tenha dado passos significativos em direção à liberdade religiosa em 2020, os cristãos ex-muçulmanos ainda enfrentam perseguição extrema da família e comunidade. Eles não enfrentam mais a pena de morte por deixar o islã, mas podem ser atacados, condenados ao isolamento ou discriminados de outra forma se a fé for descoberta. Os edifícios da igreja são frequentemente atacados ou mesmo demolidos. 

Muitos ainda mantêm a fé em segredo, para a segurança deles e da família. Alguns convertidos até optam por não criar os filhos como cristãos, temendo a represália dos líderes comunitários. Esse medo de exposição significa que alguns cristãos ex-muçulmanos realizam funerais islâmicos em cemitérios muçulmanos. 

 “O sofrimento dos irmãos e irmãs aqui, especialmente dos cristãos ex-muçulmanos, é muito difícil. Precisamos que você se lembre deles e considere seu sofrimento. Que este seja um ótimo momento para expressar nosso amor de forma prática a eles.” 

Pastor cristão perseguido no Sudão 

O que mudou este ano? 

Desde que o presidente Omar al-Bashir foi deposto, em abril de 2019, tem havido incertezas sobre a liderança do Sudão e como isso impactaria os cristãos. Felizmente, e em uma resposta surpreendente à oração, parece haver passos significativos em direção à liberdade religiosaDepois de 30 anos, a lei islâmica foi abolida, e os cristãos ex-muçulmanos não enfrentarão mais a pena de morte. Embora a perseguição continue no Sudão e as atitudes não sejam erradicadas da noite para o dia, isso é muito promissor e é a razão de o Sudão ter caído seis posições na Lista Mundial da Perseguição 2021 em comparação ao ano anterior. 

Quem persegue os cristãos no Sudão 

O termo tipo de perseguição é usado para descrever diferentes situações que causam hostilidade contra cristãos. Os tipos de perseguição aos cristãos no Sudão são: opressão islâmica, paranoia ditatorial, hostilidade etno-religiosa, corrupção e crime organizado.

Já afontes de perseguição são os condutores/executores das hostilidades, violentas ou não violentas, contra os cristãos. Geralmente são grupos menores (radicais) dentro do grupo mais amplo de adeptos de uma determinada visão de mundo. As fontes de perseguição aos cristãos no Sudão são: grupos religiosos violentos, líderes religiosos não cristãos, grupos paramilitares, parentes, cidadãos e quadrilhas, partidos políticos, oficiais do governo, líderes de grupos étnicos, redes criminosas.

Quem é mais vulnerável à perseguição no Sudão? 

Em áreas como as Montanhas Nuba, existe um conflito contínuo e uma tensão entre as forças governamentais e os grupos rebeldes. Desde 2011, milhares de cristãos foram mortos nesses ataques, que muitos acreditam ser uma limpeza étnica de grupos étnicos minoritários, especialmente cristãos. Em outras partes do país, os cristãos ex-muçulmanos são os mais vulneráveis. 

Como as mulheres são perseguidas no Sudão? 

Mulheres e meninas cristãs são frequentemente forçadas a se vestir como muçulmanas para evitar serem assediadas devido a vestimentas indecentes. As meninas são vulneráveis ao casamento forçado, sendo que as cristãs também são vulneráveis ao abuso sexual e à violência doméstica, especialmente se forem cristãs ex-muçulmanas. Há pouca justiça legal para as vítimas de abuso sexual, e algumas mulheres que entraram com ações enfrentaram acusações de blasfêmia. 

Como os homens são perseguidos no Sudão? 

Homens e meninos cristãos são vulneráveis a ataques físicos e assassinato. Se forem mortos ou incapacitados, a família perde o provedor eprincipalmente em partes remotas do Sudão, a segurança. 

O que a Portas Abertas faz para ajudar os cristãos no Sudão? 

A Portas Abertas tem parceria com a igreja local no Sudão para fornecer treinamento teológico e discipulado, treinamento de sobrevivência à perseguição, aconselhamento pós-trauma, além de desenvolvimento socioeconômico e projetos de geração de renda. 

Como posso ajudar os cristãos perseguidos? 

Além de orar por eles, você pode ajudar de forma prática doando para os projetos da Portas Abertas de apoio aos cristãos perseguidos. Doando para esta campanha, você possibilita que um cristão ex-muçulmano seja discipulado por um mês no Norte da África. 



Pedidos de oração do Sudão 

  • Louve a Deus pelos passos em direção à liberdade religiosa no Sudão, uma resposta às orações dos cristãos sudaneses e de muitos outros por um longo período. Peça a Deus que aqueles que estão no poder continuem a progredir nessa direção, e que isso faça uma diferença real na vida cotidiana. 
  • Ore por proteção para os cristãos ex-muçulmanos e peça que eles sejam capazes de resistir à oposição da família e comunidade. 
  • Ore para que as mulheres cristãs no Sudão sejam protegidas da violência sexual e mostrem o amor de Jesus as suas comunidades. 

Um clamor pelo Sudão 

Senhor Deus, muito obrigado por responder a décadas de oração dos cristãos sudaneses e daqueles que os apoiam. Oramos para que a mudança na lei faça uma diferença significativa na vida de nossos irmãos e irmãs no Sudão, e que a cultura do país mude tambémFaça com que os cristãos sudaneses vivam abertamente devotados ao Senhorresplandecendo a luz de Cristo em um país que passou tantos anos nas trevas. Em nome de Jesus, amém. 

Desde que o país se tornou independente da Grã-Bretanha, em 1956, o Sudão sofreu conflitos violentos, persistentes e recorrentes, principalmente impulsionados pelas lutas entre o governo central em Cartum e grupos armados das periferias do país.

As estruturas de poder tradicionais do Sudão são dominadas por um regime islâmico, liderado pelo presidente Omar al-Bashir, que chegou ao poder em um golpe em 1989. Na verdade, o Sudão atual é visto como vergonhoso pela comunidade internacional, por financiar o terrorismo, cometer atrocidades e enfraquecer fundamentalmente a liberdade de religião.

O governo vem lutando contra diferentes grupos rebeldes em Darfur e outras partes do país. Em lugares como as Montanhas Nuba, o governo usa ataques de grupos antigovernamentais como pretexto para atacar indiscriminadamente civis e um número significativo deles é cristão.

Em dezembro de 2018, os Estados Unidos classificaram o Sudão como um dos 10 “Países Particularmente Preocupantes” considerado culpado de violações graves de liberdade religiosa. Enquanto isso, protestos contra o governo do Sudão cresciam no final de 2018, com forças de segurança matando primeiro nove estudantes que protestavam e depois mais 37 manifestantes em poucos dias, em demonstrações que abalaram o país.

Em abril de 2019, o impensável aconteceu. Um dos mais antigos ditadores na África, o presidente al-Bashir, foi deposto. Ele declarou estado de emergência em 22 de fevereiro de 2019, desfez o governo nos níveis federal e provincial e apontou chefes de segurança para liderar todos os 18 estados regionais do país. A subsequente repressão brutal intensificou a rebeldia dos manifestantes. O impasse continuou em março, até que finalmente, em 11 de abril de 2019, o exército removeu al-Bashir do cargo e assumiu o poder provisório, com o procurador-geral do Sudão anunciando depois que o antigo presidente seria acusado de matar protestantes. Entretanto, em 2 de junho de 2019, as forças de segurança mataram dezenas de manifestantes que realizavam um protesto em Cartum contra a declaração do conselho militar de que permaneceria no poder por três anos. O Conselho Militar de Transição do Sudão depois admitiu tomar a decisão que matou mais de 100 manifestantes.

O ex-presidente e alguns dos membros mais importantes de seu gabinete foram levados para a prisão e acusados de corrupção. Entretanto, os manifestantes exigiram um governo civil e o primeiro líder de transição, o antigo ministro da Defesa, foi forçado a renunciar após um dia. Os líderes dos protestos e o conselho de transição falharam em chegar em um acordo no caminho que o exército estava tomando, principalmente após tantos manifestantes terem sido mortos no processo. Finalmente, os seguintes acordos foram feitos: o poder compartilhado durará por 39 meses; um conselho soberano, gabinete e corpo legislativo serão formados; um general liderará o conselho pelos primeiros 21 meses, um civil permanecerá por 18 meses; um primeiro-ministro, nomeado pelo movimento pró-democrático, liderará o gabinete; e o ministro da Defesa e do Interior será escolhido pelo exército.

O cristianismo foi muito influente no Sudão a partir do século 4. Durante quase um milênio, a maioria da população era cristã. Os cristãos sofreram quando os árabes levaram o islã – especialmente ao Norte do país – e aos poucos islamizaram a região ao longo do século 15. No entanto, as igrejas gregas ortodoxas e etíopes ortodoxas sobreviveram.

Após os britânicos derrotarem o autoproclamado Mahdi islâmico (Mahdi significa “o guiado”) e seus apoiadores, em 1898, muitos grupos cristãos entraram no país. Os católicos romanos, os anglicanos por meio da Igreja Missionária e os presbiterianos norte-americanos também vieram de sua base no Egito.

A Missão Unida do Sudão, a Missão do Interior Africano e a Missão Interior do Sudão vieram em seguida. Várias igrejas iniciadas na própria África também se estabeleceram no país. Muitos missionários foram do Sudão do Sul para Cartum.

Em 2019, a população sudanesa focou nos protestos contra o governo de al-Bashir.

Sobre nós

Uma organização cristã internacional que atua em mais de 60 países apoiando os cristãos perseguidos por sua fé em Jesus.

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