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Sudão

SD
Sudão
  • Tipo de Perseguição: Opressão islâmica, corrupção e crime organizado, opressão do clã, paranoia ditatorial
  • Capital: Cartum
  • Região: Norte da África
  • Líder: Em transição
  • Governo: República presidencialista
  • Religião: Islamismo e cristianismo
  • Idioma: Árabe, inglês, núbio, bedawie, fur
  • Pontuação: 79


POPULAÇÃO
44,6 MILHÕES


POPULAÇÃO CRISTÃ
1,9 MILHÃO

Como é a perseguição aos cristãos no Sudão? 

Desde o golpe de 2019, que destituiu Omar al-Bashir, a situação dos cristãos sudaneses melhorou, pois o governo mudou a política de considerar os cristãos inimigos e agentes do Ocidente. No entanto, existem questões sistemáticas que afetam os cristãos. Primeiro, embora a política governamental tenha mudado, as atitudes sociais em relação aos seguidores de Jesus não mudaram, especialmente fora da capital Cartum.  

A cultura e a sociedade ainda são de maioria muçulmana e desconfiam de qualquer outra religião que não for a islâmica. Em segundo lugar, o governo não implementou proteções reais para os cristãos e outras minorias religiosas. Por exemplo, mesmo com a mudança no status oficial, as igrejas e as terras confiscadas ainda não foram devolvidas aos proprietários cristãos. Tentar construir novas igrejas ainda é extremamente difícil e ainda existem líderes militares de alto nível que retardam as reformas. 

 “Não há direitos iguais para os cristãos construírem igrejas da mesma forma que os muçulmanos têm de construir as mesquitas. Eles constroem mesquitas quase a cada 200 metros, mesmo com fundos do governo.” 

Abdul (pseudônimo), cristão perseguido no Sudão 

O que mudou este ano? 

A perseguição continua alta no Sudão. Igrejas foram incendiadas e cristãos foram vítimas de violência física. Os conflitos étnicos em curso na região de Darfur também preocupam muitos observadores que duvidam que o governo de transição pode proteger as minorias.  

Embora tenha havido desenvolvimentos positivos após a derrubada de al-Bashir, resta saber quanta mudança realmente acontecerá na realidade. Os cristãos ainda correm um risco significativo, especialmente se eles se converteram do islã. Além disso, os grupos armados que fizeram parte da ex-ditadura continuam ativos, representando uma ameaça constante para os cristãos. 

Quem persegue os cristãos no Sudão 

O termo tipo de perseguição é usado para descrever diferentes situações que causam hostilidade contra cristãos. Os tipos de perseguição aos cristãos no Sudão são: opressão islâmica, corrupção e crime organizado, opressão do clã, paranoia ditatorial.

Já afontes de perseguição são os condutores/executores das hostilidades, violentas ou não violentas, contra os cristãos. Geralmente são grupos menores (radicais) dentro do grupo mais amplo de adeptos de uma determinada visão de mundo. As fontes de perseguição aos cristãos no Sudão são: cidadãos e quadrilhas, líderes religiosos não cristãos, grupos religiosos violentos, parentes, oficiais do governo, redes criminosas, líderes de grupos étnicos, partidos políticos.

Quem é mais vulnerável à perseguição no Sudão? 

Os cristãos que vivem fora da capital, Cartum, estão em maior risco. Mas toda a sociedade sudanesa ainda se opõe amplamente às expressões públicas do cristianismo. Os cristãos ex-muçulmanos enfrentam hostilidade da família e da comunidade.  

Como as mulheres são perseguidas no Sudão? 

Mulheres e meninas cristãs ex-muçulmanas são vulneráveis a violência sexual, casamento forçado e violência doméstica. Em um nível mais amplo, extremistas islâmicos sequestram meninas sudanesas para a escravidão.  

Dentro de casa, as convertidas também podem ser privadas de liberdade para reduzir o constrangimento e a vergonha da família, bem como para garantir que não se encontrem com outros cristãos. Elas também têm o direito a herança negado e, se forem casadas, são forçadas a se divorciar e perdem a custódia dos filhos. 

Como os homens são perseguidos no Sudão? 

Homens e meninos no Sudão são alvos de recrutamento forçado para milícias islâmicas, nas quais são obrigados a lutar.  

O governo e as autoridades do Sudão costumam fazer acusações falsas contra os cristãos, como plantar drogas nas sacolas para que a polícia as encontre. Os líderes da igreja são os alvos mais frequentes e as forças de segurança do governo monitoram suas atividades diariamente.  

Cristãos ex-muçulmanos são vulneráveis a agressão física, prisão, assassinato, assédio no local de trabalho e deslocamento. Eles também podem ser expulsos de casa e rejeitados pela família. 

O que a Portas Abertas faz para ajudar os cristãos no Sudão? 

Por meio de parcerias com a igreja local, a Portas Abertas equipa os líderes da igreja no Sudão, apoia o desenvolvimento da comunidade e fornece assistência prática aos cristãos perseguidos. 

Como posso ajudar os cristãos perseguidos? 

Além de orar por eles, você pode ajudar de forma prática doando para os projetos da Portas Abertas de apoio aos cristãos perseguidos. Doando para esta campanha, você apoia cristãos ex-muçulmanos com materiais para discipulado e os prepara para ficarem firmes em Jesus

Pedidos de oração do Sudão 

  • Interceda para que as mudanças do novo governo sejam implementadas e respeitadas nos níveis mais baixos de governo e na sociedade em geral. 
  • Ore pelos cristãos ex-muçulmanos para que continuem a crescer no conhecimento de Cristo e sejam capazes de anunciar o evangelho a todos ao redor. 
  • Peça que Deus proteja os parceiros locais da Portas Abertas para que tenham sucesso no trabalho de tornar a igreja no Sudão resiliente. 

Um clamor pelo Sudão 

Querido Deus, oramos por nossas irmãs e irmãos que arriscam tudo para segui-lo. Agradecemos pelas mudanças políticas e legais no Sudão e pedimos que faça com que essas novas regras sejam respeitadas por toda a sociedade. Proteja e fortaleça a igreja sudanesa e dê-lhe alegria e coragem para servi-lsempre. Em nome de Jesus, amém. 

Desde que se tornou independente da Grã-Bretanha, em 1956, o Sudão sofreu conflitos violentos, persistentes e recorrentes, principalmente impulsionados pelas lutas entre o governo central em Cartum e grupos armados das periferias do país. 

As estruturas de poder tradicionais do Sudão são dominadas por um regime islâmico liderado pelo presidente Omar al-Bashir, que chegou ao poder em um golpe em 1989. Na verdade, o Sudão atual é visto como vergonhoso pela comunidade internacional, por financiar o terrorismo, cometer atrocidades e enfraquecer fundamentalmente a liberdade de religião. 

O governo vem lutando contra diferentes grupos rebeldes em Darfur e outras partes do país. Em lugares como as Montanhas Nuba, o governo usa ataques de grupos antigovernamentais como pretexto para atacar indiscriminadamente civis, e um número significativo deles é cristão. 

Em dezembro de 2018, os Estados Unidos classificaram o Sudão como um dos 10 “Países Particularmente Preocupantes”, considerado culpado de violações graves de liberdade religiosa. Enquanto isso, protestos contra o governo do Sudão cresciam no final de 2018, com forças de segurança matando primeiro nove estudantes que protestavam e depois mais 37 manifestantes em poucos dias, em demonstrações que abalaram o país. 

Em abril de 2019, o impensável aconteceu. Um dos mais antigos ditadores na África, o presidente al-Bashir, foi deposto. Ele declarou estado de emergência em 22 de fevereiro de 2019, desfez o governo nos níveis federal e provincial e apontou chefes de segurança para liderar todos os 18 estados regionais do país. A subsequente repressão brutal intensificou a rebeldia dos manifestantes. O impasse continuou em março, até que finalmente, em 11 de abril de 2019, o exército removeu al-Bashir do cargo e assumiu o poder provisório, com o procurador-geral do Sudão anunciando depois que o antigo presidente seria acusado de matar manifestantes. Entretanto, em 2 de junho de 2019, as forças de segurança mataram dezenas de manifestantes que realizavam um protesto em Cartum contra a declaração do conselho militar de que permaneceria no poder por três anos. Depois, o Conselho Militar de Transição do Sudão admitiu tomar a decisão que matou mais de 100 manifestantes. 

O ex-presidente e alguns dos membros mais importantes de seu gabinete foram levados para a prisão e acusados de corrupção. Entretanto, os manifestantes exigiram um governo civil e o primeiro líder de transição, o antigo ministro da Defesa, foi forçado a renunciar após um dia. Os líderes dos protestos e o conselho de transição falharam em chegar a um acordo no caminho que o exército estava tomando, principalmente após tantos manifestantes terem sido mortos no processo. Finalmente, os seguintes acordos foram feitos: o poder compartilhado terá duração de 39 meses; um conselho soberano, gabinete e corpo legislativo serão formados; um general liderará o conselho pelos primeiros 21 meses, um civil permanecerá por 18 meses; um primeiro-ministro, nomeado pelo movimento pró-democrático, liderará o gabinete; e o ministro da Defesa e do Interior será escolhido pelo exército. 

CENÁRIO POLÍTICO E LEGAL 

Em abril de 2019, um dos ditadores com governo mais longo na África, Omar al-Bashir, foi deposto por pressão de um movimento popular exigindo mais democracia. Houve sinais de descontentamento por algum tempo entre a população geral devido ao aumento nos preços da gasolina, pão e outras mercadorias. Embora a destituição do presidente seja vista como um triunfo em favor do movimento democrático, também é um motivo de preocupação, já que antigos governantes islâmicos ainda são muito influentes no país. Não é especulação sugerir que o país pode acabar com outra guerra civil nas mãos. O Conselho de Transição do exército e os líderes a favor dos movimentos democráticos assinaram um acordo que abrirá o caminho para a democracia nos próximos três ou quatro anos. Entretanto, não há garantias de que o acordo será honrado. 

A política sudanesa tem sido sempre um ponto de disputa. O governo nunca esteve à vontade com a comunidade internacional nem com o próprio povo. Esse foi, em particular, o caso com grupos no país e que levou à independência do Sudão do Sul. A secessão, em janeiro de 2011, foi o culminar de uma história dolorosa e de uma década de conflito interno entre os poderosos árabes muçulmanos do Norte e os africanos negros cristãos e nativos do Sul. 

A maioria esmagadora dos eleitores apoiou a independência do Sul. No entanto, apesar dessa separação, os conflitos armados sobre a diminuição dos recursos e posições de poder político (aspectos típicos da situação pós-independência do Sudão) persistiram.  

O Sudão se tornou um país onde cristãos enfrentam sérias restrições individuais e coletivas. O país intensificou a demolição de igrejas e a prisão de cristãos. Esse é um dos resultados que provém da aplicação total da sharia (conjunto de leis islâmicas), que o presidente al-Bashir votou para implementar após a separação do Sudão do Sul. É um país que tem sido designado como “país particularmente preocupante” pelo governo americano. 

Embora as causas profundas dos conflitos permaneçam constantes — marginalização política, desapropriação de terras e promessas não implementadas — as dinâmicas étnicas nas diversas regiões do Sudão e do Sudão do Sul continuaram mudando. Por exemplo, em Abyei (uma província reivindicada pelo Sudão e Sudão do Sul), os árabes da tribo Misserya (governo dos principais apoiadores locais do Sudão) ficaram cada vez mais frustrados com Cartum, enquanto a tribo Ngok Dinka (que tem apoio do governo do Sudão do Sul) tornou-se forte. 

O sistema político do Sudão se baseava na descentralização da governança e política multipartidária, enquanto o presidente al-Bashir e seu Partido Islâmico do Congresso Nacional dominavam o poder real. A independência do Sudão do Sul, que sinalizou o fim do Governo de Unidade Nacional e a retirada dos representantes do parlamento, reforçou ainda mais o domínio do partido do presidente. 

Sob o comando do ex-presidente al-Bashir, havia um esforço coordenado do governo em mobilizar e militarizar milícias tribais, não limitado a milícias árabes, conhecidas como Janjawid. O objetivo era usar esses grupos para trabalhar para criar um estado islâmico às custas de outros grupos religiosos no país. Relatos de diferentes grupos de direitos humanos acusam essas milícias de cometer graves violações de direitos humanos contra cidadãos não árabes do Sudão e cristãos estão entre as minorias que são vítimas desse tipo de crime organizado. 

Além disso, o antigo governo empregou todos os meios disponíveis para se manter no poder, incluindo a mobilização de milícias tribais. Ao mesmo tempo, o Amplo Acordo de Paz não conseguiu resolver o problema da marginalização das regiões periféricas do Sudão, em particular as chamadas “três áreas”, que consistem em Abyei, Cordofão do Sul e Nilo Azul. 

Localizadas estrategicamente ao longo do volátil fronteira Norte-Sul do Sudão epossuidoras de consideráveis recursos naturais, incluindo petróleo, essas três áreas foram contestadas; resolver questões relacionadas a elas é considerado crítico para a estabilidade dos dois países. 

O Sudão foi classificado pela primeira vez como patrocinador do terrorismo em 12 de agosto de 1993, por conhecidamente abrigar terroristas nacionais e internacionais e por permitir que o país seja usado como ponto de trânsito para armas e terroristas.  

A esmagadora maioria da população do país é muçulmana sunita. O atual caos político no país tem deixado os cristãos no limbo. Embora o exército e os ativistas pró-democracia tenham assinado um conjunto de acordos, a falta de clareza permanece. 

CENÁRIO RELIGIOSO 

A composição religiosa do Sudão é outro ponto controverso. De acordo com o World Christian Database (WCD), estima-se que a população cristã é de 4,6% e a maioria muçulmana de 91,6%. Mais do que os números do WCD acima mencionados, o Departamento de Estado dos Estados Unidos e alguns grupos de defesa estimam o número de não muçulmanos em 15% a 20% da população, dos quais os cristãos compõem a maioria.  

O Ministério da Cultura e da Informação do Sudão estima que os cristãos constituam apenas 3% da população e que residam principalmente em Cartum, no Norte e nas Montanhas Nuba. As várias denominações protestantes estão presentes principalmente em Cartum, Porto Sudão, Kassala, Gedaref, El Obeid, El Fashe e algumas partes das Montanhas Nuba. 

Cristãos nas Montanhas Nuba e outras áreas no Sudeste do país enfrentam bombardeios aéreos de forças do governo e ofensivas terrestres da milícia patrocinada pelo governo que alveja igrejas e famílias cristãs. Tem sido relatado um número de situações em que cristãos são alvo das milícias que até mesmo conduzem buscas por cristãos de casa em casa. 

De acordo com o governo, 97% da população é muçulmana. Quase todos os muçulmanos são sunitas, mas existem distinções significativas, particularmente entre os chamados sufis. Além disso, existem pequenas minorias muçulmanas, incluindo xiitas e os irmãos republicanos, com base predominantemente em Cartum e uma porcentagem crescente, ainda que pequena, de salafistas.  

Dentro da maioria muçulmana, o principal grupo salafista tradicional, Ansar al-Sunna, defende meios pacíficos para alcançar seus objetivos. No entanto, os grupos radicais mais recentes tendem a ser mais militantes e confrontadores. 

A nível nacional, o ambiente geral não é favorável para os cristãos já que são considerados cidadãos de segunda classe. Embora o Artigo 38 da Constituição provisória garanta a liberdade de religião, o partido que estava no poder acreditava que o país pertencia aos muçulmanos. Os cristãos encontram ainda dificuldades para construir novas igrejas, sendo que o maior obstáculo são os escritórios do governo, responsáveis por emitir a permissão necessária. O governo também tem prendido e intimidado muitos líderes cristãos.  

O Sudão foi designado, por mais de uma década, pelo Departamento de Estado dos Estados Unidos como um país de particular preocupação por suas violações graves e sistemáticas da liberdade religiosa. A liberdade religiosa, embora garantida pela Constituição Provisória de 2005, não é mantida na prática. 

Além disso, o direito penal do Sudão, baseado na lei islâmica, que permite o uso de amputações e flagelações por crimes e atos de “indecência” e “imoralidade”, foi aplicado, indiscriminadamente, contra os cristãos nativos africanos. O governo continuamente prende cristãos por proselitismo e apostasia. O país também começou um programa para demolição de igrejas. 

Todas as comunidades cristãs no Sudão temem ter conversas sobre a fé com os muçulmanos sudaneses, pois isso pode ser interpretado como um “ato que encoraja a apostasia contra o islã”. O nível de perseguição que convertidos e africanos étnicos enfrentam é enorme. 

Houve prisões; muitas igrejas foram demolidas e outras estão na lista oficial de espera para demolição; muitos cristãos são atacados em áreas como as Montanhas Nuba, onde há um conflito contínuo entre forças governamentais e grupos rebeldes. Para que não sejam descobertos, os novos convertidos, muitas vezes, se abstêm de criar os filhos como cristãos porque isso pode atrair a atenção do governo e dos líderes comunitários, uma vez que as crianças podem revelar a fé dos pais. 

Esse medo ainda se estende aos funerais. Quando um cristão ex-muçulmano morre, ele é enterrado de acordo com os ritos islâmicos em cemitérios muçulmanos, embora os cemitérios cristãos e muçulmanos sejam separados. 

Os cristãos ex-muçulmanos estão em risco, uma vez que a lei castiga oficialmente a conversão do islã à outra religião com morte. Eles geralmente se abstêm de possuir materiais cristãos ou acessar canais de TV e sites cristãos, porque, se alguém descobrir, poderá usar como evidência contra eles. As crianças cristãs são muitas vezes assediadas na escola ou nos parques infantis devido à fé dos pais. Um nível extremo de violência contra os cristãos é real. 

Os islâmicos e o governo ditatorial continuam ainda com sua política de perseguir cristãos na região de Nuba. Pastores cristãos foram presos e julgados, mas depois soltos após pressão intensa da comunidade internacional. 

CENÁRIO ECONÔMICO

A separação do Sudão do Sul causou uma divisão na história econômica do Sudão. O país perdeu cerca de 80% de seus recursos agrícolas e hídricos; 75% das reservas de petróleo; 90% das exportações totais; e 50% das receitas do governo. 

Após a perda de petróleo e população, o crescimento econômico contraiu 4,4% em 2012. Mesmo tendo concluído um acordo com o Sudão do Sul que abrange a exportação de petróleo, bem como 3,3 bilhões de dólares de “ajuda de transição” pagos pelo Sudão do Sul, o presidente Omar al-Bashir anunciou uma série de cortes orçamentais profundos em junho de 2012 para controlar uma crescente deficiência fiscal. 

Além disso, o Banco Mundial estimou que o Sudão recuou na categoria de países de baixa renda, com 47% da população do Sudão vivendo abaixo da linha da pobreza. Em 2018, o país viu uma série de protestos sobre a pobre situação econômica. Essa crise pode forçar o governo a resolver seus problemas com o Sudão do Sul para obter pagamento por deixar os sul-sudaneses usarem seus dutos de petróleo. 

CENÁRIO SOCIOCULTURAL 

O Sudão pertenceu ao Reino Nuba e tem uma cultura e história ricas. Esse é o país onde a arte de construir pirâmides pode ter começado. A maioria da população é agora composta de grupos étnicos árabes. Fur, nuba, fallata e beja são algumas das minorias étnicas. O árabe e o inglês são as línguas oficiais. 

A população sudanesa consiste em cerca de 19 grupos étnicos diferentes e quase 600 subgrupos. Muitos dos habitantes da parte sudeste do país são étnicos de origem africana, e árabes vivem predominantemente nas partes do nordeste do país. Devido à profunda natureza religiosa das pessoas sudanesas, a maioria da população é aderente à fé religiosa, principalmente ao cristianismo ou islamismo, entretanto, religiões indígenas ainda persistem. Por muitos anos, os árabes do Norte tentaram espalhar não apenas o islamismo, mas também uma cultura específica e identidade étnica associada ao arabismo. Isso levou a décadas de guerra civil e foi responsável recentemente pela independência do Sudão do Sul. Entretanto, mesmo hoje, isso acontece por todo o país. 

A elite do Sudão tem o objetivo de reforçar um regime islâmico no país. Sob o governo de al-Bashir, a apostasia era criminalizada e punível com pena de morte. As leis de blasfêmia eram usadas em todo o país para processar os cristãos. 

Com uma pontuação de 0,510 no Índice de Desenvolvimento Humano (IDH), o Sudão está na posição 170. A expectativa de vida é de 65,1 anos, com expectativa de escolaridade de 7,7 anos. 

A paisagem étnico-cultural do país é complicada: árabe versus étnico-africano, muçulmano versus cristão. A separação do Sudão do Sul, em 2011, não resolveu esses problemas, apenas aumentou a influência do islamismo radical de várias formas. Isso é real para os africanos étnicos porque um número significativo é de cristãos e eles ainda vivem no país. 

O cristianismo foi muito influente no Sudão a partir do século 4. Durante quase um milênio, a maioria da população era cristã. Os cristãos sofreram quando os árabes levaram o islã — especialmente ao Norte do país — e aos poucos islamizaram a região ao longo do século 15. No entanto, as igrejas gregas ortodoxas e etíopes ortodoxas sobreviveram. 

Após os britânicos derrotarem o autoproclamado Mahdi islâmico (Mahdi significa “o guiado”) e seus apoiadores, em 1898, muitos grupos cristãos entraram no país. Os católicos romanos, os anglicanos, por meio da Igreja Missionária, e os presbiterianos norte-americanos também vieram de sua base no Egito. 

A Missão Unida do Sudão, a Missão do Interior Africano e a Missão Interior do Sudão vieram em seguida. Várias igrejas iniciadas na própria África também se estabeleceram no país. Muitos missionários foram do Sudão do Sul para Cartum. 

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