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Sudão

SD
Sudão
  • Tipo de Perseguição: Opressão islâmica, paranoia ditatorial, corrupção e crime organizado, opressão do clã
  • Capital: Cartum
  • Região: Norte da África
  • Líder: Abdel Fattah al-Burhan
  • Governo: República presidencialista
  • Religião: Islamismo e cristianismo
  • Idioma: Árabe, inglês, núbio, bedawie, fur
  • Pontuação: 83


POPULAÇÃO
45,9 MILHÕES


POPULAÇÃO CRISTÃ
2 MILHÕES

DOAR AGORA

R$

Como é a perseguição aos cristãos no Sudão?  

A perseguição aos cristãos permanece em um alto nível no Sudão, e há temores de que isso piore diante da contínua agitação. 

Após Omar al-Bashir ser deposto em abril de 2019, o governo transicional do Sudão introduziu mudanças interessantes para que o quadro legal garanta os direitos humanos básicos para todos os sudaneses, não importando etnia, gênero ou religião. Entretanto, protestos em massa levaram à renúncia do primeiro-ministro Abdallah Hamdok em janeiro de 2022, e há temores de que o Sudão retorne aos anos autoritários do antigo presidente. Isso pode desfazer os passos positivos realizados quanto à liberdade religiosa sob o governo de transição. Embora a pena de morte por deixar o islamismo tenha sido abolida, há receio de que essa punição seja restabelecida. 

Atitudes sociais com relação aos cristãos não mudaram. Isso é especialmente o caso em áreas fora da capital, Cartum. Cristãos ainda estão vulneráveis a perseguição extrema por parte da comunidade e da própria família, principalmente se tiverem se convertido do islamismo. Convertidos podem enfrentar agressão sexual e violência doméstica em suas casas, bem como estar vulneráveis a prisão e violência. O governo não disponibiliza proteção real para cristãos e outras minorias religiosas. Desde o golpe militar, quatro igrejas foram forçadas a fechar e, mesmo com a mudança no status oficial, igrejas e terras confiscadas ainda não foram devolvidas para os donos cristãos. Tentar construir novas igrejas ainda é extremamente difícil. 

“Não há direitos iguais para os cristãos construírem igrejas como os muçulmanos têm para construir mesquitas.” 

Abdul (pseudônimo), cristão perseguido no Sudão  

O que mudou este ano?  

Em outubro de 2021, o exército efetivamente conduziu um golpe que acabou com o acordo de poder compartilhado com os membros civis do governo de transição. Isso foi seguido por protestos em massa no país, principalmente na capital. Manifestantes exigiram o fim do governo militar. O poder é firmemente mantido nas mãos dos militares. Muitos acreditam que o Sudão voltará aos anos autoritários do líder deposto, Omar al-Bashir. Isso pode desfazer os passos positivos feitos com relação a liberdade religiosa pelo governo de transição e intensificar a perseguição aos cristãos. Em agosto de 2022, o governo estabeleceu uma polícia comunitária que se assemelha à extinta polícia moral. 

Em geral, a perseguição aos cristãos se intensificou no período de pesquisa (1 de outubro de 2021 a 30 de setembro de 2022), tanto em termos de violência quando na pressão enfrentada em várias esferas da vida. 

Quem persegue os cristãos no Sudão?   

O termo “tipo de perseguição” é usado para descrever diferentes situações que causam hostilidade contra cristãos. Os tipos de perseguição aos cristãos no Sudão são: opressão islâmica, paranoia ditatorial, corrupção e crime organizado, opressão do clã. 

Já as “fontes de perseguição” são os condutores/executores das hostilidades, violentas ou não violentas, contra os cristãos. Geralmente são grupos menores (radicais) dentro do grupo mais amplo de adeptos de uma determinada visão de mundo. As fontes de perseguição aos cristãos no Sudão são: líderes religiosos não cristãos, grupos religiosos violentos, redes criminosas, oficiais do governo, partidos políticos, líderes de grupos étnicos, cidadãos e quadrilhas. 

Quem é mais vulnerável à perseguição no Sudão?  

Os cristãos mais vulneráveis são aqueles que se converteram do islamismo — o que já foi punido com morte no Sudão. Embora a pena de morte por deixar o islamismo esteja abolida, há temores de que ela seja restabelecida. 

Geograficamente, a pressão e a violência aos cristãos sempre foi mais intensa fora da capital, Cartum. Nas regiões de Darfur, Montanhas Nuba e Nilo Azul, onde ocorrem conflitos armados, a violência contra cristãos é particularmente séria. 

Como as mulheres são perseguidas no Sudão?  

O golpe militar em outubro de 2021 ameaça o progresso dos direitos das mulheres. As mulheres enfrentam violência direcionada, e grupos islâmicos têm sequestrado meninas sudanesas para casamento e/ou escravidão sexual.  

Meninas e mulheres cristãs, principalmente as de origem muçulmana, são vulneráveis a abuso sexual, violência doméstica e casamento forçado. Uma mulher convertida do islamismo para o cristianismo é vista como trazendo vergonha para a família e estará sujeita a prisão domiciliar. Convertidas perdem os direitos de herança e, se já são casadas, são divorciadas dos maridos. 

É desafiador para meninas e mulheres relatar abuso sexual e violência doméstica para as autoridades. O testemunho de uma mulher não é equivalente ao de um homem, e há um significativo estigma social vinculado a violência sexual que impede as vítimas de ir adiante. Além disso, tem sido relatado que os próprios policiais abusaram sexualmente de meninas cristãs, o que nutre um cenário de impunidade para os responsáveis. 

Como os homens são perseguidos no Sudão?  

Extremistas islâmicos violentos continuam assolando muitas nações africanas e têm levado a um aumento na perseguição aos cristãos. No Sudão, homens cristãos, e principalmente líderes de igrejas, são muitas vezes acusados falsamente de “terrorismo” e outros crimes que não cometeram. Forças de segurança do governo monitoram diariamente as atividades dos líderes de igrejas. 

Meninos e homens cristãos, principalmente os convertidos do islamismo, sofrem agressões, prisão e podem até mesmo ser mortos pela fé. Eles são expulsos de casa e rejeitados pela família. 

Já que homens geralmente são os provedores para a famílias, se eles são incapazes de prover devido à perseguição, toda a família é impactada financeiramente. Os homens também são os protetores da família. Durante a agitação recente, em partes remotas do país, a ausência deles levou a propriedade da família a ser saqueada e viúvas e filhas a serem atacadas sexualmente. 

O que a Portas Abertas faz para ajudar os cristãos no Sudão?  

A Portas Abertas trabalha com igrejas locais parceiras no Sudão para fortalecer cristãos perseguidos por meio de treinamento de preparação para a perseguição, discipulado e projetos de desenvolvimento econômico.  

Como posso ajudar os cristãos perseguidos no Sudão?  

Além de orar por eles, você pode ajudar de forma prática doando para os projetos da Portas Abertas de apoio aos cristãos perseguidos. Doando para esta campanha, sua ajuda vai para locais onde a perseguição é extrema e a necessidade é mais urgente. 

QUERO AJUDAR 

Pedidos de oração do Sudão 

  • Interceda para que a paz prevaleça no Sudão e Deus estabeleça governantes que reforcem respeito duradouro pelos direitos humanos.  
  • Ore para que os líderes das igrejas se envolvam com seus colegas muçulmanos — para um diálogo construtivo sobre como trazer verdadeira mudança em nível comunitário.  
  • Peça a Deus que os cristãos de origem muçulmana cresçam no conhecimento de Cristo e tenham sabedoria para falar corajosamente sobre ele.  


Um clamor pelo Sudão
 

Querido Deus, nós apresentamos o Sudão e oramos por estabilidade na região. Estabeleça um governo que respeite a igualdade e a liberdade religiosa. Cure os afetados pela violência e perseguição. Construa uma igreja resiliente no Sudão que permaneça forte frente à perseguição. Proteja e abençoe os parceiros da Portas Abertas que se esforçam para que isso aconteça. Intervenha para reinstaurar o progresso em direção a uma sociedade mais justa e segura no Sudão. Amém.

Os primeiros habitantes do que hoje é o Sudão podem ser atribuídos como povos africanos que viviam nos arredores de Cartum nos tempos mesolíticos. Eles eram caçadores e coletores que faziam cerâmica e, posteriormente, objetos de solo arenoso. No final do quarto milênio antes de Cristo, reis da primeira dinastia do Egito conquistaram a parte superior de Núbia, introduzindo a influência cultural egípcia aos povos africanos que se espalhavam nas margens do rio. 

Em determinado momento, Nubia foi dividida em duas unidades administrativas: Wawat, no Norte, e Cuxe, no Sul. Com o declínio do Egito, os vice-reis de Cuxe, apoiados pelos exércitos núbios, se tornaram reis independentes, livres do controle egípcio. O período entre 200 anos após a queda de Cuxe até meados do século 6 é desconhecido com relação ao Sudão. 

No século 6, missionários cristãos chegaram à região. Entre 543 e 575, os três reinos no qual a região fora dividida se converteram ao cristianismo. A nova religião pareceu ser adotada com um entusiasmo considerável. Após a morte do profeta Maomé, em 632, os árabes surgiram das estepes desérticas da Arábia e invadiram as terras a Leste e Oeste. O Egito foi invadido em 639, e pequenos grupos de invasores árabes chegaram ao Nilo e, no século 7, tomaram o estado da Nobácea. 

Os funjes, que não eram nem árabes, nem muçulmanos, apareceram para estabelecer sua supremacia em 1607 e 1608. Logo a aristocracia adotou o islamismo e, embora mantenha muitos costumes tradicionais africanos, permanece muçulmana nominal. A disseminação do islamismo avançou no século 16, quando a hegemonia funje aumentou a segurança. Nos séculos 16 e 17, diversas escolas de ensino islâmico foram fundadas. 

Em julho de 1820, Muhammad Ali, vice-rei do Egito sob o Império Otomano, enviou seu exército para conquistar o Sudão. Em 1821, os funjes e o sultão local tinham se rendido. Forças britânicas invadiram e ocuparam o Egito em 1882 para acabar com uma revolução nacionalista hostil aos interesses estrangeiros. Elas permaneceram no país para impedir qualquer ameaça futura ao governo do Quediva ou a possível intervenção de outro poder europeu. Após a conquista do Sudão, os britânicos tiveram que governá-lo. Mas a administração dessa vasta terra foi complicada por problemas legais e diplomáticos que acompanharam a conquista. 

Independência e conflitos internos 

Desde que o país se tornou independente da Grã-Bretanha, em 1956, o Sudão sofreu conflitos violentos, persistentes e recorrentes, principalmente impulsionados pelas lutas entre o governo central em Cartum e grupos armados das periferias do país. 

As estruturas de poder tradicionais do Sudão foram por muito tempo dominadas por um regime islâmico liderado pelo presidente Omar al-Bashir, que chegou ao poder em um golpe em 1989. O Sudão se tornou vergonhoso na comunidade internacional por financiar grupos radicais islâmicos, cometer atrocidades e enfraquecer fundamentalmente a liberdade de religião. 

Em 2018, o ano começou com manifestações contra a imposição de medidas de austeridade que efetivamente triplicaram a taxa de câmbio do dólar americano no Sudão e o aumento do preço dos bens essenciais. Mas o governo recorreu à força excessiva para dispersar as manifestações pacíficas; isso incluiu o uso de agressões e prisões ilegais de centenas de manifestantes, ativistas e membros do partido de oposição.  

Enquanto isso, protestos contra o governo do Sudão cresciam no final de 2018, com forças de segurança matando primeiro nove estudantes que protestavam e depois mais 37 manifestantes em poucos dias, em protestos que abalaram o país. 

Em abril de 2019, o impensável aconteceu. Um dos mais antigos ditadores na África, o presidente al-Bashir, foi deposto. Ele declarou estado de emergência em 22 de fevereiro de 2019, desfez o governo nos níveis federal e provincial e apontou chefes de segurança para liderar todos os 18 estados regionais do país. A subsequente repressão brutal intensificou a revolta dos manifestantes.  

O impasse continuou em março, até que, finalmente, em 11 de abril de 2019, o exército removeu al-Bashir do cargo e assumiu o poder provisório, com o procurador-geral do Sudão anunciando depois que o antigo presidente seria acusado de matar manifestantes. Entretanto, em 2 de junho de 2019, as forças de segurança mataram dezenas de manifestantes que realizavam um protesto em Cartum contra a declaração do conselho militar de que permaneceria no poder por três anos. Depois, o Conselho Militar de Transição do Sudão admitiu tomar a decisão que matou mais de 100 manifestantes. 

O ex-presidente e alguns dos membros mais importantes de seu gabinete foram levados para a prisão e acusados de corrupção. Entretanto, os manifestantes exigiram um governo civil e o primeiro líder de transição, o antigo ministro da Defesa, foi forçado a renunciar após um dia. Os líderes dos protestos e o conselho de transição falharam em chegar a um acordo no caminho que o exército estava tomando, principalmente após tantos manifestantes terem sido mortos no processo.  

Finalmente, os seguintes acordos foram feitos: o poder compartilhado duraria 39 meses; um conselho soberano, gabinete e corpo legislativo seriam formados; um general lideraria o conselho pelos primeiros 21 meses, e depois um conselho civil permaneceria pelos 18 meses seguintes; um primeiro-ministro, nomeado pelo movimento pró-democrático, lideraria o gabinete; e o ministro da Defesa e do Interior seria escolhido pelo exército. 

O primeiro dos três anos de transição para um governo democrático após a dramática remoção do presidente Omar al-Bashir em 2019 foi marcado por fracasso econômico, tensões políticas e manifestações populares contínuas por justiça e reformas. Entretanto, em 31 de agosto de 2020, o governo e uma coalizão de grupos rebeldes deram o positivo passo de assinar um acordo de paz em Juba, que acabaria com os conflitos armados internos do país e previa a cooperação com o Tribunal Internacional de Crimes de Guerra em sua investigação em Darfur. 

As dificuldades econômicas e políticas se agravaram com a crise relacionada à pandemia de COVID-19. A crise se aprofundou quando o exército tomou a decisão de destituir o conselho de transição civil em um golpe em outubro de 2021. Líderes civis foram presos e manifestantes tomaram as ruas. A pressão da comunidade internacional forçou os líderes do golpe a anunciarem a reintegração do primeiro-ministro; entretanto, não houve passos significativos tomados pelos líderes do golpe para resolver a crise pós-golpe. Protestos populares continuaram em dezembro de 2021. 

A composição religiosa do Sudão é um ponto controverso. De acordo com o World Christian Database (WCD), estima-se que a população cristã seja de 4,4% e a maioria muçulmana de 91,9%. De acordo com o governo, cerca de 97% da população é muçulmana, o que tornaria a presença cristã menos de 3%. Vários grupos de advocacy contestam esses números baixos alegando que os não muçulmanos no país chegam a cerca de 15 a 20%. Ortodoxos coptas, católicos romanos e várias denominações protestantes estão presentes no Sudão. Esses grupos são encontrados principalmente em Cartum, Porto Sudão, Kassala, Gedaref, El Obeid, El Fashe e algumas partes das Montanhas Nuba. 

Quase todos os muçulmanos são sunitas, mas existem distinções significativas, particularmente entre os chamados sufis. Além disso, existem pequenas minorias muçulmanas, incluindo xiitas e os irmãos republicanos, com base predominantemente em Cartum, e uma porcentagem crescente, ainda que pequena, de salafistas.  

Dentro da maioria muçulmana, o principal grupo salafista tradicional, Ansar al-Sunna, defende meios pacíficos para alcançar seus objetivos. No entanto, os grupos radicais mais recentes tendem a ser mais militantes e confrontativos e realizaram ataques a sufistas, xiitas e cristãos, alvejados em 2011 e 2012. 

Falta de liberdade religiosa e novas leis 

O Sudão foi designado, por mais de uma década, pelo Departamento de Estado dos Estados Unidos como um país de particular preocupação por suas violações graves e sistemáticas da liberdade religiosa. A liberdade religiosa, embora garantida pela Constituição Provisória de 2005, não é mantida na prática. 

Além disso, o direito penal do Sudão, baseado na lei islâmica, que permite o uso de amputações e flagelações por crimes e atos de “indecência” e “imoralidade”, foi aplicado, indiscriminadamente, contra os cristãos nativos. Em 2020, o governo de transição votou por abolir todas as leis que violam direitos humanos fundamentais — incluindo a lei de apostasia, que proíbe qualquer um de se converter do islamismo para uma religião diferente, acrescentando depois que mulheres não precisariam mais de permissão de um parente homem para viajar.  

Em setembro de 2020, foi anunciado que o governo de transição do Sudão concordou em separar religião do Estado, acabando com 30 anos de governo islâmico na nação. Ainda assim, cristãos de origem muçulmana vivem sob grande pressão. 

Todas as comunidades cristãs no Sudão temem ter conversas sobre a fé com os muçulmanos sudaneses. O nível de perseguição que convertidos e africanos étnicos enfrentam é enorme. Para que não sejam descobertos, os novos convertidos, muitas vezes, se abstêm de criar os filhos como cristãos porque isso pode atrair a atenção do governo e dos líderes comunitários, uma vez que as crianças podem revelar a fé dos pais. 

Esse medo ainda se estende aos funerais. Quando um cristão de origem muçulmana morre, ele é enterrado de acordo com os ritos islâmicos em cemitérios muçulmanos, embora os cemitérios cristãos e muçulmanos sejam separados. 

No geral, o Sudão tem uma cultura rica. Esse é o país onde a arte de construir pirâmides pode ter começado.  

Sociedade e grupos étnicos 

O Sudão tem uma sociedade patriarcal em que se espera que homens e mulheres assumam papéis tradicionais de gênero. A crença social de que mulheres pertencem à casa e devem assumir as responsabilidades domésticas tem impedido muitas meninas de frequentarem a escola. A falta da educação serve para alimentar a prática comum do casamento forçado ou precoce, já que as meninas se sentem mal preparadas para buscar uma rota alternativa. As mulheres desempenham um papel principal na criação dos filhos, representação da família em eventos sociais e ajuda com os deveres agrícolas. A perseguição a meninas e mulheres, portanto, tem um impacto negativo significativo na família mais ampla e comunidade. 

A população sudanesa consiste em cerca de 19 grupos étnicos diferentes e quase 600 subgrupos. Muitos dos habitantes das partes sudestes do país são de origem africana, e árabes vivem predominantemente nas partes do nordeste do país. Devido à profunda natureza religiosa das pessoas sudanesas, a maioria da população é aderente à fé religiosa, principalmente ao cristianismo ou islamismo; entretanto, religiões nativas ainda persistem. Por muitos anos, os árabes do Norte tentaram espalhar não apenas o islamismo, mas também uma cultura específica e identidade étnica associada ao arabismo. Isso levou a décadas de guerra civil e foi responsável recentemente pela independência do Sudão do Sul. Entretanto, mesmo hoje, isso acontece por todo o país. 

O cristianismo foi muito influente no Sudão a partir do século 4. Durante quase um milênio, a maioria da população era cristã. Os cristãos sofreram quando os árabes levaram o islã — especialmente ao Norte do país — e aos poucos islamizaram a região ao longo do século 15. No entanto, as igrejas ortodoxas gregas e etíopes sobreviveram. 

Após os britânicos derrotarem o autoproclamado Mahdi islâmico (Mahdi significa “o guiado”) e seus apoiadores, em 1898, muitos grupos cristãos entraram no país. Os católicos romanos, os anglicanos por meio da Igreja Missionária e os presbiterianos norte-americanos também foram ao país de sua base no Egito. 

A Missão Unida do Sudão, a Missão para o Interior da África e a Missão para o Interior do Sudão chegaram em seguida. Várias igrejas iniciadas na própria África também se estabeleceram no país. Muitos missionários foram do Sudão do Sul para Cartum. 

O papel do cristianismo começou a diminuir com a chegada do islamismo, especialmente após o crescimento do Movimento Madista do século 19. A situação piorou após a independência do Sudão, na segunda metade do século 20, quando islâmicos poderosos assumiram o poder político. Quando al-Bashir assumiu o cargo nos anos 1980, ele proclamou que a sharia (conjunto de leis islâmicas) seria a fonte de todas as leis do país. Como resultado, a influência cristã diminuiu. 

Sobre nós

Uma organização cristã internacional que atua em mais de 60 países apoiando os cristãos perseguidos por sua fé em Jesus.

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