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Burkina Faso

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Burkina Faso
  • Tipo de Perseguição: Opressão islâmica, corrupção e crime organizado, hostilidade etno-religiosa
  • Capital: Uagadugu
  • Região: Oeste Africano
  • Líder: Roch Marc Christian Kaboré
  • Governo: República presidencialista
  • Religião: Islamismo, cristianismo, animismo
  • Idioma: Francês e línguas nativas africanas
  • Pontuação: 67


POPULAÇÃO
20,9 MILHÕES


POPULAÇÃO CRISTÃ
4,9 MILHÕES

Como é a perseguição aos cristãos em Burkina Faso? 

Depois de um 2019 brutal, quando os cristãos foram alvo dataques e assassinatos por militantes, houve menos ataques violentos de grande escala em 2020. No entanto, a violência continuou, apenas não tão visivelmente.  

Portas Abertas estima que  mais de 1 milhão de pessoas deslocadas internamente em Burkina Faso, e muitas são cristãs. Ataques extremistas expulsaram seguidores de Jesus das casas e aldeias, com muitos sendo forçados a ir para campos de refugiados. Parceiros da Portas Abertas em Burkina Faso relatam que não há igrejas abertas em partes do Nordeste do país. Os cristãos nessa área foram, em grande parte, forçados a fugir devido à violência de extremistas islâmicos. As chuvas baixas e a pandemia da COVID-19 pioraram a situação.  

Os cristãos que se converteram do islã também enfrentam pressão significativa e oposição da família e comunidade. A família pode rejeitar os cristãos ex-muçulmanos, e novos cristãos podem ser pressionados a renunciar à nova fé. Isso também significa que os novos convertidos vindos do islã são frequentemente relutantes em tornar a fé pública. Burkina Faso tem reputação de tolerância de várias crenças, mas essa reputação está cada vez mais em risco.   

“No Norte de Burkina Faso, enfrentamos ataques contra cristãos e contra nossas igrejas. Não sabemos quem são os agressores, nem sabemos quem os patrocina. Tudo o que sabemos é que eles atacam cristãos. Esses ataques destruíram a vida do nosso povo. Estamos preocupados e cheios de dor pela morte de nossos familiares.”  

Pastor Samuel, cristão perseguido em Burkina Faso 

O que mudou este ano? 

Burkina Faso caiu quatro posições na Lista Mundial da Perseguição 2021. No entanto, analistas da Portas Abertas acreditam que a perseguição se tornou um pouco pior no último ano. Felizmente, a violência diminuiu, mas à medida que os ataques mais ostensivos diminuíram, a crise em curso causada pelos ataques extremistas islâmicos continua a impulsionar o sofrimento e as dificuldades para a comunidade cristã em Burkina Faso. Cristãos ex-muçulmanos também são alvo. 

Quem persegue os cristãos em Burkina Faso? 

O termo tipo de perseguição é usado para descrever diferentes situações que causam hostilidade contra os cristãos. Os tipos de perseguição aos cristãos em  Burkina Faso são: opressão islâmica, corrupção e crime organizado, hostilidade etno-religiosa.

Já as “fontes de perseguição são os condutores/executores de hostilidades, violentas ou não violentas, contra os cristãos. Geralmente são grupos menores (radicais) dentro do grupo mais amplo de adeptos de uma determinada visão de mundo. As fontes de perseguição aos cristãos em Burkina Faso são: grupos religiosos violentos, líderes religiosos não cristãos, redes criminosas, parentes, cidadãos e quadrilhas, líderes de grupos étnicos.

Quem é mais vulnerável à perseguição em Burkina Faso? 

As partes norte e leste de Burkina Faso são particularmente perigosas para os seguidores de Jesus, especialmente em áreas fora dos centros urbanos. Os ataques de extremistas islâmicos se concentraram nessa região. 

Além disso, os cristãos ex-muçulmanos também são vulneráveis à pressão e rejeição tanto da família quanto da sociedade mais ampla. Muitas vezes, isso pode levar ao medo de expressar publicamente a fé. 

Como as mulheres são perseguidas em Burkina Faso? 

Burkina Faso fica em uma região onde grupos islâmicos exercem uma enorme influência e o governo central é muito fraco. Como resultado, há sempre um alto potencial para meninas e mulheres serem sequestradas e/ou forçadas a se casar. As meninas cristãs são pressionadas, e às vezes forçadas, a se converter ao islã se o futuro marido for muçulmano.  

É possível que, à medida que mais pessoas sejam radicalizadas no Norte, elas também queiram se casar cedo para formar famílias – forçando as meninas a se casarem com aqueles que se juntam às fileiras de grupos extremistas. 

Uma das estratégias dos extremistas muçulmanos é casar-se com garotas cristãs. Recentemente, uma filha de um pastor foi levada à força e casada com um homem muçulmano, na capital Ouagadougou. Em outras situações, incidentes semelhantes são relatados.  

Como os homens são perseguidos em Burkina Faso? 

Grupos militantes islâmicos que operam na região do Sahel, no Oeste Africano, frequentemente recrutam membros de países como Níger e Burkina Faso. Homens e meninos cristãos podem ser alvo. É possível que, à medida que mais pessoas se radicalizem no Norte, seus familiares (irmãos, tios, etc.) sejam pressionados a se juntar às fileiras de grupos militantes islâmicos.  

Em áreas de conflito, os homens são vítimas de ataques físicos de extremistas islâmicos violentos. Quando homens e meninos cristãos são deslocados à força de suas casas e cidades por causa da fé, as famílias também são seriamente afetadas pela perseguição. Esses homens e meninos deslocados correm o risco de não receberem educação adequada, impedindo-os de se integrarem totalmente à sociedade. 

O que a Portas Abertas faz para ajudar os cristãos em Burkina Faso? 

Por meio de parceiros locais, a Portas Abertas caminha ao lado dos cristãos em Burkina Faso com ajuda emergencial e fornecendo cuidados pós-trauma, treinamento de liderança e discipulado, treinamento de preparação para a perseguição e apoio contínuo em oração. 

Como posso ajudar os cristãos perseguidos?  

Além de orar por eles, você pode ajudar de forma prática doando para os projetos da Portas Abertas de apoio aos cristãos perseguidos. Doando para esta campanha, sua ajuda vai para locais onde a necessidade é mais urgente.



Pedidos de oração de Burkina Faso 

  • Ore pela provisão do Senhor na vida de nossos irmãos e irmãs deslocados em Burkina Faso. Peça para que eles não sejam governados pelo medo, mas experimentem a paz que só o Senhor pode dar, através de seu Espírito. 
  • De um pastor em Burkina Faso: Ore por Burkina Faso, para que a paz de Deus reine no país, e nosso povo volte para as aldeias e continue as atividades diárias. Clame também por nossos pastores que foram deslocados, que Deus os equipe e coloque as palavras de esperança em seus lábios enquanto ministram nas congregações”.  
  • Interceda por graça para que os cristãos permaneçam firmes na fé enquanto enfrentam crescente hostilidade. Muitas pessoas, incluindo os cristãos, foram severamente traumatizadas pela deterioração da segurança e pelo deslocamento que sofreram. Peça ao Senhor que trabalhe nas vidas para trazer cura e conforto.  
  • Agradeça ao Senhor pelos esforços da igreja para suprir as necessidades de outros cristãos locais através das doações.  
  • Clame pela provisão do Senhor para todos os deslocados nas necessidades físicas. Ore para que o governo tenha sabedoria à medida que busca criar ordem nas áreas afetadas.  

Um clamor por Burkina Faso 

Deus todo-poderoso, estamos diante do Senhor para pedir que sua proteção e graça encontrem nossas irmãs e irmãos em Burkina Faso. Pedimos que proteja aqueles que foram forçados a deixar as casas e aldeias – por favor, dê-lhes força e levante a cabeça deles para ver seu rosto. Oramos pelos seguidores de Jesus que abandonaram islã, para que os ajude a perceber que têm uma família global de cristãos que cuida deles, mesmo quando são rejeitados pelas famílias biológicas. Pedimos todas essas coisas em nome de Jesus, amém.  

Burkina Faso está localizada na região do Sahel, no Oeste da África. O país foi uma colônia francesa conhecida como Alto Volta e ganhou a independência em 1960. Durante sua história de pós-independência, Burkina Faso passou por diversos episódios de agitação política e instabilidade. 

Como a maioria dos países africanos, as fronteiras territoriais são o produto de uma demarcação colonial europeia do século 19, chamada “Partilha da África”. O movimento de independência para se tornar livre do controle da França foi conduzido pelo partido União Democrática Voltaico (UDV). O líder do UDV, Maurice Yaméogo, se tornou o primeiro presidente do país. Depois de chegar ao poder, o presidente Yaméogo baniu todos os partidos políticos, além do UDV, e declarou o país um Estado de partido único. O regime favoreceu as políticas francesas e de outros poderes ocidentais. 

O regime do UDV se tornou impopular, o que levou a um surto de instabilidade política em 1966 e o coronel Sangoulé Lamizana orquestrou um golpe militar bem-sucedido. Lamizana tomou o controle e permaneceu no poder até 1980. Ele governou o país pelos 14 anos seguintes, primeiro com completo governo militar e então com um governo militar que incluía alguns civis com poder limitado. Protestos políticos liderados pelos sindicatos do país forçaram o regime a introduzir uma constituição democrática em 1977. O país realizou uma eleição aberta em 1978 que Lamizana venceu. Essa eleição, como todas as eleições anteriores, não foi livre e justa. 

O país experimentou um segundo golpe militar quando o regime de Lamizana foi derrubado pelo coronel Saye Zerbo, em 1980. O regime de Zerbo foi impopular e enfrentou considerável oposição. Consequentemente, seu regime durou apenas dois anos. Um conselho militar chamado de Conselho da Salvação Popular (CSP), liderado por Jean-Baptiste Ouédraogo, derrubou o regime de Zerbo em 1982. O país então voltou a mais instabilidade política devido aos conflitos internos entre várias facções de líderes do CSP. Em 4 de agosto de 1983, o regime de Ouédraogo foi derrubado pela facção do CSP, liderada por Thomas Sankara e Blaise Compaoré. Sankara foi colocado como presidente da república. 

Em 1984, o presidente Sankara mudou o nome do país para Burkina Faso (“terra de homens honestos”). Sankara foi um dos líderes mais populares na África. Ele introduziu diversas reformas políticas e sociais que incluíram mais direitos para mulheres e trabalhadores. Entretanto, parece que suas políticas econômicas socialistas foram impopulares entre potências ocidentais e ele foi morto em um golpe liderado por Blaise Compaoré, em 1987. 

O governo militar de Blaise Compaoré era ditatorial e impopular entre as pessoas. A oposição ao regime foi recebida por represálias violentas e muitos líderes da oposição foram mortos, torturados e forçados a deixar o país. A oposição chegou ao auge da revolta em 2014, o que forçou Compaoré a deixar o país em outubro de 2014, após 27 anos no poder. Após um breve período de transição, houve outro golpe militar em setembro de 2015. Entretanto, os líderes do golpe concordaram em transferir o poder para um governo civil por meio de eleições. Uma eleição democrática foi realizada em novembro de 2015 e Roch Kaboré se tornou o primeiro presidente democraticamente eleito de Burkina Faso. 

Apesar de haver um desenvolvimento significativo em termos de democracia e direitos humanos desde que Kaboré chegou ao cargo, sua presidência tem sido obscurecida pelos numerosos ataques de militantes islâmicos que atuam na região. 

O derramamento de sangue dos últimos anos continuou inalterado em 2018. Houve relatos de ataques recorrentes que tiraram muitas vidas e aterrorizaram comunidades. Os ataques que ocorreram em março e setembro de 2018 foram particularmente significativos na forma como os alvos foram identificados e os ataques conduzidos. Em março de 2018, ataques coordenados na embaixada francesa e no quartel do exército na capital, Uagadugu, tiraram a vida de pelo menos 16 pessoas, incluindo militantes. 

Os ataques continuaram em 2019 e 2020. Em abril de 2019, cristãos e um pastor foram mortos enquanto militantes islâmicos lançaram o que é visto como o primeiro ataque a uma igreja desde que a recente violência sectária começou. Isso foi seguido por ataques mortais em dois dias consecutivos, em maio de 2019, alvejando cristãos em duas partes diferentes do país. Esses ataques forçaram mais de meio milhão de pessoas a fugirem de suas terras. Em janeiro de 2020, o Conselho Norueguês para os Refugiados (NRC) alertou que 900 mil pessoas estariam deslocadas internamente em abril de 2020. 

CENÁRIO POLÍTICO E LEGAL 

O país está em um período de transição, se movendo em direção à democracia após anos de turbulência política e ditadura militar. De acordo com a Constituição de 2012, Burkina Faso é um Estado secular e garante os direitos de indivíduos para escolher, praticar e mudar a religião à vontade. As leis permitem que todas as organizações e religiões se registrem com o Ministério de Administração Territorial, Descentralização e Segurança Interna. 

A atual Constituição foi aprovada em 1991 e foi alterada por múltiplas vezes desde então. A última emenda, em 2012, estabeleceu um sistema semipresidencial. O presidente é eleito a cada cinco anos e escolhe o primeiro-ministro com a aprovação do parlamento. A legislatura do país tem duas câmaras, com a Assembleia Nacional como a câmara baixa e o Senado como a câmara alta. A Assembleia Nacional consiste em 111 membros eleitos. 

Quatorze partidos políticos diferentes compuseram os assentos da Assembleia Nacional na eleição de 2015. A Corte Constitucional do país aprovou uma lei que previne qualquer associado com o antigo regime a concorrer para o cargo.  

Em novembro de 2020, o presidente em final de mandato Roch Marc Christian Kaboré foi reeleito, no primeiro turno, para um segundo mandato. Kaboré obteve 57,87% dos votos no primeiro turno. As eleições foram marcadas por denúncias de fraude por parte da oposição. 

CENÁRIO RELIGIOSO 

Localizado na região do Sahel Africano, Burkina Faso é um país de maioria muçulmana. Muçulmanos são dominantes no Nordeste e Leste do país, enquanto os cristãos estão concentrados nas áreas central e sudeste. Seguidores de religiões tradicionais indígenas dominam a parte sudeste. A Constituição de 2012 garante liberdade de religião e o princípio de separação entre igreja e Estado. O governo exige que todos os grupos religiosos se registrem para funcionarem no país. Além disso, o governo não financia escolas religiosas, que operam de forma independente. 

Historicamente, Burkina Faso tem experimentado a coexistência harmoniosa entre os diferentes grupos religiosos. No entanto, o país está perdendo a tolerância religiosa que já praticou em sua história. Uma radicalização da população islâmica está agora tomando lugar. A recente expansão da militância islâmica na região do Sahel ameaça o desenvolvimento da democracia. Grupos radicais islâmicos, como o Boko Haram, estão claramente ganhando espaço. Embora o governo esteja tomando várias medidas para prevenir a expansão dos grupos, também precisará olhar para soluções populares para combater a crescente influência islâmica.  

Membros da comunidade fora das principais cidades estão se tornando conservadores e informantes para os jihadistas. Uma sociedade que era muito tolerante no passado tem se tornado intolerante com pessoas de religiões diferentes. Isso também é auxiliado pelo fato de que há conflitos étnicos com dimensões religiosas. Como resultado, convertidos e outros grupos de cristãos têm enfrentado pressão extrema.  

De acordo com o World Christian Database (WCD), quase 20% da população segue religiões africanas tradicionais. Muitos cristãos e muçulmanos no país também misturam a fé com várias formas de crenças e práticas. Entretanto, houve um declínio notável no número de adesão às religiões tradicionais nos últimos anos. Cristãos ex-muçulmanos são o grupo cristão mais perseguido no país. Membros da família e comunidade os rejeitam e tentam forçá-los a renunciar à fé cristã. Eles têm medo de expressar a fé em público por causa de tais ameaças.  

É arriscado para cristãos discutirem a fé com outros além de membros da família. Principalmente os cristãos ex-muçulmanos enfrentam reações hostis se discutem a fé com os outros. A conversão não é proibida pela lei, entretanto, muitos muçulmanos se opõem a ela. Além disso, entre outros riscos estão se encontrar com outros cristãos e usar imagens ou símbolos cristãos. 

Em algumas escolas onde líderes, e às vezes donos, são muçulmanos, os alunos de todos os tipos, incluindo cristãos, enfrentam pressão para receberem ensinamentos islâmicos. Famílias cristãs também encontram dificuldade em criar os filhos de acordo com suas convicções religiosas. Cristãos ex-muçulmanos perdem direito à herança. Todos os grupos cristãos têm que deixar claro que não celebrarão casamentos ou feriados cristãos em áreas sujeitas a ataques jihadistas. 

Apesar do fato do país ser oficialmente secular e cristãos serem mais de 25% da população, igrejas em Burkina Faso ainda têm medo devido à ameaça de ataques imprevisíveis e restrições sociais em muitas partes do país. Elas são monitoradas de perto por grupos militantes e líderes comunitários. Autoridades locais hostis à fé cristã fazem o melhor para impedir programas da igreja em público.  

Burkina Faso experimentou diversos ataques islâmicos nos últimos anos, especialmente na região nordeste e, ocasionalmente, na capital. Isso pode ser visto como tentativa violenta de “islamizar” o país. O grupo Ansar ul Islam foi formado em 2016 e tenta impor suas leis no Nordeste do país por formas violentas e não violentas. Há também o Nusrat al-Islam wal Muslim operando no país e que tem laços com grupos militantes locais. Atualmente, eles parecem estar mais focados no combate à presença francesa e países aliados à França. Seus pregadores influenciam os jovens a culpar a França pela infelicidade e corrupção da moral por causa do Ocidente.  

CENÁRIO ECONÔMICO 

Burkina Faso é um dos países menos desenvolvidos no mundo. Ele depende de países da África Ocidental para exportar seus produtos. Aproximadamente 80% das pessoas são dependentes de agricultura de subsistência. Algodão permanece a principal exportação, seguido pelo ouro. O aumento nos preços do ouro fez subir a renda de exportação do país. 

De acordo com o Banco Mundial: “Burkina Faso é um país de baixa renda, cercado de países da África Subsaariana, com recursos naturais limitados. Sua população está crescendo em uma média anual de 3,1%. A economia é fortemente dependente da agricultura, com quase 80% da população ativa empregada no setor. O cenário econômico permanece favorável a médio prazo”. 

CENÁRIO SOCIOCULTURAL 

Antes da colonização europeia tomar espaço no século 19, diferentes reinos do Sahel governaram a região. O antigo Império de Gana controlou muito do atual território de Burkina Faso. No século 14, os mossis, que imigraram do atual Nordeste de Gana, estabeleceram os reinos mossis de Tenkodogo, Uagadugu e Yatenga. O Reino Mossi de Uagadugu, com Uagadugu como capital, era dominante. No século 17, os reinos mossi estavam envolvidos em uma contínua luta pelo poder com os impérios Mali e Songhai. Apesar dos reinos mossi gradualmente perderem muito poder no final do século 18, continuaram mantendo o controle das partes centrais e nordeste do país. Os franceses derrotaram o Reino Mossi de Uagadugu em 1896 e tomaram o controle da área. Então, em 1919, os franceses estabeleceram a província colonial de Alto Volta. 

Ao longo da história recente, a região do Sahel foi dominada por Estados islâmicos como o Império de Mali e o Reino Mossi. Embora governantes muçulmanos controlassem esses reinos, a maioria da população manteve suas crenças tradicionais. O cristianismo foi introduzido durante o período colonial francês, e a maioria dos cristãos hoje são descendentes de seguidores de religiões tradicionais africanas. Ainda no século 19, a maioria das pessoas não era muçulmana. 

O cristianismo chegou ao país em 1896 com os franceses. A Sociedade dos Missionários da África entrou no país em 1900 e abriu a primeira missão em Uagadugu em 1901. Em 1922, uma ordem católica indígena, chamada Irmãs Negras da Imaculada Conceição, foi formada. Em 1955, a Igreja Católica decidiu fazer uma arquidiocese em Uagadugu. 

Os protestantes chegaram ao país no começo dos anos 1920 e missionários se estabeleceram na capital em 1921. O que foi seguido pela abertura de uma escola bíblica em 1933. Em 1923, a Aliança Cristã e Missionária começou um trabalho em Dioulasso. 

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