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Marrocos

MA
Marrocos
  • Tipo de Perseguição: Opressão islâmica, paranoia ditatorial
  • Capital: Rabat
  • Região: Norte da África
  • Líder: Mohammed VI
  • Governo: Monarquia constitucional
  • Religião: Islamismo, cristianismo, judaísmo, bahaí
  • Idioma: Árabe, línguas bérberes e francês
  • Pontuação: 67


POPULAÇÃO
37 MILHÕES


POPULAÇÃO CRISTÃ
31,5 MIL

Como é a perseguição aos cristãos no Marrocos? 

A pressão média sobre os cristãos no Marrocos permanece alta. E para os convertidos do islã, a pressão é ainda maior. Eles podem perder os direitos de herança ou até mesmo a custódia dos filhos.  

Os cristãos ex-muçulmanos enfrentam a oposição de membros da família, que não querem que eles pratiquem a nova fé publicamente – muitas vezes, isso significa que novos cristãos não podem ser batizados, casados ou enterrados em uma igreja ou cerimônia cristã. Particularmente nas áreas rurais, esses seguidores de Jesus também enfrentam hostilidade significativa da comunidade local e governo.  

O código penal marroquino também apresenta questões para os cristãos marroquinos. De acordo com o código, é um ato criminoso abalar a fé de um muçulmano. Obviamente, isso depende muito da interpretação contextual, mas praticamente significa que é muito difícil para os cristãos compartilharem a fésufocando a capacidade das igrejas de alcançar a comunidade. Além disso, os defensores do cristianismo têm sido alvo de ataques violentos de extremistas islâmicos.   

“Eu sempre disse que mesmo que eles colocassem uma faca na minha garganta, eu não poderia dizer que Jesus não existe. Não posso ignorar Jesus, simplesmente não posso. Também acho impossível ficar em silêncio sobre minha fé. Mesmo em um táxi, no trem, em um supermercado, se eu ouvir alguém dizendo coisas ruins sobre Jesus ou sobre cristãos em geral, eu não posso ficar quieto.” 

Abdallah, cristão ex-muçulmano no Norte da África 

O que mudou este ano? 

Marrocos caiu uma posição na Lista Mundial de Perseguição (LMP) 2021 em comparação com a LMP 2020. No entanto, a perseguição aumentou um pouco, principalmente por causa do aumento da pressão na esferas da famíliacomunidade e igreja. A violência diminuiu ligeiramente, mas não o suficiente para alterar as perspectivas para os cristãos na nação norte-africana. 

Quem persegue os cristãos no Marrocos? 

O termo tipo de perseguição é usado para descrever diferentes situações causam hostilidade contra os cristãos. Os tipos de perseguição aos cristãos no Marrocos são: opressão islâmica, paranoia ditatorial.  

Já as “fontes de perseguição são os condutores/executores de hostilidades, violentas ou não violentas, contra os cristãos. Geralmente são grupos menores (radicais) dentro do grupo mais amplo de adeptos de uma determinada visão de mundo. Afontes de perseguição aos cristãos no Marrocos são: líderes religiosos não cristãos, oficiais do governo, parentes, cidadãos e quadrilhas, partidos políticos, grupos religiosos violentos. 

Quem é mais vulnerável à perseguição no Marrocos? 

Os cristãos ex-muçulmanos enfrentam o maior perigo no Marrocos – inclusive pressão da família, comunidade e governo. No entanto, o nível dessa perseguição e discriminação pode variar de área para área. Por essa razão, os cristãos ex-muçulmanos escolhem viver em áreas urbanas, onde é mais fácil escapar da cultura islâmica mais conservadora das áreas rurais. 

Como as mulheres são perseguidas no Marrocos? 

Embora os direitos das mulheres no Marrocos tenham se desenvolvido nos últimos 15 anos, o que deu às mulheres mais igualdade jurídica, as mulheres permanecem em uma posição geralmente menos vantajosa do que os homens. Como resultado, as mulheres marroquinas têm menos liberdade do que os homens e devem estar mais ligadas à família – especialmente nas áreas rurais. 

As mulheres convertidas do islã ao cristianismo estão em maior risco dentro do ambiente doméstico. A perseguição às cristãs ex-muçulmanas reside na capacidade dos pais e irmãos de controlar, oprimir e, em última instância, forçar as mulheres a deixarem a família. A conversão do islã ao cristianismo é socialmente inaceitável e coloca vergonha na menina como uma rebelde contra a sociedade.  

O medo do escândalo sobre a conversão de uma filha muitas vezes significa que as cristãs ex-muçulmanas são mantidas em casa e mais tarde forçadas a se casar, na crença de que o casamento as trará de volta ao islã. Às vezes, a pressão é tão intensa que a menina cede e concorda com um casamento com alguém que não compartilha a mesma fé. Se uma mulher muçulmana casada se converte pode ser pressionada e ameaçada de divórcio pelo marido depois que a fé cristã é descoberta. Algumas foram forçadas a se divorciar e desistir dos filhos. 

Finalmente, o estupro, ou a ameaça de estupro, é um tabu socialmente associado à honra pessoal de uma mulher. O alto estigma faz do estupro uma ferramenta poderosa para a coerção religiosa. Esse é o caso tanto para as mulheres marroquinas quanto para as numerosas mulheres migrantes subsaarianas no Marrocos, das quais uma proporção é cristã. O estupro não é motivado apenas pela exploração, mas também pela intolerância religiosa.  

Como os homens são perseguidos no Marrocos? 

Os homens cristãos ex-muçulmanos na maioria das vezes enfrentam expulsão das famílias, discriminação educacional, dificuldades relacionadas ao trabalho e ameaças de morte. Eles também estão muito mais propensos do que as mulheres a serem alvo de interrogatórios governamentais, espancamentos e prisão. No entanto, a gravidade da reação após a conversão depende da posição social e política dentro da comunidade cristã.    

No âmbito doméstico, os homens cristãos ex-muçulmanos são vistocomo vergonha para as famílias ao deixarem islã e, portanto, são regularmente excluídos após a conversão. Se os cristãos ex-muçulmanos ainda são jovens e vivem com seus pais, podem perder o apoio financeiro da família. Se o homem já é casado, corre o risco de ser abandonado pela esposa, cuja família também pressionará o casal e tomará a filha de volta. Um cristão ex-muçulmano pode, na prática, ser privado da herança. 

O emprego também é um ponto de pressão fundamental para os homens, porque eles geralmente são os provedores das famílias; a conversão pode fazer com que eles percam emprego. Por outro lado, os cristãos às vezes são acusados de se converter para ganho financeiro, porque o cristianismo está associado à luxuosa sociedade ocidental. 

Todos os anos, há relatos de um punhado de homens cristãos presos por nada mais do que ter uma Bíblia ou por discutir a fé cristã com um muçulmano. Multas e violência física podem acompanhar o assédio.  

O que a Portas Abertas faz para ajudar os cristãos no Marrocos? 

Em cooperação com parceiros e igrejas locais, a Portas Abertas apoia a igreja no Norte da África de várias maneiras. Por meio de parceiros, a Portas Abertas oferece treinamento, distribuição de literatura cristã, microcrédito, ministério de discipulado por meio de diferentes canais de mídia e advocacy para defender os direitos dos cristãos. A Portas Abertas também levanta apoio em oração para os cristãos no Marrocos.  

Como posso ajudar cristãos perseguidos?  

Além de orar por eles, você pode ajudar de forma prática doando para os projetos da Portas Abertas de apoio aos cristãos perseguidos. Doando para esta campanha, você possibilita que um cristão ex-muçulmano seja discipulado por um mês no Norte da África.  



Pedidos de oração do Marrocos 

  • Ore pela unidade na igreja marroquina. Os cristãos estão espalhados pelo país e não se conhecem bem. Esforços especiais precisam ser feitos para se unirem. 
  • Interceda por crianças em escolas locais. O islã é ensinado em muitas disciplinas diferentes na escola. As crianças cristãs dizem que isso é confuso, pois ouvem ensinamentos diferentes em casa. Peça a Deus para que elas não se sintam confusas, mas que saibam a verdade profundamente. 
  • Interceda pelos cristãos envolvidos no trabalho social, eles são um grande exemplo do cuidado aos vulneráveis e um testemunho na sociedade. Clame para que Deus dê às pessoas uma visão de como se envolver nesse trabalho. 
  • Ore pelos cristãos ex-muçulmanos no Marrocos. Ore para que eles sejam protegidos contra perigos ou discriminação da família, e que andem abertamente com Jesus.  

Um clamor pelo Marrocos 

Ó Senhor, oramos pelos cristãos no Marrocos. Pedimos que o Senhor os sustente, especialmente aqueles que se arriscam para segui-lo. Oramos pelas pessoas que deixaram o islã para proclamarem Jesus como Senhor. Proteja-as e preserve-asdando-lhes força para andar com o Senhor. Pedimos todas essas coisas no nome de Jesus Cristo, que vive e reina agora e para sempre. Amém.   

O Marrocos foi um protetorado (território protegido e controlado por outro) francês de 1912 a 1956, quando ganhou independência. Após a independência, o Marrocos estava pronto para tomar o controle de alguns territórios sob o protetorado espanhol. Entretanto, o pedido de soberania do país sobre os antigos territórios controlados pela Espanha teve resistência da Frente Popular para Libertação de Saguia el Hamra e Río de Oro (Frente Polisário), que proclamou um estado independente chamado República Árabe Saaraui Democrática e conseguiu garantir o reconhecimento de alguns estados. 

Depois das manifestações da Primavera Árabe, em 2011, o Marrocos também foi alcançado pelos ventos da liberdade e desejo por mudança econômica. Muitos jovens que se encontravam desempregados, mesmo após conseguirem um diploma na universidade, expressaram suas frustrações tomando as ruas. Respondendo a essas demonstrações e pedidos por mudança, o governo organizou um referendo quanto a reformas constitucionais, que ocorreu em 1 de julho de 2011. Nas eleições ocorridas desde que essas reformas foram introduzidas, o Partido da Justiça e Desenvolvimento (islâmico) tem ganhado o maior número de assentos no parlamento, não permitindo a formação de coalizões governamentais. Por isso, o Marrocos pôde evitar a agitação política que envolveu o Norte da África. 

Na região do Rife, que fica no Nordeste do país, a principal população étnica bérbere se sente marginalizada e negligenciada pelo governo. Em anos anteriores, houve manifestações ocasionais nessa região. Em junho de 2018, alguns dos líderes dos protestos foram condenados a longas sentenças de prisão. Em agosto de 2018, durante a Festa do Sacrifício, o rei Mohammed VI perdoou cerca de 200 manifestantes presos. Entretanto, as sentenças contra outros 43 foram mantidas na Corte de Apelação, em abril de 2019. 

CENÁRIO POLÍTICO E LEGAL 

O país é uma monarquia parlamentarista em que é garantido ao rei abrangente poder executivo e ele é considerado o líder político e religioso, sendo designado oficialmente como “Comandante da Fé”. Ele preside o Conselho dos Ministros e escolhe o primeiro-ministro após as eleições legislativas do partido vencedor. Das recomendações do primeiro-ministro, ele escolhe os membros do governo. 

O futuro do Marrocos depende de muitos fatores. Entre eles, o resultado da luta por mais influência e controle entre a monarquia e o partido político islâmico, que lidera o governo nos últimos anos. O nível para a marginalização econômica e descontentamento político de alguns grupos continua sendo um fator relevante, já que pode proporcionar uma abertura para islâmicos tirarem vantagem. Entretanto, se a trajetória geral atual continuar, o Marrocos provavelmente permanecerá um oásis de estabilidade e liberdade relativa para cristãos em uma área instável. O governo do país também parece interessado em manter a imagem de moderno, tolerante e progressista e é improvável que aumente as restrições à liberdade religiosa.  

A Constituição declara que o “islamismo é a religião do Estado” e que o Marrocos “se compromete em aprofundar os laços de união entre a nação islâmica”. Também se refere ao islamismo, assim como à monarquia, como uma das “constantes federativas” da nação. O rei é considerado um descendente direto do profeta islâmico, o que dá legitimidade à dinastia no poder. 

Um problema recorrente para cristãos que são abertos com relação à fé está relacionado ao artigo 220 do Código Penal, que criminaliza abalar a fé de um muçulmano. Isso coloca muitos cristãos que conversam com outros sobre a fé em risco de acusação criminal e prisão. Advogados de direitos dos cristãos também têm sido alvejados por ataques violentos de extremistas islâmicos. Enquanto a lei pune apenas o proselitismo, cristãos ex-muçulmanos podem ser punidos de outras maneiras, atualmente perdendo direitos de herança e a custódia dos filhos.  

CENÁRIO RELIGIOSO 

Mais de 99% da população é muçulmana, de maioria sunita, com os demais sendo agnósticos ou cristãos. O islamismo é a religião oficial do Estado. A comunidade de estrangeiros não muçulmanos pode praticar abertamente a fé. A maioria dos cristãos no Marrocos são católicos romanos e, em comparação com outros países do mundo árabe, o país pode ser caracterizado como um Estado tolerante quanto à religião. No entanto, o proselitismo com intenção de converter muçulmanos do islamismo para outra religião ainda é considerado ilegal. A população islâmica nas áreas rurais é conhecida por ser conservadora. A maioria dos ex-muçulmanos mora em áreas urbanas, onde é mais fácil escapar da pressão social e familiar.  

Comunidades cristãs expatriadas registradas desfrutam de considerável liberdade no Marrocos, desde que evitem interação com muçulmanos, o que pode ser interpretado como proselitismo. Nos últimos anos, particularmente em 2010, o governo deportou números significativos de cristãos expatriados argumentando que violavam disposições do Código Penal relacionadas ao proselitismo ou com argumentos mais vagos ainda, de que “ameaçavam a ordem pública”. Também houve casos recentes de cristãos condenados após acusações relacionadas ao proselitismo e posse de literatura cristã. 

Cristãos marroquinos, que se encontram principalmente em pequenas igrejas domésticas, estão cientes da intensa vigilância de suas atividades pelas autoridades. Uma autoridade religiosa, em 2002, aconselhou que apóstatas fossem sentenciados à morte. A revisão da decisão foi amplamente bem-recebida, especialmente por cristãos. Entretanto, há uma forte pressão familiar e social contra quem deixa o islamismo. Alguns, considerados apóstatas, são chamados aos tribunais, enfrentando sanções como divórcio forçado, perda de herança e custódia de filhos, e, em casos extremos, enfrentam respostas violentas de membros da família. 

Cristãos enfrentam diversas restrições, incluindo o confisco de literatura cristã em árabe, a proibição de colaborar com cristãos estrangeiros e o sério desafio de reconhecimento de lugares de adoração para cristãos ex-muçulmanos. Cristãos ex-muçulmanos enfrentam perseguição onde falam sobre a fé, por ser considerado proselitismo.  

CENÁRIO ECONÔMICO 

O Marrocos tem sido um oásis de estabilidade e progresso econômico em uma região que está repleta de instabilidade política e crises econômicas. Uma abordagem progressiva e evolutiva para a reforma política está sendo bem-sucedida até agora. A imagem internacional do Marrocos é de um país progressista, tolerante e economicamente dinâmico. Entretanto, há um risco de acomodação estabelecido nessa imagem, que não reflete completamente o histórico do país quando se trata do direito das minorias religiosas.  

A economia do Marrocos é avaliada pelo Banco Mundial como de baixo rendimento. É fraca apesar de haver importantes setores, como mineração, agricultura, fábricas e turismo. Companhias marroquinas também estão se tornando muito ativas e investindo em outros países africanos. Isso tem ajudado a promover o crescimento da economia do país. O percentual de desemprego é de 9%, com o desemprego entre os jovens sendo duas vezes mais alto em 21,9%. Comparado com a maioria dos outros países da região, a economia do Marrocos é relativamente dinâmica e robusta. 

CENÁRIO SOCIOCULTURAL 

O país é socialmente conservador e muçulmano, apesar de ter uma cultura árabe jovem e ser influenciado por uma grande população marroquina que vive na Europa. A expectativa de vida no Marrocos é de 73,3 anos e o índice geral de alfabetização de adultos é de 73,8%. A expectativa de educação para crianças é de 13 anos. 

O cristianismo chegou ao Marrocos durante o Império Romano e se tornou muito proeminente em áreas como Tânger, Rabat e Fez. O primeiro mártir cristão no Marrocos foi Marcellus (298 d.C.), em Tânger. No final do século 4, as áreas romanas do país eram solidamente cristãs e incursões eram feitas entre tribos bérberes, que, às vezes, se convertiam em massa. No mesmo século 4, foi também um dos países onde o donatismo e o arianismo se tornaram um dos principais pontos teológicos. No século 5, vândalos germânicos, vindos pela Espanha, conquistaram o Marrocos e trouxeram a versão ariana da fé cristã. Em 533 d.C., o Império Bizantino reconquistou o país e instaurou novamente a lei “romana”, os bispos ortodoxos e os padres. 

No século 7, o islamismo chegou ao Marrocos. Muitos cristãos foram forçados a se converter e o número de cristãos diminuiu devido a políticas de islamização. Em 1220, padres da Ordem Franciscana fizeram uma tentativa corajosa para reintroduzir o cristianismo e a diocese foi estabelecida em Marraquexe em 1234, mas só passou a funcionar em 1566. 

Missionários do Norte da África levaram a fé protestante para o país em 1884. A União Missionária do Evangelho e a Missão Emanuel Saara chegaram ao país em 1894 e 1926, respectivamente. Outras igrejas e movimentos seguiram, como os anglicanos, a Assembleia de Deus e os adventistas do sétimo dia. 

A instabilidade no país resultou em países europeus intervindo para proteger investimentos e exigir concessões econômicas. Em 1912, o Marrocos se tornou um protetorado francês e a Espanha também garantiu partes importantes do país. Dezenas de milhares de franceses, espanhóis e outros colonizadores adquiriram grandes porções de terras ricas para agricultura. 

Durante o período colonial, católicos e protestantes adoravam livremente no país. Igrejas, hospitais, escolas e orfanatos foram construídos por colonos e como parte do trabalho da missão de muçulmanos. Missões protestantes tiveram início em 1884. 

No ano da independência, em 1956, o Marrocos era lar de 500 mil europeus e a Igreja Católica Romana era muito visível no país. Desde então, os europeus e suas igrejas saíram em grande escala. Hoje, a comunidade cristã expatriada consiste em apenas 5 mil membros. 

De acordo com Jack Wald, em “Cristianismo no Norte da África e Oeste da Ásia” (Edinburgh Companions to Global Christianity), a igreja nativa marroquina começou a emergir no final dos anos 1960, se encontrando em igrejas domésticas de missionários. Em 1984, a comunidade sofreu um grande contratempo quando o rei Hassan II forçou muitos cristãos marroquinos a negar a fé, após a suspeita de um golpe. Com a chegada do atual rei Mohammed VI ao trono, em 1999, uma década de relativa liberdade começou com a permissão de igrejas domésticas, dessa vez com a maioria liderada por marroquinos.  

Entretanto, em março de 2010, cerca de 150 cristãos estrangeiros em todo o país foram deportados. Conforme divulgado, o país queria adotar uma linha-dura contra o proselitismo. Cristãos marroquinos também foram interrogados e se tornou claro que a polícia tinha informantes internos. Como resultado, muitas igrejas domésticas acabaram. Com o aumento da internet e das mídias sociais, novos movimentos começaram e diversos cristãos agora podem encontrar comunhão, mesmo se estiverem sozinhos e isolados. 

Segundo a Constituição do Marrocos, o islamismo é a religião oficial do país

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