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Moçambique

MZ
Moçambique
  • Tipo de Perseguição: Opressão islâmica, corrupção e crime organizado, paranoia ditatorial, opressão do clã
  • Capital: Maputo
  • Região: Sul e Leste da África
  • Líder: Filipe Jacinto Nyusi
  • Governo: República presidencialista
  • Religião: Cristianismo, islamismo
  • Idioma: Macua, português, inglês, tsonga, nianja, sena, iomwe, chuabo, cindau e xítsua
  • Pontuação: 68


POPULAÇÃO
33,1 MILHÕES


POPULAÇÃO CRISTÃ
18,6 MILHÕES

DOAR AGORA

R$

Como é a perseguição aos cristãos em Moçambique? 

Os cristãos enfrentam perseguição devido à crescente presença de militantes islâmicos, particularmente na região norte de Cabo Delgado. Nesses locais, os insurgentes, como o grupo extremista al-Sunnah wa Jamaah, afiliado ao Estado Islâmico, e combatentes com ligações com o grupo somali Al-Shabaab, impõem um governo de terror. 

As pessoas que vivem na região estão sob ameaças diárias de sequestro e mortes e algumas precisam fugir de suas casas e comunidades. O resultado da violência são cidadãos traumatizados, forçados a se casar ou a integrar a milícia. Essas vítimas são estigmatizadas e consideradas uma vergonha para a família e a comunidade.  

Em outras partes do país, os cristãos de origem muçulmana ou da religião tradicional africana enfrentam pressão da família para renunciar à fé. As mulheres convertidas são forçadas a se casar com homens muçulmanos para mantê-las afastadas das atividades cristãs. As que já são casadas enfrentam o divórcio. Em alguns casos, elas perdem a custódia dos filhos e podem ter o direito à herança negado. 

Em algumas áreas, os cartéis de drogas perseguem os seguidores de Jesus e visam especialmente os jovens ativos nas igrejas. Além disso, há restrições do governo à liberdade religiosa, como a proibição de toda influência religiosa em instituições educacionais públicas e os difíceis requisitos para o registro para grupos religiosos.   

Aquelas pessoas más [Al-Shabaab] vieram e nos destruíram. Eles nos colocaram na pobreza, agora não temos nada... Eles nos penduraram para secar. Tínhamos coisas, mas quando eles chegaram, as destruíram e queimaram e nos deixaram na pobreza.

Lorena (pseudônimo), cristã perseguida em Moçambique 

O que mudou este ano? 

Em 2021, Moçambique entrou na Lista Mundial da Perseguição (LMP) e a hostilidade contra os seguidores de Jesus continuou a piorar. Este ano, o país subiu nove posições como reflexo da crescente pressão sobre os cristãos, particularmente na parte norte, onde os jihadistas operam. 

Embora os radicais islâmicos tenham perdido o controle de muitas vilas e cidades em 2022, devido à operação das forças de Ruanda e da África do Sul a influência deles continua muito alta. Ataques radicais islâmicos provocaram a morte de muitos cristãos.  

O grupo islâmico al-Sunnah wa Jamaah, afiliado ao Estado Islâmico, quer estabelecer um califado em Moçambique e usou da violência para conquistar seu objetivo. Queimou igrejas e escolas, e dezenas de milhares de pessoas fugiram da região norte do país. Boa parte desses fugitivos vivem agora em campos para deslocados internos. Além disso, a presença de cartéis de drogas em algumas áreas também dificulta a vida dos cristãos — especialmente aqueles que desejam evangelizar e discipular os jovens. 

A violência no Norte tornou-se mais generalizada e brutal, com os cristãos sendo particularmente visados. A província de Cabo Delgado está agora nas mãos de jihadistas que mataram entre 2.500 e 3.300 pessoas na área. Cerca de 800 mil pessoas foram deslocadas na tentativa de escapar da violência. 

Quem persegue os cristãos em Moçambique? 

O termo “tipo de perseguição” é usado para descrever diferentes situações que causam hostilidade contra os cristãos. Os tipos de perseguição aos cristãos em Moçambique são: opressão islâmica, corrupção e crime organizado, paranoia ditatorial, opressão do clã. 

Já as “fontes de perseguição” são os condutores/executores de hostilidades, violentos ou não violentos, contra os cristãos. Geralmente são grupos menores (radicais) dentro do grupo mais amplo de fãs de uma determinada visão de mundo. As fontes de perseguição aos cristãos em Moçambique são: grupos religiosos violentos, cidadãos e quadrilhas, parentes, redes criminosas, oficiais do governo, líderes de grupos étnicos   

Quem é mais vulnerável à perseguição em Moçambique? 

A perseguição aos cristãos é mais severa no Norte da província de Cabo Delgado, onde extremistas islâmicos realizam ataques violentos. 

As meninas também são particularmente vulneráveis, pois Moçambique tem uma das taxas mais altas de casamento precoce do mundo. Crianças de até sete anos são forçadas a se casar com jihadistas. 

Como as mulheres são perseguidas em Moçambique? 

Mulheres e meninas cristãs em Moçambique podem ser assediadas, agredidas sexualmente e forçadas a se casar com militantes islâmicos. As famílias muçulmanas que suspeitam da conversão ao cristianismo tentarão forçá-las a se casar com um homem seguidor de Maomé para elas não se envolverem nas atividades da igreja. O trauma emocional do casamento provoca muita dor às cristãs.  

O sequestro de meninas e mulheres também é usado como uma ferramenta para violar a liberdade religiosa. As vítimas são submetidas a trabalhos forçados ou obrigadas a se casar com militantes islâmicos. Caso uma mulher casada se converta, ela pode ser obrigada a se divorciar, perder a custódia dos filhos e ter a herança negada.

Como os homens são perseguidos em Moçambique? 

Cada vez mais, homens cristãos em Moçambique são alvo de insurgentes islâmicos, particularmente no Norte do país onde o grupo islâmico al-Sunnah wa Jamaah aumentou suas operações. Meninos são sequestrados e recrutados à força para as milícias. 

O que a Portas Abertas faz para ajudar os cristãos em Moçambique? 

Os parceiros da Portas Abertas apoiam cristãos perseguidos em Moçambique por meio de ajuda emergencial, treinamentos de preparação para a perseguição e de conscientização intercultural, e projetos de desenvolvimento econômico. 

Como posso ajudar os cristãos perseguidos em Moçambique?  

Além de orar por eles, você pode ajudar de forma prática doando para os projetos da Portas Abertas de apoio aos cristãos perseguidos. Doando para esta campanha, sua ajuda vai para locais onde a perseguição é extrema e a necessidade é mais urgente. 

QUERO AJUDAR 

Pedidos de oração de Moçambique
 

  • Ore pela paz em Moçambique, para que os cristãos possam ir à igreja sem medo de serem sequestrados, atacados ou mortos.  
  • Clame para que Deus guarde os parceiros da Portas Abertas e os faça alcançar mais pessoas necessitadas de apoio espiritual e econômico.  
  • Agradeça ao Senhor pela coragem daqueles que estão oferecendo ajuda e peça que ele lhes sabedoria e compaixão para lidar com as pessoas traumatizadas e vulneráveis.  

Um clamor por Moçambique 

Pai celestial, proteja os afetados pela perseguição em Moçambique. abrigo, comida e água aos deslocados e cuide das crianças que foram sequestradas para casamentos forçados e grupos extremistas. Revele de maneira sobrenatural seu amor a elas e lhes liberdade. Frustre os planos dos extremistas islâmicos, trabalhe em seus corações para afastá-los do ódio e da violência e aproximá-los de seu amor. Dê aos nossos irmãos e irmãs em Moçambique uma terra onde eles estejam seguros. Amém.  

Durante a era colonial, a história de Moçambique foi escrita como se tivesse começado com a chegada dos portugueses, mas as pessoas dessa região desenvolveram comunidades complexas baseada na agricultura, pecuária, mineração, artesanato e comércio muito antes do primeiro pequeno grupo de colonizadores portugueses chegarem, no século 16. 

A viagem de Vasco da Gama ao redor do Cabo da Boa Esperança em direção ao Oceano Índico em 1498 marcou a entrada europeia no comércio, política e sociedade no mundo do Oceano Índico. Os portugueses ganharam controle da Ilha de Moçambique e da cidade portuária de Sofala no começo do século 16. Os portugueses conseguiram tomar muito do comércio costeiro dos árabes entre 1500 e 1700. Durante o século 19, outros poderes europeus, principalmente os britânicos e os franceses, se tornaram cada vez mais envolvidos no comércio e na política da região. 

Entre os anos 1890 e 1930, o domínio português em Moçambique era caracterizado pela exploração do povo e recursos africanos por partidos privados. Após quase cinco séculos como uma colônia portuguesa, Moçambique se tornou independente em 1975. Seguiu-se uma migração em larga escala, uma dependência econômica da África do Sul, uma seca severa e uma guerra civil prolongada, o que serviu para prejudicar o desenvolvimento do país até o meio dos anos 1990. 

O partido do governo, Frente de Libertação de Moçambique (FRELIMO), formalmente abandonou o marxismo em 1989, e uma nova Constituição no ano seguinte garantiu eleições multipartidárias e uma economia de mercado livre. Um acordo de paz negociado pelas Nações Unidas entre a FRELIMO e as forças rebeldes da Resistência Nacional Moçambicana (RENAMO) encerrou o conflito em 1992. Em 2004, Moçambique passou por uma transição delicada quando Joaquim Chissano renunciou, depois de 18 anos no cargo de presidente. O sucessor eleito, Armando Guebuza, cumpriu dois mandatos e então passou o poder executivo para Filipe Nyusi, em 2015. 

Sucesso pós-conflito e instabilidade 

Considerado por muito tempo como sendo uma história de sucesso no pós-conflito, Moçambique atualmente se encontra em um período de incerteza, com um passado político de progresso e atuais oportunidades econômicas ameaçadas por tensões não resolvidas. Após um período de reconstrução pós-guerra, o país desfrutou de constante e sólido progresso econômico. O crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) tem média entre 7 e 8% para a última década, e a descoberta de significativas reservas de carvão e gás tem levado a grandes investimentos estrangeiros. Mas mesmo com forte crescimento econômico e progresso político marcado por cinco eleições multipartidárias consecutivas, problemas como pobreza, desigualdade, corrupção e violência política persistem.  

A prosperidade econômica tem sido prejudicada desde o retorno da instabilidade política e violência em 2012. Naquele ano, as tensões renovadas entre a RENAMO e a FRELIMO questionaram o progresso político feito desde 1992, preocupando investidores e manchando a imagem do país como uma história de sucesso pós-guerra. As forças armadas restantes da RENAMO têm se comprometido em um baixo nível de insurgência desde 2012, apesar de um cessar-fogo do final de dezembro de 2016 ser mantido até 2017. Combates surgiram novamente em 2019, quando a FRELIMO permaneceu no poder após o resultado das eleições. 

Enquanto isso, militantes islâmicos violentos têm atacado populações civis no Norte do país. Cristãos são fortemente afetados e têm fugido de casa para evitarem se tornar alvos de jihadistas. 

O cristianismo foi introduzido em Moçambique por católicos romanos dominicanos em 1506. Monges jesuítas e agostinianos depois ajudaram os dominicanos a estabelecer a Igreja Católica Romana em Moçambique. Em 1881, o cristianismo protestante chegou a Moçambique por meio de missionários da Junta Americana de Comissários para Missões Estrangeiras. Como resultado do Tratado de Berlim, de 1885, as autoridades se tornaram mais abertas a admitir missionários não católicos. Em 1889, o bispo William Taylor da Igreja Episcopal Metodista se mudou para o país. 

A população imigrante sul-asiática e das províncias do Nordeste são predominantemente muçulmanas, principalmente ao longo da costa, enquanto algumas áreas no interior do Nordeste têm uma grande concentração de comunidades cristãs. Cristãos são mais numerosos nas regiões sudeste e central, mas muçulmanos também vivem nessas áreas.  

A distinção entre sunitas e xiitas não é particularmente importante para muitos muçulmanos locais, e muçulmanos são mais propensos a se identificarem com o líder local religioso que seguem, do que como sunitas e xiitas.  

Há diferenças significativas entre as práticas de muçulmanos de origem africana e aqueles de contexto sul-asiático. Além disso, clérigos muçulmanos africanos têm cada vez mais buscado treinamento no Egito, Kuwait, África do Sul e Arábia Saudita, voltando com uma abordagem mais fundamentalista do que a tradição local, do islamismo suaíli com base sufista, mais comum no Norte. 

Ataques extremistas a partir de 2017 

O islamismo é a religião minoritária em Moçambique com os principais pontos no Norte do país. De outubro de 2017 em diante, houve ataques recorrentes contra cristãos por militantes islâmicos, fazendo com que mais de mil residentes fugissem de suas casas. Em 2019 e 2020, jihadistas continuaram atacando igrejas e cristãos, assim como instalações do governo e outros civis.  

Muitas igrejas pequenas, que se dividiram de denominações tradicionais, se fundiram a práticas e crenças nativas africanas. Algumas comunidades muçulmanas também continuam realizando rituais nativos. 

Povos, línguas e religiões 

Cerca de 99% dos moçambicanos são descendentes de tribos como makua, tonga, chokwe, manyika e sau. Há também pequenas minorias europeias, árabes e sul-asiáticas. A capital de Moçambique é Maputo, que é também a maior cidade do país. Em Moçambique, a língua oficial é o português, mas o inglês também é falado nas principais cidades, como Maputo e Beira. 

Em algumas áreas remotas, os adeptos do sistema de crenças indígenas veem o crescimento das atividades evangelísticas cristãs como uma ameaça. Como resultado, líderes comunitários reclamam com frequência sobre alguma ação da igreja.  

Moçambique é um país pobre e pouco povoado com altas taxas de fertilidade e mortalidade. Cerca de 45% da população tem menos de 15 anos. A alta taxa de pobreza em Moçambique é causada por desastres naturais, doenças, alto crescimento populacional, baixa produtividade agrícola e distribuição desigual de riqueza. A taxa de natalidade do país está entre as mais altas do mundo, com média de mais de cinco filhos por mulher, e é maior em áreas rurais, pelo menos nas últimas três décadas. O contínuo alto nível de fertilidade reflete na desigualdade de gênero, baixo uso de contraceptivos, casamentos e gestações precoces, e uma falta de instrução, principalmente entre as mulheres. 

Sobre nós

Uma organização cristã internacional que atua em mais de 60 países apoiando os cristãos perseguidos por sua fé em Jesus.

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