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Paquistão

PK
Paquistão
  • Tipo de Perseguição: Paranoia ditatorial, opressão islâmica, hostilidade etno-religiosa, corrupção e crime organizado
  • Capital: Islamabad
  • Região: Sul da Ásia
  • Líder: Arif Alvi
  • Governo: República islâmica parlamentarista
  • Religião: Islamismo, cristianismo e hinduísmo
  • Idioma: Punjabi, sindhi, saraiki, pashto, urdu e outras
  • Pontuação: 88


POPULAÇÃO
208,3 MILHÕES


POPULAÇÃO CRISTÃ
4 MILHÕES

Como é a perseguição aos cristãos no Paquistão? 

Os cristãos no Paquistão enfrentam extrema perseguição em todas as áreas da vida, mas os que se converteram do islamismo enfrentam maiores níveis de hostilidade. Porém, todos os cristãos são considerados cidadãos de segunda classe no país de maioria islâmica. Eles recebem empregos considerados inferiores, sujos e desonrosos e podem até ser vítimas de trabalho forçado. Existem alguns cristãos entre as classes médias, mas ainda são considerados piores que os muçulmanos e, muitas vezes, enfrentam grave discriminação no local de trabalho. 

As igrejas cristãs existem, mas as que são ativas no evangelismo enfrentam severa perseguição da sociedade. Até os mais jovens enfrentam a hostilidade por amor a Cristo. As meninas cristãs correm o risco de sequestro e abuso sexual e, muitas vezes, são forçadas a se casarem com os agressores e a se converterem ao islã. 

As notórias leis de blasfêmia do Paquistão são usadas para atingir os cristãos, e grupos extremistas islâmicos "defendem" essas leis veementemente. Em muitas situações, os grupos extremistas islâmicos chegam a atacar ou matar aqueles que acreditam que as infringiram. 

“Nós estamos cansados, fracos e feridos. Ver o Irmão André e os amigos dele nos lembra de que não somos esquecidos nem estamos sozinhos; somos muito amados pelo corpo de Cristo.” 

Líder cristão no Sul da Ásia  

O que mudou este ano? 

O Paquistão continua sendo um dos lugares mais difíceis para se viver como cristão, e a perseguição violenta contra cristãos e ataques às igrejas continuam acontecendo. 

Quem persegue os cristãos no Paquistão? 

O termo tipo de perseguição é usado para descrever diferentes situações que causam hostilidade contra cristãos. Os tipos de perseguição aos cristãos no Paquistão são: paranoia ditatorialopressão islâmicahostilidade etno-religiosa, corrupção e crime organizado.

Já as fontes de perseguição são os condutores/executores das hostilidades, violentas ou não violentas, contra os cristãos. Geralmente são grupos menores (radicais) dentro do grupo mais amplo de adeptos de uma determinada visão de mundo. As fontes de perseguição aos cristãos no Paquistão são: oficiais do governo, grupos religiosos violentos, líderes religiosos não cristãos, grupos paramilitares, partidos políticos, parentes, grupos de pressão ideológica, cidadãos e quadrilhas, líderes de grupos étnicos, redes criminosas, organizações multilaterais.

Quem é mais vulnerável à perseguição no Paquistão? 

Todos os cristãos correm o risco de perseguição no Paquistão, principalmente os ex-muçulmanos. 

Como as mulheres são perseguidas no Paquistão? 

Mulheres e meninas cristãs são particularmente vulneráveis no Paquistão. Elas são frequentemente sequestradas, abusadas sexualmente, forçadas a se casar com o sequestrador e convertidas à força. As autoridades não protegem as mulheres e meninas e, com frequência, se aliam ao agressorElas também são forçadas a testemunhar em tribunal que se converteram voluntariamente ao islamismo. As famílias cristãs que tentam desafiar o casamento forçado são frequentemente acusadas de assediar a outra família muçulmana. Uma vez casada, a mulher cristã não tem proteção contra a família do marido.  

Também  relatos de tráfico de meninas cristãs para trabalho forçado e uma rede de prostituição que envia meninas cristãs para a China. 

Como os homens são perseguidos no Paquistão? 

Existem centenas de casos de homens cristãos acusados de infringir as leis de blasfêmia do país. Esse argumento é usado para atingir os cristãos durante disputas relacionadas a trabalho ou arrendamento de terras. Os cristãos vivem em constante medo de acusação de blasfêmia, destruição dpropriedade particular, prisão, agressão física e execução. 

O que a Portas Abertas faz para ajudar os cristãos no Paquistão? 

A Portas Abertas promove apoio espiritual por meio de campanhas de oração em favor dos cristãos perseguidos no Paquistão. 

Como posso ajudar os cristãos perseguidos? 

Além de orar por eles, você pode ajudar de forma prática doando para os projetos da Portas Abertas de apoio aos cristãos perseguidos. Doando para esta campanha, sua ajuda vai para locais onde a necessidade é mais urgente. 



Pedidos de oração do Paquistão 

  • Ore para que os cristãos no Paquistão tenham sabedoria e coragem para falar sobre Jesus, apesar do temor de que as palavras sejam usadas contra eles.  
  • Interceda por proteção às igrejas do Paquistão, especialmente em feriados como o Natal e a Páscoa, quando ataques terroristas aconteceram no passado. 
  • Peça por proteção às jovens mulheres e meninas cristãs que já foram sequestradas e forçadas a se converter e se casar. Que Deus as console com o amor dele e lhes dê forças.  

Um clamor pelo Paquistão 

Pai, parece quase impossível segui-lo no Paquistão, mas sabemos que para o Senhor todas as coisas são possíveis. Por favor, aproxime-se de homens, mulheres e crianças que estão sofrendo extrema perseguição por causa da fé em Jesus, mostrando-lhes seu amor, cuidado e poder. 

O Paquistão tornou-se uma nação independente separada da Índia no final do domínio colonial britânico, em 1947. Em 1971, o Paquistão Oriental se tornou o país independente Bangladesh. O território da Caxemira continua disputado até hoje por Paquistão e Índia e, em fevereiro de 2019, ambos os países se envolveram em um violento conflito pela não oficial (mas aceita na prática) “Linha de Controle”. O conflito eclodiu quando militantes paquistaneses do Jaish-e-Mohammed, que assumiu a responsabilidade, atacaram um comboio militar indiano em 14 de fevereiro de 2019, matando 40 pessoas. A Índia retaliou, mas ambos os lados pararam antes que o conflito tomasse proporções maiores.

O Paquistão sofreu com um sistema de governo instável com três fases prolongadas de ditadura militar, com a última fase terminada em 2008. Em 2013, Nawaz Sharif tornou-se primeiro-ministro pela terceira vez depois que seu partido, Liga Muçulmana, ganhou as eleições parlamentares. Os ataques a uma escola do exército em Peshawar, em dezembro de 2014, deixando 141 mortos, levaram a uma rápida reforma da Constituição, reintroduzindo a pena de morte e estabelecendo tribunais militares especiais para casos relacionados ao terrorismo, cumprindo as exigências antigas do exército. Exército e governo ainda estão executando um plano supostamente dirigido a militantes islâmicos.

O exército foi acusado de estar por trás da queda e condenação do primeiro-ministro Nawaz Sharif devido à corrupção nos anos 90, bem como de se intrometer nas eleições mais recentes do país, em 25 de julho de 2018. As eleições tiveram o ex-jogador de críquete Imran Khan como vencedor, embora ele tenha dificuldades para manter o Paquistão nos trilhos no que diz respeito ao desenvolvimento econômico.

Devido ao relacionamento cada vez mais tenso com os Estados Unidos, esse recusou-se a socorrer o país, como fez antes. Como resultado, Khan teve que aceitar a oferta do FMI (Fundo Monetário Internacional), que vem com controles muito rígidos e dificuldades esperadas, especialmente para a classe média. Consequentemente, seu primeiro ano no comando foi avaliado como tendo resultados mistos, na melhor das hipóteses.

A decisão muito corajosa da Suprema Corte no último dia do período de pesquisa da Lista Mundial da Perseguição 2019, 31 de outubro de 2018, de negar provisão ao caso de blasfêmia contra a cristã Asia Bibi e absolvê-la da pena de morte levou a um clamor dos grupos radicais islâmicos, com o Tehreek-e-Labbaik Pakistan (TLP) à frente. Como tinham feito antes, eles bloquearam os maiores cruzamentos nas grandes cidades e exigiram a reversão da conclusão. No entanto, em 8 de maio de 2019, Asia Bibi pôde finalmente deixar o país, indo para o Canadá.

De acordo com os registros de Eusébio de Cesareia no século 4, tido como o pai da história da igreja, os apóstolos Tomé e Bartolomeu foram designados para Parthia (Irã moderno) e Índia. No momento do estabelecimento do Segundo Império Persa (226 d.C.), havia bispos da Igreja do Oriente no noroeste da Índia, Afeganistão e Baluchistão (Paquistão), incluindo partes do Irã e outras regiões do Afeganistão e Paquistão, com leigos e clérigos envolvidos na atividade missionária.

O trabalho missionário católico romano decolou no continente indiano com a chegada dos portugueses no século 16 e se estabeleceu em Lahore em 1570. Em tempos mais modernos, o cristianismo foi estabelecido por meio do trabalho missionário protestante no final do século 18 e início do século 19 e continuou a crescer desde então. No entanto, devido à crescente pressão em anos recentes, muitos cristãos fugiram para o exterior, para países como Sri Lanka e Tailândia. 

REDE ATUAL DE IGREJAS

A Igreja Católica Romana e a Igreja Anglicana são exemplos de comunidades cristãs históricas no Paquistão. Elas enfrentam crescente hostilidade e experimentam dificuldades em obter permissões para determinados encontros. Elas têm que lidar com forte controle e monitoramento.

Os cristãos ex-muçulmanos carregam o peso da perseguição, tanto de grupos radicais islâmicos, que os veem como apóstatas, como da família, amigos e vizinhos, que veem a conversão como um ato vergonhoso e traição à família e comunidade.

A comunidade cristã não tradicional é formada pelos evangélicos em geral. Eles são frequentemente hostilizados e atacados, principalmente quando são ativos em evangelismo entre muçulmanos.

Os cristãos são oprimidos pela maioria islâmica do país

Sobre nós

Uma organização cristã internacional que atua em mais de 60 países apoiando os cristãos perseguidos por sua fé em Jesus.

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