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Tajiquistão

TJ
Tajiquistão
  • Tipo de Perseguição: Paranoia ditatorial, opressão islâmica
  • Capital: Dushanbe
  • Região: Ásia Central
  • Líder: Emomali Rahmon
  • Governo: República presidencialista
  • Religião: Islamismo
  • Idioma: Tajique, uzbeque, quirguiz e russo
  • Pontuação: 66


POPULAÇÃO
9,4 MILHÕES


POPULAÇÃO CRISTÃ
66,3 MIL

Como é a perseguição aos cristãos no Tajiquistão? 

No Tajiquistão, o governo pressiona fortemente todos os grupos religiosos considerados desviadosestreitando e aplicando rigorosamente as leis existentes. Todas as atividades religiosas devem ser aprovadas pelo governo, e é comum que igrejas – particularmente protestantes – sejam invadidas pelas autoridades. Líderes da igreja e cristãos podem ser detidos se forem encontrados com materiais cristãos que não foram aprovados pelo governo. O país também tem uma lei especificamente voltada para o trabalho religioso entre os jovens, deixando os cristãos inseguros sobre o que estão legalmente autorizados a dizer aos jovens cristãos. 

De tempos em tempos, policiais interrompem reuniões e interrogam os participantes. As autoridades locais muitas vezes impõem multas aos cristãos por causa da fé e por razões legais, como encontros sem permissão, posse impressão de material religioso sem permissão, ou proselitismo. A perseguição do Estado inclui buscas, detenção, interrogatório, confisco, multas e prisão – tudo com o objetivo de pressionar os cristãos e mantê-los na linha. 

O governo do Tajiquistão, uma antiga república soviética, está principalmente preocupado com o poder e o controle, mas a sociedade ao redor é fortemente islâmica. A identidade étnica tajique está diretamente ligada ao islã. É por isso que os cristãos que se converteram do islã carregam o peso da perseguição nas mãos do Estado e da família, amigos e comunidade. 

Igrejas e cristãos ortodoxos russos experimentam menos problemas com o governo porque eles geralmente não tentam fazer contato ou evangelizar a população tajique. 

“No início do ano passado, minha igreja foi atacada por pessoas más e o prédio da igreja foi confiscado pelo tribunal. Nossa igreja está se reunindo dentro de um contêiner de 40 toneladas. Oramos por um novo prédio para nossa igreja. Também pedimos que ore e nos apoie nisso. O Senhor disse: ‘Clame a mim e eu responderei...’ (Jeremias 33.3).” 

Pastor Bahrom, cristão perseguido na Ásia Central 

O que mudou este ano? 

Embora o Tajiquistão tenha caído duas posições na Lista Mundial da Perseguição 2021 em relação a 2020, a perseguição e a pressão aumentaram ligeiramente. A violência ainda é muito baixa, mas a pressão em todas as esferas da vida aumentou um pouco. Ser cristão no Tajiquistão continua a ser difícil e perigoso, particularmente para igrejas que tentam evangelizar e fazer discípulos. 

Quem persegue os cristãos no Tajiquistão? 

O termo tipo de perseguição é usado para descrever diferentes situações que causam hostilidade contra os cristãos. Os tipos de perseguição aos cristãos no Tajiquistão são: paranoia ditatorial, opressão islâmica.

 

Já as “fontes de perseguição são os condutores/executores de hostilidades, violentas ou não violentas, contra os cristãos. Geralmente são grupos menores (radicais) dentro do grupo mais amplo de adeptos de uma determinada visão de mundo. As fontes de perseguição aos cristãos no Tajiquistão são: oficiais do governo, partidos políticos, cidadãos e quadrilhasparentes, líderes de grupos étnicos, líderes religiosos não cristãos. 

Quem é mais vulnerável à perseguição no Tajiquistão? 

Os cristãos no Tajiquistão que se converteram do islã são mais vulneráveis. Eles são alvo tanto do governo como das comunidades e famílias. Além disso, os cristãos que vivem fora das principais cidades do Tajiquistão são mais propensos a experimentar maior pressão do que os seguidores de Jesus em ambientes urbanos. 

Como as mulheres são perseguidas no Tajiquistão? 

Embora a lei dê direitos iguais a homens e mulheres no Tajiquistão, a cultura tradicional coloca as mulheres em uma posição inferior em relação aos homens e exige que elas sejam obedientes aos homens da família. 

Por essa razão, as mulheres não podem escolher a própria religião e serão perseguidas se se converterem do islamismo ao cristianismo. Se a conversão for descoberta, as mulheres ex-muçulmanas correm o risco de serem presas, espancadas, rejeitadas, assediadas, forçadas ao divórcio ou podem perder a herança. Em suma, elas são submetidas a imensa pressão para abandonar a nova fé. 

O governo do Tajiquistão proíbe o uso de roupas religiosas ou símbolos. Entre alguns grupos batistas e pentecostais, mulheres casadas tradicionalmente cobrem as cabeças com um véu. Essvéu é diferente do usado pelas mulheres muçulmanas, por isso há preocupação de que isso se torne uma causa de suspeita ou prisão. 

Como os homens são perseguidos no Tajiquistão? 

Como outras partes da Ásia Central, os homens no Tajiquistão normalmente ocupam papéis de liderança dentro da família e igreja. Então, há mais pressão policial sobre os homens do que as mulheres. Quando detidos pela polícia, os homens cristãos sofrem abusos verbais e físicos, ameaças, espancamentos e pressão para se tornarem informantes entre outros cristãos. Se um homem é líder da igreja, perseguição a ele também afetará a igreja e a comunidade cristã circundante. 

Os homens cristãos podem perder o emprego e sofrer espancamentos, ameaças, abuso verbal e físico, discriminação, isolamento e pressão da comunidade, às vezes, a comunidade terá como alvo as famílias dos homens para causar pressão adicional. Os homens são os principais provedores, então qualquer perda de emprego afeta toda a família. 

Internamente, os cristãos ex-muçulmanos conhecidos serão assediados e interrogados duramente por familiares não cristãos e membros da comunidade. Nas mãos da família muçulmana, um cristão ex-muçulmano pode enfrentar espancamento, humilhação, detenção domiciliar, rejeição e perda da herança. Para jovens estudantes cristãos que ainda precisam do apoio financeiro da família, a dependência pode ser o meio que os pais usam para impedir a conversão dos filhos à fé em Jesus. 

O que a Portas Abertas faz para ajudar os cristãos no Tajiquistão? 

Portas Abertas fornece ajuda imediata aos seguidores de Cristo na Ásia Central quando eles são presos, excluídos da família e comunidade, e privados de subsistência e emprego por causa da fé em Cristo. A Portas Abertas também fortalece a Igreja Perseguida na Ásia Central principalmente através da distribuição de literatura cristã, apoio em oração, treinamento para cristãos, ajuda socioeconômica e seminários de preparação para a perseguição. 

Como posso ajudar os cristãos perseguidos? 

Além de orar por eles, você pode ajudar de forma prática doando para os projetos da Portas Abertas de apoio aos cristãos perseguidos. Doando para esta campanha, você presenteia 11 cristãos secretos na Ásia Central com uma Bíblia digital. 



Pedidos de oração do Tajiquistão 

  • Ore por pastores e líderes da igreja no Tajiquistão, especialmente aqueles que são monitorados e detidos pelo governo. Interceda para que eles estejam seguros e que Deus sustente a fé deles das famílias. 
  • Ore por cristãos ex-muçulmanos que vivem em áreas do Tajiquistão onde a conversão significa severa pressão da família e da comunidade. Peça a Deus para que eles sintam que têm uma comunidade que transcende a localização e a situação, e que eles saibam que não estão sozinhos. 
  • Ore pelo governo do Tajiquistão, que os corações das autoridades sejam suavizados em relação aos cristãos e outras minorias religiosas, e que eles permitam que toda a expressão religiosa floresça. Interceda pela verdade e esperança de Jesus para romper a oposição no Tajiquistão. 

Um clamor pelo Tajiquistão 

Deus, nosso pai, oramos pelo seu povo no Tajiquistão. Pedimos que dê coragem e esperança aos pastores e líderes da igreja – e a todos os cristãos que reconhecem seu nome. Intercedemos pelos cristãos que foram detidos pela fé; pedimos que, em seu poder, eles sejam libertados e reunidos com as famílias e comunidades. Também apresentamos os seguidores que arriscaram a ira das famílias e comunidades para segui-lo – fortaleça-os e encoraje-os. Tudo isso pedimos em nome de Jesus, que vive e reina agora e para sempre. Amém. 

O Tajiquistão conquistou a independência em 9 de setembro de 1991, durante a dissolução da União Soviética, e logo entrou em guerra civil, de 1992 a 1997, entre as forças da velha guarda e os islâmicos organizados como a Oposição Tajique Unida (UTO, da sigla em inglês). Outros grupos armados que floresceram no caos simplesmente refletiram a quebra da autoridade central e não a lealdade a uma facção política. Em 1997, o governo tajique e a UTO negociaram com êxito um acordo de paz visando o compartilhamento do poder e o implementaram até o ano 2000. 

Antes da derrubada do Talibã em 2001, a guerra civil no Afeganistão atingiu áreas fronteiriças e ameaçou desestabilizar a frágil e dura conquista do Tajiquistão. Em 1999 e 2000, o Movimento Islâmico do Uzbequistão utilizou o Tajiquistão como uma plataforma para ataques contra o governo uzbeque. Ao mesmo tempo, os avanços do Talibã no Norte do Afeganistão ameaçaram inundar o Tajiquistão com milhares de refugiados. Um fluxo constante de narcóticos ilegais do Afeganistão continua a transitar no Tajiquistão a caminho dos mercados russo e europeu. 

Em 2010, havia preocupações entre os funcionários tajiques de que a militância islâmica radical no Leste do país estivesse em ascensão. A luta contra militantes entrou em erupção em julho de 2012, e novamente em 2015, quando a Rússia enviou tropas para ajudar. O governo está preocupado com o possível retorno de centenas de tajiques que foram ao exterior para lutar pelo Estado Islâmico e outros grupos extremistas. 

CENÁRIO POLÍTICO E LEGAL 

O Tajiquistão é uma república presidencialista, pela qual o presidente é chefe de Estado e chefe de Governo. O poder legislativo é investido tanto no poder executivo quanto nas duas câmaras do parlamento. Emomali Rahmon ocupa o cargo de presidente do Tajiquistão desde 1992. Ele obteve outro mandato de sete anos com mais de 80% dos votos após as eleições presidenciais realizadas no final de 2013. O parlamento é dominado pelo Partido Democrata Nacional do Tajiquistão, do qual Rahmon faz parte. O único partido de oposição legal, e de cunho religioso, na Ásia Central pós-soviética, o Partido do Renascimento Islâmico do Tajiquistão (IRPT, da sigla em inglês) foi banido em agosto de 2015. 

Uma nova lei de religião foi estabelecida em agosto de 2011, proibindo todo trabalho religioso com cidadãos menores de 18 anos. Isso teve um enorme impacto na igreja, uma vez que se acredita que os jovens formam cerca de 50% dos cristãos. Em um discurso em 19 de março de 2015, o presidente Rahmon disse que seu país deve “se concentrar principalmente no desenvolvimento do secularismo e do pensamento nacional e secular”. O secularismo visava o IRPT e os radicais islâmicos que lutavam tanto no Oriente Médio como na Ásia Central. Em janeiro de 2016, a Constituição do país foi alterada para permitir que o presidente Rahmon estabelecesse uma dinastia presidencial. 

Desde 2015, o regime do presidente Emomali Rahmon aumentou o nível de controle sobre o país. Toda oposição política — sobretudo do Partido Islâmico Renaissance — foi desmantelada. Isso significa que mudanças políticas são pouco prováveis de ocorrer no Tajiquistão. Devido ao alto nível de estabilidade dos dois tipos de perseguição mais importantes no Tajiquistão, a igreja terá que preparar-se para viver sob um nível contínuo e considerável de vigilância e pressão.  

Como em outros países da Ásia Central, o governo do Tajiquistão assume cada vez mais um caráter ditatorial. Em 10 de janeiro de 2018, as emendas à lei da religião entraram em vigor. Estas foram as alterações: 

1) permitir ao Estado restringir manifestações de liberdade de religião ou crença em uma ampla gama de motivos não permitidos pelas obrigações internacionais de direitos humanos; 

2) aumentar os requisitos das organizações religiosas para relatar todas as suas atividades ao Estado; 

3) exigir aprovação do Estado para a nomeação de todos os imãs; 

4) aumentar o controle estatal, tanto na educação religiosa no país quanto das pessoas que viajam para o exterior para estudar. 

CENÁRIO RELIGIOSO 

O Tajiquistão é o país da Ásia Central com a maior porcentagem de muçulmanos. De acordo com o World Christian Database (WCD), 97,7% da população é muçulmana, sendo 90% de sunitas. No entanto, seria errado chamar o Tajiquistão de um país muçulmano. Setenta anos de ateísmo durante a era soviética deixaram uma influência profunda e o governo (os herdeiros dos soviéticos ateus) é firmemente secular e mantém o islamismo sob controle rigoroso. A população apenas segue a cultura islâmica ao invés de ensinamentos islâmicos rigorosos. No entanto, o Tajiquistão teve experiência com grupos islâmicos radicais como o Movimento Islâmico do Uzbequistão (IMU) e o Hizb-ut-Tahrir. Centenas de tajiques se juntaram a esses grupos, além de sair para lutar pelo Estado Islâmico na Síria e no Iraque. 

De acordo com o WCD, a segunda maior categoria religiosa no Tajiquistão é não religiosa/ateia. Eles vivem principalmente na capital e outras grandes cidades. Esse é o resultado de 70 anos de ateísmo forçado pelo governo da União Soviética, entre 1917 e 1991. 

O governo exerce forte pressão sobre todos os grupos “divergentes”, reforçando as leis existentes e aplicando-as estritamente. Cristãos ex-muçulmanos nativos carregam o peso da perseguição tanto nas mãos do Estado como da família, amigos e comunidade. A Igreja Russa Ortodoxa enfrenta menos problemas por parte do governo por não se aproximar da população tajique. A lei da juventude, em particular, colocou os cristãos (e outras minorias religiosas) em uma indefinição legal, pois não deixa claro o que ainda é permitido.  

Os cristãos são um grupo muito pequeno. A maioria (72,51%) deles são ortodoxos russos (ou seja, russos étnicos) e 25,88% pertencem a comunidades cristãs não tradicionais. Como em muitos outros países da Ásia Central, o número de cristãos está diminuindo devido à emigração de russos. O aumento do número de convertidos para o cristianismo, que são cerca de 3 mil, não equilibra essa equação. Eles experimentam grande pressão da família, dos amigos e da comunidade local para retornar à fé de seus antepassados, acreditando que um verdadeiro tajique só pode ser muçulmano. 

Um dos principais problemas para os cristãos perseguidos no Tajiquistão (e nos outros países da Ásia Central) é o fato de que há pouca cooperação e muita divisão entre as várias denominações. Infelizmente, há poucas exceções a isso, o que se torna um trunfo nas mãos do governo. 

Se cidadãos nativos se convertem do islamismo ao cristianismo, é provável que experimentem pressão e, ocasionalmente, violência física por parte da família, amigos e comunidade local para forçá-los a voltar à antiga fé. Alguns cristãos ex-muçulmanos são trancafiados pela família por longos períodos, agredidos e podem ser expulsos da comunidade. Mulás (pregadores islâmicos) locais pregam contra eles, aumentando a pressão. Como resultado, os convertidos farão o possível para esconder a fé cristã, tornando-se então cristãos secretos.  

Não são permitidas atividades religiosas fora das instituições estatais. A pressão das autoridades foi intensificada desde 2015. Houve mais invasões a cultos e cristãos foram interrogados. É muito comum que os membros de qualquer igreja protestante sejam considerados seguidores de uma seita alienígena com apenas um objetivo, ou seja, espiar e destruir o sistema político atual. Nessa perspectiva, eles precisam não apenas ser controlados, mas, se necessário, até mesmo erradicados. Outra área de repressão envolve educação religiosa, independentemente da religião.  

CENÁRIO ECONÔMICO 

O Tajiquistão continua a depender da Rússia, tanto do ponto de vista econômico como militar. É o país mais pobre de todas as ex-repúblicas da União Soviética, uma vez que não possui recursos naturais como minério, ouro, petróleo e gás. O índice de desemprego atual é de 10,9%a. Como a economia está subdesenvolvida, muitos tajiques são forçados a trabalhar no exterior. De acordo com um estudo do Banco Mundial, o Tajiquistão é o país que mais depende das remessas de trabalhadores migrantes em todo o mundo. O dinheiro que esses migrantes ganham assegura que cerca de 60% da população pague suas necessidades diárias básicas. Sem esse dinheiro, a economia do país quebraria. Há efeitos positivos: enquanto trabalham no exterior, os tajiques estão muito mais abertos ao alcance dos cristãos. 

O Tajiquistão é um país que recebeu um alto índice de advertência do Fundo para a Paz do FSI (Fragile States Index) de 2017. Isso se deve principalmente à falta de reformas econômicas, corrupção generalizada, má gestão econômica, escassez de energia sazonal e o enorme fardo da dívida externa. 

O tráfico de drogas é a principal fonte de renda ilegal no Tajiquistão, pois é um importante país de trânsito para os narcóticos afegãos destinados aos mercados russo e europeu. Algum ópio também é produzido localmente para o mercado doméstico. 

CENÁRIO SOCIOCULTURAL 

O Tajiquistão é o único país da Ásia Central onde prevalece uma língua e cultura não turcas. O tajique (idioma) pertence ao mesmo grupo de línguas que o farsi (Irã) e o dari (Afeganistão), e a cultura tajique se assemelha muito à cultura de partes do Irã e do Afeganistão. Os tajiques não separam a própria literatura da literatura geral persa, mas há uma diferença na escrita: o farsi usa letras árabes, enquanto o tajique usa o alfabeto cirílico (usado também para o russo). 

Devido ao antigo sistema educacional soviético, praticamente todos os cidadãos tajiques são alfabetizados. Isso oferece excelentes oportunidades para a leitura da literatura cristã. Uma tradução da Bíblia em tajique está disponível desde a década de 1990. 

De acordo com o censo de 2010, os tajiques formam 84,3% da população do Tajiquistão, uzbeques 13,8%, quirguizes 0,8%, russos 0,5% e 0,7% outros. 

A cultura tajique é dominada pelo islamismo desde que os comerciantes árabes levaram a religião ao país no século 7. Sob a União Soviética (1917-1991), a ideologia comunista promoveu o ateísmo. Mas desde 1991, o Tajiquistão tem presenciado um marcante aumento na prática religiosa. A partir de 2009, a escola Hanafi de islamismo sunita se tornou a religião oficial no Tajiquistão, que é a única ex-república soviética com uma religião oficial. 

A maioria dos cristãos pertence a minorias étnicas — principalmente russas. O número de cristãos diminuiu acentuadamente nos anos 1990 devido à onda de emigração do Tajiquistão no início do período de independência. 

Os missionários nestorianos levaram o cristianismo aos tajiques durante o século 6 e o islamismo chegou cerca de um século depois. Os cristãos nestorianos (também conhecidos como a Igreja do Oriente) viveram lado a lado com os muçulmanos até que Timur Lenk (também conhecido por Tamar Lane) erradicou o cristianismo do seu império no século 14. 

O cristianismo voltou ao Tajiquistão no final do século 19, quando o Império Russo conquistou a região montanhosa. Entre 1864 e 1885, a Rússia gradualmente assumiu o controle de todo o território do Turquestão Russo, cuja parte do Tajiquistão havia sido controlada pelo Emirado de Bukhara e Canato de Kokand. Deve-se notar que apenas os governantes russos eram cristãos — não havia cristãos tajiques conhecidos na época. 

Sob o governo de Josef Stalin, muitos russos, alemães, ucranianos, bielorrussos e poloneses que não eram considerados confiáveis foram enviados para o Tajiquistão na década de 1930. Isso significou um enorme crescimento no número de cristãos no Tajiquistão. 

REDE ATUAL DE IGREJAS 

Entre as comunidades cristãs históricas, o maior grupo é a Igreja Ortodoxa Russa (IOR), que não está envolvida em evangelismo de tajiques. Por isso, pode operar sem muita interferência, pois o regime não a considera uma ameaça. Além disso, o governo tajique não tem interesse em provocar a Rússia atacando a IOR. 

Os cristãos ex-muçulmanos suportam o peso da perseguição no Tajiquistão. Além de restrições por parte do Estado, eles também são pressionados pela família, amigos e comunidade. E, para eles, a comunidade é de longe a mais poderosa. A conversão é vista como uma traição étnica, nacional e religiosa e traz vergonha à família. 

Depois dos cristãos ex-muçulmanos, as comunidades cristãs não tradicionais são o segundo grupo mais perseguido, principalmente devido ao evangelismo ativo. Grupos evangélicos enfrentam mais batidas policiais, ameaças, prisões e multas por parte das autoridades. 

O Tajiquistão é o país da Ásia Central com a maior porcentagem de muçulmanos

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