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Coreia do Norte

KP
Coreia do Norte
  • Tipo de Perseguição: Opressão comunista e pós-comunista, paranoia ditatorial
  • Capital: Pyongyang
  • Região: Leste e Sudeste Asiático
  • Líder: Kim Jong-un
  • Governo: Estado comunista
  • Religião: Ideologia juche, ateísmo, crenças tradicionais, budismo e confucionismo
  • Idioma: Coreano
  • Pontuação: 96


POPULAÇÃO
25,9 MILHÕES


POPULAÇÃO CRISTÃ
400 MIL

Como é a perseguição aos cristãos na Coreia do Norte? 

Por 20 anos, de 2002 a 2021, a Coreia do Norte foi o país mais perigoso para os cristãos na Lista Mundial da Perseguição. A situação não melhorou no país onde qualquer cristão corre o risco imediato de prisão, tortura e morte. 

Estima-se que 50 a 70 mil cristãos estão nas prisões e em campos de trabalho forçado. Familiares dos seguidores de Jesus costumam ter o mesmo destino dos capturados, porque são considerados um perigo para o país governado pela família Kim. Todas as igrejas são pequenas e secretas.  

Quando os cristãos têm filhos, precisam viver a fé em segredo para que a criança não conte a outras pessoas. Não é possível confiar em vizinhos e familiares, pois qualquer pessoa pode denunciar a fé em Jesus para as autoridades. A vida dos cristãos na Coreia do Norte é uma pressão constante que pode resultar em violência e morte.   

Do ponto de vista de outras pessoas, a nossa vida de sofrimento deve parecer amaldiçoada; no entanto, é uma bênção que nos aproxima do pai. Ele conhece o nosso sofrimento e ouve s nossas orações. Agradecemos a ele que fez grandes coisas em nossa vida. 

Bae (pseudônimo), cristã norte-coreana 

O que mudou este ano? 

Com o fechamento das fronteiras para conter a entrada da COVID-19 na Coreia do Norte, os cristãos correm mais riscos de serem pegos em fuga. Os norte-coreanos não conseguem fugir para a China em busca de alimentos e remédios.  

Em 2021, o governo norte-coreano fez uma rara admissão de que a situação na Coreia do Norte é difícil. O fato já era óbvio para observadores internacionais que alertavam sobre o impacto das colheitas ruins na vida da população. Além disso, especialistas afirmam que o número de pessoas em campos de trabalho forçado aumentou em pelo menos 20 mil pessoas. 

Essa situação afeta os cristãos. Quando os seguidores de Jesus são conhecidos pelas autoridades por “crimes” antigos, como possuir uma Bíblia, eles são vistos como cidadãos inferiores e têm qualquer ajuda alimentar negligenciada. A Coreia do Norte continua a ser extremamente perigosa para os cristãos e isso deve continuar por um longo tempo, a menos que o regime da família Kim acabe. 

Quem persegue os cristãos na Coreia do Norte?  

O termo tipo de perseguição é usado para descrever diferentes situações que causam hostilidade contra cristãos. Os tipos de perseguição aos cristãos na Coreia do Norte são: opressão comunista e pós-comunista, paranoia ditatorial.  

Já afontes de perseguição são os condutores/executores das hostilidades, violentas ou não violentas, contra os cristãos. Geralmente são grupos menores (radicais) dentro do grupo mais amplo de adeptos de uma determinada visão de mundo. As fontes de perseguição aos cristãos na Coreia do Norte são: oficiais do governo, partidos políticos, cidadãos e quadrilhas, parentes.  

Quem é mais vulnerável à perseguição na Coreia do Norte? 

Todo cristão na Coreia do Norte está vulnerável e em perigo.  

Como as mulheres são perseguidas na Coreia do Norte? 

As mulheres cristãs descobertas são presas e passam por violência sexual durante o processo de interrogatório e na prisão. Fontes indicam que esse tipo de violação é uma ocorrência diária dentro dos campos de trabalho forçado. Quando elas estão em liberdade e é descoberto que tinham antepassados cristãos, as mulheres são forçadas a se divorciar e perdem a guarda dos filhos. 

Como os homens são perseguidos na Coreia do Norte? 

Todos os homens adultos na Coreia do Norte devem trabalhar em locais fixados pelo governo. Eles não têm direito de interromper o serviço em hipótese alguma e são obrigados a servir as Forças Armadas do país por dez anos, no mínimo. Nesse processo, há uma investigação se a família do recruta tem conexão com o cristianismo. Se algo for descoberto, ele será obrigado a fazer os serviços considerados inferiores.  

Da mesma forma, os jovens com conexão cristã identificável são designados para as posições mais baixas nas universidades e nos locais de trabalho e não podem ser filiados ao partido. Os homens cristãos também sofrem maus-tratos e abusos físicos nos campos de trabalho forçado. 

O que a Portas Abertas faz para ajudar os cristãos na Coreia do Norte? 

Por meio de nossas redes na China, a Portas Abertas apoia cristãos perseguidos na Coreia do Norte por meio de ajuda emergencial com alimentos, remédios e roupasTambém distribui Bíblias, materiais de discipulado e treinamento mobiliza a igreja global para interceder por eles. Também é oferecido discipulado por meio de transmissões de rádio. 

Como posso ajudar os cristãos norte-coreanos? 

Além de orar por eles, você pode ajudar de forma prática doando para os projetos da Portas Abertas de apoio aos cristãos perseguidos. Doando para esta campanha você apoia os cristãos norte-coreanos refugiados na China.  

Pedidos de oração da Coreia do Norte 

  • Interceda pelos cristãos que adoram secretamente, estão presos e pelas famílias daqueles que foram mortos. Peça que Deus os fortaleça e os encoraje para continuar a seguir a Jesus. 
  • Ore tanto pelo ditador Kim Jong-un quanto por outros líderes do governoQue eles sejam alcançados por Cristo e tenham o coração mudado pelo salvador.  
  • Clame pelas redes da Portas Abertas na China. Que muitos refugiados norte-coreanos sejam amparados e retornem para casa equipados para levar o evangelho a pequenos grupos de cristãos. Ore por proteção, pela continuação das casas seguras e por segurança nas viagens dos norte-coreanos de e para a China.  

Um clamor pela Coreia do Norte 

Deus, sabemos que nossos irmãos da Coreia do Norte enfrentam muitas necessidades e dor. Porém, cremos que o Senhor está sempre presente e trabalhando, não importam as circunstâncias. Pedimos que se revele aos cristãos perseguidosque eles tenham coragem de segui-lo e sejam supridos em todas as necessidades. Em nome de Jesus, amém.  

Entender a Coreia do Norte significa entender sua liderança e culto à personalidade. Em 9 de setembro de 1948, Kim Il-sung proclamou a República Popular Democrática da Coreia e tornou-se o primeiro líder da nação, que conquistou sua independência do Japão. O fundador do regime, Kim II-sung, foi criado por seus avós, que eram diáconos na igreja. Os pais dele também eram cristãos comprometidos. O pai, Kim Hyong-jik, não simpatizava com o comunismo porque os comunistas não aceitavam o amor e os direitos iguais do cristianismo.  

Um dos fatores que talvez explique como Kim Il-sung pôde cometer tantos atos contra os direitos humanos e até mesmo perseguir a igreja de Cristo seja o fato de que um de seus primeiros e mais fortes oponentes tenham sido os cristãos. Houve vários confrontos entre grupos pró e anticomunistas, sendo que os cristãos lideravam a maioria das atividades anticomunistas na época. No final, Kim Il-sung ganhou a batalha e muitos líderes cristãos foram presos e outros executados mesmo antes de 1948. 

O país seguiu o percurso comunista e encarou a primeira guerra contra as tropas norte-americanas na Guerra da Coreia, entre 1950 e 1953. A partir de então, os cristãos da Coreia do Norte tinham três opções: se tornar comunista e abandonar a fé cristã, se tornar um mártir ou fugir para a Coreia do Sul. Cerca de 1,5 milhão de norte-coreanos fugiram em segurança para a Coreia do Sul entre 1946 e 1953, entre os quais havia muitos cristãos. Após sua morte, em 1994, Kim Il-sung foi sucedido por seu filho Kim Jong-il, o qual foi sucedido em 2011 pelo filho Kim Jong-un. Nenhum deles obteve êxito na tentativa de varrer o cristianismo da Coreia do Norte. 

O país tem duas ideologias como base: a juche, que diz que o homem é autossuficiente, e o kimilsungismo, ou seja, a adoração aos líderes, que são entidades todo-poderosas que guiam a Coreia do Norte e a ajudam a florescer sem interferência de forças externas. O país quer ser levado a sério e ser ouvido internacionalmente, o que é uma das razões por que seus líderes têm batalhado para avançar sua tecnologia nuclear e espacial, fazendo o mundo perceber sua existência.  

Em 2018, a Coreia do Norte celebrou seu 70º aniversário, que foi comemorado com a retomada dos Jogos em Massa na capital Pyongyang — evento que reúne cerca de 100 mil participantes em acrobacias sincronizadas. Os jogos utilizaram tecnologia de ponta, incluindo uma grande formação de drones que soletravam palavras no céu. 

CENÁRIO POLÍTICO E LEGAL 

Kim Jong-un tem demonstrado um estilo diferente de liderança do pai, buscando assemelhar-se mais ao avô, aparecendo mais comunicativo e benevolente em público. No entanto, isso não significa nenhuma mudança na ideologia ou na liderança. Ele foi proclamado o “Grande Sucessor” e recebeu os títulos de “Líder Supremo” e “Comandante Supremo das Forças Armadas”. Mais importante ainda, ele ocupa posições centrais em todas os setores importantes: Partido, Estado e Exército, ao ocupar o cargo de primeiro-secretário do Partido dos Trabalhadores da Coreia. 

A esperança de que Kim Jong-un escolhesse um caminho reformista diminuiu em 2012 e 2013, quando não buscou reformas econômicas e continuou testes nucleares e de foguetes. Depois de dominar com sucesso testes balísticos e nucleares, Kim Jong-un iniciou o que poderia ser chamado de “ofensiva diplomática”, começando com uma reunião com o presidente chinês e secretário-geral do Partido Comunista, Xi Jinping.  

Uma reunião surpresa, e quase de improviso, entre o presidente Donald Trump, Kim Jong-un e o presidente sul-coreano, Moon Jae-in, em Panmunjon, em junho de 2019, no caminho de volta da cúpula do G20 em Osaka, fez o presidente Donald Trump se tornar o primeiro presidente americano a pisar em solo norte-coreano desde a Guerra da Coreia. Depois da breve reunião, foi anunciado que as negociações em nível de trabalho seriam retomadas — um anúncio que não parece ter levado a nenhuma ação concreta. Todas as negociações posteriores referentes ao programa nuclear e à retirada das sanções internacionais falharam em 2019. 

CENÁRIO RELIGIOSO 

Nesse país, religião significa basicamente um culto aos líderes. Todos têm de participar de reuniões semanais e sessões de autocrítica e memorizar mais de 100 páginas de material de aprendizagem ideológica que louvam os feitos e a majestade dos Kims. Até mesmo crianças na pré-escola são doutrinadas. Aproximadamente 100 mil “centros de pesquisa” juche — a maioria dos quais é formada por uma única sala — existem em todo o país. 

Ainda há seguidores do budismo e do confucionismo no país, apesar da adoração aos líderes não dividir espaço com qualquer outra religião, em teoria. No entanto, essas religiões pertencem à mentalidade cultural e podem ser vividas sem que qualquer um note. O cristianismo, ao contrário, é visto como uma religião perigosa que deve ser combatida ferozmente. Se reunir com outros cristãos para adorar é praticamente impossível e se alguns ousam fazê-lo, têm que ser em máximo sigilo. As igrejas mostradas aos visitantes em Pyongyang servem meramente a propósitos de propaganda. 

CENÁRIO ECONÔMICO 

O país precisa de ajuda internacional, mas o regime restringe o acesso aos cidadãos necessitados e está sob sanções internacionais, embora a ajuda humanitária esteja isenta. No entanto, um crescente setor privado informal com mercados aparece, em geral, nas cidades maiores. As pessoas cada vez mais usam esse tipo de negociação, o que, pelo menos em teoria, é contrário aos ensinamentos do país, mas é reconhecido como sendo extremamente necessário e ocorre em todo o país com a ajuda de suborno. 

Um meio importante de o governo obter moeda estrangeira é com o envio de trabalhadores para outros países, como para a Europa. Sanções internacionais estão cada vez mais impedindo esse modo de ganhar dinheiro. A importância dessas questões econômicas pode ser vista já que a liderança do país coloca um foco especial na economia. Também significa que a estritamente vigiada fronteira entre Coreia do Norte e China estava se tornando mais penetrável novamente, não para deserções, mas para mercadorias. No entanto, com a pandemia do coronavírus, as fronteiras foram fechadas novamente, passando a ser ainda mais controladas. 

CENÁRIO SOCIOCULTURAL 

Influenciada pelo confucionismo — um sistema ético e filosófico chinês que remonta ao século 6 a.C. —, a Coreia do Norte desenvolveu um sistema de classificação social que inclui todo cidadão e mantém registros no Arquivo de Registros dos Residentes. O sistema, chamado “Songbun”, divide a sociedade em três classes: núcleo (28%), hesitantes (45%) e hostis (27%). Essas categorias são divididas em 51 subclasses. Cristãos e seus descendentes estão registrados na classe hostil. Embora esse sistema continue em operação, relatos da Coreia do Norte mostram que subornos podem fazer uma diferença e levar os oficiais a fazer vista grossa. No entanto, essa não é uma opção para os cristãos, cujas oportunidades de ganhar dinheiro são limitadas. 

A Coreia do Norte enfrenta um alto potencial de desastres naturais, uma vez que chuvas torrenciais, tufões, inundações e ondas de tempestade ocorrem anualmente. Erosão e sedimentação do solo, deslizamentos de terra, secas e tempestades de poeira e areia representam sérias ameaças à vida e aos meios de subsistência no país. Os relatórios das Nações Unidas continuam a mostrar que milhões de pessoas norte-coreanas sofrem de insegurança alimentar crônica (em vários graus), altas taxas de desnutrição e problemas econômicos profundamente arraigados. As crianças pequenas, as mulheres grávidas e lactantes, e os idosos são os mais vulneráveis. 

Tecnicamente, a Coreia do Norte ainda está em guerra com os Estados Unidos, pois no final da Guerra da Coreia, em 1953, apenas um acordo de cessar-fogo foi feito. Como a questão está ligada à presença de tropas americanas na Península Coreana, na Coreia do Sul, o problema não é tão fácil de resolver como pode parecer à primeira vista. Um desafio muito maior é a capacidade nuclear da Coreia do Norte. Embora ainda haja um debate sobre se a Coreia do Norte seria de fato capaz de transformar um dispositivo nuclear em um míssil balístico de longo alcance e, por exemplo, atingir o território americano, os avanços tecnológicos são sérios o suficiente para causar tensão internacional, inclusive deixando nervosa a vizinha China. Por isso, o Conselho de Segurança da ONU concordou com pesadas sanções econômicas que foram cabalmente implementadas. Negociações que focam na desnuclearização são complexas, entretanto. Menos devastador, mas altamente ameaçador, é o fato de que a Coreia do Norte tem considerável poder de fogo convencional para atingir Seul em qualquer escala possível. Seul fica apenas a 56 quilômetros de distância da fronteira com a Coreia do Norte.

Em 1603, um diplomata coreano voltou de Pequim carregando vários livros de teologia escritos por um missionário jesuíta na China. Ele passou, então, a divulgar as informações presentes nos livros e as primeiras sementes do cristianismo, na forma católica romana, foram semeadas. Em 1758, o rei Yeongjo de Joseon proibiu oficialmente o cristianismo alegando ser uma prática maligna, e os cristãos coreanos foram submetidos à perseguição severa, particularmente entre 1801 e 1866. Nesse período, aproximadamente 8 mil católicos foram mortos em toda a Coreia. 

Quando os primeiros missionários protestantes se estabeleceram permanentemente no Norte da Coreia em 1886, eles encontraram ali uma pequena comunidade de cristãos e, um ano depois, a primeira Bíblia foi impressa em coreano. A anexação da Coreia do Norte pelo Japão em 1905 (oficialmente em 1910), não intencionalmente, causou um grande aumento no número de cristãos e o cristianismo se tornou associado com movimentos que apoiavam o nacionalismo coreano. O número de cristãos aumentou, e, em 1907, começou um grande avivamento que marcou a história, a ponto de a capital Pyongyang ser conhecida como a “Jerusalém do Oriente”. Centenas de igrejas surgiram e houve numerosas reuniões de avivamento. Missionários também estabeleceram instituições de ensino em todo o país. 

O domínio japonês sobre o país trouxe a perseguição religiosa, e cristãos e outros civis foram forçados a se curvar diante dos altares do imperador. Após a derrota japonesa na Segunda Guerra Mundial, Kim Il-sung chegou ao poder e impôs um regime comunista e ateísta na Coreia do Norte. Iniciou-se uma guerra civil — a Guerra da Coreia (1950-1953), quando a Coreia se separou em dois países, Coreia do Norte e Coreia do Sul. A partir de então, muitos cristãos fugiram e, depois da guerra, dezenas de milhares de cristãos foram mortos, presos ou banidos para áreas remotas. O resto da igreja se tornou subterrânea. Se antes da guerra o país contava com 500 mil cristãos, dez anos mais tarde, não havia mais a presença visível da igreja. 

As comunidades cristãs históricas originaram-se antes da Guerra da Coreia (1950-1953). Apenas uma pequena porcentagem de comunidades cristãs históricas conseguiu esconder a fé e formar a igreja secreta. Devido ao princípio de culpa por associação, os descendentes desses cristãos enfrentam obstáculos sociais enormes e são vistos com suspeitas. 

As comunidades de convertidos ao cristianismo são formadas por ex-comunistas. Muitos deles vieram à fé em Cristo durante os anos 1990, na época da Grande Fome, quando inúmeras pessoas cruzaram a fronteira com a China e foram ajudadas por igrejas chinesas. Muitas delas também cruzaram a fronteira depois de 2000, mas em números menores. Ao retornar à Coreia do Norte, elas permaneceram fiéis à nova fé que descobriram. 

A igreja protestante Chilgol em Pyongyang é dedicada à mãe de Kim Il-sung, Kang Pan-sok, cujo nome significa pedra. O nome dela vem do apóstolo Pedro, que foi nomeado Cefas (pedra) por Jesus. Hoje, essa igreja é uma das quatro igrejas que funcionam somente como uma exposição na capital, que conta ainda com outra igreja protestante, uma católica e uma ortodoxa russa.

A adoração aos líderes do país é exigida da população

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