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Índia

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Índia
  • Tipo de Perseguição: Nacionalismo religioso, opressão do clã, paranoia ditatorial, hostilidade etno-religiosa
  • Capital: Nova Deli
  • Região: Sul da Ásia
  • Líder: Ram Nath Kovind
  • Governo: República parlamentarista
  • Religião: Hinduísmo, islamismo, cristianismo e religiões étnicas
  • Idioma: Hindi, inglês e mais de 20 outras línguas oficiais
  • Pontuação: 83


POPULAÇÃO
1,3 BILHÃO


POPULAÇÃO CRISTÃ
67,3 MILHÕES

Como é a perseguição aos cristãos na Índia? 

Extremistas hindus acreditam que todos os indianos devem seguir o hinduísmo e que no país não deve haver cristãos nem muçulmanos. Eles usam muita violência para atingir esse objetivo, principalmente contra cristãos de origem hindu. Pois são acusados de seguir uma “fé estrangeira” e culpados pela “má sorte” que atinge as comunidades.  

É comum que cristãos ex-hindus sejam atacados fisicamente e às vezes mortos, além de estarem sob constante pressão da família e comunidade para retornar ao hinduísmo. Se eles não se “reconverterem”, podem ser boicotados pela comunidade, resultando em maior vulnerabilidade social. Muitos deles estão isolados e não conhecem nenhum outro cristão. 

Os cristãos são perseguidos em todas as áreas da vida pública e privada, e as leis anticonversão (vigentes em nove estados, com outros considerando a adoção) são utilizadas para assediar e intimidar os cristãos. Poucas pessoas são realmente condenadas sob essas leis, mas os casos podem se arrastar por anos. 

“Como estava no isolamento da quarentena, percebi que tinha mais tempo para a comunhão com o Senhor e esperava com paciência, orando e agradecendo a Deus por tudo.”    

Guarav, cristão perseguido na Índia 

O que mudou este ano? 

A perseguição na Índia aumentou de modo significativo nos últimos cinco anos e agora permaneceu relativamente inalterada desde o ano passado. A pandemia da COVID-19 ofereceu uma nova arma para os perseguidores, e os cristãos foram excluídos quando o governo distribuiu ajuda emergencial. Isso deixou muitos cristãos desesperados por comida, porque além de perderem as fontes de renda, muitos deles são dalits e, portanto, muito pobres 

Quem persegue os cristãos na Índia 

O termo tipo de perseguição é usado para descrever diferentes situações que causam hostilidade contra cristãos. Os tipos de perseguição aos cristãos na Índia são: nacionalismo religioso, opressão do clã, paranoia ditatorial, hostilidade etno-religiosa.

Já afontes de perseguição são os condutores/executores das hostilidades, violentas ou não violentas, contra os cristãos. Geralmente são grupos menores (radicais) dentro do grupo mais amplo de adeptos de uma determinada visão de mundo. As fontes de perseguição aos cristãos na Índia são: grupos religiosos violentos, líderes religiosos não cristãos, partidos políticos, cidadãos e quadrilhas, parentes, oficiais do governo, líderes de grupos étnicos.

Quem é mais vulnerável à perseguição na Índia? 

Os cristãos de origem hindu são os mais vulneráveis à perseguição na vida pública e privada. 

Como as mulheres são perseguidas na Índia? 

O estupro e outras formas de assédio sexual costumam ser usados para perseguir mulheres cristãs e também têm o objetivo de humilhar a família delasSegundo a Visão Mundial Índia, metade das crianças entre 12 e 18 anos são vítimas de agressão sexual, mas apenas um número insignificante de casos é relatado. 

Mulheres cristãs ex-hindus podem ser presas ou expulsas pelas famílias, ou forçadas a se casar com um homem da antiga fé. Muitas das que se tornam seguidoras de Jesus são dalitsda base do sistema de castas da Índia, o que as torna triplamente vulneráveis à perseguição: por causa da fé, do gênero e da classe social. 

Como os homens são perseguidos na Índia? 

Os homens cristãos têm maior probabilidade do que as mulheres de serem vítimas de violência física, bem como de abuso mental e emocional. É comum que sejam forçados a assistir os familiares serem torturados por extremistas.  

Pastores e pregadores também são falsamente acusados de estupro ou de violação das leis anticonversão. Além disso, os radicais hindus atacam especialmente os líderes da igreja e familiares, para que as demais pessoas que desejam seguir Jesus fiquem amedrontadas e desistam.  

O que a Portas Abertas faz para ajudar os cristãos na Índia? 

A Portas Abertas trabalha com parceiros locais para fortalecer a igreja indiana por meio do fornecimento de ajuda emergencial (equipes de resposta rápida geralmente são as primeiras a chegar no local após ataques violentos), treinamento de sobrevivência à perseguição, distribuição de Bíblias, programas de subsistência e desenvolvimento socioeconômico, apoio jurídico. 

Como posso ajudar os cristãos perseguidos? 

Além de orar por eles, você pode ajudar de maneira prática, doando para projetos que apoiam cristãos perseguidos. Ao fazer uma doação para esta campanha, você oferece apoio aos cristãos que enfrentam extrema perseguição na Índia por meio de ajuda emergencial, atendimento médico, abrigo, assistência jurídica, entre outros. 



Pedidos de oração da Índia 

  • Louve a Deus porque muitos estão chegando à fé na Índia por meio de curas milagrosas e do corajoso testemunho dos cristãos indianos. Ore para que isso continue e muitos mais conheçam Jesus.
  • Clame por proteção para nossos irmãos e irmãs, especialmente aqueles que são novos convertidos, e aqueles que vivem em áreas rurais e estão particularmente isolados. Peça que Deus ajude as famílias e comunidades a aceitarem a nova fé deles.  
  • Ore a Deus pela continuação do trabalho dos parceiros da Portas Abertas. Que sejam protegidos e inspirados pelo Espírito Santo a oferecer apoio prático e encorajamento para aqueles que mais precisam de ajuda.  

Um clamor pela Índia 

Senhor, obrigado porque a fé em Jesus está crescendo na Índia, apesar de tanta oposição enfrentada pelos cristãos na vida pública e privada. Continue trazendo novos cidadãos à fé e dê força e resistência aos que se converteram do hinduísmo. Frustre os planos dos extremistas hindus que querem livrar o país de outras religiões e mude o coração dos que estão no poder. 

A partir de 1920, o líder nacionalista, Mahatma Gandhi, liderou protestos não violentos contra o governo colonial britânico, o que acabou levando a Índia à independência, em 1947. Nessa ocasião, a maioria muçulmana que vivia no norte do país se separou, fundando o Paquistão como uma nação muçulmana. Em 1971, a guerra contra o Paquistão Oriental originou outro país, Bangladesh.

Desde a década de 1990, a Índia também assumiu um papel muito mais assertivo na política mundial e tentou se tornar uma das novas superpotências. A Índia é membro de um grupo de países chamado BRICS (Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul), que busca se tornar uma alternativa à política e à economia global dominadas pelo Ocidente. A Índia possui tecnologia nuclear. Inclusive lançou a própria sonda Mars.

Outra característica que mudou na Índia nas últimas décadas é a diminuição do nível de tolerância. Tradicionalmente, o hinduísmo e o budismo, ambos originários da Índia, costumavam ser considerados pacíficos. Mas desde a década de 1990, o hinduísmo assumiu um caráter muito mais violento. Diminuiu a tolerância para a dissidência, as minorias, o respeito pela diversidade religiosa e cultural. Uma parte substancial da população simpatiza com a liderança autoritária. Essa liderança não hesita em impor sua vontade aos opositores por meios violentos.

Desde maio de 2014, a Índia é governada pelo Partido do Povo Indiano (BJP), de linha-dura, sob a liderança do primeiro-ministro Narendra Modi. Modi, aliás, tem má reputação por ter ignorado atrocidades cometidas por extremistas hindus quando era ministro-chefe do Estado de Gujarat em 2002, onde centenas, senão milhares, de muçulmanos morreram em um ataque marcado pela violência. Desde maio de 2014, o nível de intolerância na Índia aumentou e centenas de incidentes violentos são registrados a cada ano.

De acordo com a tradição mais antiga, o apóstolo Tomé foi à Índia no século 1 e estabeleceu as primeiras igrejas na região – principalmente em Kerala. Assume-se que os primeiros convertidos eram em grande parte prosélitos judeus de Cochin – acredita-se que chegaram à Índia em torno de 562 a.C., após a destruição do Primeiro Templo em Jerusalém. Outra tradição menciona que Bartolomeu visitou a Índia no século 2.

No século 4, vários cristãos do Oriente Médio foram para a Índia a fim de evangelizar. A colônia dos cristãos sírios estabelecidos em Kodungallur pode ser a primeira comunidade cristã no sul da Índia sobre a qual há um registro escrito contínuo. O líder mais importante desses cristãos era Tomás de Cana.

O missionário dominicano Jordanus Catalani foi o primeiro europeu católico a chegar na Índia em 1320 e iniciou um trabalho missionário na cidade de Surat. O século 15 viu o surgimento do colonialismo. Para a Índia, isso significou a chegada dos portugueses em Goa e outras cidades, e com eles missionários das diferentes ordens (franciscanos, dominicanos, jesuítas, agostinianos, etc.) que começaram imediatamente a construir igrejas ao longo dos distritos costeiros, onde o poder português se estabeleceu.

Os primeiros missionários protestantes a pisar na Índia foram dois luteranos da Alemanha, Bartholomäus Ziegenbalg e Heinrich Plütschau, que começaram a trabalhar em 1705 no assentamento dinamarquês de Tranquebar (agora conhecido como Tharangambadi em Tâmil Nadu). Em 1793, William Carey, um ministro batista inglês foi para a Índia como missionário. Ele trabalhou em Serampore, Calcutá e outros lugares. Ele traduziu a Bíblia para bengali, sânscrito e inúmeras outras línguas e dialetos. Carey trabalhou na Índia até sua morte em 1834.

Durante o século 19, vários missionários batistas norte-americanos evangelizaram no nordeste da Índia. Ainda hoje, as maiores concentrações de cristãos na Índia continuam sendo no nordeste, entre os grupos de nagas, khasis, kukis e mizos.

REDE ATUAL DE IGREJAS

Há vários grupos de estrangeiros ativos na Índia, não apenas de ocidentais que moram no país, que têm as próprias congregações, mas também refugiados. Um exemplo é a comunidade afegã que tem uma congregação em Nova Deli. Na maioria das vezes, essas congregações não atraem a ira dos extremistas hindus na Índia por duas razões: 1) eles têm uma associação étnica muito distinta; 2) não são ativos na evangelização dos cidadãos indianos.

As comunidades cristãs históricas estão na Índia há muitos séculos, como a igreja ortodoxa Kerala Mar Thoma, que data do século 3 d.C. Essas igrejas não crescem muito porque não são ativas na evangelização. Mesmo assim, até mesmo esse grupo é atacado por extremistas hindus que vandalizam igrejas e objetos religiosos.

As comunidades de convertidos para o cristianismo são o primeiro alvo de extremistas hindus. Os convertidos do hinduísmo assumem o peso da perseguição na Índia e enfrentam assédio diariamente e são constantemente pressionados para voltar ao hinduísmo. Os convertidos são agredidos fisicamente, hospitalizados e, algumas vezes, mortos. Eles vivem majoritariamente no interior, onde enfrentam pressão social não apenas da família, amigos, comunidade e sacerdotes hindus locais, mas também de radicais hindus.

Quanto às comunidades cristãs não tradicionais, depois dos cristãos convertidos de outras religiões, os evangélicos são considerados o segundo principal alvo dos radicais hindus. Isso por causa do envolvimento com atividades evangelísticas e conversões – por isso enfrentam ataques regularmente.

Uma grande questão social na Índia é o enorme nível de violência física e a falta de respeito pela vida humana

Sobre nós

Uma organização cristã internacional que atua em mais de 60 países apoiando os cristãos perseguidos por sua fé em Jesus.

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