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Iraque

IQ
Iraque
  • Tipo de Perseguição: Opressão islâmica, opressão do clã, corrupção e crime organizado, paranoia ditatorial, protecionismo denominacional
  • Capital: Bagdá
  • Região: Oriente Médio
  • Líder: Barham Salih
  • Governo: República parlamentarista
  • Religião: Islamismo, cristianismo e outras
  • Idioma: Árabe, curdo, turcomeno, siríaco, armênio
  • Pontuação: 82


POPULAÇÃO
41,5 MILHÕES


POPULAÇÃO CRISTÃ
175 MIL

Como é a perseguição aos cristãos no Iraque? 

Após anos de violência, uma paz incerta chegou ao Iraque. Mas em 2020, muitos protestos violentos aconteceram e a instabilidade voltou ao paísnesses momentos a perseguição aos cristãos é contínua. 

Os cristãos ex-muçulmanos frequentemente mantêm a fé em segredo por causa da pressão e ameaças de parentes, líderes de grupos étnicos e da sociedade em geral. Eles também correm o risco de perder a herança ou o direito de se casar – e eles não podem se casar com cristãos históricos, pois a lei ainda os considera muçulmanos. 

Extremistas islâmicos continuam ativos no Iraque, atacando e sequestrando os cristãos. O governo também discrimina os seguidores de Jesus em vários contextos, desde o local de trabalho até em postos de controle. Além disso, as leis de blasfêmia também podem ser usadas contra aqueles que tentam pregar o evangelho. 

“Nesta crise, somos mais uma vez lembrados de como somos fracos como seres humanos e do quanto precisamos da salvação do Senhor.”     

 Ammar, cristão perseguido no Iraque 

O que mudou este ano? 

A perseguição enfrentada na vida pública e privada não mudou de modo significativo, mas o nível de violência enfrentada pelos cristãos aumentou drasticamente – o que, em grande parteé a razão do Iraque ter subido do 15º em 2020 para o 11º lugar na Lista Mundial da Perseguição 2021Além disso, os relatos de igrejas sendo fechadas após os ataques da Turquia no Norte do Iraque e um ligeiro aumento no número de cristãos sequestrados também contribuíram para que o país subisse no ranking.  

Quem persegue os cristãos no Iraque 

O termo tipo de perseguição é usado para descrever diferentes situações que causam hostilidade contra cristãos. Os tipos de perseguição aos cristãos no Iraque são: opressão islâmica, opressão do clã, corrupção e crime organizado, paranoia ditatorial, protecionismo denominacional.

Já afontes de perseguição são os condutores/executores das hostilidades, violentas ou não violentas, contra os cristãos. Geralmente são grupos menores (radicais) dentro do grupo mais amplo de adeptos de uma determinada visão de mundo. As fontes de perseguição aos cristãos no Iraque são: grupos religiosos violentos, parentes, cidadãos e quadrilhas, grupos paramilitares, oficiais do governo, partidos políticos, líderes de grupos étnicos, líderes religiosos não cristãos, redes criminosas, líderes religiosos cristãos.

Quem é mais vulnerável à perseguição no Iraque? 

Cristãos ex-muçulmanos são os mais vulneráveis a ataques e outras formas de perseguição no Iraque. 

Como as mulheres são perseguidas no Iraque? 

O Estado Islâmico é conhecido por atacar as mulheres e as obrigar a ser escravas sexuais. Embora o grupo jihadista não tenha mais domínio sobre o país, o legado das ações dele permanece e muitas mulheres estão traumatizadas com as experiências que viveram. Mulheres sem véu em áreas como Bagdá e Basra são provavelmente perseguidas ou apedrejadasPor não haver punição aos agressores, a impunidade favorece a repetição desses crimes de gênero.  

As mulheres ex-muçulmanas são ainda mais vulneráveis, porém, as casadas com cristãos ex-muçulmanos também são muito vulneráveis à perseguição. Elas podem ser abusadas sexualmente, colocadas em prisão domiciliar ou proibidas de deixar o país. Além disso, as cristãs de origem islâmica solteiras não podem se casar com homens cristãos históricos. 

Como os homens são perseguidos no Iraque? 

Os cristãos no Iraque são vulneráveis a várias formas de violência, especialmente os ex-muçulmanosMuitos que vivem no Centro e no Sul do país são pressionados a deixar os empregos, especialmente se estiverem trabalhando para organizações estrangeiras ou em níveis mais elevados da sociedade, por exemplo, empresas governamentais. No Norte, os cristãos muitas vezes lutam para conseguir um trabalho e são explorados quando encontram um. Dessa maneira, as famílias são diretamente afetadas, pois eles são os responsáveis pelo sustento dos lares.  

O que a Portas Abertas faz para ajudar os cristãos no Iraque? 

A Portas Abertas trabalha por meio de parceiros locais e igrejas para apoiar os cristãos no Iraque com distribuição de Bíblias, treinamentos, ajuda emergencial em crises, microcréditos e projetos socioeconômicos para autossuficiência a longo prazo. 

Como posso ajudar os cristãos perseguidos? 

Além de orar por eles, você pode ajudar de forma prática doando para os projetos da Portas Abertas de apoio aos cristãos perseguidos. Doando para esta campanha, você possibilita a reconstrução de casas e igrejas no Iraque. 



Pedidos de oração do Iraque 

  • Ore pelo crescimento do Iraque e pelo fim das ondas de violência. Peça ao Senhor para colocar paz no coração dos cristãos e dos perseguidores. 
  • Clame para que Senhor volte os corações dos líderes do Iraque para ele. Que eles recebam sabedoria para liderar o país com retidão e misericórdia. 
  • Louve a Deus pelas oportunidades incríveis que os cristãos experimentam de compartilhar o evangelho. Ore para que a população sinta fome e sede de Deus 

Um clamor pelo Iraque 

Deus pai, obrigado por seu amor eterno por todos os iraquianos. Por favor, dê paz e estabilidade ao país que enfrenta ciclos de violência há tanto tempo. Mostre aos cristãos iraquianos quem eles são no Senhor e dê-lhes oportunidades de compartilhar as boas-novas de Jesus Cristo com a família, comunidade e amigos. Equipe-os para serem a luz da esperança em seu país. 

Até o final da Primeira Guerra Mundial, o Iraque fazia parte do Império Otomano. A Grã-Bretanha ocupou o território em 1917. Em 1932, o Iraque se tornou um reino independente e, finalmente, uma república em 1958, sob o comando de vários líderes autoritários. Seu último homem forte, Saddam Hussein, foi derrubado por uma campanha militar liderada pelos Estados Unidos em 2003. No vácuo de poder que se seguiu, a violência sectária surgiu particularmente entre muçulmanos sunitas e xiitas; os cristãos foram pegos nesse fogo cruzado.

Após a Guerra do Golfo (1990-1991) e a invasão anglo-americana no Iraque, em 2003, os sentimentos islâmicos antiocidentais e radicais aumentaram, o que contribuiu para a perseguição aos cristãos iraquianos. Um fluxo de refugiados começou a sair do país, e foi se intensificando com o surgimento do Estado Islâmico e estabelecimento de seu autoproclamado califado, em junho de 2014.

Depois que grandes áreas do território do Estado Islâmico foram reconquistadas em 2016, os cristãos começaram a retornar às cidades cristãs liberadas perto de Mossul, como Qaraqosh. Em dezembro de 2017, o primeiro-ministro iraquiano, Haider al-Abadi, declarou que forças iraquianas derrotaram o Estado Islâmico e o expulsou do território do país. Entretanto, a influência do grupo permanece na região. Após o líder xiita, Moqtada al-Sadr, vencer uma maioria nas eleições parlamentares, em maio de 2018, ele escolheu Adel Abdul Mahdi como primeiro-ministro, em outubro de 2018. Um ano depois, protestos em massa contra a corrupção em toda a nação, desemprego e a influência do Irã na maioria das principais cidades levaram à renúncia de Mahdi e novas eleições, que são esperadas para acontecer no começo de 2020.

Os cristãos vivem na região desde os primeiros dias da igreja cristã. De acordo com a tradição, a fé cristã foi trazida para a Mesopotâmia pelo apóstolo Tomé no caminho para a Índia. Durante o século 1, em Edessa, igrejas siríacas foram estabelecidas. Esse cristianismo se espalhou na cultura e língua siríaca e se tornou a igreja do Iraque. Em 410, elas adotaram o tipo nestoriano de cristianismo. O Império Romano e suas igrejas declararam o nestorianismo uma heresia no Concílio de Éfeso, em 431 d.C.

No Sul, o cristianismo arábico se desenvolveu rápido. Os nestorianos se tornaram a principal influência cristã do século 5 até as invasões islâmicas começarem no século 7 e 8, paralisando a vida da igreja.

De acordo com fontes islâmicas, em 633, os exércitos muçulmanos ocuparam a área do Iraque. Cerca de três séculos depois, a igreja se tornou minoria devido ao processo de islamização.

A Mongólia dominou o Iraque em 1258, trazendo liberdade para a igreja nestoriana, mas isso só durou até o governador mongol decidir se tornar muçulmano. Durante 50 anos de liberdade, o trabalho missionário foi feito no Iraque por franciscanos e dominicanos.

Em 1552, uma missão católica romana deu frutos quando o abade de um monastério nestoriano no Nordeste do Iraque visitou Roma e foi nomeado como bispo católico. Ele nomeou cinco outros bispos no Nordeste do Iraque, mas em 1675, essa igreja retornou para a Igreja Nestoriana. Em 1830, outro esforço de Roma teve um último impacto. Muitos nestorianos aderiram à União da Igreja Católica dos Caldeus.

Os missionários protestantes, por outro lado, chegaram somente no século 19. As sociedades missionárias que abraçam os princípios de William Carey – missionário inglês batista considerado o pai das missões modernas – chegaram ao país em 1815, começando a Sociedade Missionária da Igreja Anglicana.

Outra missão protestante no Iraque foi iniciada pela Sociedade do Povo Judeu de Londres, em 1820. Missionários presbiterianos chegaram ao Iraque em 1836 e construíram uma igreja em Mossul, em 1840. Uma equipe da Igreja Reformada na América entrou em Basra, em 1889. Entretanto, no geral, o cristianismo protestante falhou em se estabelecer firmemente no Iraque.

No início do século 20, os cristãos constituíam cerca de 30% da população. A Igreja Nestoriana original no Iraque era forte no Norte, tendo Erbil como centro, mas na Primeira Guerra Mundial, perdeu mais da metade dos membros devido a um genocídio otomano quando o Império Turco matou mais de 250 mil cristãos. Isso significa que, em algumas áreas, um terço das comunidades cristãs pereceram. Sob a Sociedade das Nações, a região da Mesopotâmia se tornou um mandato da Grã-Bretanha, que uniu as três regiões dominadas – Mossul, Basra e Bagdá – em uma única nação, conhecida hoje como Iraque.

Pouco depois dos britânicos garantirem ao Iraque sua independência, em 1932, a população cristã caiu para menos de 8%. O número de cristãos no Iraque diminuiu como resultado de uma violência sectária após a Guerra do Golfo e a invasão norte-americana nos anos 1990 e início do século 21. Na época da destituição de Saddam Hussein, em 2003, ainda havia mais de um milhão de cristãos no Iraque. Devido à guerra civil e o domínio brutal do Estado Islâmico no Norte, esses números diminuíram.

No Iraque, muitas crianças têm transtornos de aprendizagem e apresentam estado permanente de medo

Sobre nós

Uma organização cristã internacional que atua em mais de 60 países apoiando os cristãos perseguidos por sua fé em Jesus.

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