18

Iraque

IQ
Iraque
  • Tipo de Perseguição: Opressão islâmica, opressão do clã, corrupção e crime organizado, paranoia ditatorial, protecionismo denominacional
  • Capital: Bagdá
  • Região: Oriente Médio
  • Líder: Mohammed Shia al-Sudani
  • Governo: República parlamentarista
  • Religião: Islamismo, cristianismo e outras
  • Idioma: Árabe, curdo, turcomeno, siríaco, armênio
  • Pontuação: 76


POPULAÇÃO
42,2 MILHÕES


POPULAÇÃO CRISTÃ
164 MIL

DOAR AGORA

R$

Como é a perseguição aos cristãos no Iraque? 

Os cristãos iraquianos enfrentam discriminação, assédio e agressão e não têm nenhum apoio do governo. Em 2014, quando o grupo extremista Estado Islâmico tentou estabelecer um califado no Norte do país, muitos seguidores de Jesus foram expulsos de suas cidades e aldeias, boa parte deles não voltou para casa.  

No território iraquiano há várias igrejas ortodoxas e católicas tradicionais, mas todas são seriamente afetadas pela intolerância, discriminação e perseguição de líderes locais, autoridades governamentais e grupos extremistas islâmicos.   

No Centro e no Sul do país, muitos cristãos optam por não exibir a fé em público para evitar assédio ou discriminação no trabalho, na universidade ou ao tentar cruzar os postos de controle. Na região da Planície de Nínive, líderes da igreja foram sequestrados no passado — aqueles que falam contra as milícias locais ou líderes políticos estão particularmente em risco.  

Os cristãos de origem muçulmana enfrentam intensa pressão da família, líderes de clãs e comunidades. Como consequência, podem ser expulsos de casa, perder recursos para se casar ou serem forçados a se divorciar, além de perder a herança e o contato com os filhos. Se compartilharem a fé com muçulmanos, podem ser presos e processados sob as leis de blasfêmia. Por isso, muitos optam por manter a nova fé em segredo. 

Temos um cristianismo antigo aqui. A nossa presença neste país é importante.” 

Fadi, líder cristão perseguido no Iraque 

O que mudou este ano? 

Embora o Iraque tenha caído quatro posições na Lista Mundial de Perseguição 2023, a situação dos cristãos no país não melhorou significativamente. Há menos relatos de incidentes violentos — como igrejas sendo fechadas ou atacadas — mas isso não significa que as atividades religiosas aconteçam sem perturbações em todo o país. Por exemplo, no Norte, os cultos não acontecem há mais de um ano devido aos bombardeios turcos.  

No ano passado, dezenas de cristãos foram agredidos e/ou forçados a deixar suas casas, e muitos cristãos sequestrados continuam desaparecidos. Um seguidor de Jesus foi morto por motivos relacionados à fé, e houve vários relatos de danos ou confisco de casas e negócios de cristãos. 

Quem persegue os cristãos no Iraque 

O termo “tipo de perseguição” é usado para descrever diferentes situações que causam hostilidade contra cristãos. Os tipos de perseguição aos cristãos no Iraque são: opressão islâmica, opressão do clã, corrupção e crime organizado, paranoia ditatorial, protecionismo denominacional.  

Já as “fontes de perseguição” são os condutores/executores das hostilidades, violentos ou não violentos, contra os cristãos. Geralmente são grupos menores (radicais) dentro do grupo mais amplo de adeptos de uma determinada visão de mundo. As fontes de perseguição aos cristãos no Iraque são: grupos religiosos violentos, parentes, partidos políticos, grupos paramilitares, cidadãos e quadrilhas, oficiais do governo, líderes de grupos étnicos, líderes religiosos não cristãos, redes criminosas, líderes religiosos cristãos. 

Quem é mais vulnerável à perseguição no Iraque? 

Os cristãos de origem muçulmana enfrentam mais perseguição. Isso é mais comum em áreas árabes do que em curdas. No entanto, a influência da corrente conservadora do islã está aumentando em todo o país.  

Como as mulheres são perseguidas no Iraque? 

Meninas e mulheres cristãs são popularmente vistas como “perdidas”; por isso sofrem muito assédio verbal e sexual e até agressões, às vezes da polícia. Algumas optam por usar véus islâmicos para sua própria segurança. Não há proteção legal para elas — na verdade, as mulheres agredidas sexualmente podem ser forçadas a se casar com seus agressores sob a lei iraquiana, então a maioria permanece em silêncio.  

As mulheres muçulmanas que se convertem ao cristianismo são muito vulneráveis à pressão da família. Elas correm o risco de serem presas dentro de casa, agredidas física e sexualmente e podem ser assassinadas por algum parente para manter a honra da família.  

Algumas serão casadas à força com um muçulmano conservador. As que já são casadas podem ser forçadas a se divorciar e perder o acesso ao dinheiro e aos filhos. Uma jovem que se converte não pode se casar legalmente com outro cristão — aos olhos da lei, ela ainda é muçulmana e o casamento é inválido.  

Mulheres cristãs que foram abusadas pelo Estado Islâmico ainda lutam para lidar com seu trauma. A cultura da vergonha em torno do abuso sexual piora a situação em que vivem. 

Como os homens são perseguidos no Iraque? 

Os homens cristãos de todas as denominações sofrem discriminação para conseguir ou manter um bom emprego e administrar o próprio negócio. Muitos emigram por esse motivo, deixando a igreja com poucos cristãos maduros e líderes em potencial.  

Os cristãos de origem muçulmana que se convertem podem ser ameaçados ou até mortos por extremistas islâmicos. Se a família os rejeita, eles perdem a herança e a posição social. Também podem ser pressionados a se casar com uma garota muçulmana para tentar suprimir a nova fé.  

O que a Portas Abertas faz para ajudar os cristãos no Iraque? 

A Portas Abertas trabalha por meio de parceiros locais para apoiar a igreja no Iraque com treinamento bíblico, cuidados pós-trauma, distribuição de Bíblias, projetos de desenvolvimento socioeconômico, ajuda emergencial e reconstrução de casas e igrejas no Norte do Iraque.?  

Como posso ajudar os cristãos perseguidos no Iraque? 

Além de orar por eles, você pode ajudar de forma prática doando para os projetos da Portas Abertas de apoio aos cristãos perseguidos. Doando para esta campanha, sua ajuda vai para locais onde a perseguição é extrema e a necessidade é mais urgente.  

QUERO AJUDAR

Pedidos de oração do Iraque 

  • Interceda para que a paz e a estabilidade cheguem ao Iraque e mais cristãos voltem para suas casas.  
  • Clame para que a compreensão e a cooperação entre as denominações cristãs aumentem.  
  • Peça a proteção de Deus e coragem para os novos cristãos de origem muçulmana. 


Um clamor pelo Iraque
 

Pai Celestial, oramos para que fortaleça nossos irmãos e irmãs no Iraque que são constantemente tratados como um problema vergonhoso; que eles conheçam seu verdadeiro valor e o grande amor que o Senhor tem por eles. Por favor, proteja os direitos dos mais necessitados e mobilize o governo a trabalhar em favor dos deslocados para voltarem para suas casas. Oramos para que o Senhor detenha os extremistas violentos e pedimos que a paz permanente chegue finalmente ao Iraque. Amém.  

Durante os tempos antigos, as terras que atualmente constituem o Iraque eram conhecidas como Mesopotâmia, uma região cujas extensas planícies aluviais deram origem a uma das civilizações mais antigas do mundo, incluindo as da Suméria, Acádia, Babilônia e Assíria. Essa rica região, que compreende muito do que é chamado de Crescente Fértil, depois se tornou uma parte valiosa de impérios políticos maiores, incluindo diversas dinastias persas, gregas e romanas.  

Após o século 7, se tornou uma parte central e integral do mundo islâmico. A capital do Iraque, Bagdá, se tornou a capital do Califado Abássida no século 8. O moderno Estado-nação do Iraque foi criado após a Primeira Guerra Mundial (1914-1918) com a junção das províncias otomanas de Bagdá, Basra e Mossul. 

Até o final da Primeira Guerra Mundial, o Iraque fazia parte do Império Otomano. A Grã-Bretanha ocupou o território em 1917. Em 1932, o Iraque se tornou um reino independente e, finalmente, uma república em 1958, sob o comando de vários líderes autoritários. No período entre 1979 e 2003, o presidente do Iraque foi Saddam Hussein, cujo partido de liderança sunita dominava a maioria muçulmana xiita. Tensões étnicas sempre foram comuns no Iraque ao longo dos séculos e principalmente com a grande presença curda (no Iraque, na Síria, na Turquia, no Irã e na Rússia) estando sujeita a violência sectária. Após a campanha militar liderada pelos Estados Unidos em 2003 e o vácuo de poder que se seguiu, a violência sectária surgiu particularmente entre muçulmanos sunitas e xiitas; os cristãos foram pegos nesse fogo cruzado. 

Após a Guerra do Golfo (1990-1991) e a invasão anglo-americana no Iraque, em 2003, os sentimentos islâmicos antiocidentais e radicais aumentaram, o que contribuiu para a perseguição aos cristãos iraquianos. Um fluxo de refugiados começou a sair do país e foi se intensificando com o surgimento do Estado Islâmico e estabelecimento de seu autoproclamado califado em junho de 2014. 

Depois que grandes áreas do território do Estado Islâmico foram reconquistadas em 2016, os cristãos começaram a retornar às cidades cristãs liberadas perto de Mossul, como Qaraqosh. Em dezembro de 2017, o primeiro-ministro iraquiano, Haider al-Abadi, declarou que forças iraquianas derrotaram o Estado Islâmico e o expulsaram do território do país. Entretanto, a influência do grupo permanece na região.  

Em maio de 2018, após o líder xiita Moqtada al-Sadr vencer uma maioria nas eleições parlamentares, ele escolheu Adel Abdul Mahdi como primeiro-ministro, em outubro do mesmo ano. Um ano depois, protestos em massa contra a corrupção em toda a nação, o desemprego e a influência do Irã na maioria das principais cidades levaram à morte de centenas de manifestantes e à renúncia de Mahdi.  

Em maio de 2020, o antigo chefe do Serviço Nacional de Inteligência, Mustafa al-Kadhimi, foi indicado como primeiro-ministro e seu cargo foi aprovado. Enquanto isso, os protestos continuaram, principalmente após al-Kadhimi anunciar reformas para o enfrentamento da crítica condição econômica em junho. Em julho de 2020, as tensões entre os governos norte-americano e iraquiano de um lado e as milícias apoiadas pelo Irã do outro se intensificaram.  

Desde a derrota territorial do Estado Islâmico, a principal fonte de pressão aos cristãos iraquianos são as milícias xiitas apoiadas pelo Irã. Entretanto, o Estado Islâmico também intensificou seus ataques a civis, infraestruturas e forças de segurança em 2020 e 2021. A Turquia continua seus ataques aéreos e operações terrestres em diversas partes da região do Curdistão iraquiano, supostamente para alvejar membros do Partido dos Trabalhadores do Curdistão. Moradores locais sofrem com isso há muitos anos, mas agora isso se intensificou. Na maior operação da Turquia na região desde 2015, vilas cristãs foram bombardeadas em junho de 2020, fazendo muitos cristãos fugirem. Em maio de 2021, vilas cristãs foram evacuadas como resultado de um bombardeio turco na região.  

Em outubro de 2021, nas eleições parlamentares com a mais baixa participação, o partido do clérigo xiita Muqtada al-Sadr foi um dos principais vencedores novamente, enquanto partidos xiitas pró-iranianos perderam assentos. Em novembro, houve mais protestos violentos contra os resultados das eleições em Bagdá e o primeiro-ministro al-Kadhimi sobreviveu a uma tentativa de assassinato. Em 2021, houve ataques mortais do Estado Islâmico. 

Além disso, houve um impasse político durante meses já que a principal facção nacionalista sadrista se afastou, formando uma coalizão governamental com partidos pró-iranianos. Em junho de 2022, todos os 73 membros do grupo sadrista decidiram renunciar, após os assentos vagos serem atribuídos para os partidos com o próximo maior número de votos. Isso significa que os rivais deles, os partidos xiitas pró-iranianos se tornaram o maior bloco do parlamento. 

Enquanto isso, grupos marginalizados continuaram protestando. Há incerteza entre cristãos sobre o futuro e nenhuma expectativa de que os resultados das eleições de 2021 (com as renúncias posteriores em 2022) levem a uma melhora na situação.

O Iraque é uma nação etnicamente diversa com uma população muçulmana de 97,7%, de acordo com a estimativa do World Christian Database. A população consiste em mais de 41,6 milhões de muçulmanos, dos quais de 64 a 69% são xiitas e de 29 a 34% são sunitas, de acordo com o CIA Factbook. Os cristãos são aproximadamente 0,4% atualmente.  

Embora tenha havido uma derrota geográfica das forças do Estado Islâmico, a ideologia e a influência do grupo extremista continuam fortes. A polarização sectária está aumentando. Entretanto, alguns muçulmanos estão desiludidos com o islamismo e se tornaram mais abertos a explorar a fé cristã. 

Da população árabe, os muçulmanos xiitas formam a maioria. Os curdos, no Norte, são principalmente sunitas. Somente após a decisão da Liga das Nações, em 1920, os diferentes grupos étnicos foram reunidos em um sistema estatal moderno.  

Os diferentes líderes, que chegaram ao poder desde então, alimentaram a desconfiança e o conflito entre os grupos de acordo com o princípio “dividir para governar”. A atual violência sectária no Iraque está enraizada, principalmente, na competição pelo poder e proeminência no Iraque pós-Saddam Hussein.  

Igrejas evangélicas em Bagdá e Basra também são seriamente afetadas pela perseguição por grupos radicais islâmicos e líderes não cristãos e, regularmente, experimentam discriminação por parte das autoridades. Cristãos têm se tornado alvo com frequência no Centro e Sudeste do Iraque. Leis de blasfêmia também podem ser usadas contra eles se forem suspeitos de querer alcançar muçulmanos. 

Cristãos de origem muçulmana experimentam mais pressão de parentes e com frequência mantêm a fé em segredo, já que são ameaçados por parentes, líderes do clã e sociedade. Convertidos arriscam perder direitos de herança e casamento. Deixar abertamente o islamismo leva a situações difíceis em todo o país. 

Sociedade conservadora, tribal e de costumes islâmicos 

A sociedade no Iraque continua sendo conservadora, tribal e guiada por conflitos étnicos. Em geral, a sociedade iraquiana está se tornando mais fragmentada e islamizada. Principalmente em áreas onde o Estado Islâmico esteve no controle, cristãos relatam que se sentem traídos pelos vizinhos muçulmanos. À medida em que a população cristã diminui, sua liberdade também. Cristãos e seu modo de vida costumavam ser mais ou menos tolerados no Iraque, mas a comunidade cristã agora relata o aumento da pressão da sociedade. Isso inclui mais monitoramento, fechamento de lojas durante o Ramadã e pressão para as mulheres cristãs usarem o véu islâmico. 

Em 2015, uma campanha foi iniciada com pôsteres aparecendo em prédios do governo (e até mesmo em igrejas) encorajando mulheres cristãs a se cobrirem com véu “como Maria fazia”. Durante 2021, houve diversas “campanhas para uso do véu” no Curdistão, onde meninas foram encorajadas a cobrirem suas cabeças e milhares de moças anunciaram que usariam voluntariamente um lenço na cabeça. 

Houve um aumento no controle social sobre as mulheres. Mesmo as mulheres cristãs em Bagdá e Basra estão sob pressão para se cobrirem a fim de andarem com alguma segurança fora de casa. 

As tribos no Iraque têm uma forte influência e impõem suas regras e tradições antigas à sociedade. Pertencer a uma tribo é, com frequência, mais importante do que obedecer à lei governamental. Onde esse tribalismo é misturado com o islamismo, isso afeta especialmente cristãos de origem muçulmana. Um convertido de origem tribal pode gerar dificuldades para outros cristãos e impedi-los de conseguir ajuda. Em algumas áreas, grupos tribais têm influência sobre autoridades do governo. 

Os cristãos vivem na região desde os primeiros dias da igreja cristã. De acordo com a tradição, a fé cristã foi levada para a Mesopotâmia pelo apóstolo Tomé no caminho para a Índia. Durante o século 1, em Edessa, igrejas siríacas foram estabelecidas. Esse cristianismo se espalhou na cultura e língua siríaca e se tornou a igreja do Iraque. Em 410, essas igrejas adotaram o tipo nestoriano de cristianismo. O Império Romano e suas igrejas declararam o nestorianismo uma heresia no Concílio de Éfeso, em 431 d.C. 

No Sul, o cristianismo arábico se desenvolveu rápido. O reino árabe de Hirah tinha um bispo em 410 d.C. Esse bispo árabe e uma parte significativa da população aceitou a fé nestoriana, bem como o último rei, al-Numan (580-602 d.C). Os nestorianos se tornaram a principal influência cristã do século 5 até as invasões islâmicas começarem no século 7 e 8, paralisando a vida da igreja. 

De acordo com fontes islâmicas, em 633, os exércitos muçulmanos ocuparam a área do Iraque. Cerca de três séculos depois, a igreja se tornou minoria devido ao processo de islamização. 

A Mongólia dominou o Iraque em 1258, trazendo liberdade para a Igreja Nestoriana, mas isso só durou até o governador mongol Ghazan Mahmud (1295-1304) decidir se tornar muçulmano. Durante esses 50 anos de liberdade, os católicos romanos chegaram no início do século 14, quando Roma enviou frades dominicanos e franciscanos para converter caldeus, ortodoxos orientais e muçulmanos.  

Em 1552, uma missão católica romana deu frutos quando o abade de um monastério nestoriano no Nordeste do Iraque visitou Roma e foi nomeado bispo católico. Ele nomeou cinco outros bispos no Nordeste do Iraque, mas em 1675, essa igreja retornou para a Igreja Nestoriana. Em 1830, outro esforço de Roma teve um último impacto. Muitos nestorianos aderiram à União da Igreja Católica dos Caldeus. 

Missões protestantes 

Os missionários protestantes, por outro lado, chegaram somente no século 19. As sociedades missionárias que abraçam os princípios de William Carey — missionário inglês batista considerado o pai das missões modernas — chegaram ao país em 1815, começando a Sociedade Missionária da Igreja Anglicana. 

Outra missão protestante no Iraque foi iniciada pela Sociedade do Povo Judeu de Londres, em 1820. Missionários presbiterianos chegaram ao Iraque em 1836 e construíram uma igreja em Mossul em 1840. Samuel Zwemer e sua equipe da Igreja Reformada na América entrou em Basra em 1889. Entretanto, no geral, o cristianismo protestante falhou em se estabelecer firmemente no Iraque. 

No início do século 20, cerca de 30% da população do Iraque era cristã. A Igreja Nestoriana original no Iraque era forte no Norte, tendo Erbil como centro, mas, na Primeira Guerra Mundial, perdeu mais da metade dos membros devido a um genocídio otomano quando o Império Turco matou mais de 250 mil cristãos. Isso significa que, em algumas áreas, um terço das comunidades cristãs pereceram.  

Sob a Sociedade das Nações, a região da Mesopotâmia se tornou um mandato da Grã-Bretanha, que uniu as três regiões dominadas — Mossul, Basra e Bagdá — em uma única nação, conhecida hoje como Iraque. Pouco depois dos britânicos garantirem ao Iraque sua independência, em 1932, a população cristã caiu para menos de 8%. O número de cristãos no Iraque diminuiu como resultado da violência sectária após a Guerra do Golfo e a invasão norte-americana nos anos 1990 e início do século 21. Na época da destituição de Saddam Hussein, em 2003, ainda havia mais de um milhão de cristãos no Iraque. Devido à guerra civil e ao domínio brutal do Estado Islâmico no Norte, esse número diminuiu consideravelmente. 

Sobre nós

Uma organização cristã internacional que atua em mais de 60 países apoiando os cristãos perseguidos por sua fé em Jesus.

Facebook
Instagram
Twitter
YouTube

© 2023 Todos os direitos reservados

Home
Lista mundial
Doe
Fale conosco