23

Turcomenistão

TM
Turcomenistão
  • Tipo de Perseguição: Paranoia ditatorial e opressão islâmica
  • Capital: Ashgabat
  • Região: Ásia Central
  • Líder: Gurbanguly Berdimuhamedow
  • Governo: República presidencialista
  • Religião: Islamismo, cristianismo
  • Idioma: Turcomano, russo e uzbeque
  • Pontuação: 70


POPULAÇÃO
6 MILHÕES


POPULAÇÃO CRISTÃ
68 MIL

Como é a perseguição aos cristãos no Turcomenistão?

A perseguição aos cristãos neste Estado islâmico repressivo vem em grande parte do governo e da sociedade. O governo impõe muitas restrições à vida da igreja. A menos que as igrejas sejam registradas, os cristãos são altamente suscetíveis a batidas policiais, ameaças, prisões e multas. Mesmo igrejas apostólicas russas ortodoxas e armênias podem ter seus cultos dominicais monitorados. A impressão ou importação de materiais cristãos também é restrita. 

Os cristãos ex-muçulmanoenfrentam intensa pressão da família, amigos e aldeões para negar a fé.  

A vida ainda é difícil para Umid. Ele não está curado depois do período de prisão. Ele ainda tem pesadelos e está com medo. O fato de o governo o observar quando viaja dentro do país também não ajuda. Umid tem medo de que o governo o prenda novamente se ele cometer algum erro.

Yousef (pseudônimo), parente de Umid, um cristão perseguido que passou três anos na prisão por causa da fé  

O que mudou este ano? 

Apesar de ter caído um lugar em relação à posição do ano passado na Lista Mundial da Perseguição, pouco mudou para os cristãos no TurcomenistãoO país continua sendo extremamente desafiador para aqueles que seguem Jesus, devido a restrições e vigilância do Estado, e pressão para os convertidos abandonarem a fé.   

Quem persegue os cristãos no Turcomenistão? 

O termo tipo de perseguição é usado para descrever diferentes situações que causam hostilidade contra os cristãos. Os tipos de perseguição aos cristãos no Turcomenistão são: paranoia ditatorial e opressão islâmica. 

Já as “fontes de perseguição são os condutores/executores de hostilidades, violentas ou não violentas, contra os cristãos. Geralmente são grupos menores (radicais) dentro do grupo mais amplo de adeptos de uma determinada visão de mundo. As fontes de perseguição aos cristãos no Turcomenistão são: oficiais do governo, partidos políticos, cidadãos e quadrilhasparentes, líderes de grupos étnicos, líderes religiosos não cristãos. 

Quem é mais vulnerável à perseguição no Turcomenistão? 

Embora a opressão do governo seja predominante em todo o país, os cristãos ex-muçulmanos experimentam maior pressão nas áreas rurais. 

Como as mulheres são perseguidas no Turcomenistão? 

Ao decidirem se converter ao cristianismo, mulheres de origem muçulmana vão contra as expectativas da sociedade – em que são totalmente subordinadas aos pais ou, se casadas, ao marido – e ficam expostas a espancamentos, prisão domiciliar, abuso verbal, ameaças, deserção e rejeição.  

Elas também podem enfrentar sequestro, estupro e assédio sexual. Casos movidos contra autores de agressão sexual raramente são investigados por causa da vergonha associada a isso 

Algumas mulheres sequestradas são casadas à força com muçulmanos como medida corretiva, enquanto as cristãs ex-muçulmanas também podem ser forçadas a casamentos para obrigar os arranjos conjugais feitos pelos pais antes da conversão ao cristianismo.  

As mulheres cristãs são discriminadas no local de trabalho. Elas podem até perder o emprego, aumentando ainda mais a perseguição porque isso as torna mais dependentes da família.  

Além disso, as mulheres podem ser abusadas como forma de pressionar o marido e familiares. Isso, por sua vez, promove o medo e o sentimento de desamparo em toda a comunidade cristã.   

Como os homens são perseguidos no  Turcomenistão? 

Papéis de liderança no Turcomenistão normalmente são exercidos por homens, tornando-os alvo de perseguição em vários níveis. Os cristãos sentem que os agentes do Estado procuram desculpas para impor multas aos homens por coisas como realizar encontros ilegais ou até mesmo baixar músicas cristãs. Enquanto isso, os muçulmanos suspeitam dos líderes cristãos, pois os consideram encarregados de converter outros ao cristianismo. Eles atacam os mais ativos em evangelismo.  

É muito difícil para os líderes obter treinamento religioso. Restrições rígidas significam que o treinamento só pode ser realizado em instituições especiais e estatais – mas essas instituições não existem no Turcomenistão. As autoridades também monitoram os líderes da igreja para garantir que os púlpitos não sejam assumidos por ninguém com visões radicais ou extremistas. 

Além dos muros da igreja, os muçulmanos obstruem as atividades comerciais de cristãos ex-muçulmanos e protestantes (que são considerados uma seita), forçando muitos empresários cristãos a manter a fé em segredo.  

Homens cristãos ex-muçulmanos podem enfrentar assédio e intimidação de famílias e comunidades, o que pode levar à detenção domiciliar, deserção, vergonha e espancamentos. O serviço militar é obrigatório e a objeção por motivos de consciência não é permitida.   

O que a Portas Abertas faz para ajudar os cristãos no Turcomenistão?

Portas Abertas fortalece a Igreja Perseguida na Ásia Central, fornecendo literatura cristã, formação bíblica e profissional, e projetos de desenvolvimento socioeconômico. Também fornecemos ajuda imediata aos cristãos na Ásia Central quando eles são presos, excluídos das famílias e comunidades e privados de subsistência e emprego por causa da fé em Cristo.     

Como posso ajudar os cristãos perseguidos?  

Além de orar por eles, você pode ajudar de forma prática doando para os projetos da Portas Abertas de apoio aos cristãos perseguidos. Doando para esta campanha, você presenteia 11 cristãos secretos na Ásia Central com uma Bíblia digital. 



Pedidos de oração do Turcomenistão 

  • Clame por uma flexibilização das pesadas restrições às igrejas no Turcomenistão. 
  • Ore pelo bem-estar físico, emocional e espiritual dos líderes da igreja, é um papel que pode resultar em pressão intensa. 
  • Peça a Deus que os cristãos ex-muçulmanos sejam protegidos do mal, e que famílias, amigos e aldeões sejam fortemente impactados pela transformação em suas vidas. 

Um clamor pelo Turcomenistão 

Deus pai, obrigado pela forma como o Senhor está trabalhando dentro e através da igreja no Turcomenistão. Continue esse trabalho e preencha seu povo com alegria renovada em conhecer e compartilhar os sofrimentos de Cristo. Proteja seu povo, ajude-o a se manter forte e conceda-lhe sabedoria e discernimento para navegar em meio a restrições e vigilância. Edifique sua igreja no Turcomenistão. Amém. 

Após 69 anos como parte da União Soviética, o Turcomenistão declarou sua independência em 27 de outubro de 1991. Até a morte do ex-presidente Saparmurat Niyazov em 2006, o país estava no ápice de seu culto à personalidade quase religiosa, com base em seu livro, chamado “Ruhnama”. Esse livro e sua filosofia dominaram a vida pública e foram ensinados em escolas e universidades. Talvez o clímax dessa reverência fosse a construção de uma enorme torre na capital, Ashgabat, que estava coberta por uma estátua dourada e rotativa do então presidente. A estátua estava sempre de frente para o sol. A explicação oficial era que o sol seguia a estátua e não o contrário. Não é surpreendente que os observadores tenham se referido ao país como a Coreia do Norte da Ásia Central. 

Gurbanguly Berdimuhamedow assumiu o cargo após a morte do presidente Niyazov em dezembro de 2006 e cancelou algumas de suas decisões, como, por exemplo, nomear meses e dias de acordo com os heróis turcomanos, mas ele teve de se mover com cuidado para substituir seu predecessor, que tinha sido reverenciado quase como um deus. O ensino obrigatório de Ruhnama no sistema educacional do país foi gradualmente reduzido. A estátua dourada foi movida para os arredores de Ashgabat. 

Não demorou muito para que Berdimuhamedow desenvolvesse o próprio culto à personalidade em torno do título honorário “Arkadag” (protetor). Após a reeleição de Berdimuhamedow em 2012, uma nova era foi anunciada: a “Era da Felicidade Suprema”. O regime decidiu derrubar milhares de casas e reconstruir a capital Ashgabat como uma cidade de mármore branco. 

Em 25 de maio de 2015, as autoridades do Turcomenistão inauguraram uma estátua gigante do presidente Berdimuhamedow montado a cavalo, segurando uma pomba — tudo coberto com uma camada de ouro de 24 quilates. Em setembro de 2016, foram feitas emendas constitucionais para permitir que o presidente disputasse as eleições presidenciais futuras, independentemente da idade. 

Em julho e agosto de 2019, houve uma grande comoção no Turcomenistão quando foi noticiada a suposta morte do presidente Berdimuhamedow. Depois de ficar sem ser visto por semanas, apareceu na abertura de uma conferência. Nenhuma explicação foi dada para sua ausência, mas isso mostra o quão importante é a posição do presidente. 

CENÁRIO POLÍTICO E LEGAL 

O Turcomenistão é uma república presidencialista, pela qual o presidente é chefe de Estado e chefe de Governo. Não são permitidos partidos de oposição. O poder está concentrado na presidência; o judiciário é totalmente subordinado ao governo, com todos os juízes nomeados para um mandato de cinco anos pelo presidente, sem revisão legislativa. 

O Turcomenistão é o país da Ásia Central com o mais alto nível de controle do Estado em quase todos os aspectos da vida. O Departamento de Estado dos Estados Unidos informa que o regime impôs “leis e políticas que restringem a liberdade religiosa através de requisitos de registro, regulação rigorosa da produção e disseminação de literatura religiosa e restrições às atividades permitidas de grupos religiosos e indivíduos”. 

O país é estritamente controlado, pois herdou muitos aspectos de segurança da antiga União Soviética. Todas as fronteiras são guardadas pela polícia, serviço secreto e exército, principalmente as fronteiras com o Afeganistão. Há postos policiais ao longo de todas as principais estradas. A mídia é monitorada e há riscos de que alguns salões públicos, mas também quartos de hotel, sejam grampeados.  

A palavra-chave com relação à tendência no Turcomenistão é estabilidade. Nas últimas décadas houve pouca mudança no país. O governo ditatorial não enfrenta desafios de nenhuma forma de oposição (sem manifestações de nenhum tipo) e tem imposto severa vigilância em quase todos os aspectos da vida. Milhares de pessoas são enviadas à prisão ou campos de trabalho forçado todos os anos. O Turcomenistão é chamado de Coreia do Norte da Ásia Central.  

Desde maio de 2015, a Comissão do Estado de Organizações Religiosas e Avaliação Especializada de Recursos de Informação Religiosos (SCROEERIR) é responsável pelo controle de assuntos religiosos. A Lei sobre Organizações Religiosas e Liberdade Religiosa exige que todas as organizações religiosas, inclusive as que já estão registradas sob a lei de religião anterior, se registrem novamente com o Ministério da Justiça para poder operar legalmente. Esse processo envolve o Ministério de Assuntos Estrangeiros, Ministério da Segurança Nacional, Ministério de Assuntos Internos e outras agências do governo.  

A lei regula que o Ministério da Justiça não deve registrar uma organização religiosa se seu objetivo ou atividades contradisserem a Constituição do país ou se não for reconhecida como uma religião pela SCROEERIR, sob a liderança do grande mufti (acadêmico islâmico a quem é reconhecida a capacidade de interpretar a sharia). A lei também prevê que o governo pode dissolver uma organização religiosa por atividades que violem os interesses dos cidadãos do país ou que prejudiquem sua “saúde e moral”. A lei proíbe toda atividade de grupos religiosos não registrados. 

Nenhuma atividade religiosa fora das instituições administradas ou controladas pelo governo é permitida. Os protestantes geralmente são chamados de “extremistas” devido a suas atividades religiosas fora das estruturas sancionadas pelo Estado. Os membros das igrejas protestantes são vistos como seguidores de uma seita alienígena que tem apenas um objetivo: espionar e destruir o atual sistema político. Nessa perspectiva, eles precisam ser não apenas controlados, mas, se necessário, até erradicados.   

CENÁRIO RELIGIOSO 

De acordo com o World Christian Database (WCD), 96,3% da população é muçulmana — predominantemente sunita. No entanto, seria errado chamar o Turcomenistão de um país muçulmano. Cerca de 70 anos de ateísmo durante a era soviética deixaram uma profunda influência. O governo é firmemente secular e tem o islã sob controle. Os cidadãos muçulmanos seguem a cultura islâmica básica em vez dos ensinamentos muçulmanos rigorosos. 

De acordo com o WCD, as próximas maiores categorias religiosas são os agnósticos e ateus, encontrados principalmente na capital Ashgabat e outras cidades grandes. Isso é o resultado de mais de 70 anos de ateísmo forçado pelo governo da União Soviética, de 1917 a 1991. 

Os cristãos são um grupo muito pequeno no país, cerca de 1,2% da população, sendo que a maioria deles é de ortodoxos russos. Assim como muitos países da Ásia Central, o Turcomenistão enfrenta a emigração de russos. Isso não é compensado pelo aumento no número de cristãos ex-muçulmanos, que atualmente é de cerca de mil. Um dos maiores problemas para os cristãos no país é que há muita divisão e pouca cooperação entre as várias denominações. Infelizmente, isso faz com que a igreja seja muito fraca e fique sob o controle do governo. 

Não há liberdade de religião no Turcomenistão, embora haja afirmações em contrário na Constituição do país. O governo ditatorial do Turcomenistão usa um enorme corpo de agentes estaduais (polícia, serviços secretos, imãs locais) para monitorar de perto todas as atividades religiosas. Isso impôs tantas restrições à liberdade religiosa que pode-se dizer que ela não existe no Turcomenistão. Esse é o caso de todas as religiões, não só da fé cristã. Todas as atividades religiosas no Turcomenistão são monitoradas. Cristãos ocasionalmente têm que se reportar à delegacia de polícia para interrogatórios. 

Até mesmo igrejas russas ortodoxas e armênias apostólicas podem experimentar monitoramento nos cultos de domingo. A impressão e importação de material cristão é restringida. Cristãos ex-muçulmanos suportam o peso da perseguição tanto nas mãos do Estado como da família, amigos e comunidade. Nas igrejas que não são registradas, os cristãos enfrentam repetidas batidas policiais, ameaças, prisões e multas.  

As atividades da igreja enfrentam interferências e são dificultadas pela família dos convertidos, pela comunidade muçulmana local e pelas autoridades locais. Tem havido controle mais cerrado sobre a vida da igreja desde que uma nova lei sobre religião foi introduzida em 2016. 

A maioria dos cristãos pertence a minorias étnicas — principalmente russas. Segundo o censo de 2012, os turcomenos formam cerca de 85,6% da população do Turcomenistão, enquanto os uzbeques são 5,7%, os russos 5,1%, os azeris 1,2% e 3,5% outros. Exceto pela igreja nativa, o número total de cristãos no Turcomenistão quase não está crescendo. 

É provável que se os cidadãos nativos (que são muçulmanos) se converterem ao cristianismo, serão pressionados e, ocasionalmente, enfrentarão violência física da família, amigos e comunidade local para forçá-los a retornar à fé anterior. Alguns ex-muçulmanos são trancados pelas famílias por longos períodos, espancados e podem até mesmo ser expulsos de suas comunidades. Mulás locais pregam contra eles, aumentando a pressão. Como resultado, os cristãos ex-muçulmanos farão o possível para esconder a fé — eles se tornarão os chamados cristãos secretos.  

CENÁRIO ECONÔMICO 

O Estado é responsável pelo setor de produção e também controla o importante setor exportador. Como o país é rico em recursos como petróleo, gás natural e também em algodão e grãos, as pessoas que lidam com essas indústrias podem ganhar muito dinheiro. Comprar e comercializar monopólios é um meio de manter os preços bem abaixo do mercado mundial, mas também são pontos em que a corrupção entra. Pelo menos oito dos doze bancos nacionais são estatais e, como o Estado decide quais dívidas ministeriais são abolidas, a prática bancária é limitada. 

O desemprego e a taxa de pobreza permanecem em um nível muito alto e o crescimento considerável do PIB — per capita e em porcentagem — não melhorou as condições de vida de todos os cidadãos em igualdade de condições. A enorme queda no preço do petróleo desde 2014 teve um efeito bastante negativo na economia do Turcomenistão.  

CENÁRIO SOCIOCULTURAL 

Houve um pico no desemprego em 1999 quando a taxa estava em mais de 12,5%, mas melhorou acentuadamente desde então. Desde 2010, a taxa gira em torno de 4%. A corrupção é endêmica em todos os níveis de administração e governo. Os grupos de poder dentro do regime não têm interesse em perder a oportunidade de ganhar dinheiro. 

Graças ao antigo sistema soviético de educação, praticamente todos os cidadãos do Turcomenistão são alfabetizados. Isso significa que pessoas interessadas na mensagem cristã podem receber materiais em seu próprio idioma. As restrições impostas pelo governo, segundo as quais todos os materiais devem ser aprovados e apenas grupos registrados podem estar ativos, significam que a maior parte da distribuição deve ser feita de forma não oficial. 

O Turcomenistão tem uma má reputação no que diz respeito aos direitos humanos e suas prisões e campos de trabalho forçado estão superlotados. Literalmente, milhares de pessoas são mantidas em condições terríveis. O mais conhecido é o campo de trabalho de Seydi no deserto, a cerca de 40 quilômetros a noroeste da cidade de Turkmenabad, perto do rio Amu Darya e da fronteira com o Uzbequistão. Todos os anos há dias de anistia, quando centenas de prisioneiros são libertados. 

Em geral, os cristãos experimentam os mesmos problemas que todas as outras pessoas no país e não são alvo de marginalização econômica ou social. A única exceção a isso é a pressão do ambiente social (família, imãs locais, aldeões) sobre cristãos ex-muçulmanos. 

Os primeiros cristãos a entrarem na Ásia Central, incluindo o Turcomenistão, foram missionários nestorianos no século 4. A partir do século 5, houve grandes movimentos de povos da Ásia e Europa para o Turcomenistão, o que significou a chegada de uma tribo turca da Ásia Oriental chamada Oghuz (os ancestrais étnicos do turcomano). No século 8, o islã entrou na região, seguindo as trilhas da rota comercial da seda e os cristãos desapareceram do país. 

No século 16, o Turcomenistão tornou-se parte dos canatos de Khiva e Bucara, que influenciaram profundamente a cultura e a religião do país. O canato de Khiva foi um estado da Ásia Central que existiu na região histórica de Corásmia entre 1515 e 1920. O canato de Bucara foi um estado da Ásia Central que existiu do século 16 ao 18. 

A presença atual de cristãos no Turcomenistão data do século 19. Em 1867, o Império Russo expandiu seu território para a Ásia Central durante várias campanhas militares, conquistando os canatos de Khiva e Bucara. O regime trouxe russos étnicos que pertenciam principalmente à Igreja Ortodoxa Russa. Durante a Segunda Guerra Mundial, Joseph Stalin ordenou a deportação de um grande número de alemães, ucranianos, poloneses e coreanos para a Ásia Central. Com eles, outras denominações cristãs encontraram o caminho para o Turcomenistão. 

REDE ATUAL DE IGREJAS 

Não há no Turcomenistão comunidades de cristãos estrangeiros. 

As comunidades cristãs históricas são formadas pela Igreja Ortodoxa Russa (IOR), que já se acostumou às limitações impostas pelo governo e, portanto, não é perturbada. Os cultos de domingo podem ser monitorados, mas são conduzidos sem impedimentos e os membros podem se reunir. Impressão e importação de materiais cristãos são restritas. 

Os cristãos ex-muçulmanos suportam o peso da perseguição no Turcomenistão. Além do Estado, eles são pressionados pela família, amigos e comunidade. A pressão da comunidade é, de longe, a mais poderosa, pois domina a vida cotidiana. 

Depois dos convertidos do islamismo, as comunidades cristãs não tradicionais são o segundo grupo mais perseguido, principalmente quando as igrejas não são registradas. Elas enfrentam batidas policiais, ameaças, prisões e multas. 

Todas as atividades religiosas no Turcomenistão são monitoradas

Sobre nós

Uma organização cristã internacional que atua em mais de 60 países apoiando os cristãos perseguidos por sua fé em Jesus.

Instagram

© 2021 Todos os direitos reservados

INÍCIO
LISTA MUNDIAL
DOE