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Vietnã

VN
Vietnã
  • Tipo de Perseguição: Opressão comunista e pós-comunista, paranoia ditatorial, opressão do clã, corrupção e crime organizado
  • Capital: Hanói
  • Região: Leste e Sudeste Asiático
  • Líder: Nguyen Xuan Phuc
  • Governo: Estado comunista
  • Religião: Budismo, cristianismo, islamismo, cao dai
  • Idioma: Vietnamita, inglês, francês, chinês, khmer
  • Pontuação: 71


POPULAÇÃO
99,3 MILHÕES


POPULAÇÃO CRISTÃ
9,1 MILHÕES

Como é a perseguição aos cristãos no Vietnã? 

O nível de perseguição a um cristão vietnamita depende da denominação ou formação específica. As comunidades cristãs históricas gozam de certa liberdade, a não ser que se envolvam com a política. Mas protestantes evangélicos e convertidos de religiões indígenas enfrentam intensa pressão e violência por causa da fé. Isso acontece em áreas remotas do Centro e Norte do Vietnã.  

Muitos seguidores de Jesus são perseguidos no local de trabalho e podem enfrentar discriminação por amor a Cristo. Até as crianças cristãs são condenadas ao ostracismo na escola e podem ser pressionadas a rejeitar a fé em Jesus.  

Quando um cristão deixa a crença tradicional para seguir a Jesus, ele é acusado de rejeitar a cultura da comunidade. Por isso é excluído socialmente e atacado. Às vezes, a casa é destruída e ele é forçado a deixar a aldeia.   

“Há alguns meses, voltei à minha antiga aldeia para visitar meus pais e irmãos, mas minha família e os vizinhos ainda me odeiam — me proibiram de chegar perto deles. Meus pais ainda me desprezam e não me consideram mais filho deles.” 

Poh (pseudônimo), cristão perseguido no Vietnã     

O que mudou este ano? 

O nível de perseguição permaneceu o mesmo no Vietnã durante o período de pesquisa da Lista Mundial da Perseguição 2022. A pandemia de COVID-19 continuou a afetar todos os residentes do país, e alguns cristãos em áreas rurais relataram discriminação na assistência governamental.  

Seguidores de Jesus de minorias étnicas ainda enfrentam violência e hostilidade social quando se convertem ao cristianismo, já a igreja vietnamita continua sob pressão em todo o país. 

Quem persegue os cristãos no Vietnã? 

O termo “tipo de perseguição” é usado para descrever diferentes situações que causam hostilidade contra os cristãos. Os tipos de perseguição aos cristãos no Vietnã são: opressão comunista e pós-comunista, paranoia ditatorial, opressão do clã, corrupção e crime organizado.  

Já as “fontes de perseguição” são os condutores/executores das hostilidades, violentas ou não violentas, contra os cristãos. Geralmente são grupos menores (radicais) dentro do grupo mais amplo de adeptos de uma determinada visão de mundo. As fontes de perseguição aos cristãos no Vietnã são: oficiais do governo, partidos políticos, parentes, líderes de grupos étnicos, cidadãos e quadrilhas.  

Quem é mais vulnerável à perseguição no Vietnã? 

A pressão e a violência são mais fortes contra os cristãos de minorias nas montanhas do Centro e do Noroeste do Vietnã. Seguidores de Jesus que deixam as religiões tribais são vistos como traidores da cultura e da família estão sob risco de ataques violentos, tendo os filhos levados à força e as casas e plantações destruídas.  

Como as mulheres são perseguidas no Vietnã? 

No Vietnã, as mulheres cristãs enfrentam pressão tanto por causa da fé quanto pelo gênero. As convertidas de culturas tribais podem ser forçadas a se casar cedo.  

Os líderes de jovens relatam que após o casamento, os jovens costumam parar de frequentar a igreja. Na verdade, esses casamentos fazem com que algumas mulheres desistam de seguir a Jesus. No casamento, as mulheres também enfrentam opressão, violência e ameaças de divórcio, o que reforça o sentimento de desigualdade e desânimo.  

Como os homens são perseguidos no Vietnã? 

Os homens cristãos no Vietnã costumam ser assediados no trabalho, outros perdem o emprego por causa da fé em Jesus. Oficiais do governo monitoram e interferem no trabalho de cristãos conhecidos. Como os homens são os principais provedores da casa, essas perdas paralisam toda a família economicamente e enfraquece o lugar dela na sociedade. Se forem líderes de igrejas, as congregações podem até fechar.  

Homens cristãos também são alvo de prisão e sequestro, e a única solução encontrada é a fuga das aldeias. Geralmente, uma vez sob custódia, os presos cristãos sofrem tratamento severo, agressões e pressão para renunciar à fé.

O que a Portas Abertas faz para ajudar os cristãos no Vietnã? 

A Portas Abertas trabalha por meio de parcericom a igreja local. Assim, os cristãos vietnamitas são apoiados quando enfrentam ataques físicos e expulsão da família e da comunidadeEsse apoio é feito por meio de advocacy e ajuda prática, junto com programas de treinamento bíblico e discipulado. 

Como posso ajudar os cristãos perseguidos no Vietnã?  

Além de orar por eles, você pode ajudar de forma prática doando para os projetos da Portas Abertas de apoio aos cristãos perseguidos. Doando para esta campanha, você permite que um cristão vietnamita receba treinamento, discipulado, material cristão e ajuda socioeconômica. 


Pedidos de oração do Vietnã 

  • Ore por novos projetos planejados por parceiros da Portas Abertas no Vietnã. Peça que Deus dê sabedoria e força para que os parceiros alcancem todos os cristãos necessitados.  
  • Interceda pelos irmãos que enfrentam perseguição, especialmente aqueles de minorias étnicas. Lembre-se daqueles que perderam as famílias, que eles se sintam parte da família de Deus e saibam que há muitos irmãos na fé orando por eles. 
  • Clame pelo governo do Vietnã, tanto local quanto nacional. Que os direitos dos cidadãos sejam respeitados e que as lideranças locais não se deixem usar para piorar a perseguição enfrentada pelos cristãos nas comunidades tribai

Um clamor pelo Vietnã 

Pai, pedimos por nossa família no Vietnã. Oramos por todos os cristãos que estão em risco, simplesmente porque lhe seguem, que eles lhencontree sejam inundados por seu amorProteja a cada um e acalme os corações da comunidade e dos líderes governamentais. Por favor, dê força e sabedoria aos nossos irmãos e irmãs no Vietnã. No poderoso nome de Jesus, amém. 

O Vietnã tornou-se um Estado unificado no final da Guerra dos Estados Unidos-Vietnã em 1975 e permaneceu um dos poucos estados comunistas remanescentes até hoje. Todo o poder reside no Partido Comunista e, desde 2010, o executivo e os decisores do Politburo (união de vários partidos) começaram a dialogar com a Assembleia Nacional, que foi eleita, mas não em condições livres e justas. Devido à grande população e posição geográfica do Vietnã, a economia está se desenvolvendo rapidamente. O desenvolvimento político é lento em comparação ao econômico. 

Mais importante do que a Assembleia Nacional são as decisões que o Partido tomará no futuro. O Vietnã determinou uma nova liderança em janeiro de 2016 durante seu 12º Congresso do Partido, deixando o cargo mais importante e influente de secretário-geral inalterado. Esse foi um claro sinal de continuidade e, portanto, é de se esperar que a abordagem econômica comparativamente liberal do governo seja mantida em um limite por rigoroso controle político. Os direitos civis ou a liberdade de religião ainda serão evasivos, especialmente com a nova lei religiosa imposta. 

Uma “estrela crescente” no Partido Comunista, o oficial Dinh La Thang foi surpreendentemente rebaixado por corrupção em maio de 2017, mostrando que o Partido combaterá qualquer perigo percebido. Outros membros do Partido Comunista foram sentenciados a longos períodos de prisão por corrupção e não está claro se isso tem a ver com os esforços do Partido de erradicar a corrupção ou devido à briga política. Após a morte do presidente do país aos 61 anos em setembro de 2018, o secretário-geral do Partido Comunista, Nguyen Phu Trong, foi indicado para assumir a presidência. 

Nguyen Xuan Phuc, primeiro-ministro do Vietnã nos últimos cinco anos, tornou-se presidente, em 5 de abril de 2021, após sua eleição e posse na Assembleia Nacional. Phuc, de 66 anos, apreciado por sua gestão da pandemia e por seu balanço econômico, obteve a maioria dos votos do Parlamento durante uma votação secreta. 

O até agora primeiro-ministro era o único candidato à sucessão de Nguyen Phu Trong, de 76 anos. Em janeiro, este último foi reeleito secretário-geral do Partido Comunista e decidiu, então, deixar o cargo de presidente do Vietnã. O secretário-geral do Partido Comunista é o maior dirigente do regime vietnamita.  

O presidente do Vietnã é a segunda personalidade do Estado, à frente do premiê. Na mesma data de abril, a Assembleia Nacional escolheu Phan Minh Chinh, de 62 anos e ex-vice-ministro de Segurança, como o novo primeiro-ministro. 

CENÁRIO POLÍTICO E LEGAL 

De acordo com um observador político, três grupos podem ser distinguidos na política vietnamita: conservadores do regime, modernizadores e aqueles que apenas buscam lucro. Esses blocos-chave existem dentro do partido no poder e das estruturas do Estado, bem como dentro da sociedade e do sistema econômico. Os líderes do Partido reconhecem regularmente que a corrupção e o abuso de poder desenfreado levaram o Vietnã ao retrocesso. Os cidadãos geralmente se queixam de corrupção oficial, ineficiência governamental e procedimentos burocráticos opacos. A mídia vietnamita tem desempenhado um papel proeminente na exposição de escândalos de corrupção. 

Uma vez que o país não possui grupos da sociedade civil capazes de atuar como guardiões, a exposição da corrupção e do abuso por funcionários tem estado, em grande parte, nas mãos de um pequeno número de jornalistas. As autoridades agem duramente contra todos os desvios da linha do Partido. Isso significa que os grupos de direitos humanos ou ativistas ambientais — a maioria deles cristãos — muitas vezes têm que enfrentar assédio, espancamento, prisão e condenação. Mostrou-se esse padrão quando as autoridades vietnamitas invadiram e fecharam um encontro de ONGs locais registradas em Hanói, em dezembro de 2018.   

Um desafio adicional é a crescente tensão com o grande vizinho do Vietnã, a China. O principal obstáculo são as ações da China no mar da China Meridional. A China está basicamente exigindo esse território como sua posse, negligenciando todas as reivindicações que outros estados podem ter, alguns dos quais são apoiados pelo direito internacional. A China não apenas atacou navios vietnamitas em águas que reivindica apenas para si, mas também começou a construir estruturas militares em recifes e rochas para sustentar sua postura. Isso levou a reações violentas contra as empresas chinesas no Vietnã e depois de uma decisão internacional rejeitando a reivindicação da China, o Vietnã teria começado a implantar mísseis modernos de curto alcance, em suas ilhotas no mar da China Meridional, capazes de alcançar estruturas militares chinesas. 

Embora o conflito tenha se acalmado, continua borbulhando, como confrontos entre navios vietnamitas e chineses em julho de 2019 mostraram. Em novembro de 2019, como relatado pela revista Diplomat, um membro de alto escalão do governo “fez manchetes com a sugestão de que o Vietnã pode considerar medidas alternativas ao lidar com as disputas em que está envolvido no mar da China, incluindo arbitragem internacional com as Filipinas”. 

Apesar de todas as tensões, o Vietnã segue de perto a China, pelo menos no que se refere à preocupação com a ideologia, ao enfatizar o comunismo e também controlar a sociedade. 

O Vietnã, ou como o nome oficial diz República Socialista do Vietnã, é um dos cinco países restantes no mundo que ainda é governado por um Partido Comunista. O comunismo vietnamita é mais que apenas estético, como um observador do país notou ao declarar que a ideologia marxista-leninista de Ho Chi Minh é “quase-religiosa”. O governo monitora atividades cristãs e exerce um nível alto de pressão sobre todos os cristãos.  

A proteção do governo comunista é o primeiro e mais importante objetivo que foi esclarecido mais uma vez pela revisão do código penal, publicado em 20 de junho de 2017, exigindo que todos os advogados informem as autoridades se seus clientes ameaçam a segurança nacional. Tudo e todos devem se submeter à sobrevivência do Partido Comunista e sua ideologia, portanto, as autoridades continuarão a observar os cristãos com suspeita e, se julgarem necessário, agir contra eles.  

CENÁRIO RELIGIOSO 

A afiliação religiosa dos cidadãos do Vietnã é uma questão de muito debate. Apesar do World Christian Database 2020 dizer que quase metade da população segue o budismo e apenas 10,2% as religiões étnicas, o Pew Forum tem as seguintes estimativas em seu relatório do Cenário Religioso Global 2010: 45,3% de religiões étnicas, 16,4% de budistas e 8,2% de cristãos.  

Em qualquer caso, os cristãos são tolerados desde que não desafiem a ordem existente. Como muitos dos cristãos protestantes pertencem a minorias étnicas, que historicamente lutaram no lado americano na Guerra do Vietnã, são facilmente considerados como problemáticos. Em menor medida, isso também é verdade para o grupo muito maior de cristãos católicos, já que eles têm um aspecto colonial e são vistos como conectados a uma potência estrangeira, o Vaticano. Assim, os cristãos estão sempre no radar das autoridades locais ou nacionais. 

As comunidades cristãs históricas, como os católicos romanos, geralmente têm mais espaço para se mover, a menos que se tornem politicamente ativos, podendo ser presos. A igreja católica é de longe a maior comunidade cristã no país, mas ainda é vista como remanescente dos dias coloniais franceses. Estereótipos como “os católicos são franceses e os protestantes, americanos” continuam prevalecendo, especialmente nas áreas rurais.  

Congregações católicas que possuem grandes lotes de terra ao redor de conventos, escolas e hospitais, às vezes, são confiscadas pelo Estado com propósito de desenvolvimento. Os comunistas consideram a igreja como um grupo perigoso facilmente capaz de mobilizar grandes massas. 

Como o objetivo predominante das autoridades comunistas é manter todos os grupos e organizações sob controle para preservar seu poder, nenhuma grande mudança pode ser esperada. Organizar igrejas cristãs e registrá-las será pelo menos tão complicado quanto agora e testemunhar da fé cristã continuará sendo perigoso, especialmente para cristãos entre minorias étnicas que permanecem sob vigilância próxima das autoridades.  

O governo suspeita principalmente das minorias étnicas, que vivem no Nordeste e Centro do país, também conhecidos como “montagnards”. Muitos deles são cristãos e crescem em número, como sempre é relatado. Estima-se que dois terços de todos os protestantes são membros de minorias étnicas, incluindo grupos minoritários nas Terras Altas do Noroeste (hmong, dzao, tailandês e outros) e nas Terras Altas Centrais (ede, jarai, sedang entre outros).  

Os convertidos da religião nativa e os protestantes não tradicionais são perseguidos de forma mais intensa, especialmente se eles se concentram nas áreas rurais e remotas do Vietnã. A maioria pertence às minorias étnicas do país, como os hmong, e enfrenta todas as formas de perseguição, exclusão social, assédio, discriminação e ataques, que deixam as casas destruídas e os forçam a sair da vila. Em vários casos, os cristãos fugiram para o exterior e reivindicaram asilo, mas foram mandados de volta devido à pressão vietnamita.  

Regulamentos mais restritos na comunicação on-line ajudaram a restringir e limitar ainda mais o espaço que os cristãos desfrutam. Pressão e violência contra cristãos que pertencem a minorias étnicas continuam sem alteração e receber relatos dessas regiões permanece um desafio.  

CENÁRIO ECONÔMICO 

O Vietnã continua seguindo a política doi moi, que foi introduzida em 1986 e tinha como objetivo reformar e melhorar o setor econômico. Ela entregou excelentes resultados dobrando o PIB na última década e também na redução da pobreza e no aumento das taxas de empregabilidade. Economicamente, o Vietnã está indo bem, mas sua política vem com um preço. Muitos líderes comunistas, seja na política ou no exército, se tornaram ricos e isso leva a ideologia do país à crise. 

O comunismo, especialmente nas cidades, é mais uma questão retórica do que vida real, e os jovens começaram a fazer perguntas. Para combater essa perda de credibilidade, a ideologia comunista é embasada ainda mais fortemente e as autoridades agem duramente contra todos que se desviam das normas — especialmente ativistas de direitos humanos. Muitos cristãos são assediados, agredidos, detidos e sentenciados ou expulsos do país, como dois deles em junho de 2018, para a Alemanha. 

A mão de ferro do regime estabilizou a economia e muitos vietnamitas bem-educados voltaram para o país para começar seus negócios. Dado que a guerra comercial em desenvolvimento entre China e Estados Unidos já está desviando investimentos para outros estados, especialmente aqueles que pertencem a intergovernamental Associação de Nações do Sudeste Asiático (ASEAN, da sigla em inglês), pelo menos a curto prazo, o Vietnã pode se beneficiar disso. Por outro lado, é possível que o país se torne o próximo alvo da guerra comercial dos Estados Unidos. 

Além disso, embora a liderança tenha anulado todos os protestos contra a política de estabelecer zonas econômicas especiais e dar locações a longo prazo para a China sob condições rígidas, a lei que realmente implementa essa política, que originalmente seria aplicada em maio de 2019, foi adiada indefinidamente. 

CENÁRIO SOCIOCULTURAL 

Com as minorias étnicas que compõem entre 13% e 16,5% da população, o Vietnã é uma das sociedades mais etnicamente heterogêneas da região Ásia-Pacífico. A ideologia comunista conseguiu sufocar muitas diferenças étnicas, religiosas e sociais, mas essas diferenças surgiram novamente e encontraram sua expressão em protestos locais. Os movimentos de protesto cívico são, na sua maioria, limitados a nível local, organizados espontaneamente e dirigidos contra a discriminação socioeconômica étnica e geral, mas eles ainda não foram capazes de desafiar o regime político. Tópicos comuns de protestos são contra a apropriação de terras ou desastres ecológicos e como autoridades locais e nacionais lidam com isso. Claro, isso não significa que o governo não se sinta desafiado, especialmente porque alguns grupos tribais ainda estão buscando criar o próprio estado autônomo. 

A economia saudável leva a baixas taxas de desemprego. De acordo com o Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento, os números permanecem em 1,9% para a taxa geral e 9,7% para o desemprego de jovens. Entretanto, 40,9% continuam empregados no setor da agricultura e a taxa de trabalho infantil (13,1%) e de empregos vulneráveis (54,5%) são altas, o que mostra que o crescimento econômico não vem sem desafios.  

Crianças cristãs de minoria étnica são discriminadas na escola e não recebem a mesma atenção das outras; suas necessidades médicas também são negligenciadas com frequência. Algumas não têm permissão nem mesmo de frequentar escolas por causa da fé cristã. Quando alunos tribais nas regiões montanhosas centrais se convertem ao cristianismo, o diretor do colégio os ameaça com expulsão. Professores também desencorajam alunos cristãos, dizendo que ninguém vai empregá-los depois de se formarem, então é melhor já desistirem da fé. 

O cristianismo chegou ao Vietnã nos séculos 16 e 17 e foi introduzido por comerciantes holandeses e portugueses. Quando a França se tornou o poder colonial da Indochina (1859-1954), missionários franceses chegaram para fortalecer a Igreja Católica Romana, que ainda é representada de forma proeminente por grandes catedrais nas principais cidades. O protestantismo chegou em 1911 com a Aliança Cristã e Missionária e foi posteriormente fortalecido por vários missionários ocidentais. Algumas igrejas de Montagnard foram fundadas durante a Guerra do Vietnã através das transmissões de rádio. 

Uma nova lei no país exige que cada igreja crie um dossiê que comprove que está registrada como um grupo cristão aprovado, tem o direito de se reunir e que a terra é de propriedade da igreja. Isso é enviado às autoridades para aprovação. É um processo extremamente demorado e as autoridades podem facilmente negar permissões, alegando que a terra não é para fins religiosos, ou que a terra é residencial ou ainda que a igreja não é um grupo registrado. 

Sobre nós

Uma organização cristã internacional que atua em mais de 60 países apoiando os cristãos perseguidos por sua fé em Jesus.

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