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Laos

LA
Laos
  • Tipo de Perseguição: Opressão do clã, opressão comunista e pós-comunista, paranoia ditatorial
  • Capital: Vientiane
  • Região: Leste e Sudeste Asiático
  • Líder: Bounnhang Vorachith
  • Governo: Estado comunista
  • Religião: Budismo, cristianismo
  • Idioma: Laociano, francês, inglês e vários idiomas étnicos
  • Pontuação: 71


POPULAÇÃO
7,1 MILHÕES


POPULAÇÃO CRISTÃ
199 MIL

Como é a perseguição aos cristãos no Laos? 

As atividades cristãs são fortemente monitoradas pelas autoridades comunistas, inclusive as de igrejas registradas. Especialmente nas áreas rurais, as igrejas domésticas são forçadas a se reunir em segredo, pois são consideradas ilegais. 

A vida é especialmente difícil para os cristãos ex-budistas, que estão em risco de perseguição pela família e autoridades locais. Isso pode envolver danos ao patrimônio, confisco de bens e emissão de multas. 

A oposição aumenta quando a família de um convertido ou as autoridades locais agitam a comunidade local contra ele, às vezes através de reuniões locais da aldeia ou buscando o apoio de líderes religiosos locais.   

"Nunca tive paz na minha aldeia porque as autoridades locais e a comunidade me perseguem.” 

Tou (pseudônimo), líder de igreja doméstica no Laos

O que mudou este ano? 

O Laos caiu duas posições, indo para o 22º lugar na Lista Mundial da Perseguição 2021. Isso mostra uma redução mínima da oposição ao cristianismo, refletida no fato de o governo ter iniciado um programa de treinamento sobre liberdade de religião e crença para as autoridades locais. Resta saber se isso levará a melhorias nível local. Independentemente disso, não mudará a oposição familiar e comunitária contra os convertidos, por isso o Laos continua a ser um país extremamente desafiador para seguir Jesus. 

Quem persegue os cristãos no Laos? 

O termo tipo de perseguição é usado para descrever diferentes situações que causam hostilidade contra os cristãos. Os tipos de perseguição aos cristãos no Laos são: opressão do clã, opressão comunista e pós-comunista, paranoia ditatorial.

Já as “fontes de perseguição são os condutores/executores de hostilidades, violentas ou não violentas, contra os cristãos. Geralmente são grupos menores (radicais) dentro do grupo mais amplo de adeptos de uma determinada visão de mundo. Afontes de perseguição aos cristãos no Laos são: parentes, cidadãos e quadrilhas, líderes de grupos étnicos, líderes religiosos não cristãos, oficiais do governo, partidos políticos. 

Quem é mais vulnerável à perseguição no Laos? 

Províncias no Norteonde a minoria hmong está concentrada, e KhammuanePhongsaly e Savannakhet, no Sul, têm sido tradicionalmente lugares difíceis para os cristãos viverem. As autoridades locais nessas áreas ainda parecem ter a intenção de remover qualquer testemunho cristão. 

Como as mulheres são perseguidas no Laos? 

Há várias maneiras pelas quais as mulheres cristãs são alvo de perseguição tanto pela fé quanto pelo gênero. Elas enfrentam o perigo de serem espancadas, estupradas e assediadas sexualmente. Há o risco de isolamento social e casamento arranjado entre grupos tribais no Laos, sendo que esse último visa fazer com que as cristãs renunciem à fé.  

As mulheres também podem sofrer muito quando marido é preso e detido pela fé. Isso traz pressão financeira, já que o marido tende a ser o provedoralém do estresse emocional. Pode ser ainda mais desafiador se o chefe da aldeia expulsar a família da comunidade.  

Como os homens são perseguidos no Laos? 

A liderança da igreja no Laos tende a ser dominada por homens, um papel que os torna vulneráveis à perseguição. Eles podem enfrentar a prisão em condições severas e degradantes, e cobrados uma multa enorme para garantir a libertação, colocando pressão financeira sobre famílias e igrejas. A ausência de um líder também enfraquece as igrejas espiritualmente e desperta o medo. 

Os homens cristãos também são suscetíveis à hostilidade e ao tratamento injusto no local de trabalho. Eles podem ser negligenciados em empregos governamentais e militares, ou até mesmo perder o emprego. Aqueles em treinamento militar são condicionados a dar sua lealdade ao Partido Comunista e odiar seus inimigos – o que inclui o cristianismopor ser visto como uma religião ocidental e indesejada.   

O que a Portas Abertas faz para ajudar os cristãos no Laos? 

Por meio de parceiros da igreja local, a Portas Abertas fortalece os cristãos perseguidos no Laos, fornecendo materiais cristãos, treinamento de liderança e discipulado, programas de desenvolvimento socioeconômico, advocacyauxílio emergencial e ajuda prática. 

Como posso ajudar os cristãos perseguidos?  

Além de orar por eles, você pode ajudar de forma prática doando para os projetos da Portas Abertas de apoio aos cristãos perseguidos. Doando para esta campanha, você permite que um cristão ex-budista, em um país asiático, receba capacitação para geração de renda durante dois meses. 



Pedidos de oração do Laos 

  • Agradeça pelo crescimento da igreja no Laos; ore para que Deus continue a usar seu povo para trazer mais pessoas ao conhecimento do amor de Jesus. 
  • Interceda pelos cristãos sobre pressão, para que Deus fortaleça a fé deles e os mantenha firmes. 
  • Ore por famílias e igrejas deixadas sem o apoio e liderança de um marido e/ou líder; ore para que todas as suas necessidades sejam supridas e que seja uma oportunidade para outros crescerem e prosperarem.  

Um clamor pelo Laos 

Senhor Jesus, dê ao seu povo força para suportar a perseguição e graça para amar e perdoar seus perseguidores. Que as autoridades locais e nacionais vejam os cristãos não como uma ameaça, mas como membros valiosos da sociedade. Continue a abrir os olhos dos laosianos para a fé que dá vida. Que seu reino venha ao Laos. Amém. 

O Laos foi uma colônia francesa até 1953. Uma luta de poder se seguiu até que as forças comunistas derrubaram a monarquia em 1975, anunciando anos de isolamento. Após a queda da União Soviética na década de 1990, o Laos começou a se abrir para o mundo. Apesar das reformas econômicas, o país permanece pobre e dependente de ajuda externa. 

Em março de 2016, o Laos tornou-se presidente da Associação das Nações do Sudeste Asiático (ASEAN), que trouxe o país ao foco internacional, mas isso não levou a nenhuma abertura adicional. O Fórum Popular da ASEAN — conectando a sociedade civil e os atores dos direitos humanos de todo o Sudeste Asiático — é geralmente hospedado pelo país que preside a ASEAN. 

No entanto, em agosto de 2016, teve de ser realizado no Timor Leste, destacando o fato de que o governo do Laos não está preparado para dar à sociedade civil em geral, nem a uma minoria religiosa, como os cristãos em particular, qualquer espaço para expressar seus pontos de vista. O país continua a lidar com muita dureza com qualquer dissidência percebida, que inclui a fé cristã. 

Por outro lado, o Laos precisa de desenvolvimento e crescimento econômico, e o investimento estrangeiro precisará de uma maior abertura. O país está no caminho certo, visto que é uma das economias que mais crescem no Leste Asiático e região do Pacífico. No entanto, seu crescimento depende em grande medida de seu grande investidor e vizinho, China. 

CENÁRIO POLÍTICO E LEGAL 

Em março de 2021, Thongloun Sisoulith foi eleito o novo presidente do Laos. Sisoulith é o secretário-geral do Comitê Central do Partido Popular Revolucionário do Laos (LPRP, da sigla em inglês) e foi eleito na sessão inaugural da nona legislatura da Assembleia Nacional do Laos. O novo presidente substituirá Bounnhang Vorachith à frente do poder. O parlamento do Laos também elegeu Phankham Viphavanh como o novo primeiro-ministro do país.  

O LPRP não planeja quaisquer reformas democráticas. Sendo influenciado por dois vizinhos maiores que ainda são comunistas, China e Vietnã, o Laos está preocupado por exemplos sobre como controlar a sociedade. Termos como “regra da lei” ou “direitos humanos” não desempenham um papel importante no país. Especialmente os líderes locais e provinciais são lentos para implementar leis. O LPRP continua a manter seus padrões tradicionais de decisão, a saber, o nepotismo e a corrupção quando se trata da economia e a supressão no que diz respeito às questões políticas e sociais. 

O governo é secreto e ninguém fora do círculo interno de líderes parece saber exatamente o que está acontecendo. O LPRP fará todo o necessário para permanecer no poder. O Laos é um dos cinco países marxistas-leninistas restantes no mundo; adere firmemente à ideologia comunista e, como tal, é estritamente contrário a qualquer influência considerada estrangeira ou ocidental. Para manter o controle, o LPRP exerce enorme pressão sobre a sociedade, inclusive a pequena minoria cristã. O país tem uma visão negativa dos cristãos e os considera inimigos e agentes estrangeiros. O cristianismo é visto como uma ideologia ocidental que desafia o comunismo. O governo do Laos controla todas as informações, inclusive jornais e rádio.  

As autoridades budistas e os líderes das religiões étnicas muitas vezes se dão bem com as autoridades comunistas por causa de interesses sobrepostos. Uma vez que quase metade da população pertence a minorias étnicas, vigiar de perto é importante para o governo. A ampla ancoragem do budismo em todo o país é um meio útil para manter o controle. Essa é a razão mais profunda pela qual o Laos está menos abalado por conflitos étnicos, religiosos ou sociais do que alguns dos países vizinhos — simplesmente não há espaço para expressar diferentes pontos de vista ou para realizar manifestações devido ao controle do governo. 

O budismo serve como um centro de ligação para toda a sociedade e está intimamente ligado ao nacionalismo. As práticas animistas também têm uma influência muito forte sobre a sociedade, especialmente nas áreas rurais, e servem como fonte de pressão sobre os cristãos: as pessoas que não participam de práticas animistas são excluídas da comunidade. 

CENÁRIO RELIGIOSO 

O país ainda está sob o comando do LPRP e, portanto, a religião é algo que as autoridades veem como hostil. Ao pressionar os cristãos, o Laos segue o exemplo de outros países governados por partidos comunistas — principalmente seu maior vizinho, a China. Em meados da década de 1970, o regime comunista iniciou uma campanha contra a minoria cristã para erradicá-la do Laos, mas fracassou. 

As autoridades comunistas monitoram fortemente todas as atividades religiosas e as controlam, inclusive as das igrejas registradas. Como todos os encontros devem ser notificados à administração, as igrejas domésticas devem operar de forma clandestina, pois são consideradas “reuniões ilegais”. Cerca de 75% de todas as congregações da Igreja Evangélica do Laos (IEL) aprovadas pelo governo em todo o país não possuem estruturas permanentes de igreja e realizam cultos em casas.  

Enquanto o budismo é aceito como sendo parte da herança do país, até certo ponto, e as religiões animistas são vistas como superstições, o cristianismo é visto como estrangeiro, ligado aos valores ocidentais e hostil. Os cristãos ex-budistas enfrentam o peso da perseguição. Eles são considerados pessoas fora da comunidade (budista-animista) e, consequentemente, são perseguidos pela própria família e pelas autoridades locais, que muitas vezes agitam a comunidade e buscam ajuda de líderes religiosos locais. 

Os cristãos devem tomar extrema cautela ao falar sobre a fé. Eles sempre precisam permanecer dentro de diretrizes não formalmente expressas e há limites que não podem ser ultrapassados se os cristãos quiserem evitar reações negativas dos oficiais. As autoridades locais costumam fazer uso da atitude hostil da sociedade em relação aos cristãos para justificar seu monitoramento. Elas também costumam ser muito mais fortes na ação contra os cristãos do que as autoridades a nível nacional.  

O Laos é um dos poucos países budistas de Theravada no mundo, seguindo a tradição budista mais antiga ainda existente. Mas como esse antigo sistema de fé se encaixa na ideologia comunista da liderança nacional? Existe uma estreita ligação entre a sociedade e a influência do budismo, templos e monges. Os templos budistas são centros de vida comunitária, especialmente nas áreas rurais, e a maioria dos homens budistas passa algum tempo de suas vidas em um templo — variando de alguns dias a longos períodos. 

Os objetivos religiosos de alguns monges budistas se sobrepõem aos objetivos políticos do Partido Comunista, ou seja, manter o controle do país. O objetivo principal dos comunistas é preservar a estabilidade no país e manter o governo seguro. O objetivo predominante de muitos monges budistas é preservar seu papel respeitado na sociedade e manter seu monopólio em questões religiosas e influência política. Esse desejo de preservação de poder e posição apresenta muitos pontos comuns a ambos os lados. 

De acordo com estimativas de 2019 do World Christian Database, 52,7% da população é budista, principalmente seguindo os ensinamentos Theravada; 41,9% adere a religiões étnicas, basicamente relacionadas à etnia ou aos ancestrais tribais, e são semelhantes às religiões praticadas na Tailândia. Várias tradições populares foram incorporadas ao budismo. As tradições populares, por exemplo, veneram lugares especiais como rios ou árvores, fenômenos naturais e incluem adoração ancestral. 

Animismo e outras práticas tribais são observadas nos vilarejos das áreas rurais, que representam pelo menos 60% do território do país. Trocar as práticas tribais pela fé cristã é visto como traição. Os líderes da aldeia e os membros da família em algumas áreas consideram necessário expulsar os cristãos de suas comunidades por medo de que essa fé estrangeira irrite os espíritos guardiões. As autoridades locais são conhecidas por forçar os cristãos a renunciar à fé, e os líderes das aldeias às vezes convocam as autoridades locais para prenderem os cristãos.  

Províncias como Luang Namtha, Phongsaly e Houphan, no Norte do país, onde a minoria hmong está concentrada, e Savannakhet, no Sul, são tradicionalmente lugares difíceis para os cristãos. As autoridades locais nessas regiões ainda parecem muito determinadas a varrer todo testemunho cristão.  

CENÁRIO ECONÔMICO 

Apesar do considerável crescimento econômico do país desde a liberalização econômica de 1986, quando o LPRP descentralizou o controle sobre a economia e incentivou o início das empresas privadas, o Laos ainda é um dos países menos desenvolvidos do mundo. No entanto, o país pode ser elevado a uma categoria mais alta em 2024, como anunciou a ONU (Organização das Nações Unidas). Se mantiver o nível de crescimento no índice atual, o Laos será removido da categoria “países menos desenvolvidos”. 

Existe uma enorme lacuna entre o desenvolvimento nas áreas urbanas e nas áreas rurais, sendo essas as menos desenvolvidas, especialmente em termos de infraestrutura, como eletricidade, água, saneamento, etc. 

À medida que a diferença de renda cresce, o mesmo ocorre com o potencial de agitação social. Devido à corrupção desenfreada e ao amiguismo, ou seja, a parcialidade para os amigos de longa data, apenas a liderança do país se beneficia dos ganhos econômicos e a maioria dos cidadãos é deixada na pobreza com condições de saúde precárias e uma taxa de inflação crescente. Uma extensa campanha anticorrupção teve alguns resultados positivos, mas não erradicou as redes profundamente enraizadas. 

Apesar de todo desenvolvimento em infraestrutura e outras áreas, a maioria dos laosianos ainda trabalha no setor agrícola. O CIA World Factbook estimou que em 2012 mais de 73% de todos os trabalhadores eram empregados nesse setor. Embora essa taxa possa estar diminuindo, ainda mostra que não é exagero chamar o Laos de uma sociedade rural. 

Além disso, o país pode se encontrar em uma situação paradoxal em um futuro previsível: investimento externo está disponível sem abertura da economia às forças do mercado em colaboração com a China; mas o preço é uma crescente dependência da China, principalmente na dívida externa, uma questão altamente discutida pelo governo. Portanto, um upgrade da ONU não significa nada para questão dos direitos humanos das minorias e da liberdade de religião. Soma-se a isso o fato desse crescimento ter um preço que pôde ser visto desde julho de 2018, quando, esforçando-se para se tornar uma fonte de energia (ou “bateria”) para todo o Sudeste Asiático, o Laos permitiu que empresas internacionais construíssem várias barragens para capitalizar o potencial do país em energia hídrica. Em julho de 2018, uma barragem que ainda estava em construção rompeu, matando dezenas de pessoas. Perguntas começarão a ser feitas sobre quem exatamente se beneficia com projetos como esse. 

Se os laços com a China se estreitarem, os cristãos continuarão a ser colocados de lado e discriminados, podendo ser possível que a estrita política da China contra religiões sirva como um modelo para o governo do Laos. Os cidadãos locais estão protestando contra projetos de desenvolvimento induzidos pela China, mas até agora é difícil para o governo dizer não para as ofertas da China. O Laos está tentando diversificar os investimentos externos e tem tido algum sucesso; por exemplo, a Coreia do Sul é outro grande investidor estrangeiro. Mas como geralmente é o caso, esses desenvolvimentos vêm de mãos dadas com o fato de que a maioria da população é deixada para trás e não vê nada do crescimento prometido e da riqueza gerada. 

CENÁRIO SOCIOCULTURAL 

A cultura tradicional do Laos (budismo) percebe que é natural que a riqueza e o poder se concentrem nas mãos da elite governante em virtude do carma. Esse carma determina seu nascimento e status social. O meio para melhorar seu próprio status é construir uma rede baseada em obrigação e lealdade, dadas em troca de proteção e assistência em momentos de necessidade. Dado esses valores sociais subjacentes, há poucas possibilidades de serem feitas melhorias em regiões não desenvolvidas ou mesmo de um protesto aberto; afinal, o que acontece é determinado pelo próprio carma e tem de ser aceito. 

O Laos ainda é um país bastante pobre e subdesenvolvido. Embora o salário mínimo tenha aumentado em 2018, ainda está bem abaixo do de países vizinhos. A economia sofre com redes que favorecem as famílias dos membros do partido ou amigos íntimos; descendência regional também é muito importante. Sem acesso a essas redes, é difícil conseguir bons empregos ou obter cargos administrativos. 

Apesar dos desafios sociais e das boas notícias de uma economia em desenvolvimento, um fator permanece de suma importância: o Laos depende dos vizinhos maiores, como Vietnã e China. Como um país sem litoral, ele precisa ter acesso ao mar e depende especialmente da China para grandes projetos de infraestrutura. Essa dependência tem várias implicações: 1) para a economia do país, isso significa que o governo só pode influenciar parcialmente as principais decisões; 2) para o futuro político, isto é, no que se refere aos direitos civis e à liberdade de religião, significa que é improvável que o Laos atente para as minorias religiosas a curto prazo; 3) após deixar a presidência da ASEAN (Associação de Nações do Sudeste Asiático, bloco econômico criado em 1967 composto por 10 países da região), o Laos será novamente ignorado por observadores internacionais e a situação dos cristãos perseguidos no país provavelmente continuará, em grande parte, despercebida.  

A corrupção no Laos é onipresente e as pessoas sabem disso, mas não podem fazer nada para combatê-la. Além disso, como não há imprensa livre no país, não há pressão pública pela prestação de contas.  

Quando o Relator Especial da ONU sobre pobreza extrema e direitos humanos afirmou após uma visita ao país, no final de junho de 2019, que o modelo econômico do Laos não faz nada para diminuir a pobreza e a desigualdade, o governo publicamente contradisse a afirmação. Continua sendo um desafio, no entanto, transformar projetos de infraestrutura, como barragens ou a linha de trem de alta velocidade construída pela China, em benefícios para a vida das pessoas comuns. 

Os missionários católicos romanos (jesuítas do Vietnã) fizeram várias tentativas de entrar no território do Laos a partir de 1630. No entanto, não conseguiram até que a Sociedade de Missão Estrangeira de Paris entrou no país em 1878, e uma estação de missão em Ban Dorn Don, uma ilha no rio Mekong, foi estabelecida. 

Os cristãos presbiterianos estabeleceram igrejas na Tailândia (Siam) na década de 1860 e os missionários suecos e suíços se deslocaram para o Leste do Laos em 1890 e 1902, respectivamente. No entanto, o protestantismo não se espalhou até que a Aliança Cristã Missionária entrou no Laos em 1948. A minoria khmer, dominada pela maioria lao, começou a responder de forma positiva, assim como outros grupos minoritários. 

Em meados dos anos 1970, o regime comunista começou uma campanha para erradicar a minoria cristã, mas fracassou. 

REDES ATUAIS DE IGREJAS 

As comunidades de estrangeiros cristãos que moram no país não se misturam com as igrejas locais, exceto em raros casos em uma configuração urbana. Elas incluem diplomatas e enfrentam pressão, por exemplo, através do sistema de monitoramento da polícia. 

As comunidades cristãs históricas são a Igreja Católica Romana, a Igreja Evangélica do Laos (IEL) e a Adventista do Sétimo Dia. Embora essas igrejas sejam oficialmente reconhecidas pelas autoridades, são monitoradas e, no caso da IEL, encontram restrições para escolher seus líderes e imprimir materiais cristãos. O governo em parte a obriga a monitorar as igrejas não registradas. 

Cristãos convertidos do budismo ou que vêm de uma família de etnia animista enfrentam a perseguição mais forte, tanto de autoridades locais como da família, amigos e vizinhos. Como toda conversão é uma indicação de que o cristianismo está crescendo, o governo é cauteloso com conversões também. 

As comunidades cristãs não tradicionais são formadas por várias denominações existentes no Laos. Como o governo não permite reuniões “ilegais”, todos esses grupos precisam se registrar sob uma das três igrejas reconhecidas pelo governo mencionadas acima. As congregações que não se registram têm que se reunir clandestinamente. Membros dessas igrejas também enfrentam discriminação em vários níveis da sociedade. 

No Laos, até mesmo as igrejas registradas são monitoradas pelo governo

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