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Laos

LA
Laos
  • Tipo de Perseguição: Opressão comunista e pós-comunista, opressão do clã, paranoia ditatorial
  • Capital: Vientiane
  • Região: Leste e Sudeste Asiático
  • Líder: Thongloun Sisoulit
  • Governo: Estado comunista
  • Religião: Budismo, cristianismo
  • Idioma: Laociano, francês, inglês e vários idiomas étnicos
  • Pontuação: 69


POPULAÇÃO
7,2 MILHÕES


POPULAÇÃO CRISTÃ
203 MIL

Como é a perseguição aos cristãos no Laos? 

A liberdade dos cristãos no Laos é severamente restringida pelo intenso monitoramento das autoridades comunistas. Igrejas domésticas que não têm aprovação administrativa são consideradas “reuniões ilegais” e devem operar de forma clandestina. Mesmo a maioria das igrejas registradas não tem uma estrutura permanente para a igreja e deve conduzir os cultos nas casas. 

O peso da perseguição é reservado para convertidos ao cristianismo que são considerados culpados de traição das tradições animistas e budistas da comunidade. Eles frequentemente enfrentam pressão e violência da família e de autoridades locais, provocando oposição da comunidade e de líderes religiosos locais. Isso pode levar convertidos a serem expulsos da vila. 

Depois que eu aceitei a Jesus Cristo, me senti uma pessoa normal. Meu coração e alma foram completamente curados. Entretanto, minha felicidade foi esmagada por causa da perseguição severa. Meus amigos e primos não cristãos me odiavam e diziam coisas ruins para mim.” 

Soy (pseudônimo), cristã perseguida no Laos que foi presa aos 14 anos

O que mudou este ano? 

Apesar de ter caído quatro posições na Lista Mundial da Perseguição 2022, a situação para os cristãos no Laos permanece quase inalterada. Enquanto poucos cristãos foram presos se comparado ao ano anterior, houve um aumento no número de convertidos deslocados de casa por enfrentar rejeição na vila. A pandemia também dificultou a coleta de informações, então a realidade pode ser mais severa do que o relatado. 

Quem persegue os cristãos no Laos? 

O termo “tipo de perseguição” é usado para descrever diferentes situações que causam hostilidade contra os cristãos. Os tipos de perseguição aos cristãos no Laos são: opressão comunista e pós-comunista, opressão do clã, paranoia ditatorial.  

Já as “fontes de perseguição” são os condutores/executores de hostilidades, violentas ou não violentas, contra os cristãos. Geralmente são grupos menores (radicais) dentro do grupo mais amplo de adeptos de uma determinada visão de mundo. As fontes de perseguição aos cristãos no Laos são: oficiais do governo, partidos políticos, líderes de grupos étnicos, líderes religiosos cristãos, parentes, líderes religiosos não cristãos, cidadãos e quadrilhas. 

Quem é mais vulnerável à perseguição no Laos? 

Províncias no Norte, como Luang NamthaPhongsaly e Houphan, e no Sul, como Khammuane e Savannakhet têm sido tradicionalmente lugares difíceis para os cristãos viverem. As autoridades locais nessas áreas parecem ter a intenção de remover qualquer testemunho cristão.  

Como as mulheres são perseguidas no Laos? 

A violência contra a mulher é amplamente aceita culturalmente, até mesmo pelas próprias mulheres. Consequentemente, apenas uma em cinco mulheres que experimentaram abuso relatam isso para as autoridades locais, uma atitude que torna as convertidas ao cristianismo ainda mais suscetíveis à violência. 

Já que os homens cristãos comumente são presos e detidos por causa da fé, as mulheres sofrem economicamente com a perda do provedor da família, bem como emocionalmente pela perda do marido. As famílias geralmente precisam pagar consideráveis quantias de dinheiro para assegurar a soltura do marido, os estagnando ainda mais. Jovens cristãs também são cada vez mais vítimas do tráfico humano de noivas para a China. 

Como os homens são perseguidos no Laos? 

A liderança da igreja no Laos tende a ser dominada por homens e líderes de igreja são alvo frequentes da perseguição. Pastores são vulneráveis à prisão e, uma vez detidos, a família ou a congregação muitas vezes precisa pagar consideráveis quantias em dinheiro para garantir a soltura. Essas fianças, assim como a ausência do pastor, enfraquecem as igrejas e geram medo. Alguns líderes relatam um tratamento severo e degradante na prisão. 

Homens cristãos também enfrentam perseguição e tratamento injusto nos locais de trabalho, enquanto cristãos no treinamento militar são colocados sob pressão intensa para oferecer a sua lealdade ao Partido Comunista e odiar os inimigos do partido — o que inclui o cristianismo. 

O que a Portas Abertas faz para ajudar os cristãos no Laos? 

A Portas Abertas, por meio de parceiros locais, fortalece os cristãos perseguidos no Laos, fornecendo materiais cristãos, treinamento de liderança e discipulado, programas de desenvolvimento socioeconômico, advocacy e auxílio emergencial. 

Como posso ajudar os cristãos perseguidos no Laos?  

Além de orar por eles, você pode ajudar de forma prática doando para os projetos da Portas Abertas de apoio a cristãos perseguidos. Doando para esta campanha, sua ajuda vai para locais onde a necessidade é mais urgente.

Pedidos de oração do Laos 

  • Peça a Deus para que todos os cristãos presos sejam fortalecidos no corpo, na mente e no espírito e sejam soltos em breve. 
  • Interceda para que os cristãos encontrem crescente favor de líderes religiosos locais e oficiais do governo. 
  • Ore pela proteção dos parceiros da Portas Abertas e por sabedoria enquanto eles servem nossa família no Laos. 

Um clamor pelo Laos 

Senhor Jesus, dê a seus filhos força para perseverar diante das pressões que muitos deles enfrentam. Proteja as igrejas domésticas das vigilâncias e restrições e guarde os pastores das detenções. Conceda sustento para todas as famílias e igrejas cujos pastores estão na prisão. Acabe com tráfico de mulheres para a China e ministre cura para todas as mulheres que precisam disso hoje. Obrigado por sua fiel igreja no Laos. Que seu povo continue crescendo em fé e número. Amém. 

O Laos foi uma colônia francesa até 1953. Uma luta de poder se seguiu até que as forças comunistas derrubaram a monarquia em 1975, anunciando anos de isolamento. Após as mudanças na União Soviética no meio dos anos 1980, o Laos começou a abrir sua economia a partir de 1986. Apesar das reformas econômicas, chamadas de “Novo Mecanismo Econômico”, o país permanece pobre e depende muito de ajuda externa. 

O Laos se abriu lentamente para seus vizinhos e comunidade internacional. Ele recebeu os Jogos do Sudeste Asiático em 2009 e se uniu à Organização Mundial do Comércio (WTO, da sigla em inglês). Em março de 2016, o Laos assumiu a presidência rotativa anual da Associação das Nações do Sudeste Asiático (ASEAN), que levou o país ao foco internacional por pouco tempo. O Fórum Popular da ASEAN — conectando a sociedade civil e os atores dos direitos humanos de todo o Sudeste Asiático — é geralmente hospedado pelo país que preside a ASEAN. 

No entanto, em agosto de 2016, teve de ser realizado no Timor Leste, destacando o fato de que o governo do Laos não está preparado para dar à sociedade civil em geral, nem a uma minoria religiosa, como os cristãos em particular, qualquer espaço para expressar seus pontos de vista. O país continua a suprimir qualquer dissidência percebida, que inclui a fé cristã. 

Por outro lado, o Laos precisa de desenvolvimento e crescimento econômico, e o investimento estrangeiro precisará de uma maior abertura. Essa é uma das razões por que o Laos recebeu diversos consultores e relatores especiais da ONU, bem como outros da ASEAN e da União Europeia. De acordo com a visão geral do país do Banco Mundial, o desenvolvimento está bem encaminhado e o Laos é uma das economias que mais crescem no Leste Asiático e região do Pacífico. No entanto, seu crescimento depende em muito de seu grande investidor e vizinho, China, e vem com o custo do aumento da dependência e um impacto ambiental. 

CENÁRIO POLÍTICO E LEGAL 

O Partido Comunista não planeja quaisquer reformas democráticas. Há pouca esperança real de que a liberdade religiosa, como estipulada na Constituição do Laos, seja realmente observada e respeitada até o nível das aldeias. Sendo influenciado por dois vizinhos maiores que há muitos anos tem aumentado a ênfase nos valores comunistas, China e Vietnã, o Laos está procurando por exemplos sobre como controlar a sociedade. Termos como “regra da lei” ou “direitos humanos” não desempenham um papel importante no país, embora haja esforços para fortalecer a estrutura legal.  

Especialmente os líderes locais e provinciais são lentos para implementar leis do governo central e a supervisão é fraca. Embora pareça haver algum esforço para melhorar a maneira de governar o povo do Laos, o Partido Comunista prefere manter seus padrões tradicionais de decisão, a saber, o nepotismo e a corrupção quando se trata da economia, e a supressão e limitações no que diz respeito às questões políticas e sociais. As autoridades colocam uma grande ênfase no controle, na doutrinação da população por meio da mídia (que não pode ser chamada de “livre”) e na repressão das reclamações dos cidadãos ou preocupações com mídias sociais.  

O Partido Comunista fará todo o necessário para permanecer no poder. O Laos é um dos cinco países marxista-leninistas restantes no mundo; adere firmemente à ideologia comunista e, como tal, é estritamente contrário a qualquer influência considerada estrangeira ou ocidental. Para manter o controle, o Partido Comunista exerce enorme pressão sobre a sociedade, inclusive a pequena minoria cristã. Por definição, o país tem uma visão negativa dos cristãos, mas reconheceu o cristianismo como uma das quatro religiões oficiais, embora seja visto como uma ideologia ocidental que desafia o comunismo. O governo do Laos controla todas as informações, inclusive jornais e rádio.  

Uma vez que quase metade da população pertence a minorias étnicas, vigiar é importante para o governo, principalmente pelo fato de ter havido conflitos com as minorias hmong no período de análise da Lista Mundial da Perseguição 2022 (1 de outubro de 2020 a 30 de setembro de 2021). A ONU também pediu uma investigação por conta do desaparecimento de quatro hmongs, incluindo três adolescentes. O controle definitivo do país e seu povo permanece nas mãos do governo comunista. Não há espaço para expressar diferentes pontos de vista ou para realizar manifestações devido ao controle do governo e dos líderes religiosos locais.  

CENÁRIO RELIGIOSO 

De acordo com as estimativas do World Christian Database 2021, 53,5% da população é budista, principalmente seguindo os ensinamentos Theravada. O budismo serve como um centro de ligação para toda a sociedade e está intimamente ligado ao nacionalismo. Outros 41,6% aderem a religiões étnicas (as tradicionais chinesas não estão incluídas) relacionadas a sua etnia ou a ancestrais tribais, e são parecidas com as religiões praticadas na Tailândia. Tradições populares, por exemplo, veneram lugares especiais como rios ou árvores, fenômenos naturais e adoração ancestral. Práticas animistas têm uma influência muito forte na sociedade, principalmente em áreas rurais, e servem como uma fonte de pressão aos cristãos. As pessoas que não participam de práticas animistas são excluídas da comunidade e podem ser consideradas como estrangeiras. 

O país ainda está sob o comando do Partido Comunista e, portanto, a religião é algo que as autoridades veem como hostil e precisa ser controlado. As autoridades comunistas monitoram todas as atividades religiosas, inclusive as das igrejas registradas. Como todos os encontros devem ser notificados à administração, as igrejas domésticas devem operar de forma clandestina, pois são consideradas “reuniões ilegais”. Cerca de 75% de todas as congregações da Igreja Evangélica do Laos (IEL) aprovadas pelo governo em todo o país não possuem estruturas permanentes de igreja e realizam cultos em casas.  

Enquanto o budismo é aceito como sendo parte da herança do país, até certo ponto, e as religiões animistas são vistas como superstições indescritíveis, o cristianismo é visto como estrangeiro, ligado aos valores ocidentais, hostil e um inimigo do comunismo, principalmente nas vilas.  

Os cristãos devem tomar extrema cautela ao falar sobre a fé. Eles sempre precisam permanecer dentro de diretrizes não formalmente expressas e há limites que não podem ser ultrapassados se os cristãos quiserem evitar reações negativas dos oficiais. As autoridades locais costumam fazer uso da atitude hostil da sociedade em relação aos cristãos para justificar seu monitoramento.   

O Laos é um dos poucos países budistas de Theravada no mundo, seguindo a tradição budista mais antiga ainda existente. Mas como esse antigo sistema de fé se encaixa na ideologia comunista da liderança nacional? Existe uma estreita ligação entre a sociedade e a influência do budismo, templos e monges. Os templos budistas são centros de vida comunitária, especialmente nas áreas rurais, e a maioria dos homens budistas passa algum tempo de suas vidas em um templo — variando de alguns dias a longos períodos de tempo. Espera-se que os homens sigam essa tradição e sejam levados a um vínculo natural com o budismo, os monastérios e a autoridade dos monges. 

Animismo e outras práticas tribais são observadas nos vilarejos das áreas rurais, que representam pelo menos 60% do território do país. Trocar as práticas tribais pela fé cristã é visto como traição, já que os cristãos são vistos como destruidores da unidade da vila. Os líderes da aldeia e os membros da família em algumas áreas consideram necessário expulsar os cristãos de suas comunidades por medo de que essa fé estrangeira irrite os espíritos guardiões. Isso ocorre, por exemplo, quando cristãos querem enterrar seus mortos no cemitério local da vila. As autoridades locais também são conhecidas por forçar os cristãos a renunciar à fé, e também pode acontecer de os líderes das aldeias convocarem as autoridades locais para prenderem os cristãos.  

CENÁRIO ECONÔMICO 

Apesar do considerável crescimento econômico do país desde a liberalização econômica de 1986, quando o Partido Comunista descentralizou o controle sobre a economia e incentivou o início das empresas privadas, o Laos ainda é um dos países menos desenvolvidos do mundo. No entanto, o país pode ser elevado a uma categoria mais alta em 2024, como anunciou a ONU (Organização das Nações Unidas). Se mantiver o nível de crescimento no índice atual, o Laos será removido da categoria “países menos desenvolvidos”. Esses esforços foram frustrados com a chegada da crise da COVID-19.  

O perfil do país do Banco Mundial diz que “os efeitos da COVID-19 na economia do Laos estão colocando em risco alguns dos ganhos feitos contra a pobreza”. Todos os esforços para melhorar a economia e meios de sobrevivência das pessoas foram praticamente interrompidos. Em setembro de 2021, um pico de casos da COVID-19 varreu todo o país e levou a um lockdown da capital Vientiane e restrições de viagens, que se prolongaram até novembro de 2021.  

A liderança recém-instalada anunciou uma mudança em sua abordagem econômica. Além disso, em todo o desenvolvimento econômico e social alcançado até agora, existe uma enorme lacuna entre o desenvolvimento nas áreas urbanas e nas áreas rurais, sendo essas as menos desenvolvidas, especialmente em termos de infraestrutura, como eletricidade, água, saneamento, etc. 

À medida que a diferença de renda cresce, o mesmo ocorre com o potencial de agitação social. Devido à corrupção desenfreada e ao amiguismo, ou seja, a parcialidade para os amigos de longa data, apenas a liderança do país se beneficia dos ganhos econômicos e a maioria dos cidadãos é deixada na pobreza com condições de saúde precárias e uma taxa de inflação crescente. Tudo isso reflete nas estatísticas de pobreza, bem como nos números de empregos vulneráveis e crianças malnutridas. Além disso, uma extensa campanha anticorrupção teve alguns resultados positivos, mas não erradicou as redes profundamente enraizadas. 

Apesar de todo desenvolvimento em infraestrutura e outras áreas, a maioria dos laosianos ainda trabalha no setor agrícola. O CIA World Factbook estimou que em 2012 mais de 73% de todos os trabalhadores eram empregados nesse setor. Embora essa taxa possa estar diminuindo, ainda mostra que não é exagero chamar o Laos de uma sociedade rural. Muitos cristãos vivem em áreas rurais e, portanto, compartilham os desafios da pobreza e má nutrição. 

Além disso, o país pode se encontrar em uma situação paradoxal em um futuro previsível: investimento externo está disponível sem abertura da economia às forças do mercado em colaboração com a China; mas o preço é uma crescente dependência da China, principalmente na dívida externa, uma questão altamente discutida pelo governo. Portanto, um upgrade da ONU não significa nada para a questão dos direitos humanos das minorias e da liberdade de religião. Perguntas começarão a ser feitas sobre quem exatamente se beneficia com projetos como esse. 

Se os laços com a China se estreitarem, os cristãos serão fortemente afetados, já que a China não se preocupa muito com o registro dos direitos humanos do país como outras nações. No período de pesquisa da Lista Mundial da Perseguição 2022, minorias étnicas protestaram contra projetos de desenvolvimento que levaram a operações militares contra as minorias hmong no Norte do país. O Laos está tentando diversificar os investimentos externos e tem tido algum sucesso; por exemplo, a Coreia do Sul é outro grande investidor estrangeiro. Entretanto, sempre parece que esses desenvolvimentos vêm de mãos dadas com o fato de que a maioria da população não vê nada do crescimento prometido e da riqueza gerada.  

CENÁRIO SOCIOCULTURAL 

A cultura tradicional do Laos (budismo) percebe que é natural que a riqueza e o poder se concentrem nas mãos da elite governante em virtude do carma. Esse carma determina seu nascimento e status social. O meio para melhorar seu próprio status é construir uma rede baseada em obrigação e lealdade, dadas em troca de proteção e assistência em momentos de necessidade. Devido a esses valores sociais subjacentes, há poucas possibilidades de serem feitas melhorias em regiões não desenvolvidas ou mesmo de um protesto aberto; afinal, o que acontece é determinado pelo próprio carma e tem de ser aceito. 

Apesar de todo o crescimento econômico, a pobreza ainda é um fator considerável no Laos e o PIB surpreendentemente alto no país é enganoso. Uma área importante onde essa pobreza se desenvolve é no trabalho infantil. Além das altas taxas de trabalho infantil, no período entre 2015 e 2019, 23,2% de todas as crianças em idade de educação primária e secundária estavam fora da escola. A maioria dessas crianças vêm de comunidades rurais e trabalham no setor agrícola, ajudando suas famílias que, na maioria das vezes, não entendem a importância dos estudos.  

A crise em torno da COVID-19 provará ser um fardo adicional, principalmente para áreas rurais que estão atrasadas em infraestrutura de saúde. Embora o distanciamento social seja um benefício, já que o vírus parece não ter alcançado áreas remotas e rurais, dificultará o desenvolvimento e os esforços para melhorar a situação das pessoas. Cristãos também são afetados por isso, já que são considerados em muitas vilas como forasteiros, que seguem uma religião estrangeira. Portanto, é possível que cristãos sejam excluídos das poucas quantidades de assistência do governo que as áreas rurais recebem, não necessariamente por parte das autoridades nacionais, mas por líderes locais. 

Os missionários católicos romanos (jesuítas do Vietnã) fizeram várias tentativas de entrar no território do Laos a partir de 1630. No entanto, não conseguiram até que a Sociedade de Missão Estrangeira de Paris entrou no país em 1878, e uma estação de missão em Ban Dorn Don, uma ilha no rio Mekong, foi estabelecida. 

Os cristãos presbiterianos estabeleceram igrejas na Tailândia (Siam) na década de 1860 e os missionários suecos e suíços se deslocaram para o Leste do Laos em 1890 e 1902, respectivamente. No entanto, o protestantismo não se espalhou até que a Aliança Cristã Missionária entrou no Laos em 1948. A minoria khmer, dominada pela maioria lao, começou a responder de forma positiva, assim como outros grupos minoritários. 

Em meados dos anos 1970, o regime comunista começou uma campanha para erradicar a minoria cristã, mas fracassou. 

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Uma organização cristã internacional que atua em mais de 60 países apoiando os cristãos perseguidos por sua fé em Jesus.

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